quinta-feira, 10 de julho de 2008

David Fincher produz animado

O diretor David Fincher (de Clube da Luta e Zodíaco) vai entrar para o universo da animação. Ele confirmou que em breve irá começar a trabalhar, junto com a Dark House Entertainment e o estúdio de animação Blut Studios, na adaptação para as telas de cinema do HQ The Goon.

Produzido em CGI, o animado trará a história criada por Eric Powell, em 1999, sobre um lutador musculoso que se diz maior parceiro de um criminoso perigoso. A trama mescla humor e sobrenatural, envolvendo fantasmas, zumbis e até cientistas loucos. O filme será roteirizado pelo próprio Powell, com produção de David Fincher. Até o momento nenhum grande estúdio está vinculado ao projeto, ainda que a editora Dark House (que publica o quadrinhos desde 2003) tenha um contrato de prioridade com a Universal.

(shirley paradizo)

Novas de Igor

Enquanto esperamos a nova animação em CGI do Exodus Film Group com ares de terror e comédia, aí está o novo pôster de Igor, previsto para estrear nos cinemas americanos em 19 de setembro. Vale lembrar que o filme ganhou a classificação PG (aconselha-se acompanhamento dos pais), devido a alguns elementos temáticos, imagens assustadoras, ação e linguagem um pouco mais "pesadas" para os pequenos.

O visual do animado lembra muito algumas as produções do diretor Tim Burton, de A Noiva-Cadáver e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (veja imagens abaixo). O desenho conta com as vozes dos atores John Cusack (de Alta Fidelidade), Steve Buscemi (de A Ilha), Sean Hayes (de Will and Grace) e John Cleese (de A Vida de Brian). O grande vilão dessa história terá a voz de Jeremy Piven (de A Última Cartada). A direção do animado ficou nas mãos de Anthony Leondis (ex-artista da Disney), que tem no currículo trabalhos como Lilo & Stitch 2: Stitch Deu Defeito e O Caminho para El Dorado.

O roteiro escrito por Chris McKenna é sobre o assistente corcunda de um cientista maluco chamado Igor que venera e serve ao seu mestre, mas que também quer se tornar um inventor. Ele passa os dias dizendo “Sim, mestre”, enquanto sonha em criar seu próprio monstro.


(shirley paradizo)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Criança & TV

A pedidos de alguns pais e fãs de desenhos, a partir de hoje teremos uma nova seção no blog, que batizei de Criança & TV. A intenção é colocar em pauta, todas as quartas, a antiga discussão sobre o relacionamento entre a garotada e a TV, bem como os desenhos que são mais adequados para cada faixa etária. Como primeiro texto, escolhi uma entrevista feita por Cristiane Rogerio com a especialista Bia Rosemberg (publicada no site da revista Crescer. Aliás, para os pais à procura de boas dicas na hora de educar seus pimpolhos, o endereço é parada obrigatória!).

É preciso aprender a assistir à TV

Assista a alguns sucessos da TV Cultura para crianças e vá até o final dos créditos: Bia Rosenberg está lá como responsável por programas premiados, como Castelo Rá-Tim-Bum e Cocoricó, e pela atual versão de Vila Sésamo. Após 20 anos dirigindo e escrevendo atrações para o público infanto-juvenil, Bia reuniu suas idéias, pesquisas e dicas em um livro para ajudar os pais a parar de lamentar o excesso de televisão na vida dos filhos e partir para o trabalho. Em A TV Que Seu Filho Vê – Como Usar a Televisão no Desenvolvimento da Criança (Ed. Panda Books) há explicações sobre o mundo da televisão (o que está por trás dela), exercícios para descobrir que papel ela tem na casa de cada um de nós e como ajudar a criança a entender, de fato, a programação a que está exposta, inclusive a publicidade. A idéia principal é desenvolver a capacidade crítica de adultos e crianças diante da TV e oferecer munição para uma reeducação.

Hoje em dia, a polêmica está no uso do computador. Por que ainda precisamos discutir a televisão?
Porque ela é ainda muito presente na vida das crianças, que assistem a um número impressionante de horas por dia.

O que nós vemos com as crianças é um reflexo da nossa má educação com a TV?
Quando você começa a ver, tem uma facilidade tão grande, uma disponibilidade, te exige tão pouco que você acaba vendo simplesmente. É muito fácil, e as pessoas tendem a ter um comportamento mais passivo.


E qual é o principal papel dos pais nisso? Filtrar?
É acompanhar. Escolher junto com os filhos aquilo que eles (os filhos) querem ver. Não escolher pelos filhos, escolher junto com eles, discutir o que estão vendo. Então, o primeiro papel dos pais é se educar em relação à televisão, para aí poder educar os filhos. Assim como a gente educa para a literatura, pega um livro e sugere ‘ah, quando eu era pequena, eu li tal coisa, você não quer ler?’. Ou olha um novo, olha junto, discute. Tem que perguntar: ‘por que você acha esse programa bom, o que você gosta de ver?’.


E quando os pais não estão em casa?
Não é uma situação muito fácil, porque precisa ter um certo esforço dos pais para tentar ver o que o filho está assistindo pelo me nos uma vez, para ter alguma idéia do que se trata. Ou então pedir para o filho contar, que também é uma forma de você ter uma atitude mais consciente.


E passar isso para o adulto que fica com os filhos na ausência dos pais, como, por exemplo, quando você orienta quanto ao que comer?
Exatamente. Orientar às pessoas com quem seu filho fica para propor coisas diferentes, que não sejam só de televisão. E, quando estiverem assistindo, que seja um programa escolhido, e não um "porque eu não tenho mais nada para fazer". Tem que ter um objetivo.


Como ficam os pais acostumados a ligar a TV logo que chegam em casa? Ou os que adoram muito ver novela, jornal da noite...
Eu conheço, sim, pessoas que ligam a TV, sentam e assistem. Em geral, claro, tendem a ter filhos que assistem a muita TV. Tem que se educar e propor outras coisas. Na verdade, uma pessoa que vê televisão o tempo todo não está dando tanta atenção para o filho. Fica difícil educar assim. Pior quando só tem um aparelho em casa, passando algo para adultos... Não é bom para criança nenhuma.


Quando há algo impróprio, desliga?
É o caso de você se reeducar também. Pelo menos espere seu filho ir dormir e aí você assiste à vontade, com mais liberdade. Quando vai educar um filho, você não fica só comendo porcaria na frente dele, né?


E tem um jeito de fazer isso sem brigar com a criança todos os dias?
Claro! Você faz acordos com a criança. Não deve dizer ‘não, não vai ver tal coisa!’, mas, sim, ‘vai ver tal coisa? Então vamos ver juntos’. Ou peça para ela te contar. Ver por que ela gosta daquilo. Tudo o que for mediado pelos pais vai ser menos nocivo.


Existe uma dúvida dos pais: dá tempo de mudar crianças, de 5 ou 7 anos, que já estão mal-acostumadas?
A proposta do livro, inclusive, é que o próprio adulto se modifique. O importante é que a criança realmente esteja de acordo, que negocie com ela o que parece razoável para você, pai, e também seja satisfatório para ela.


O que moveu você a escrever o livro?
Eu tive pessoas que realmente estavam muito desorientadas. E tenho acesso a infor mações, eu estudo, faz parte do meu cotidiano. E falta discutir. A escola aborda pouco e poderia ter uma postura mais analítica, mais crítica.


Em relação à programação adulta que as crianças vêem (no livro você aponta a grande quantidade de crianças assistindo aos conhecidos como "horário nobre"), o que é pior? Violência?
Atualmente, o que tenho mais observado nas crianças está relacionado à notícia de jornal. Elas são sempre as vítimas: as seqüestradas, as mortas, as desaparecidas. E isso traz para a criança uma insegurança. Mesmo uma coisa como um acidente de avião na Coréia, por exemplo, e os pais vão pegar um avião amanhã. Nas notícias, não estão dizendo que cai um em tantos que não, que é mais fácil morrer num carro. E o jornalismo explora a violência de uma maneira indescritível: assisti a uma cena de um rapaz sendo espancado por outros. Eram seis da tarde, e as cenas se repetiram, se repetiram. É muito assustador. Imagine para a criança que se sente tão indefesa ainda, sem recursos.


Então, é melhor não deixar ver...
Depende da idade. Até uns 6 anos, é melhor que não tenha contato. A partir dos 7, é possível conversar.


O que você acha do fato de colocar bebês em frente à televisão, DVDs que prometem deixá-lo mais inteligente, ou de quando os pais optam por isso para dar conta de outras coisas na casa?
As crianças se interessam, se envolvem com o som, a mudança de imagem, com a percepção delas das coisas. Os bebês vêem TV mesmo, e é melhor que assistam a programas feitos para eles, que tenham um ritmo diferente, cores, que proponham até certa educação. O Cocoricó é um fenômeno interessante: feito para crianças de 3 a 6 anos, e os bebês amam! Eles não entendem a história, mas adoram os bonecos, as cores, as músicas.


A Sociedade Americana de Pediatria diz não à TV para os menores de 2 anos...
Eles dizem isso mesmo, que causa danos no desenvolvimento do cérebro. Mas não está comprovado, não deu tempo ainda disso.


Então, é o tempo de exposição que faz diferença?
Novamente, tem que oferecer alternativas para a criança. A TV não pode ser a única fonte de divertimento, prazer, informação.


E em relação a deixar mais inteligente?
Acho que depende de como usa a TV. O programa que propõe que ele diga ‘bola, bola, bola’ não vai fazer ele dizer. Mesmo que ele diga, não significa muita coisa. Por outro lado, certos programas como Dora ou As Pistas de Blue propõem charadas mais interativas, e ela não vai ficar mais inteligente. Ninguém fica mais inteligente porque vê TV.


No final do livro, você lista alguns programas que estão no ar, com sinopses e detalhes, mas preferiu não se posicionar contra ou a favor de programas?
Foi. A idéia é que os pais, a partir da leitura do livro, tenham visões próprias sobre os programas. Devem se sentir mais instrumentalizados para ter uma opinião e aí saber assistir a esse ou a outro programa que vier.


Qual é a dica principal quando os assuntos são TV e criança?
A dica é que os pais participem com os filhos nessa atividade de ver televisão. Precisam estar em contato com eles, saber o que estão fazendo e se posicionar.


Não é para ficar reclamando ‘ai, ele vê tanta TV’...
Se reclama assim, espero que o livro dê a ele condições de tomar atitudes práticas.

Roedores em alta

Animações estreladas por simpáticos e corajosos ratinhos parece terem virado moda em Hollywood. Depois da Disney com o chef Remy, de Ratatouille, e da DreamWorks com riquinho Rody, de Por Água Abaixo, agora é a vez da Universal Pictures apostar em um roedor. E, ao que tudo indica, a produção de The Tale of the Despereaux está a todo vapor e o estúdio já começa a trabalhar na divulgação do animado. Em formato digital, o desenho é inspirado no livro infantil de Kate Dicamillo e gira em torno de ratinho pequeno, franzino e orelhudo - que lembra o inesquecível ratinho italiano dos anos 60 Topo Gigio (olha só a foto no alto!). Apesar da aparência nada atraente, o roedor se recusa a viver uma vida de fraqueza e medo, acreditando que foi destinado a ser celebrado como nos contos de cavalheirismo que ele tanto venera.

Como é tradição nos recentes filmes de animação, Deperaux vai contar uma enorme lista de estrelas no elenco de vozes, entre eles Matthew Broderick, Robbie Coltrane, Tony Hale, Dustin Hoffman, Kevin Kline, Christopher Lloyd, William H. Macy, Stanley Tucci, Tracey Ullman, Emma Watson e Sigourney Weaver.

Hoje o desenho está com tudo praticamente acertado, mas até chegar aqui passou por momentos bem conturbados e quase não saiu do papel. Antes de Sam Fell (de Por Água Abaixo) assumir a direção, Deperaux passou pelas mãos de Sylvain Chomet (de As Bicicletas de Belleville) e Mike Johnson. Chomet, incluisive, comentou o que o levou a abandonar o projeto, explicando que "à medida que o orçamento aumentava, o estúdio queria uma história mais comercial e menos sombria e não era o que eu queria fazer".

Confira o aqui trailer de The Tale of the Despereaux, que deve chegar aos cinemas americanos no dia 19 de dezembro.

(shirley paradizo)

G.I. Joe também animado

Pegando carona em G.I. Joe: Rise of Cobra, a adaptação para o cinema das HQs e da linha de bonecos de Comandos em Ação, a Hasbro vai lançar a nova animação G.I. Joe Resolute na rede. E adianta que, dependendo da aceitação entre os internautas - serão dez segmentos de 5 minutos e um episódio final de 10 minutos -, uma temporada completa pode ser produzida para a TV ou os episódios podem ser reunidos em DVD.

A idéia é exibir webisódios de 5 minutos em seu site, para o público adulto, com roteiro do consagrado quadrinista Warren Ellis. O desenho deve manter o espírito dos anos 1980, mas com atualizações nos quesitos tecnologia e tramas.

G.I. Joe Resolute está previsto para cair na rede no primeiro trimestre de 2009. Já o filme deve chegar às telas de cinema do mundo em 7 de agosto de 2009.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Supercão ganha trailer

A Disney divulgou o primeiro trailer da animação Bolt: Supercão, seu próximo filme de animação que traz no elenco de vozes John Travolta e Miley Cyru. Apostando em cenas de ação, o vídeo mostra que o estúdio tem evoluído bastante no quesito tecnologia digital.

Previsto para estrear no Brasil em janeiro de 2009, Bolt gira em torno de um cão que estrela um famoso programa de TV no qual "interpreta um super-herói". Por engano, ele é enviado de seu estúdio em Hollywood para Nova York. Armado apenas com as desilusões de que todas seus impressionantes poderes são reais, ele decide encarar uma jornada de volta para casa. Para isso, ele conta com a ajuda de um gato doméstico abandonado e de hamster obcecado por TV em uma bola de plástico.


Agora confira as imagens:

(shirley paradizo)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Estréia: Yin Yang Yo!

Desde que foi lançado no Brasil, em 2006, os coelhos briguentos a série Yin Yang Yo! (que ganha novos episódios a partir dia 5, sábado, às 10h, no Jetix) conquistam cada vez mais espaço nas rodinhas de bate-papo da garotada e na programação dos adultos fãs de animações. E com razão. O desenho segue a mesma fórmula de sucesso de Os Padrinhos Mágicos — e não por acaso, já que foi criado pelos mesmos produtores de Timy Turner e companhia. Bob Boyle e Steve Marmel trouxeram para Yin o mesmo estilo gráfico, as tramas recheadas de aventura e o humor inocente do trabalho anterior. O que muda são os personagens e a ambientação.

Yin e Yang são coelhos gêmeos que vivem em um mundo mágico, povoado por dragões e outros seres míticos. Quando não estão brigando entre si, os irmãos tem como missão defender o mundo das mais horripilantes criaturas, como o asqueroso mago Carl (uma gigantesca barata). Para saírem vitoriosos nessa luta, eles aprendem a mítica arte marcial Woo Foo com o Mestre Yo, um panda velho, sábio e muito mal-humorado.

A cada capítulo, Yin Yang Yo! traz uma lição de moral e referências bem conhecidas do público em geral. Em um dos episódios, por exemplo, uma fada aconselha os coelhos a não contarem mentiras, senão sofrerão as conseqüências de seus atos - uma clara alusão a Pinóquio. Aliás, essas revisitas aos clássicos ajudou bastante o desenho a cair nas graças do público adulto.

Exibição: sábados, 10h; segunda a sexta, 13h, 15h e 20h30

Indicação: a partir dos 7 anos

(shirley paradizo)

Estréia: Os Padrinhos Mágicos

Para comemorar os novos episódios de Os Padrinhos Mágicos (que estréiam hoje, dia 4, sexta, às 18h, no Nickelodeon), lembrei deste texto que escrevi para a revista MONET, em novembro de 2006. Sou fã do desenho e considero-o um dos mais criativos, inteligentes e engraçados da TV nos dias de hoje. Confesso que estava "sedenta" por novidades – as eternas reprises já não estavam mais me satisfazendo!

Existem crianças que guardam o dente de leite para as fadas e outras que esfregam a lâmpada para os gênios. Timmy Turner não precisa de nada disso. Ele tem seus próprios padrinhos mágicos. Mas quem acha que isso é uma grande sorte não conhece os problemas que a dupla acarreta para o protagonista de Os Padrinhos Mágicos. Em vez de ter seus desejos realizados em um passe de mágica, seus padrinhos só o envolve em confusões.
Os dois seres encantados, designados para ajudá-lo, são pura encrenca. Apesar da premissa simples e sem muitas complicações — como ocorre com a maioria das séries animadas atuais —, o desenho tornou-se um fenômeno de audiência no mundo todo.

Nos EUA, Padrinhos está entre os programas mais assistidos pelas crianças até 11 anos. O seriado já foi traduzido para o inglês, o espanhol, o francês e o português, e distribuído para 15 países. No Brasil, onde foi lançado em 2001, a história não é diferente. A animação faz tanto sucesso que hoje é exibida em três canais infantis (Nickelodeon, Jetix e Disney), com audiência sempre significativa.

E não foi só a garotada o grupo enfeitiçado pelas aventuras das fadas às avessas. Muitos adultos e adolescentes também acompanham a saga de Timmy e companhia. Os diálogos inteligentes, o humor acirrado e as referências a animações clássicas é um convite irresistível para os marmanjos aficionados pelo gênero. "O desenho tem um tipo de humor que atrai tanto as crianças quanto os adultos. Somos gente grande e escrevemos o que gostamos, colocamos nossas referências de infância na história e acho que as crianças têm respondido bem a isso", diz Butch Hartman, que criou a série animada em 1998.

Produzido pelo canal Nickelodeon, a atração conta a história de Timmy Turner, um garoto de 10 anos que, depois de tanto ser maltratado por sua babá, Vicky, ganhou de presente um casal de padrinhos mágicos, Cosmo e Wanda. Quando não estão se envolvendo em enrascadas, eles ficam dentro de um aquário no quarto do menino, disfarçados de peixes, para não serem notados pelos pais de Timmy, Sr. e Sra. Turner. "Trabalhei vários anos para os estúdios de Hanna-Barbera, mas sempre quis fazer uma animação de minha autoria. Padrinhos Mágicos foi a primeira investida que deu certo", diz Hartman.

A trama foi inspirada no conto de fadas Cinderela, do qual Hartman é fã desde criança. "Há algum tempo queria fazer uma versão masculina do desenho da Disney. Me pegava pensando em como seria se um menino tivesse uma fada madrinha, o que ele faria... essas coisas", conta. Assim, nasceu Timmy, que, segundo ele, carrega muito do "garotinho que eu fui". Depois, deu ao personagem uma fada madrinha, a Wanda, e, por fim, um marido para ela, o Cosmo. "O resto fui vendo no que ia dar", diz. E deu num excelente entretenimento.

Exibição: segundas, 17h30, e sextas, 15h30 e 18h

Indicação: a partir dos 7 anos (só como explicação, afirmar que um programa infantil é indicado para determinada idade, não significa necessariamente que crianças fora da faixa etária não devam assistir à atração. A intenção é "dizer" que, quando uma animação é indicada para a garotada de 7 anos, por exemplo, os pequenos nem sempre conseguem entender algumas mensagens. Isso, às vezes, pode transformar o que era para ser entretenimento em uma grande chatice. Lembrando ainda que a participação dos pais na hora do divertimento televiso é importantíssimo para explicar a seus pimpolhos o que eles não entendem e dar-lhes orientação para que possam aprender a distinguir a realidade da fantasia. Falei demais, né? Mas acho que era um "falatório" necessário.)

(shirley paradizo)

Cinema: Kung Fu Panda

Faz tempo que o cinema americano tem flertado com o – gigantesco – potencial de consumo do público chinês. Já faz 8 anos, por exemplo, que a Academia de Marketing... ou melhor, de Cinema de Hollywood premiou O Tigre e o Dragão com quatro Oscars. Já tem 10 anos que Hollywood "importou" pela primeira vez o ídolo chinês Jackie Chan. Sem falar em Jet Li. Nada é por acaso. Afinal, os executivos do cinema americano estão cansados de saber que conquistar o bilionário público chinês é condição mais do que necessária para a saudável manutenção de seus negócios.

Visando este mercado, nada mais lógico que produzir um desenho animado todo ambientado na China, enfocando os hábitos e a cultura do daquele país. Nasce assim Kung Fu Panda, (que estréia hoje, dia 4, nos cinemas) muito mais uma necessidade mercadológica que propriamente criativa e/ou artística. Mesmo porque ele (re)conta a mesma historinha que já vimos inúmeras vezes: um protagonista atrapalhado, hostilizado pela sua falta de talento específico, mas que consegue quebrar os preconceitos e se superar perante o grupo que o rodeia por meio de muito esforço e força de vontade.

Existem milhares de filmes com o mesmo mote, o mesmo roteirinho estilo Syd Field. O personagem-título, Po, é um péssimo garçom de um restaurante (claro) chinês, mas traz (bem) escondidos dentro de si talentos fortes o suficiente para salvar a sua vila do terrível vilão Tai Lung, um tigrão do Mal que recebeu um poderoso treinamento kung fu, mas que passou para o lado escuro da Força (oops, já vi esse filme). Porém, para que sua verdadeira Força aflore, ele terá de submeter aos rígidos ensinamentos do mestre Shifu, uma espécie de Yoda local.

Qual seria, então, o segredo deste Kung Fu Panda? Principalmente o ótimo humor e o carisma dos personagens. Todos os clichês do roteiro são facilmente superados pelo excelente ritmo de comédia, pela total simpatia dos protagonistas e até pela "química do elenco", mesmo em se tratando de um desenho animado. Os diálogos são afiados e inteligentes, a trama flui de forma rápida e agradável, com "timming" praticamente perfeito. Enfim, diversão garantida para toda a família, sem o perfeccionismo nem a técnica deslumbrante de uma Pixar Animation (o filme é da DreamWorks), mas mesmo assim livre, leve, solto e bastante engraçado. O que não é pouco.

(celso sabadin)

* O multimídia - e querido amigo - Celso Sabadin é autor do livro autor do livro Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo e jornalista especializado em crítica cinematográfica desde 1980. Atualmente, dirige o Planeta Tela (um espaço cultural que promove cursos, palestras e mostras de cinema) e é crítico de cinema da TV Gazeta e da rádio Bandeirantes.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Andy e amigos

E já começaram a pipocar informações sobre Toy Story 3. Uma delas está postada no blog do veterano John Ratzenberger, que empresta sua voz ao Porquinho e também a outros personagens dos animados Pixar. Segundo ele, o porquinho será o grande vilão no começo do filme, mas, com o andar da trama, ele se transformará em um super-heroí – como aconteceu no primeiro filme da série, em 1995, em que o Porquinho é o inimigo nas brincadeiras de Andy.

Além disso, a atriz Estelle Harris (voz da Sra. Cabeça de Batata) informou que sua personagem ganhará mais destaque nessa nova aventura, já que em Toy Story 2, ela aparece apenas nas seqüências que se passam no quarto de Andy. Outra curiosidade é que o diretor e roteirista de Wall·E, Andrew Stanton, também contribuiu na crianção do roteiro dessa continuação.

Toy Story 3 está previsto para estrear nos EUA em junho de 2010.

(shirley paradizo)

Tezuka no iTunes

E o iTunes está mesmo apostando nos curtas animados. Agora, o site disponibilizou uma série de curtas independentes produzidos pela lenda dos desenhos animados japoneses do mestre Tezuka (o criador de Astro Boy, Kimba, o Leão Branco e A Princesa e o Cavaleiro). A lista inclui animações bem difíceis de encontrar, como Tales of the Street Corner (1962) e Pictures At an Exhibition (1966, imagem acima), ambas notáveis não só pela raridade como também qualidade impecável. Os filmes podem ser adquiridos com a Tezuka Productions, que traz um link para a página do iTunes. Aliás, para quem é fã da obra de Tezuka, o endereço online da produtora (em inglês) vale uma visita - traz muitas informações sobre as produções, imagens, novidades, jogos etc.
(shirley paradizo)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Estréia: Pucca

Em uma terra muito distante em um mundo imaginário, vive uma simpática menina chamada Pucca que, com apenas 10 anos, está perdidamente apaixonada por Garu, um menino descendente de uma lendária família ninja. Para conquistar o coração do guerreiro, a menina irá persegui-lo sem trégua e viverá as mais estranhas aventuras para chamar a sua atenção nos novos episódios do desenho (a partir do dia 4, quinta, às 11h30, no canal Jetix). E Garu não só terá de enfrentar a incessante presença de sua pretendente, como também sofrerá o ataque de um grupo ninja que tentará desviá-lo de sua meta.

Pucca ou Pucca Funny Love é uma série de animação produzida em flash pelo Estúdio Vooz, da Coréia do Sul, e protagonizada pela garotinha do título. A menina trabalha em um restaurante chinês de noodles e é, como já disse, apaixonada pelo poderoso ninja Garu, que tenta desesperadamente evitar os avanços da pretendente. Embora Garu esteja sempre se esquivando da menina, lá no fundo sabemos que o amor de Pucca é correspondido.

Quando Garu não está lutando contra os malvados inimigos, está fugindo das tentativas cômicas de Pucca para roubar um beijo do amado - e, normalmente, ela aparece nas horas erradas e causa muita confusão. A animação apresenta pouquíssimos diálogos. Mas não é preciso muitas palavras para se entender o que uma menininha é capaz de fazer em nome do amor - situações representadas na animação sempre de forma exageradíssma. O que torna Pucca ainda mais divertida.

Exibição: segunda a sexta, 11h30, 16h e 21h00; sábados e domingos, 22h, Jetix

Indicação: a partir dos 7 anos


(shirley paradizo)

Estréia: Robotboy

O canal Cartoon Network exibe novos episódios de Robotboy a partir de hoje, dia 2, às 21h30. Desde que o professor Moshimo deu a Tommy um brinquedo que vira robô de verdade com um simples comando de seu relógio, a vida do garoto nunca mais foi a mesma. Agora, em vez de ficar isolado e infeliz, ele possui grandes missões: proteger Robotboy das garras do malvado dr. Kamikaze – que quer usar sua avançada tecnologia para dominar o mundo – e, por que não, torná-lo um menino de verdade. Para isso, o menino conta com a ajuda de Gus e Lola para enfrentar os perigos que cercam o amigo-brinquedo.

E nesses novos episódios toda essa turminha vai precisar de energia extra. Logo de cara, Robotboy têm de lidar com um cara doido que quer roubar as partes de seu corpo para se tornar mais forte, depois, disfarçado de menino, Robotboy entra para o time de futebol de Tommy e têm de se esforçar muito para se misturar sem ser percebido. E, como não bastasse, o robô ainda têm de encontrar uma maneira de se livrar de uma hipnose feita pelo Dr. Kamikazi.

Robotboy é um desenho animado francês produzido pelo Cartoon Network & French Production Company Alphanim e se baseia nas aventuras de Tommy Turnbull e seu robô de brinquedo que ganha vida toda vez que o menino se vê em situações perigosas. Para isso, basta acionar um comando em seu relógio de pulso.

Exibição: quartas, 21h, Cartoon Network; reprises aos domingos, 17h30

Indicação: a partir dos 7 anos (Alguns pais fãs de animações que visitam o blog têm sugerido para que eu coloque nos posts das estréias televisivas a indicação de idade, para, assim, ficarem por dentro de quais são os programas mais indicados para seus filhos. Então, a partir de agora este "item" vai ser integrado aos textos dos lançamentos dos animados na TV. E informação nunca é demais!)

(shirley paradizo)

Presto para todos

De acordo com o site Cartoon Brew último curta animado da Pixar, Presto, agora está no iTunes disponível por US$ 1,99. O desenho é atualmente o primeiro a ser vendido online pelo site da Apple.

(shirley paradizo)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Gauleses na telinha

O Telecine Pipoca exibe hoje a divertida animação Asterix e os Vikings, hoje, dia 1, às 18h. Dessa vez, os heróis gauleses encaram uma nova ameaça: os vikings. Os normandos acreditam que, se aprenderem a sentir medo, poderão voar. Por isso, atravessam o Ártico em busca da pessoa mais medrosa do planeta e encontram. Ele é o sobrinho do chefe gaulês Abracurcix, Calhambix. O adolescente está sob os cuidados de Asterix e Obelix, que têm a missão de transformá-lo em um guerreiro. O rapaz, no entanto, é seqüestrado pelos vikings, obrigando a dupla a seguir os bárbaros pelas águas geladas e a enfrentarem muitos obstáculos para trazê-lo de volta. Dentre eles, uma grande batalha contra o exército bárbaro e o repentino interesse amoroso entre Calhambix e a bela guerreira Abba, filha do líder viking Abominaf.

Última versão da série de HQs criada Albert Uderzo e René Goscinny para as telas, é a mais cara já produzida na Europa, com orçamento de U$ 30 milhões de dólares. Cerca de um terço de sua produção foi feita no Brasil, por uma equipe de 50 técnicos e artistas tupiniquins sob a coordenação do animador Marcelo de Moura. Cerca de um terço do filme foi feito no Brasil, por uma equipe de 50 técnicos e artistas brasileiros, sob a coordenação do animador Marcelo de Moura.

Asterix e os Vikings, com certeza, é sinônimo de diversão em família. E não é preciso conhecer os personagens para ceder à simpatia dos heróis e se interessar pela trama - adaptada do livro Asterix e os Normandos.

(shirley paradizo)