terça-feira, 15 de julho de 2008

Estréia: Dinossauro Rei

E, finalmente, vamos poder acompanhar as incríveis aventuras de Max, Rex e Zoe em Dinossauro Rei (com pré-estréia dia 16, quarta, 16h, Jetix). Durante uma expedição na África, Max e seus amigos encontram estranhas tabuletas de pedra em formato de dinossauros, que emitem um chamado de socorro para as crianças. Os animais pré-históricos estão sendo caçados por um grupo de pessoas de uma misteriosa organização chamada Grupo Alfa. Sob a liderança do Dr. Z, esses vilões viajam no tempo com o intuito de controlar o mundo.

Os heróis, então, são transportados para diversas lugares do mundo para derrotar a gangue do Dr. Z e regastar os cartões de dinossauros que o grupo perdeu pelo caminho em suas andanças ao passado. Os cards têm o poder de trazer à vida os gigantescos bichos, que se enfrentam em batalhas horripilantes e inesquecíveis.

Dinossauro Rei é baseado em um jogo (card game) da Sega de grande sucesso no Japão. A primeira temporada possui 49 episódios.

Exibição: pré-estréia, dia 16, quarta, 16h; a partir do dia 21, segunda a sexta, 17h30, Jetix

Indicação: a partir dos 7 anos

(shirley paradizo)

Esculturas animadas

Para os amantes de animados, uma boa opção é a exposição Esculuras para Animações, promovida pela Melies Escola de Cinema 3D e Animação. Até o dia 27 de julho, domingo, em São Paulo, é possível conferir 14 esculturas em massa especial que servem de base para os mais diversos filmes e vídeos animados pelo sistema 3D.

A exposição conta ainda com a presença de escultores profissionais, que mostram, ao vivo, toda a arte e a técnica dessas peças especiais e criativas.

Local: Liceu de Artes Melies - Rua Capitão Cavalcante, n° 38, Vila Mariana, SP (a 100m da estação do metrô Vila Mariana)

Horário: das 10h30 às 16h, com entrada franca

Informações:
www.melies.com.br ou pelo tel. (11) 5573-1095

(shirley paradizo)

McFarland vai cair na rede

O gênio por trás de Uma Família da Pesada vai lançar uma nova animação, mas não na telinha. Seth McFarland (o criador da animação e que, recentemente, se tornou o produtor mais bem pago da TV americana) criou um desenho para ser exibido exclusivamente na web. A série Seth MacFarlane's Cavalcade of Cartoon Comedy irá ao ar, em setembro, no Adsende, do Google, que consegue hospedar vídeos em milhares de sites pela internet. Serão 50 vinhetas (episódios), com dois minutos de duração cada uma.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Estante: Alvin e os Esquilos

Alvin and the Chipmunks (EUA, 2007) · Dirigido por Tim Hill · Duração: 91 minutos · Produção: Ross Bagdasarian Jr., Janice Karman e Steve Waterman · Música: Christopher Lennertz · Elenco: Jason Lee, David Cross, Cameron Richardson, Jane Lynch, Justin Long (voz), Matthew Gray Gubbler (voz), Jesse McCartney (voz), Veronica Alcinino e Kevin Symons

Um trio de roedores esquisitos e com voz engraçada faziam shows pelos Estados Unidos acompanhados de seu "pai". Criados pelo músico Ross Bagdasarian, eles eram os protagonistas do desenho Os Pestinhas e deixaram sua marca na década de 1960. O esperto Alvin, o inteligente Simon e o doce Theodore foram encontrados na cozinha de Dave Seville, que acabou "adotando" os três irmão.

O longa-metragem Alvin e os Esquilos (R$ 39,90, Fox) revisita esses personagens e mostra como os esquilos cantores saíram da floresta para colocar a vida do já atrapalhado Dave (Jason Lee, da série My Name is Earl) de cabeça para baixo. O publicitário há anos tenta, sem sucesso, vender uma de suas composições musicais e, quando começa a desisitir de seu sonho, ele encontra os roedores. A partir desse encontro, uma série de acontecimentos faz com que Dave repense seus valores, principalmente em relação à família e amizade.

Logo Dave descobre que os animais são capazes de cantar, dançar e encantar... Ou seja, uma mina de ouro. Mas, antes de colocar seus planos de fama e fortuna em ação, Dave terá que disputar os esquilos com um ambicioso empresário, dono de uma gravadora. Aos poucos, ele descobre que os pequenos bichos representam muito mais do que dinheiro. Os esquilinhos são sua família.

Como não podia ser diferente, filmes destinados ao público infantil sempre trazem mensagens de fundo que valorizam família, amizade e todas as coisas boas sobre as quais as crianças devem pensar. Sim, Alvin e os Esquilos é engraçado e capaz de divertir a garotada. Para os adultos, o grande atrativo, além da nostagia, fica por conta do alto nível de tecnologia usado na produção do filme, que combina animação e live action (atores de verdade) – como em Garfield 2.

Não por acaso, o longa leva a assinatura do mesmo diretor do filme protagonizado pelo gato persa laranja, Tim Hallen. E, como em seu trabalho anterior, os melhores momentos de Alvin surgem da interatividade entre humanos e personagens digitais.

Extras: A história dos esquilos; Um dínamo 3D; Os efeitos visuais; Acertando a harmonia; Alvin mania

Indicação: livre

(shirley paradizo)

Maratona de animações

Está aberta a nova temporada do maior festival de animação da América Latina, o Anima Mundi. Até do dia 20, domingo, a 16ª edição do evento fica em cartaz no Rio de Janeiro, desembarcado em São Paulo, entre os dias 23 e 27 de julho. Na programação, 441 filmes de 42 países, destinadas a adultos e crianças.

E este ano, a maratona terá forte representação nacional, com 74 filmes de animadores brasileiros, incluindo os novos trabalhos de Alê Abreu, (de Garoto Cósmico), Allan Sieber (de Deus É Pai) e Carlos Eduardo Nogueira (de Yansan).

O destaque vai para o inédito Belowars (imagem ao lado), que está no seleto grupo dos longas-metragens em competição. O novo trabalho de Paulo Munhoz (de Brichos) é baseado no livro infanto-juvenil Guerra dentro da Gente, de Paulo Leminski. O cineasta concorre com outros três animados de peso, o dinamarquês Princess, de Angers Morgenthaler, aplaudido na Quinzena dos Criadores do último Festival de Cannes; a superprodução épica Delgo, dos americanos Marc F. Adler e Jason Maurer, dublada por Val Kilmer; e Idiots and Angels, do veterano Bill Plympton, também dos EUA. Plympton, que já é um freqüentador assíduo do evento, concorre, além da comédia de humor negro sobre um anjo relutante, com dois curtas, Hot Dog e Bonaroo Music Festival Trailer.

Na categoria de curtas, estão ainda The Pearce Sisters, produzido pela Aardman e vencedor do Festival de Annecy em 2007; Como Montar um Home Theater (imagem ao lado), da Disney, que marca a volta de Pateta à telona; a premiada animação em 3D francesa Blind Spot; e a ousada La Svedese, do italiano Nicolas Liguori, que faz um retrato delirante do romance da atriz Ingrid Bergman com o diretor Roberto Rossellini.

Além de curtir as exibições, o público poderá conhecer de perto o animador James McCoy, uma das cabeças por trás da Blizzard Entertainment, considerada uma das maiores empresas de computação gráfica para videogames do mundo. O produtor Arnold Kunert também marca presença no evento para apresentar o trabalho em stop-motion do veterano Ray Harryhausen, criador dos esqueletos de Jasão e os Argonautas.

As sessões Papo Animado ainda terão presença do alemão Andréas Hykade, cineasta de Ring of Ice (de 2000), e professor da Harvard University, e do brasileiro radicado no Canadá Daniel Schorr, diretor de Jonas et Lisa (de 1995), e Snow Cat (de 1998).

Confira a os locais das exibições e a programação completa no site do Anima Mundi.

Fonte:
G1

Entrevista: Meu pai é o panda!

Ele aparece semanalmente em todo o Brasil na pele de Tuco, o amado filho da personagem Nenê, no seriado A Grande Família, da Globo. O ator Lúcio Mauro Filho ganha agora outro destaque bem diferente: é dele a voz de Po, o personagem principal de Kung Fu Panda, sucesso incontestável nas bilheterias mundiais.

O universo infantil não é novidade para ele, claro, mas não somente pela condição de pai de Antonio Bento, 4 anos, e Luiza, 3 anos: Lúcio já trabalhou em peças infantis e foi até recreador e agora invade de novo o mundo das crianças só que pela primeira vez como dublador. Além da novidade, ele viveu outra situação de pura adrenalina: conheceu e protagonizou cenas engraçadas com o ator Jack Black (o dono da voz original do panda), além de ter conhecido Angelina Jolie e Dustin Hoffman. A animação mostra a China antiga. Po, um panda preguiçoso e sonhador, é o único capaz de salvar o Vale da Paz do vilão Tai Lung.

Como foi esta primeira experiência como dublador?
Foi uma novidade. É tudo muito técnico. As pessoas vêem o resultado final e não imaginam o trabalho que dá para colocar a voz no personagem, principalmente ali no (urso) panda, que é um protagonista, que luta, que se mete em confusões o filme inteiro. Foi um trabalho árduo. A gente fez a dublagem toda em quatro dias e, em outros dois, ajustes e adaptações de texto.

Como foi esse encontro com os atores em Cannes?
Nossa. Parecia a Disneylandia (risos)! Fiquei muito bobo, muito honrado. Foi um convite de certa forma inesperado. Não existe essa tradição de levar dubladores regionais para o lançamento mundial, quiçá fazer uma entrevista com os caras: Angelina Jolie, Dustin Hoffman, Jack. Parecia um sonho. Falei: "me belisca" (risos). Aquela turma maravilhosa, todos foram muito simpáticos, queridos.

Você contou para os seus filhos o que o projeto ia ser?
Eu tinha uma pasta com um panda enorme na capa. Claro, a primeira vez que eu cheguei em casa o Bento perguntou: "pai, o que é isso? Aí, eu fui explicar para ele que eu estava fazendo a voz do panda. Aí, no site, ficava mostrando para ele, dublando por cima do panda. Eles entenderam totalmente, vão para a escola e tiram a maior onda, que "o pai é o panda".

Como é o ritmo cultural da sua casa?
É intenso. Eles gostam de ir ao teatro e ao cinema por influência dos pais. Vão todo fim de semana, ficam comportados, gostam de assistir, fazem comentários baixinhos. São crianças acostumadas. Eles são apaixonadas por museus. Principalmente os de história natural, que têm dinossauros. São muito ligados nessa coisa de arqueólogos, de tesouro. E também são ligados em livros. Tem uma biblioteca só deles aqui em casa. Toda vez que chega algum amigo, ou a vovó deles, eles vão na biblioteca, escolhem um livro e lêem para a gente. Depois, escolhem um para a gente ler para eles. São muito ligados com cultura. Até mesmo na televisão. Mas eles também não ficam batendo só numa tecla. Gostam de variar.

O que você diria aos outros pais sobre a importância de passear por tudo isso e não ter só uma opção?
Meus filhos estão na idade da formação cultural, da formação da relação social, da maneira como eles vão se comunicar com o mundo. Acho que nessa fase é muito importante você dar oportunidade para a criança experimentar o maior número possível de sensações e de eventos culturais. É a fase que eles não tem "nada na cabeça" a não ser a vontade de descobrir, a vontade de conhecer, a vontade de aprender. É uma fase que passa muito rápido. Tudo isso que eles estão visitando, que eles estão conhecendo, vai ajudar muito, inclusive a desenvolver o raciocínio, a atenção nos assuntos. O barato de você poder oferecer a maior quantidade possível de informação nessa fase é que quando chegar para eles a próxima fase, de "aprender" (na escola), eles já vão ter dentro deles esse mecanismo, da atenção, da curiosidade.

Leia a crítica do animado Kung Fu Panda aqui.

* Texto de Thais Lazzeri, publicado originalmento no site da revista CRESCER

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Da minha coleção...



No dia 23 de maio de 1929, os estúdios Disney lançam o nona curta estrelado pelo simpático Mickey Mouse. The Karnival Kid é especial, porque até aquela data o roedor não falava, apenas emitia sons, como gargalhadas, choro e assobios. As primeiras palavras de Mickey foram "Hot dogs!" e quem emprestou a voz para o pequeno rato foi o próprio Walt Disney. Memorável!

(shirley paradizo)

Estréia: Viajantes do Tempo

Os dinossauros desapareceram da face da Terra há cerca de 230 milhões de anos. Não na série animida Viajantes do Tempo, que traz para a porta da casa de três crianças toda espécie de bicho pré-histórico. Ethan, Emily e Luís são vivem no século 21 que estão no lugar errado, mas na hora certa. Eles deparam, por acaso, com C.G., um habitante do sétimo sistema solar 10 mil anos à frente de nosso tempo, cuja civilização é ameaçada por uma iminente Era do Gelo. O alienígena "adota" os novos amigos como sua tripulação e todos são levados ao futuro na Nave do Tempo, com a missão de encontrar um novo habitat sustentável para a humanidade.

Os garotos, porém, não imaginavam que encontrariam no caminho uma variedade de criaturas estranhas – as quais precisariam cativar ou despistar se não quisessem terminar sendo sua refeição! Para a sorte da turma, a nave de C.G. está equipada com todo tipo de aparato tecnológico, como o holodat, o capacete camaleográfico, o transflutuador e a varinha encolhedora, que ajudam as crianças a evitarem desastres eminentes.

Inspirado na série de documentários Futuro Selvagem (do Discovery Channel) e realizada em computação digital (as imagens são impressionantes!), o desenho ensina e diverte as crianças ao mostrar o ponto de vista das esquisitas futuristas. Entre elas estão os briguentos Besouros Cospe-Fogo, que tentam (sem sucesso) capturar um Pássaro Cospe-Fogo disfarçando-se de flores. Já o perseguidor Peixe-Invisível elétrico não sai do pé de Ethan, esperando transformá-lo em sua próxima refeição. E ainda há as peripécias hilárias de Squibby, o travesso mascote de C.G.

Exibição: terças, 8h30 e 16h30, Animal Planet

Indicação: a partir dos 8 anos

(shirley paradizo)

A revolta dos pets

O urso feliz Boog e seu amigo cervo tagarela Elliot vão ganhar uma nova aventura. A Sony Animation já se prepara para lançar uma continuação de O Bicho Vai Pegar, que faturou US$ 200 milhões nas bilheterias do mundo. O projeto está em produção desde o ano passado e tem previsão de estréia em 2009.

Desta vez, Elliot se apaixona desesperadamente por Giselle, mas seus planos são interrompidos quando o Sr. Weenie é seqüestrado por um grupo de animais de estimação. Boog, McSquizzy, Buddy e outros bichos da floresta bolam um plano para invadir o acampamento inimigo, cujo líder é um poodle chamado Fifi (claro!).

(shirley paradizo)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

David Fincher produz animado

O diretor David Fincher (de Clube da Luta e Zodíaco) vai entrar para o universo da animação. Ele confirmou que em breve irá começar a trabalhar, junto com a Dark House Entertainment e o estúdio de animação Blut Studios, na adaptação para as telas de cinema do HQ The Goon.

Produzido em CGI, o animado trará a história criada por Eric Powell, em 1999, sobre um lutador musculoso que se diz maior parceiro de um criminoso perigoso. A trama mescla humor e sobrenatural, envolvendo fantasmas, zumbis e até cientistas loucos. O filme será roteirizado pelo próprio Powell, com produção de David Fincher. Até o momento nenhum grande estúdio está vinculado ao projeto, ainda que a editora Dark House (que publica o quadrinhos desde 2003) tenha um contrato de prioridade com a Universal.

(shirley paradizo)

Novas de Igor

Enquanto esperamos a nova animação em CGI do Exodus Film Group com ares de terror e comédia, aí está o novo pôster de Igor, previsto para estrear nos cinemas americanos em 19 de setembro. Vale lembrar que o filme ganhou a classificação PG (aconselha-se acompanhamento dos pais), devido a alguns elementos temáticos, imagens assustadoras, ação e linguagem um pouco mais "pesadas" para os pequenos.

O visual do animado lembra muito algumas as produções do diretor Tim Burton, de A Noiva-Cadáver e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (veja imagens abaixo). O desenho conta com as vozes dos atores John Cusack (de Alta Fidelidade), Steve Buscemi (de A Ilha), Sean Hayes (de Will and Grace) e John Cleese (de A Vida de Brian). O grande vilão dessa história terá a voz de Jeremy Piven (de A Última Cartada). A direção do animado ficou nas mãos de Anthony Leondis (ex-artista da Disney), que tem no currículo trabalhos como Lilo & Stitch 2: Stitch Deu Defeito e O Caminho para El Dorado.

O roteiro escrito por Chris McKenna é sobre o assistente corcunda de um cientista maluco chamado Igor que venera e serve ao seu mestre, mas que também quer se tornar um inventor. Ele passa os dias dizendo “Sim, mestre”, enquanto sonha em criar seu próprio monstro.


(shirley paradizo)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Criança & TV

A pedidos de alguns pais e fãs de desenhos, a partir de hoje teremos uma nova seção no blog, que batizei de Criança & TV. A intenção é colocar em pauta, todas as quartas, a antiga discussão sobre o relacionamento entre a garotada e a TV, bem como os desenhos que são mais adequados para cada faixa etária. Como primeiro texto, escolhi uma entrevista feita por Cristiane Rogerio com a especialista Bia Rosemberg (publicada no site da revista Crescer. Aliás, para os pais à procura de boas dicas na hora de educar seus pimpolhos, o endereço é parada obrigatória!).

É preciso aprender a assistir à TV

Assista a alguns sucessos da TV Cultura para crianças e vá até o final dos créditos: Bia Rosenberg está lá como responsável por programas premiados, como Castelo Rá-Tim-Bum e Cocoricó, e pela atual versão de Vila Sésamo. Após 20 anos dirigindo e escrevendo atrações para o público infanto-juvenil, Bia reuniu suas idéias, pesquisas e dicas em um livro para ajudar os pais a parar de lamentar o excesso de televisão na vida dos filhos e partir para o trabalho. Em A TV Que Seu Filho Vê – Como Usar a Televisão no Desenvolvimento da Criança (Ed. Panda Books) há explicações sobre o mundo da televisão (o que está por trás dela), exercícios para descobrir que papel ela tem na casa de cada um de nós e como ajudar a criança a entender, de fato, a programação a que está exposta, inclusive a publicidade. A idéia principal é desenvolver a capacidade crítica de adultos e crianças diante da TV e oferecer munição para uma reeducação.

Hoje em dia, a polêmica está no uso do computador. Por que ainda precisamos discutir a televisão?
Porque ela é ainda muito presente na vida das crianças, que assistem a um número impressionante de horas por dia.

O que nós vemos com as crianças é um reflexo da nossa má educação com a TV?
Quando você começa a ver, tem uma facilidade tão grande, uma disponibilidade, te exige tão pouco que você acaba vendo simplesmente. É muito fácil, e as pessoas tendem a ter um comportamento mais passivo.


E qual é o principal papel dos pais nisso? Filtrar?
É acompanhar. Escolher junto com os filhos aquilo que eles (os filhos) querem ver. Não escolher pelos filhos, escolher junto com eles, discutir o que estão vendo. Então, o primeiro papel dos pais é se educar em relação à televisão, para aí poder educar os filhos. Assim como a gente educa para a literatura, pega um livro e sugere ‘ah, quando eu era pequena, eu li tal coisa, você não quer ler?’. Ou olha um novo, olha junto, discute. Tem que perguntar: ‘por que você acha esse programa bom, o que você gosta de ver?’.


E quando os pais não estão em casa?
Não é uma situação muito fácil, porque precisa ter um certo esforço dos pais para tentar ver o que o filho está assistindo pelo me nos uma vez, para ter alguma idéia do que se trata. Ou então pedir para o filho contar, que também é uma forma de você ter uma atitude mais consciente.


E passar isso para o adulto que fica com os filhos na ausência dos pais, como, por exemplo, quando você orienta quanto ao que comer?
Exatamente. Orientar às pessoas com quem seu filho fica para propor coisas diferentes, que não sejam só de televisão. E, quando estiverem assistindo, que seja um programa escolhido, e não um "porque eu não tenho mais nada para fazer". Tem que ter um objetivo.


Como ficam os pais acostumados a ligar a TV logo que chegam em casa? Ou os que adoram muito ver novela, jornal da noite...
Eu conheço, sim, pessoas que ligam a TV, sentam e assistem. Em geral, claro, tendem a ter filhos que assistem a muita TV. Tem que se educar e propor outras coisas. Na verdade, uma pessoa que vê televisão o tempo todo não está dando tanta atenção para o filho. Fica difícil educar assim. Pior quando só tem um aparelho em casa, passando algo para adultos... Não é bom para criança nenhuma.


Quando há algo impróprio, desliga?
É o caso de você se reeducar também. Pelo menos espere seu filho ir dormir e aí você assiste à vontade, com mais liberdade. Quando vai educar um filho, você não fica só comendo porcaria na frente dele, né?


E tem um jeito de fazer isso sem brigar com a criança todos os dias?
Claro! Você faz acordos com a criança. Não deve dizer ‘não, não vai ver tal coisa!’, mas, sim, ‘vai ver tal coisa? Então vamos ver juntos’. Ou peça para ela te contar. Ver por que ela gosta daquilo. Tudo o que for mediado pelos pais vai ser menos nocivo.


Existe uma dúvida dos pais: dá tempo de mudar crianças, de 5 ou 7 anos, que já estão mal-acostumadas?
A proposta do livro, inclusive, é que o próprio adulto se modifique. O importante é que a criança realmente esteja de acordo, que negocie com ela o que parece razoável para você, pai, e também seja satisfatório para ela.


O que moveu você a escrever o livro?
Eu tive pessoas que realmente estavam muito desorientadas. E tenho acesso a infor mações, eu estudo, faz parte do meu cotidiano. E falta discutir. A escola aborda pouco e poderia ter uma postura mais analítica, mais crítica.


Em relação à programação adulta que as crianças vêem (no livro você aponta a grande quantidade de crianças assistindo aos conhecidos como "horário nobre"), o que é pior? Violência?
Atualmente, o que tenho mais observado nas crianças está relacionado à notícia de jornal. Elas são sempre as vítimas: as seqüestradas, as mortas, as desaparecidas. E isso traz para a criança uma insegurança. Mesmo uma coisa como um acidente de avião na Coréia, por exemplo, e os pais vão pegar um avião amanhã. Nas notícias, não estão dizendo que cai um em tantos que não, que é mais fácil morrer num carro. E o jornalismo explora a violência de uma maneira indescritível: assisti a uma cena de um rapaz sendo espancado por outros. Eram seis da tarde, e as cenas se repetiram, se repetiram. É muito assustador. Imagine para a criança que se sente tão indefesa ainda, sem recursos.


Então, é melhor não deixar ver...
Depende da idade. Até uns 6 anos, é melhor que não tenha contato. A partir dos 7, é possível conversar.


O que você acha do fato de colocar bebês em frente à televisão, DVDs que prometem deixá-lo mais inteligente, ou de quando os pais optam por isso para dar conta de outras coisas na casa?
As crianças se interessam, se envolvem com o som, a mudança de imagem, com a percepção delas das coisas. Os bebês vêem TV mesmo, e é melhor que assistam a programas feitos para eles, que tenham um ritmo diferente, cores, que proponham até certa educação. O Cocoricó é um fenômeno interessante: feito para crianças de 3 a 6 anos, e os bebês amam! Eles não entendem a história, mas adoram os bonecos, as cores, as músicas.


A Sociedade Americana de Pediatria diz não à TV para os menores de 2 anos...
Eles dizem isso mesmo, que causa danos no desenvolvimento do cérebro. Mas não está comprovado, não deu tempo ainda disso.


Então, é o tempo de exposição que faz diferença?
Novamente, tem que oferecer alternativas para a criança. A TV não pode ser a única fonte de divertimento, prazer, informação.


E em relação a deixar mais inteligente?
Acho que depende de como usa a TV. O programa que propõe que ele diga ‘bola, bola, bola’ não vai fazer ele dizer. Mesmo que ele diga, não significa muita coisa. Por outro lado, certos programas como Dora ou As Pistas de Blue propõem charadas mais interativas, e ela não vai ficar mais inteligente. Ninguém fica mais inteligente porque vê TV.


No final do livro, você lista alguns programas que estão no ar, com sinopses e detalhes, mas preferiu não se posicionar contra ou a favor de programas?
Foi. A idéia é que os pais, a partir da leitura do livro, tenham visões próprias sobre os programas. Devem se sentir mais instrumentalizados para ter uma opinião e aí saber assistir a esse ou a outro programa que vier.


Qual é a dica principal quando os assuntos são TV e criança?
A dica é que os pais participem com os filhos nessa atividade de ver televisão. Precisam estar em contato com eles, saber o que estão fazendo e se posicionar.


Não é para ficar reclamando ‘ai, ele vê tanta TV’...
Se reclama assim, espero que o livro dê a ele condições de tomar atitudes práticas.

Roedores em alta

Animações estreladas por simpáticos e corajosos ratinhos parece terem virado moda em Hollywood. Depois da Disney com o chef Remy, de Ratatouille, e da DreamWorks com riquinho Rody, de Por Água Abaixo, agora é a vez da Universal Pictures apostar em um roedor. E, ao que tudo indica, a produção de The Tale of the Despereaux está a todo vapor e o estúdio já começa a trabalhar na divulgação do animado. Em formato digital, o desenho é inspirado no livro infantil de Kate Dicamillo e gira em torno de ratinho pequeno, franzino e orelhudo - que lembra o inesquecível ratinho italiano dos anos 60 Topo Gigio (olha só a foto no alto!). Apesar da aparência nada atraente, o roedor se recusa a viver uma vida de fraqueza e medo, acreditando que foi destinado a ser celebrado como nos contos de cavalheirismo que ele tanto venera.

Como é tradição nos recentes filmes de animação, Deperaux vai contar uma enorme lista de estrelas no elenco de vozes, entre eles Matthew Broderick, Robbie Coltrane, Tony Hale, Dustin Hoffman, Kevin Kline, Christopher Lloyd, William H. Macy, Stanley Tucci, Tracey Ullman, Emma Watson e Sigourney Weaver.

Hoje o desenho está com tudo praticamente acertado, mas até chegar aqui passou por momentos bem conturbados e quase não saiu do papel. Antes de Sam Fell (de Por Água Abaixo) assumir a direção, Deperaux passou pelas mãos de Sylvain Chomet (de As Bicicletas de Belleville) e Mike Johnson. Chomet, incluisive, comentou o que o levou a abandonar o projeto, explicando que "à medida que o orçamento aumentava, o estúdio queria uma história mais comercial e menos sombria e não era o que eu queria fazer".

Confira o aqui trailer de The Tale of the Despereaux, que deve chegar aos cinemas americanos no dia 19 de dezembro.

(shirley paradizo)

G.I. Joe também animado

Pegando carona em G.I. Joe: Rise of Cobra, a adaptação para o cinema das HQs e da linha de bonecos de Comandos em Ação, a Hasbro vai lançar a nova animação G.I. Joe Resolute na rede. E adianta que, dependendo da aceitação entre os internautas - serão dez segmentos de 5 minutos e um episódio final de 10 minutos -, uma temporada completa pode ser produzida para a TV ou os episódios podem ser reunidos em DVD.

A idéia é exibir webisódios de 5 minutos em seu site, para o público adulto, com roteiro do consagrado quadrinista Warren Ellis. O desenho deve manter o espírito dos anos 1980, mas com atualizações nos quesitos tecnologia e tramas.

G.I. Joe Resolute está previsto para cair na rede no primeiro trimestre de 2009. Já o filme deve chegar às telas de cinema do mundo em 7 de agosto de 2009.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Supercão ganha trailer

A Disney divulgou o primeiro trailer da animação Bolt: Supercão, seu próximo filme de animação que traz no elenco de vozes John Travolta e Miley Cyru. Apostando em cenas de ação, o vídeo mostra que o estúdio tem evoluído bastante no quesito tecnologia digital.

Previsto para estrear no Brasil em janeiro de 2009, Bolt gira em torno de um cão que estrela um famoso programa de TV no qual "interpreta um super-herói". Por engano, ele é enviado de seu estúdio em Hollywood para Nova York. Armado apenas com as desilusões de que todas seus impressionantes poderes são reais, ele decide encarar uma jornada de volta para casa. Para isso, ele conta com a ajuda de um gato doméstico abandonado e de hamster obcecado por TV em uma bola de plástico.


Agora confira as imagens:

(shirley paradizo)