quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Novo pôster de UP

Bem, chega de continuações... que tal falarmos um pouco de arte? E boa arte! Há anos a Pixar mantém a tradição de criar pôsteres artísticos e conceituais para seus animados, que fazem tanto sucesso quanto os próprios desenhos. Basta lembrar dos belos e divertidos cartazes de Os Incríveis, Ratatouille e até o mais recente WALL•E. Todos assinados por Eric Tan, o excelente artista do estúdio. E agora ele surpreende novamente com uma belíssima arte para UP, no qual aposta na simplicidade ao esboçar a casa do amigo do protagonista voando presa a balões com uma fantástica paisagem de fundo.

Dirigido por Pete Docter (de Monstros S.A.), o novo animado da Pixar conta a história de Carl Fredricksen, um senhor idoso que passou toda a sua vida sonhando em explorar o planeta e viver plenamente a vida. Mas aos 78 anos, ele acha que não tem mais idade para aventuras até que um persistente explorador da natureza de apenas 8 anos chamado Russell lhe bate à porta. Levando os espectadores para uma jornada emocionante onde esses parceiros improváveis encontram uma paisagem inóspita, vilões inesperados e criaturas selvagens.


UP chega aos cinemas americanos no dia 29 de maio de 2009, em Disney Digital 3-D. No Brasil, a estréia está prevista para 26 de junho.

(shirley paradizo)

O poder dos esquilos

E por falar em continuações... Não era de se espantar que, depois de faturar mais de US$ 200 milhões de dólares apenas nas bilheterias dos EUA, os produtores de Alvin e os Esquilos cogitassem uma seqüência para o filme. Recentemente, o ator Justin Long (de Separados pelo Casamento), que dublou Alvin, revelou que sua particapação na continuação está confirmada e que a produção do longa já está em andamento.

O longa-metragem original de 2007, que mescla animação e live-action (atores reais), foi inspirado na série animada Os Pestinhas, criada pelo Ross Bagdasarian, na década de 1960. Leia mais aqui.

(shirley paradizo)

Continuações e mais continuações

O presidente-executivo da DreamWorks Animation, Jeffrey Katzenberg revelou que o estúdio está em fase de negociações para fazer uma seqüência do sucesso de bilheteria Kung Fu Panda (leia a crítica aqui) que já arrecadou US$ 560 milhões em bilheterias no mundo todo. "Já começamos as negociações, e acho que dentro de 30 a 60 dias vamos poder falar completamente sobre isso", disse em entrevista à agência Reuters.

Ambientado na China, Kung Fu Panda gira em torno de um panda desajeitado, mas irresistivelmente simpático, chamado Po (dublado pelo comediante Jack Black) em seus esforços para tornar-se um guerreiro kung fu.

Outro animado que também deve ganhar uma nova continuação é Madagascar. Não, não estou falando sobre A Grande Escapada, previsto pra estrear nos EUA em 7 de novembro, mas de um terceiro filme. Para Katzenberg, "o primeiro animado é apenas um 'capítulo' da história, que deve terminar no terceiro longa com os animais retornando à Nova York".

O Madagascar original, de 2005, é sobre um grupo de animais que escapa do Zoológico Central de Nova York, tornando-se o maior sucesso da DreamWorks Animation em termos de filmes nã0-seqüências, com US$ 530 milhões em bilheterias no mundo, até ser ultrapassado por Panda nas últimas semanas.

(shirley paradizo)

* Fonte: Globo.com

Jedis deixados para trás...

E George Lucas não deve ter ficado tão feliz ao deparar com o faturamento de Star Wars: The Clone Wars, animação inspirada na saga Guerra nas Estrelas (leia a crítica aqui). O animado, que vai ganhar uma série televisiva, estreou no último fim de semana nos EUA na terceira posição, redendo US$ 14,6 milhões. No Brasil, o filme ficou em quarto lugar. Por aqui o sucesso da vez é A Múmia 3: Tumba do Imperador Dragão.

(shirley paradizo)

Seu filho vê: Charlie e Lola

Quando a escritora inglesa Lauren Child criou Charlie e Lola, com certeza não imaginou que seus adoráveis personagens sairiam das páginas do livro para se tornar um enorme sucesso também na telinha da televisão. Os irmãos, apesar de idades e interesses diferentes, encaram as diversidades de seu cotidiano infantil sempre ajudando-se mutuamente.

Charlie é um menino de 7 anos que adora jogar futebol e desenhar foguetes e carros de corrida. Ele é sempre acompanhado por Lola, sua irmãzinha de quase 5 anos. Lola é muito independente, simpática e segura de si. Não pode viver sem leite cor-de-rosa e odeia tomate. Sem dúvida, a pequena sempre sabe o que quer, mas nem por isso deixa de se de meter em apuros. Para ajudá-la, seu irmão usa constantemente a lógica e seu senso de humor.

Palavra de especialista: "Destaque para as estratégias que Charlie usa ao resolver os problemas no relacionamento com sua irmã mais nova, de forma muito saudável e interessante. Outro aspecto importante a ser considerado refere-se às ações e representações da pequena Lola. Como toda criança nesta faixa etária, a natureza simbólica se faz presente em sua compreensão de mundo, como o egocentrismo ou a persistência em achar que sempre está certa, o fato de considerar 'tudo ao pé da letra', a inocência e a espontaneidade, que dá um toque engraçado aos seus questionamentos.

E, como não existe em nenhum dos episódios a intervenção dos pais, cabe a Charlie e a Lola resolver problemas sob a ótica infantil, de forma mais autônoma e independente, sem desconsiderar a educação e os valores vivenciados em sua família." - Ester Cecília F. Baptistella é psicóloga, doutoranda na Área de Desenvolvimento Humano e Educação pelo LPG/FE/UNICAMP e professora da Universidade São Francisco

Exibição: segunda a sexta, 8h e 20h30; sábados e domingos, 9h e 20h30, Discovery Kids

Indicação: a partir dos 2 anos

(shirley paradizo)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Estréia: Paprika

Brinquedos vivos, sereias, fadas, monstros e qualquer outra fantasia que nossas mentes manisfetam em sonhos fazem parte do mundo do animado Paprika. Em um futuro distante, o Dr. Tokita inventa um aparelho chamado DC-Mini, que permite o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a psicoterapeuta Atsuko Chiba, começa a fazer testes com a nova invenção em seus pacientes. Porém, a máquina é roubada e passa a ser usada para enlouquecer e dominar a mente das pessoas. A dra. Chiba decide assumir seu alter-ego Paprika e mergulhar no universo dos sonhos alheios para descobrir quem está por trás da tragédia e pôr um fim na confusão.

Dirigido por Kon Satoshi - considerado um gênio da animação japonesa da atualidade -, Paprika tem um desgin de encher os olhos e um roteiro fantástico e inteligente. E, apesar de ser uma animação, não é um desenho nada infantil. Ao contrário. Além da trama intricada, traz cenas de nudez, assassinatos, sexo, suicídios...

Exibição: dia 20, quarta, 22h, e dia 24, domingo, 18h30, Cinemax

Indicação: a partir dos 16 anos

(shirley paradizo)

Criança & TV: Hora de dormir!

Ao chegar em casa, corre para checar os e-mails? Olhe ao redor da sua sala. Em que lugar está a TV? Mesmo que você não pare para assistir, o fato de deixá-la ligada cria familiaridade, praticamente a personifica, lhe dá vida própria. Mas você a-do-ra passar horas vendo seus programas favoritos? Para os especialistas, o ideal é que criança pequena nem deva estar ali (ou porque é tarde para estar acordada ou por causa do conteúdo impróprio). "Quem decide a programação é você, ainda que precise abrir mão da novela", afirma a psicanalista Mary Lise Moysés Silveira.

No caso das maiores, há um conselho de Bia Rosemberg, diretora de programas infantis (leia entrevista aqui). "O ideal é explicar para a criança os temas que são abordados no seu programa. Ou seja, se aparecer uma cena de apelo sexual, ajude-a a interpretar o contexto." Ainda assim, cenas violentas devem ser evitadas. "Uma criança que vê CSI, seriado que investiga crimes, fica impressionada com a aparência das coisas, como o sangue, expressões etc.", diz Lisa Guernsey, jornalista e autora do livro Into the Minds of Babes – How ScreenTime Affects Children from Birth to Age Five (Por Dentro da Mente dos Bebês – Como a TV Afeta Crianças de 0 a 5 Anos).

No caso da novela, as opiniões são extremas: existem especialistas totalmente contra e outros a favor, em partes. "Se existir a mediação do adulto, ou seja, se ele estiver presente para conversar sobre os assuntos da novela, ela pode ser uma ótima oportunidade para apresentar o mundo e discutir valores", afirma Cláudio Márcio Magalhães, pesquisador, jornalista e autor do livro Os Programas Infantis da TV – Teoria e Prática para Entender a Televisão Feita para as Crianças (Ed. Autêntica). Os pais que não estiverem prontos ou dispostos a dialogar sobre o tema devem mudar de canal. "Não precisa ter medo de ser taxado de conservador. Ainda que a criança se queixe, ela espera que você tome conta dela.

O que não pode acontecer é a censura. Antes de proibir, exponha seus motivos com uma conversa franca", diz Marcos Cezar de Freitas, professor de Pedagogia e pesquisador sobre Educação. Não use como desculpa a crença de que seu filho assiste a canais impróprios para a idade dele porque gosta. "Criança curte programa de criança, não jornal, novelas e seriados. Tanto é que os canais de maior audiência na TV a cabo são os infantis", afirma o pesquisador Cláudio Márcio.

Um bom critério na hora de optar por um programa é se perguntar: meu filho aprende alguma coisa com ele? O conteúdo do que seu filho assiste é tão importante quanto o tempo que fica diante dele ."A criança não é passiva. Durante o programa, ela atribui sentido às coisas e faz isso de acordo com suas capacidades cognitivas e de raciocínio", diz Claudemir. Uma prova disso é o programa LazyTown, exibido no canal Discovery Kids. "A criança é incentivada pelos personagens a se exercitar, e faz isso durante o episódio", afirma Magnus Scheving, criador e ator do programa. Se escolher o que ela vê e se certificar que é ideal para sua faixa etária, o aproveitamento será maior. Tenha em mente que o conteúdo educativo é qualquer coisa que faça seu filho pensar, estimule a fantasia, exercite o imaginário e diga respeito ao cotidiano dele. E isso varia de acordo com a criança.

Por exemplo, o Castelo Rá-Tim-Bum tem, sem sombra de dúvidas, grande potencial educativo. E não só pelo ratinho que incentiva o tomar banho, mas por apresentar também personagens contraditórios como o Nino, que pode ser doce com os amigos ou irritado quando algo não vai do jeito que ele quer. Não há maniqueísmo, ou seja, não há divisão entre o Bem e o Mal.

O programa da Xuxa, por exemplo, também abordava o mesmo conteúdo – higiene –, só que a forma é diferente. "Xuxa imagina a criança sentada em frente à TV, como na sala de aula, atenta às mensagens e suas atrações. É convidada a participar, mas só sob a orientação da ‘professora’ e sem sair de sua carteira. Já Castelo e Cocoricó imaginam seu telespectador não como em uma sala de aula tradicional, mas participante de um grupo de trabalho, de uma coletividade. Está atento não só às mensagens preestabelecidas, mas às conexões com suas experiências, com seu cotidiano e com sua fantasia", diz Cláudio Márcio Magalhães. Ou seja, escolher um programa de televisão com intenção educativa para o seu filho é quase como optar pelo projeto pedagógico de uma escola.

Qual faz sentido para você?

Até mesmos desenhos como Pica-Pau e Tom & Jerry são educativos, pois não apresentam personagens maniqueístas, ou seja, com os valores de bondade e maldade definidas. A criança se identifica com isso. "Em A Vaca e o Frango e Sorriso Metálico, a questão da nova família é retratada. O primeiro aborda o tema da adoção, enquanto que o segundo mostra uma garota que tem pais separados", afirma Magalhães. Os desenhos atuais retratam bem a rotina infantil, com informação por todos os lados. São histórias que misturam tecnologia, poucas falas, muita ação e uma moral. Se pararmos para pensar, são bem parecidos com os desenhos do Pica-Pau criados nos anos 40. Portanto, o melhor entretenimento para o seu filho é, na verdade, vários. "Existem diversos estilos de desenhos porque vivemos em muitas realidades diferentes. O melhor é diversificar a programação", diz o especialista.

Fato: a criança aprende muito mais quando está se divertindo. Saiba o papel da televisão e do computador nesse processo de aprendizagem. Atualmente, com a questão da segurança das ruas, garotos e garotas passam mais tempo dentro de casa do que brincando pela cidade. Resultado: a televisão e o computador são o entretenimento favorito. "A tecnologia não é responsável pelo casulo, mas o casulo faz o ato de ficar em casa mais suportável", diz a psicoterapeuta Lídia Aratangy.

Com isso, a ludicidade passou a ser desenvolvida no meio digital, ou seja, em vez de trocar a roupa de uma boneca, a menina vai ao site da Barbie e escolhe uma roupa direto do guarda-roupa da loirinha. Ela continua brincando, só mudou o modo. Não quer dizer que a infância acabou, e sim que precisamos lidar com ela de outra forma. "A escola deve tirar proveito dos meios de comunicação para misturar o mundo acadêmico com o da criança, deixando-o mais atrativo. Se continuarmos com esse preconceito em relação ao computador e à internet, o colégio sempre será o mais chato", diz Cláudio Márcio Magalhães. É por isso que alguns educadores defendem a idéia de uma disciplina sobre mídia na pedagogia. "Se o professor for capacitado para ensinar à criança como o conteúdo televisivo é feito, ela fica menos suscetível às influências", afirma a psicóloga Ester Cecília.

Atentas a essas transformações, algumas empresas já desenvolvem laptops e portais educativos para acompanhar livros e cadernos. É o caso do grupo educacional Positivo. "Nós capacitamos nossos professores para ensinar os alunos a usar bem a tecnologia", diz a coordenadora de Pesquisa Betina von Staa. A rede, em parceria com a marca CCE, criou o notebook Classmate, que em 2008 foi implantado no Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo. Eles também têm um portal confiável, que filtra a pesquisa dos alunos. Faz tanto sucesso que eles o acessam de casa cerca de 45 vezes por semana. No Colégio Magister, em São Paulo, em 2008, os alunos de 6ª e 7ª séries passaram a ter blogs próprios e a serem estimulados a escrever diariamente – nem precisa dizer que eles adoraram. Mas, ainda que a escola ensine seu filho a usar bem a tecnologia, o grande responsável pela educação dele é você.

* Texto de Cristiane Rogério e Tamara Foresti, publicado originalmente no site da revista Crescer

Pateta na rede

Esses dias vazou na internet, na íntegra, o curta How to Hook Up your Home Theater, protagonizado por um dos personagens mais queridos da Disney, o Pateta. Com a direção de Kevin Deters e Stevie Wermers-Skelton, o primeiro curta do estúdio está sendo exibido nos cinemas dos EUA antes das sessões de A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos. No Brasil, ele é ainda inédito e só pôde ser visto por quem compareceu no Anima Mundi 2008, que aconteceu em julho em São Paulo e Rio de Janeiro.

No belo e divertido curta, Pateta tem uma missão, instalar seu aparelho de home theater, que ele ele acabou de comprar. O vídeo traz muitas curiosidades, mas é preciso ficar atento - como os retratos de Walt Disney e John Lasseter. Os cenários de algumas cenas (como as do futebol) foram reaproveitadas dos curtas clássicos. Vale destacar que o curta está em inglês e não apresenta legendas em português. Porém, é melhor se apressar antes que ele seja tirado do ar! Confira abaixo.



(shirley paradizo)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Os Incríveis em quadrinhos

Não é de hoje que os grandes estúdios de Hollywood se inspiram em histórias em quadrinhos para criar longa-metragens de sucesso. Os estúdios Disney além de se inspirar nos HQs para para alguns de seus filmes, vai fazer o caminho inverso. O editor da Boom! Studios, Mark Waid, anunciou que o animado da Pixar Os Incríveis em breve vai ganhar uma versão em papel. Nas seis primeiras edições, o Sr. Incrível tentando assimilar que não é mais um jovenzinho: ele está perdendo seus poderes como a invulnerabilidade e a super-força, mas não quer contar para a família nem procurar um médico, um novo personagem especialista em atender super-heróis.

A série em quadrinhos de Os Incríveis 1.5 ainda não tem data de lançamento nem desenhista oficial. As capas, porém, já estão na prancheta de Darwyn Cooke (DC: A Nova Fronteira).

A Disney também já tem planos para outras minisséries inspriadas em outros desenhos da Pixar, entre eles Toy Story, Monstros S.A., Procurando Nemo, Carros e Wall·E. Mas não serão apenas produções da Pixar que irão ganhar versões para os quadrinhos, já que, com a volta da franquia dos Muppets, tudo indica que os carismáticos sapo Caco e companhia poderão ganhar uma minissérie escrita por Mark Waid e baseada no sucesso do seriado Muppet Show. Vamos aguardar!

(shirley paradizo)

Sam Raimi na Disney

O diretor da trilogia Homem-Aranha, Sam Raimi, e a Disney vão unir suas forças em um novo projeto. O cineasta irá ajudar o estúdio a levar para as telas The Transplants, uma história de super-heróis com pequenas doses de humor. A idéia da produção partiu da dupla de roteiristas Adam Jay Epstein e Andrew Jacobson, responsáveis por Não É Mais um Besteirol Americano e originalmente eles pretendiam usar o texto na publicação de um HQ.

A executiva da Disney Kristin Burr, no entanto, viu um enorme potencial na hsitória e tratou logo de adquirir os direitos da obra para o cinema, por valores na casa das centenas de milhares de dólares. Mas não esperem por Raimi na direção do animado, já que tudo indica que seu trabalho irá se limitar apenas à produção do filme.

(shirley paradizo)

Estante: O Gato Félix

Um bichano malandro foi a primeira imagem a ser transmitida por um aparelho de TV no mundo. Isso aconteceu em 1928 e o felino, criado por Otto Messmer, ficou famoso por se envolver em confusões, arrancar o rabo e tirar magia da mala. Seu nome Gato Félix. E agora é possível conferir os 52 espisódios da série colorida, feita entre 1958 e 1959 e inéditos no Brasil em DVD, nessa caixa bem-cuidada e luxuosa (R$ 39,90, Flashstar). O tal curta de estréia, Feline Follies (assista aqui), também está no pacote. Vale acrescentar à sua coleção!

Extras:
Curta metragem original de Feline Follies; entrevistas


* Fonte: revista Monet

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Coraline nas telonas

Já está disponível um trailer da nova animação em stop-motion Will Vinton Studios Coraline, dirigido Henry Selick, de O Estranho Mundo de Jack e James e o Pêssego Gigante. Baseado no livro homônimo de Neil Gaiman, Coraline é uma menina entediada que descobre que uma parede de tijolos atrás de uma porta em seu apartamento leva a um outro mundo, com outra mãe e outro pai. Quando ela tenta voltar, ela percebe que sua outra mãe seqüestrou seus pais de verdade e ela deve lutar para recuperá-los.

O elenco conta com as vozes de Dakota Fanning (Coraline), Teri Hatcher (as mães da protagonsita) e Ian McShane (Sr. Bobinski, um gigante russo que vive no andar de cima de Coraline em sua realidade alternativa).

O filme tem previsão de estréia nos cinemas americanos em 6 de fevereiro de 2009.



(shirley paradizo)

Marvin ganha desenho

O personagem extraterrestre da Looney Tunes Marvin, o Marciano em breve irá protagonizar um longa animado da Warner Bros. em parceria com a Alcon Entertainment. Na trama, Marvin faz uma viagem até a Terra com o objetivo de destruir o Natal, mas seus planos sofrem alguns imprevistos quando ele é preso em uma caixa de presente. O filme deve combinar animação e live-action.

Marvin foi criado por Chuck Jones, diretor do curta How the Grinch Stole Christmas e criador de personagens como Papaléguas e Coyote. Jones também foi o responsável por mudar a personalidade do Patolino, deixando de lado o jeito abobalhado que o pato tinha até então para transformá-lo em um personagem egocêntrico e vaidoso.

A primeira aparição de Marvin foi em um desenho da Looney Tunes chamado Haredevil Hare, de 1948, no qual Pernalonga frusta os planos do ET de destruir a Terra pelo simples motivo de o planeta estar obstruindo sua visão de Vênus. Ele também protogonizou outros curtas e participou dos longas Looney Tunes - De Volta à Ação e Space Jam - O Jogo do Século.

(shirley paradizo)

Ratinho valente

A Universal Pictures divulgou novo pôster e site oficial da animação O Corajoso Ratinho Despreaux (The Tale of the Desperaux), baseado no livro infantil de autoria de Kate Dicamillo e ilustrado por Tumothy B. Ering. O endereço é bem bacana e traz trailer, papel de parede e uma galeria de imagens.

Produzido em em CGI pela Universal e dirigido por Sam Fell (de Por Água Abaixo), o animado conta a história de um camundongo chamado Despereaux que se recusa a viver em um mundo de fraqueza e medo - por ser pequeno e franzino -, acreditando que está destinado a ser um daqueles heróis dos contos de cavalheirismo que ele tanto adora. e que acredita que ele está destinado a viver as histórias gloriosas que ele tanto adora.

O elenco terá as vozes famosas de Matthew Broderick, Robbie Coltrane, Frances Conroy, Tony Hale, Ciaran Hinds, Dustin Hoffman, Kevin Kline, Frank Langella, Christopher Lloyd, William H. Macy, Stanley Tucci, Tracey Ullman, Emma Watson e Sigourney Weaver.

A estréia está prevista para 19 de dezembro nos EUA.

(shirley paradizo)

Literatura: As Frangas

"Se você conhece alguma história de galinha, quero saber. Ou invente uma bem boazinha e me conte." O recado da escritora Clarice Lispector está no finalzinho do encantador A Vida Íntima de Laura, livro que o escritor Caio Fernando Abreu considerava "a melhor história sobre galinhas" que ele conhecia. Clarice dispensa comentários - a trajetória de Laura é pura epifania. Mas confesso que me apaixonei por Ulla, Gabi, as Marias (Rosa, Rita e Ruth), Otília, Juçara e Blondie, as simpaticíssimas galinhas, quer dizer, As Frangas (Editora Globo), de Caio Fernando Abreu.

Anos atrás, durante algum tempo, esse livro era "o" presente que meu filho levava para todos os amigos e amigas nos aniversários. Até que, um dia, eu e ele percebemos que tinha gente ganhando o livro pela segunda vez.

Há algumas semanas, no meio de um cafezinho com as amigas-escritoras Carla Caruso e May Shuravel, as frangas apareceram na conversa - lá fui eu reler e, de novo, me apaixonar pelo texto de Caio: "... Tenho que explicar que gosto muito mais de chamar galinha de franga do que de galinha. Por quê? Olha, pra dizer a verdade, nem sei direito. Quando olho para uma galinha, acho ela muito mais com cara de franga. Acho mais engraçado. Ou só acho que acho, nem sei. Faz tanto tempo que digo franga que agora já acostumei..."

O livro é de 1988, é o único texto de CFA dedicado ao público infantil e foi considerado Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Na minha opinião, As Frangas é altamente recomendável pra todo mundo.

(Silvana Tavano)

* Mais uma indicação da amiga Silvana Tavano - editora da revista Marie Claire, blogueira do Diários da Bicicleta e autora da série de livros que contam as aventuras da bruxinha Creuza. Leia uma entrevista com a escritora aqui