sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Miyazaki surpreende de novo

E o diretor japonês Hayao Miyazaki (de A Viagem de Chihiro), acertou em cheio novamente. Dessa vez, com uma belíssima história protagonizada por uma "peixinha dourada" e um menino de 5 anos que se apaixonam. Ponyo on the Cliff by the Sea, que em breve deve alcançar as telas de cinema do mundo todo, tornou-se um dos filmes mais vistos no Japão em seu primeiro mês nos cinemas.

A bilheteria do animado já passa de 10 bilhões de ienes (cerca de US$ 91 milhões) e sua canção temática virou ringtone em milhares de celulares nipônicos. O filme será exibido na 65ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que acontece entre os dias 27 a 6 de setembro, e em seguida será distribuído nos Estados Unidos e para o resto do planeta.

Miyazaki criou vários filmes de animação que ajudaram a reavivar o cinema japonês. São de sua direção três dos cinco filmes de maiores vendas no Japão nos últimos sete anos, segundo a Associação de Produtores de Cinema do Japão. Além de A Viagem de Chihiro (2001), sobre uma garotinha que perambula no mundo dos espíritos e que recebeu o Oscar de melhor filme de animação em 2003, Miyazaki encantou ao público mundial com seu O Castelo Animado (2004), no qual um menino mago luta pela justiça num mundo mágico.

O crítico de cinema Ryusuke Hikawa acha que ainda é cedo para dizer se Ponyo terá sucesso semelhante aos trabalhos anteriores do cineastas, mas ele acredita que as chances são altas. "Miyazaki continua a fazer desenhos animados desenhados à mão. Nesse sentido, seus trabalhos são animação do tipo antigo. E é exatamente isso que os torna universalmente sedutores." Alguém duvida?

(shirley paradizo)

* Fonte: site Globo.com

Os fantasmas de Charles Dickens

A Disney divulgou a primeira imagem - na verdade, apenas um logo -, de A Christmas Carol, sua mais nova adaptação de Um Conto de Natal, de Charles Dickens. A produção realizada em motion capture (captura de movimentos) está nas mãos de Robert Zemeckis, que já utilizou a técnica em A Lenda de Beowulf.

O filme conta a história do velho e rabugento, Ebenezer Scrooge, que durante a noite de Natal acaba recebendo recebe uma visita inesperada: um trio de fantasmas que irão lhe mostrar como ele está desperdiçando sua vida e que ainda há tempo para mudar.

O animado está previsto para chegar aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro de 2009. Leia mais aqui.

(shirley paradizo)

Estréia: Pinky Dinki Doo

A garotinha mais criativa da telinha está de volta com novas histórias para contar na segunda temporada de Pinky Dinki Doo. Com 7 anos e muito bom humor, Pinky é uma menina com enorme imaginação que adora brincar com seu irmãozinho Tyler e seu bichinho, o Porquinho-da-Índia, inventando histórias sempre que um dois precisa de uma ajuda para resolver algum problema. A cada episódio, ela leva os pequenos telespectadores a uma viagem diferente por meio de brincadeiras interativas e contação de histórias, incentivando o gosto pela leitura.

Dos mesmos criadores de Vila Sésamo, a série animada foi inspirada em livros infantis de Jim Jinkins e combina animação flash sobre um cenário criado a partir de uma colagem de fotos. Com um roteiro inteligente sem menosprezar a inteligência da garotada, Pinki Dinky Doo oferece às crianças a oportunidade de ouvir histórias interessantes e usar a sua imaginação para criar outras ainda melhores, além de lhes mostrar que qualquer problema, por pior que pareça, sempre tem uma solução.

Exibição: segunda a sexta, 8h30 e 18h30; sábados e domingos, 10h30 e 18h30; Discovery Kids

Indicação: a partir dos 2 anos

(shirley paradizo)

Da minha coleção...

O Curupira, de 2003, é o primeiro da série Juro que Vi, com animações baseadas em personagens do folclore nacional e dirigidas por Humberto Avelar. O curta acumula 7 premiações em Festivais, destacando-se a de melhor animação brasileira no Anima Mundi 2004.

(shirley paradizo)

Estréia: Final Fantasy

Em 2065, a Terra foi praticamente destruída por uma raça cruel de alienígenas que se apoderam dos corpos dos humanos e sugam suas almas. Batizados de Fantasmas, essas criaturas gelatinosas e opacas chegaram ao planeta na cauda de um meteoro, matando a maioria dos terráqueos. Essa é a premissa de Final Fantasy, um animado inspirado em famoso game homônimo criado em 1987. Na época em que foi lançado nos cinemas, em 2001, o desenho causou embasbacamento ao levar para as telas um elenco inteiramente digital. Até então realizar tal projeto era coisa de outro mundo e almejado por muitos estúdios de animações. Mas o diretor Hironobu Sakaguchi, também criador do jogo, transformou o sonho de todos em realidade. Passados poucos anos, a técnica virou mania nos cinemas e olha que seu uso foi difundido e aperfeiçoado em pouquíssimo tempo! Aqui está vai o texto que escrevi para a finada revista TUDO, da Editora Abril. Com alguns cortes. Era gigantesco!

Final Fantasy chega com a promessa de deixar o público de queixo caído por seu realismo, cenários aterrorizantes, trama assustadora e personagens virtuais quase humanos. Pelo menos nos primeiros 5 minutos de filme, vai ser quase impossível desgrudar os olhos da tela só para conferir cada detalhe dessa perfeição. Enquanto se tenta acostumar-se à novidade, a história vai passando até nos darmos conta de que a bela doutora Aki Ross (voz de Ming-Na) não é de carne e osso. Ela é uma das sobreviventes do massacre dos ETs e a esperança da humanidade.

Guiada pelo seu mentor, o dr. Sid (Donald Sutherland), e com a ajuda de uma equipe de militares liderados pelo capitão Gray Edwards (Alec Baldwin), a médica corre contra o tempo para criar uma "cura" contra o contágio antes que seja tarde demais.

Para que Aki e os outros personagens ficassem o mais próximo possível da realidade, foi preciso muito trabalho. "Os olhos de Aki, por exemplo, têm todos os vasos sanguíneos de uma pessoa, assim como sua boca possui todas as microscópicas rugas. O cabelo é composto por 60 mil fios, colocados um a um e manipulados de acordo com a posição que desejamos para o balanço", diz o diretor de animação Andy Jones. Todos os movimentos do personagens foram baseados em atores reais, capturados por câmeras especiais e transformados em linguagem de computador.

Jones contou com a ajuda de uma equipe de 200 dos maiores artistas gráficos e animadores japoneses e norte-americanos, reunindo o que há de mais avançado em computação gráfica. (Hoje, a técnica que ele usou, a captura de movimentos, é bem comum e pode ser vista em diversos animados atuais, como O Expresso Polar.) De humano, apenas a voz dos dubladores, o resto é pura fantasia.

Exbição: dia 22, 22h, Universal

Indicação: a partir dos 9 anos

(shirley paradizo)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Estréia: Wolverine and the X-Men

O super-herói das garras afiadas assume a liderança dos heróis da Mansão X depois que uma sucessão de tragédias se abate sobre o lado dos bonzinhos. Tudo acontece quando o Professor Xavier entra em coma após um colapso que destrói a Mansão (o mesmo desastre que vitimou Jean Grey). Em Wolverine and the X-Men (a partir do dia 25, segunda, 15h30), a nova série animada inspirada nas HQs da Marvel, os heróis mutantes se separam com a tragédia até os sobreviventes têm uma estranha visão do futuro que lhes mostra um mundo em ruínas, governado por maléficos robôs gigantes. Wolverine, então, assume a liderança e tem como missão convencer humanos e mutantes a trabalharem juntos para impedir que uma guerra destrua toda a civilização.

Com 26 episódios de 11 minuitos de duração cada, o desenho tem uma aparência bem próxima da série clássica dos anos 90, não sendo uma de X-Men Evolution. Para começar, os personagens trazem algumas diferenças desta última, com o o fato de Vampira não ser tão gótica e abandonar os mocinhos para se aliar à Irmandade dos Mutantes. O animado promete ainda desvendar alguns mistérios deixados nos longas e outras animações dos X-Men, principalmente do filme que encerrou a trilogia no cinema.

Exibição: segunda a quinta 15h30, no Jetix

Indicação: a partir dos 9 anos

(shirley paradizo)

Novo pôster de UP

Bem, chega de continuações... que tal falarmos um pouco de arte? E boa arte! Há anos a Pixar mantém a tradição de criar pôsteres artísticos e conceituais para seus animados, que fazem tanto sucesso quanto os próprios desenhos. Basta lembrar dos belos e divertidos cartazes de Os Incríveis, Ratatouille e até o mais recente WALL•E. Todos assinados por Eric Tan, o excelente artista do estúdio. E agora ele surpreende novamente com uma belíssima arte para UP, no qual aposta na simplicidade ao esboçar a casa do amigo do protagonista voando presa a balões com uma fantástica paisagem de fundo.

Dirigido por Pete Docter (de Monstros S.A.), o novo animado da Pixar conta a história de Carl Fredricksen, um senhor idoso que passou toda a sua vida sonhando em explorar o planeta e viver plenamente a vida. Mas aos 78 anos, ele acha que não tem mais idade para aventuras até que um persistente explorador da natureza de apenas 8 anos chamado Russell lhe bate à porta. Levando os espectadores para uma jornada emocionante onde esses parceiros improváveis encontram uma paisagem inóspita, vilões inesperados e criaturas selvagens.


UP chega aos cinemas americanos no dia 29 de maio de 2009, em Disney Digital 3-D. No Brasil, a estréia está prevista para 26 de junho.

(shirley paradizo)

O poder dos esquilos

E por falar em continuações... Não era de se espantar que, depois de faturar mais de US$ 200 milhões de dólares apenas nas bilheterias dos EUA, os produtores de Alvin e os Esquilos cogitassem uma seqüência para o filme. Recentemente, o ator Justin Long (de Separados pelo Casamento), que dublou Alvin, revelou que sua particapação na continuação está confirmada e que a produção do longa já está em andamento.

O longa-metragem original de 2007, que mescla animação e live-action (atores reais), foi inspirado na série animada Os Pestinhas, criada pelo Ross Bagdasarian, na década de 1960. Leia mais aqui.

(shirley paradizo)

Continuações e mais continuações

O presidente-executivo da DreamWorks Animation, Jeffrey Katzenberg revelou que o estúdio está em fase de negociações para fazer uma seqüência do sucesso de bilheteria Kung Fu Panda (leia a crítica aqui) que já arrecadou US$ 560 milhões em bilheterias no mundo todo. "Já começamos as negociações, e acho que dentro de 30 a 60 dias vamos poder falar completamente sobre isso", disse em entrevista à agência Reuters.

Ambientado na China, Kung Fu Panda gira em torno de um panda desajeitado, mas irresistivelmente simpático, chamado Po (dublado pelo comediante Jack Black) em seus esforços para tornar-se um guerreiro kung fu.

Outro animado que também deve ganhar uma nova continuação é Madagascar. Não, não estou falando sobre A Grande Escapada, previsto pra estrear nos EUA em 7 de novembro, mas de um terceiro filme. Para Katzenberg, "o primeiro animado é apenas um 'capítulo' da história, que deve terminar no terceiro longa com os animais retornando à Nova York".

O Madagascar original, de 2005, é sobre um grupo de animais que escapa do Zoológico Central de Nova York, tornando-se o maior sucesso da DreamWorks Animation em termos de filmes nã0-seqüências, com US$ 530 milhões em bilheterias no mundo, até ser ultrapassado por Panda nas últimas semanas.

(shirley paradizo)

* Fonte: Globo.com

Jedis deixados para trás...

E George Lucas não deve ter ficado tão feliz ao deparar com o faturamento de Star Wars: The Clone Wars, animação inspirada na saga Guerra nas Estrelas (leia a crítica aqui). O animado, que vai ganhar uma série televisiva, estreou no último fim de semana nos EUA na terceira posição, redendo US$ 14,6 milhões. No Brasil, o filme ficou em quarto lugar. Por aqui o sucesso da vez é A Múmia 3: Tumba do Imperador Dragão.

(shirley paradizo)

Seu filho vê: Charlie e Lola

Quando a escritora inglesa Lauren Child criou Charlie e Lola, com certeza não imaginou que seus adoráveis personagens sairiam das páginas do livro para se tornar um enorme sucesso também na telinha da televisão. Os irmãos, apesar de idades e interesses diferentes, encaram as diversidades de seu cotidiano infantil sempre ajudando-se mutuamente.

Charlie é um menino de 7 anos que adora jogar futebol e desenhar foguetes e carros de corrida. Ele é sempre acompanhado por Lola, sua irmãzinha de quase 5 anos. Lola é muito independente, simpática e segura de si. Não pode viver sem leite cor-de-rosa e odeia tomate. Sem dúvida, a pequena sempre sabe o que quer, mas nem por isso deixa de se de meter em apuros. Para ajudá-la, seu irmão usa constantemente a lógica e seu senso de humor.

Palavra de especialista: "Destaque para as estratégias que Charlie usa ao resolver os problemas no relacionamento com sua irmã mais nova, de forma muito saudável e interessante. Outro aspecto importante a ser considerado refere-se às ações e representações da pequena Lola. Como toda criança nesta faixa etária, a natureza simbólica se faz presente em sua compreensão de mundo, como o egocentrismo ou a persistência em achar que sempre está certa, o fato de considerar 'tudo ao pé da letra', a inocência e a espontaneidade, que dá um toque engraçado aos seus questionamentos.

E, como não existe em nenhum dos episódios a intervenção dos pais, cabe a Charlie e a Lola resolver problemas sob a ótica infantil, de forma mais autônoma e independente, sem desconsiderar a educação e os valores vivenciados em sua família." - Ester Cecília F. Baptistella é psicóloga, doutoranda na Área de Desenvolvimento Humano e Educação pelo LPG/FE/UNICAMP e professora da Universidade São Francisco

Exibição: segunda a sexta, 8h e 20h30; sábados e domingos, 9h e 20h30, Discovery Kids

Indicação: a partir dos 2 anos

(shirley paradizo)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Estréia: Paprika

Brinquedos vivos, sereias, fadas, monstros e qualquer outra fantasia que nossas mentes manisfetam em sonhos fazem parte do mundo do animado Paprika. Em um futuro distante, o Dr. Tokita inventa um aparelho chamado DC-Mini, que permite o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a psicoterapeuta Atsuko Chiba, começa a fazer testes com a nova invenção em seus pacientes. Porém, a máquina é roubada e passa a ser usada para enlouquecer e dominar a mente das pessoas. A dra. Chiba decide assumir seu alter-ego Paprika e mergulhar no universo dos sonhos alheios para descobrir quem está por trás da tragédia e pôr um fim na confusão.

Dirigido por Kon Satoshi - considerado um gênio da animação japonesa da atualidade -, Paprika tem um desgin de encher os olhos e um roteiro fantástico e inteligente. E, apesar de ser uma animação, não é um desenho nada infantil. Ao contrário. Além da trama intricada, traz cenas de nudez, assassinatos, sexo, suicídios...

Exibição: dia 20, quarta, 22h, e dia 24, domingo, 18h30, Cinemax

Indicação: a partir dos 16 anos

(shirley paradizo)

Criança & TV: Hora de dormir!

Ao chegar em casa, corre para checar os e-mails? Olhe ao redor da sua sala. Em que lugar está a TV? Mesmo que você não pare para assistir, o fato de deixá-la ligada cria familiaridade, praticamente a personifica, lhe dá vida própria. Mas você a-do-ra passar horas vendo seus programas favoritos? Para os especialistas, o ideal é que criança pequena nem deva estar ali (ou porque é tarde para estar acordada ou por causa do conteúdo impróprio). "Quem decide a programação é você, ainda que precise abrir mão da novela", afirma a psicanalista Mary Lise Moysés Silveira.

No caso das maiores, há um conselho de Bia Rosemberg, diretora de programas infantis (leia entrevista aqui). "O ideal é explicar para a criança os temas que são abordados no seu programa. Ou seja, se aparecer uma cena de apelo sexual, ajude-a a interpretar o contexto." Ainda assim, cenas violentas devem ser evitadas. "Uma criança que vê CSI, seriado que investiga crimes, fica impressionada com a aparência das coisas, como o sangue, expressões etc.", diz Lisa Guernsey, jornalista e autora do livro Into the Minds of Babes – How ScreenTime Affects Children from Birth to Age Five (Por Dentro da Mente dos Bebês – Como a TV Afeta Crianças de 0 a 5 Anos).

No caso da novela, as opiniões são extremas: existem especialistas totalmente contra e outros a favor, em partes. "Se existir a mediação do adulto, ou seja, se ele estiver presente para conversar sobre os assuntos da novela, ela pode ser uma ótima oportunidade para apresentar o mundo e discutir valores", afirma Cláudio Márcio Magalhães, pesquisador, jornalista e autor do livro Os Programas Infantis da TV – Teoria e Prática para Entender a Televisão Feita para as Crianças (Ed. Autêntica). Os pais que não estiverem prontos ou dispostos a dialogar sobre o tema devem mudar de canal. "Não precisa ter medo de ser taxado de conservador. Ainda que a criança se queixe, ela espera que você tome conta dela.

O que não pode acontecer é a censura. Antes de proibir, exponha seus motivos com uma conversa franca", diz Marcos Cezar de Freitas, professor de Pedagogia e pesquisador sobre Educação. Não use como desculpa a crença de que seu filho assiste a canais impróprios para a idade dele porque gosta. "Criança curte programa de criança, não jornal, novelas e seriados. Tanto é que os canais de maior audiência na TV a cabo são os infantis", afirma o pesquisador Cláudio Márcio.

Um bom critério na hora de optar por um programa é se perguntar: meu filho aprende alguma coisa com ele? O conteúdo do que seu filho assiste é tão importante quanto o tempo que fica diante dele ."A criança não é passiva. Durante o programa, ela atribui sentido às coisas e faz isso de acordo com suas capacidades cognitivas e de raciocínio", diz Claudemir. Uma prova disso é o programa LazyTown, exibido no canal Discovery Kids. "A criança é incentivada pelos personagens a se exercitar, e faz isso durante o episódio", afirma Magnus Scheving, criador e ator do programa. Se escolher o que ela vê e se certificar que é ideal para sua faixa etária, o aproveitamento será maior. Tenha em mente que o conteúdo educativo é qualquer coisa que faça seu filho pensar, estimule a fantasia, exercite o imaginário e diga respeito ao cotidiano dele. E isso varia de acordo com a criança.

Por exemplo, o Castelo Rá-Tim-Bum tem, sem sombra de dúvidas, grande potencial educativo. E não só pelo ratinho que incentiva o tomar banho, mas por apresentar também personagens contraditórios como o Nino, que pode ser doce com os amigos ou irritado quando algo não vai do jeito que ele quer. Não há maniqueísmo, ou seja, não há divisão entre o Bem e o Mal.

O programa da Xuxa, por exemplo, também abordava o mesmo conteúdo – higiene –, só que a forma é diferente. "Xuxa imagina a criança sentada em frente à TV, como na sala de aula, atenta às mensagens e suas atrações. É convidada a participar, mas só sob a orientação da ‘professora’ e sem sair de sua carteira. Já Castelo e Cocoricó imaginam seu telespectador não como em uma sala de aula tradicional, mas participante de um grupo de trabalho, de uma coletividade. Está atento não só às mensagens preestabelecidas, mas às conexões com suas experiências, com seu cotidiano e com sua fantasia", diz Cláudio Márcio Magalhães. Ou seja, escolher um programa de televisão com intenção educativa para o seu filho é quase como optar pelo projeto pedagógico de uma escola.

Qual faz sentido para você?

Até mesmos desenhos como Pica-Pau e Tom & Jerry são educativos, pois não apresentam personagens maniqueístas, ou seja, com os valores de bondade e maldade definidas. A criança se identifica com isso. "Em A Vaca e o Frango e Sorriso Metálico, a questão da nova família é retratada. O primeiro aborda o tema da adoção, enquanto que o segundo mostra uma garota que tem pais separados", afirma Magalhães. Os desenhos atuais retratam bem a rotina infantil, com informação por todos os lados. São histórias que misturam tecnologia, poucas falas, muita ação e uma moral. Se pararmos para pensar, são bem parecidos com os desenhos do Pica-Pau criados nos anos 40. Portanto, o melhor entretenimento para o seu filho é, na verdade, vários. "Existem diversos estilos de desenhos porque vivemos em muitas realidades diferentes. O melhor é diversificar a programação", diz o especialista.

Fato: a criança aprende muito mais quando está se divertindo. Saiba o papel da televisão e do computador nesse processo de aprendizagem. Atualmente, com a questão da segurança das ruas, garotos e garotas passam mais tempo dentro de casa do que brincando pela cidade. Resultado: a televisão e o computador são o entretenimento favorito. "A tecnologia não é responsável pelo casulo, mas o casulo faz o ato de ficar em casa mais suportável", diz a psicoterapeuta Lídia Aratangy.

Com isso, a ludicidade passou a ser desenvolvida no meio digital, ou seja, em vez de trocar a roupa de uma boneca, a menina vai ao site da Barbie e escolhe uma roupa direto do guarda-roupa da loirinha. Ela continua brincando, só mudou o modo. Não quer dizer que a infância acabou, e sim que precisamos lidar com ela de outra forma. "A escola deve tirar proveito dos meios de comunicação para misturar o mundo acadêmico com o da criança, deixando-o mais atrativo. Se continuarmos com esse preconceito em relação ao computador e à internet, o colégio sempre será o mais chato", diz Cláudio Márcio Magalhães. É por isso que alguns educadores defendem a idéia de uma disciplina sobre mídia na pedagogia. "Se o professor for capacitado para ensinar à criança como o conteúdo televisivo é feito, ela fica menos suscetível às influências", afirma a psicóloga Ester Cecília.

Atentas a essas transformações, algumas empresas já desenvolvem laptops e portais educativos para acompanhar livros e cadernos. É o caso do grupo educacional Positivo. "Nós capacitamos nossos professores para ensinar os alunos a usar bem a tecnologia", diz a coordenadora de Pesquisa Betina von Staa. A rede, em parceria com a marca CCE, criou o notebook Classmate, que em 2008 foi implantado no Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo. Eles também têm um portal confiável, que filtra a pesquisa dos alunos. Faz tanto sucesso que eles o acessam de casa cerca de 45 vezes por semana. No Colégio Magister, em São Paulo, em 2008, os alunos de 6ª e 7ª séries passaram a ter blogs próprios e a serem estimulados a escrever diariamente – nem precisa dizer que eles adoraram. Mas, ainda que a escola ensine seu filho a usar bem a tecnologia, o grande responsável pela educação dele é você.

* Texto de Cristiane Rogério e Tamara Foresti, publicado originalmente no site da revista Crescer

Pateta na rede

Esses dias vazou na internet, na íntegra, o curta How to Hook Up your Home Theater, protagonizado por um dos personagens mais queridos da Disney, o Pateta. Com a direção de Kevin Deters e Stevie Wermers-Skelton, o primeiro curta do estúdio está sendo exibido nos cinemas dos EUA antes das sessões de A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos. No Brasil, ele é ainda inédito e só pôde ser visto por quem compareceu no Anima Mundi 2008, que aconteceu em julho em São Paulo e Rio de Janeiro.

No belo e divertido curta, Pateta tem uma missão, instalar seu aparelho de home theater, que ele ele acabou de comprar. O vídeo traz muitas curiosidades, mas é preciso ficar atento - como os retratos de Walt Disney e John Lasseter. Os cenários de algumas cenas (como as do futebol) foram reaproveitadas dos curtas clássicos. Vale destacar que o curta está em inglês e não apresenta legendas em português. Porém, é melhor se apressar antes que ele seja tirado do ar! Confira abaixo.



(shirley paradizo)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Os Incríveis em quadrinhos

Não é de hoje que os grandes estúdios de Hollywood se inspiram em histórias em quadrinhos para criar longa-metragens de sucesso. Os estúdios Disney além de se inspirar nos HQs para para alguns de seus filmes, vai fazer o caminho inverso. O editor da Boom! Studios, Mark Waid, anunciou que o animado da Pixar Os Incríveis em breve vai ganhar uma versão em papel. Nas seis primeiras edições, o Sr. Incrível tentando assimilar que não é mais um jovenzinho: ele está perdendo seus poderes como a invulnerabilidade e a super-força, mas não quer contar para a família nem procurar um médico, um novo personagem especialista em atender super-heróis.

A série em quadrinhos de Os Incríveis 1.5 ainda não tem data de lançamento nem desenhista oficial. As capas, porém, já estão na prancheta de Darwyn Cooke (DC: A Nova Fronteira).

A Disney também já tem planos para outras minisséries inspriadas em outros desenhos da Pixar, entre eles Toy Story, Monstros S.A., Procurando Nemo, Carros e Wall·E. Mas não serão apenas produções da Pixar que irão ganhar versões para os quadrinhos, já que, com a volta da franquia dos Muppets, tudo indica que os carismáticos sapo Caco e companhia poderão ganhar uma minissérie escrita por Mark Waid e baseada no sucesso do seriado Muppet Show. Vamos aguardar!

(shirley paradizo)