sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Da minha coleção...



Kaelou é um maluco curta-metragem francês em 3D, realizado por Rémi Chapotot e co-produzido pelos estúdios de animação Cube-Creative e Qualia & Co. Trata-se de um episódio piloto para uma série de TV sobre as aventuras de um sapo com problemas de esquizofrenia e os seus - igualmente disfuncionais - companheiros de brincadeiras. Diverta-se!

(shirley paradizo)

Estréia: Os Simpsons - O Filme

Nem sempre que nossos sábados à noite são coroados com bons filmes na TV. E, quando isso acontece, é preciso comemorar! Em homenagem à estréia do longa animado Os Simpsons - O Filme no Telecine Premium (dia 30, sábado, 22h) regastei essa matéria que escrevi para a revista MONET, em agosto de 2007 (edição 53), na época em que a 18ª temporada estreava no canal Fox e filme nos cinemas nacionais. O texto relembra os melhores momentos de Bart, Homer e companhia.

Na tela grande >> Após 19 longos anos de espera, a família de pele amarela mais querida da TV finalmente alcançou as telas de cinema em 2007. Em Os Simpsons - O Filme, Homer provoca um grande desastre ecológico em Springfield ao jogar no lago um silo com fezes de porco. Seu ato deixa Marge bem chateada e os vizinhos sedentos por vigança. Afinal, a cidade é colocada em uma espécie de quarentena e envolta em uma gigantesca bolha. Para escapar da morte certa, a família Simpsons consegue encontrar um meio de escapar da "prisão" e sai em busca de qualquer coisa que possa salvar seu lar. Enquanto isso, a calamidade chama a atenção do presidente dos EUA, Arnold Schwarzenegger, e do chefe da Agência de Proteção Ambiental, Russ Cargill, que decidem colocar em prática um plano diabólico para resolver definitivamente a questão ambiental em Springfield.

O início >> Criada pelo cartunista Matt Groening, a animação Os Simpsons apareceu pela primeira vez na TV como uma série de 48 curtas no programa The Tracey Ullmam Show, entre 1987 e 1989. A atração tinha meia hora de duração e as vinhetas de 30 segundos entravam no ar entre as trocas de cenas e quadros. Estava na cara amarela, nos olhos esbugalhados e nas mãos de quatro dedos que a série era diferente de todas as outras que retratavam o cotidiano de uma família engraçadinha, como Os Flintstones e Os Jetsons. Na aventura de estréia, Boa Noite, os pais Homer e Marge desejam bons sonhos para seus pimpolhos, Lisa e Bart. O que seria uma ação corriqueira gera várias confusões, com o menino querendo saber por que existem pessoas más e a garota com medo de ser mordida por insetos. O sucesso foi imediato e logo o clã partiu para uma carreira-solo, estreando um especial de fim de ano com duração de 30 minutos, O Prêmio de Natal, em dezembro de 1989. Desde então, os Simpsons não saíram mais de cena. Hoje, o programa é o desenho de maior longevidade na história da TV, sendo visto em mais de 100 países. Tem, ao todo, 18 temporadas e mais de 400 episódios.

O que é >> Satírico ao extremo, Os Simpsons critica a sociedade norte-americana, tendo como alvo principal a classe média. A série é focada nas aventuras de uma típica família suburbana do meio-oeste dos EUA, que mora em uma cidade fictícia chamada Springfield. O casal, Homer e Marge, tem três filhos: Bart, Lisa e Maggie. Completam a família o cachorro Ajudante de Papai Noel e o gato Bola de Neve II — houve um Bola de Neve I, que já morreu. A animação conta ainda com um grande número de coadjuvantes, desde parentes da família, personagens menores permanentes ou eventuais e até celebridades, que visitam a cidade com certa freqüência. Já passaram por lá atores, políticos, esportistas, cantores e bandas.

Springfield >> Ninguém sabe em que Estado americano fica Springfield (existem 121 condados com este nome nos EUA). Sabe-se, porém, que a fictícia cidade foi fundada em 1796, por Jebediah Springfield. Ela possui uma usina nuclear, uma igreja protestante, duas escolas primárias, uma universidade, museus, um pequeno estádio de beisebol, um aeroporto, um porto, um cassino, um cemitério, um bairro de periferia, restaurantes, o famoso bar do Moe e a pista de boliche de Barney Gumble. A cidade mais próxima é Shelbyville, fundada por Shelbyville Manhattan, e é a grande rival de Springfield. Conta-se que Manhattan fundou sua própria cidade porque queria um lugar onde os homens podiam casar com suas primas, mas Springfield rejeitou tal idéia.

Episódios >> No começo, o traço de Os Simpsons era tosco e com acabamento precário. Cada vinheta demorava quatro semanas para ficar pronta. Hoje, os personagens têm um visual mais sofisticado e moderno, sendo preciso produzir 24 mil desenhos e gastar até oito meses de trabalho, a um custo de US$ 1 milhão. São dezesseis roteiristas, dois comediantes, redatores de piadas e de publicidade e até um ex-bioquímico (afinal, Homer trabalha em uma usina nuclear). Com o roteiro concluído, o material é enviado para a Coréia, onde é feita a animação. Depois, tudo retorna aos EUA, hora de incluir os efeitos sonoros, vozes e músicas (a série conta com uma orquestra de 35 instrumentos e um compositor próprio).

Família popstar >> A febre em torno dos habitantes de Springfield rendeu capítulos inusitados também fora da tela. Os Simpsons se tornaram ícones da cultura pop, inspirando diversas séries animadas, como American Dad e Uma Família da Pesada. Em 2001, o grunhido de Homer, "D’oh", virou verbete do dicionário The Oxford English e Bart foi eleito pela revista Time como uma das 20 pessoas mais influentes da década passada. Uma infinidade de produtos com a marca Simpsons começou a tomar conta das prateleiras das lojas: jogos de tabuleiro, bonecos, gibis, games, guloseimas, peças de vestuário, papelaria, livros que discutem conceitos filosóficos a partir da conduta das personagens e quatro álbuns com as canções que embalam as histórias — apenas o primeiro deles, Sing the Blues, foi lançado no Brasil. As nove primeiras temporadas e alguns episódios especiais podem ser encontrados em DVDs.

Referências >> O que diferencia a série de outras no gênero, além do humor e das boas doses de polêmica e crítica, são as inúmeras referências a filmes, séries de TV, livros e até pinturas famosas. Essas alusões à cultura pop são inseridas no seriado com os mais diversos propósitos, desde homenagear, parodiar ou até mesmo caçoar os grandes sucessos. Vários clássicos e sucessos do cinema tiveram espaço reservado na série, como A Guerra dos Mundos, O Código Da Vinci e O Silêncio dos Inocentes. Séries de TV também não escapam do humor de Os Simpsons. Arquivo X, Jornada nas Estrelas, 24 Horas, entre outros, já ganharam uma paródia no seriado. Os quadrinhos também têm sua vez. Homer já ficou verde de raiva, como o Incrível Hulk, e Bart freqüentemente usa a fantasia de Bartman (uma referência ao homem-morcego).

Dia das Bruxas >> Os episódios de Halloween viraram marca registrada. Batizado de Treehouse of Horror, o especial foi exibido pela primeira vez nos EUA em 25 de outubro de 1990, durante a segunda temporada, e era dividido em três minicapítulos. O episódio agradou aos fãs e, desde então, tem espaço garantido em todas as temporadas. Eles podem trazer histórias originais ou paródias a filmes de terror ou suspense, como o capítulo B.I. Bartificial Intelligence, da 18ª temporada, em que Bart fica em coma e Homer e Marge decidem substituí-lo por um garoto-robô.

O filme >> Este ano a família amalucada chega à maioridade na TV com a 18ª temporada e comemora a marca de 400 episódios. Os Simpsons também completam 20 anos e festejam a data com a esperada versão cinematográfica. A equipe por trás da série havia pensado nisso há uma década. O episódio Kramp Krusty, inclusive, estava planejado para ser um filme, porém houve problemas para estender a história para o tempo de duração normal de um longa, e o capítulo acabou virando uma season premiere. Só em 2004 o projeto começou a ganhar forma. E melhor, a verve debochada de Homer e companhia está pra lá de afiada, abrindo espaço para doses maiores de humor negro e piadas mais adultas.

Confira abaixo (ou clique aqui) uma entrevista com o criador de Os Simpons, Matt Groening, feita por Alexandre Maron para a revista Monet e que foi publicada nesta mesma matéria.

Exibição: dia 30, 22h, Telecine Premium; dia 31, 20h, Telecine Pipoca (versão dublada)

Indicação: a partir dos 13 anos
(shirley paradizo)

*Texto de Shirley Paradizo, publicado originalmente na revista Monet, em agosto de 2007, edição 53

Entrevista: Matt Groening

O que as pessoas podem esperar do filme?
Nossos advogados acharam uma brecha legal e vamos usar apenas pedaços de episódios antigos... Estou brincando. Temos um programa de TV que ainda está no ar e, para convencer as pessoas a pagarem um ingresso, a história é maior e a animação, mais ambiciosa.

É difícil fazer um programa como esse, com 20 anos?
Temos um time fantástico. Começa com James L. Brooks, ganhador de Oscars e criador de programas de TV. Ele sempre disse que a missão dos Simpsons seria buscar emoção e fazer as pessoas esquecerem que estão vendo um desenho animado.

Ter liberdade de criação foi determinante para o sucesso?

Ajuda muito termos uma audiência enorme. Ninguém se mete a mexer no show. Mas, se a gente perdesse o pique, haveria alguma preocupação. Até aqui, nos deixaram em paz, o que deixa todo mundo mais feliz.

A série tem um fundo político?
Sim. E o filme também será. Há política em tudo que fazemos. Não acho que exista um ponto de vista monolítico. Tenho minhas posições, que são liberais, mas trabalho com republicanos e as vozes deles são ouvidas.

Os Simpsons não envelhecem nas histórias?
Você não quer ver o Bart tendo filhos. Uma das melhores coisas dos desenhos animados é que eles não envelhecem. Esses especiais que reúnem elencos de séries antigas são assustadores. A gente vê como todo mundo está diferente. Fizemos uns episódios em que saltamos para o futuro. De vez em quando, trapaceamos fazendo os personagens agirem como se fossem mais velhos. Lisa tem 8 anos e já teve vários romances. Algo que a maioria das crianças dessa idade não costuma ter.

Os personagens tiveram impacto na sociedade?
Me perguntaram se eu acho que Os Simpsons são contracultura. Espero que sejam. Quero que sejamos uma alternativa para o padrão. James Brooks escreveu que nós tentamos dizer às pessoas que elas não estão sozinhas. Me identifico com isso. Como sou do contra, anti-autoridade, costumo mostrar que as pessoas no poder não têm sempre as melhores intenções. Algumas vezes, essa mensagem passa fácil. Noutras, é desencorajada. Tivemos vários presidentes durante a vida dos Simpsons. Parece que as pessoas estão abrindo suas bocas de novo e falando o que pensam e isso é muito bom. Mas nós sempre fizemos isso.

(alexandre maron)

* Entrevista realizada por Alexandre Maron para e publicada na revista Monet, de agosto de 2007 (edição 53)

Buffy animada?

Há alguns anos, o criador de Buffy - A Caça-Vampiros, o Joss Whedon, criou um projeto de uma animado da cultuada série, cancelada em 2003. O piloto de 4 minutos foi dublado por todo o elenco, menos a Sarah Michelle Gellar, que alegou estar muito ocupada com a sua carreira cinematográfica. No lugar de Gellar, entrou Giselle Loren, que já havia dublado Buffy no videogame.

A idéia, porém, foi rejeitada, pois alegou-se que o desenho teria ficado muito infantil. Com o fracasso, Whedon e o quadrinista Jeph Loeb, que também estava envolvido no projeto e ainda hoje é o responsável pelo HQ da heroína, seguiram outros caminhos e a amostra de como ficaria o desenho jamais chegou ao público. Eis que agora o animado cai no rede, de forma bem misteriosa. Seria uma tentativa de para regastá-lo, testando-se a opinião dos fãs? Vamos torcer para que sim, pois a animação parece bem divertida. Confira abaixo.



(shirley paradizo)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Novas de Rapunzel

As novidades sobre os futuros clássicos Disney não param de chegar. E o primeiro conto de fadas do estúdio, Rapunzel, feito totalmente em 3D tem novidades reveladas pelo seu diretor. Glen Keane destacou a primeira princesa Disney digital não terá seu "cabelo fotorealista na animação, mas um cabelo mais apetitoso. Para isso, estão sendo feitos diversos testes para inventarem novas técnicas". O diretor desde o início do projeto vem prometendo aos fãs trazer o calor e o sentimento intuitivo da animação tradicional (2D) para o animado em CGI.

O animado promete transportar o público para um fabuloso mundo de fantasia de computação gráfica com a icônica torre, uma bruxa malvada, um galante herói e, é claro, a misteriosa garota com longas tranças douradas. Nessa nova versão do famoso e mais macabro conto dos irmãos Grimm, dois adolescentes do mundo moderno são transportados para a história de Rapunzel por uma bruxa frustrada e cansada dos finais felizes dos contos de fadas.

Com muita aventura, emoção, humor e cabelo... muito cabelo, Rapunzel deve soltar suas tranças douradas nos EUA no Natal de 2010 em Disney Digital 3-D. No Brasil, o animado ainda não tem uma data para estrear nos cinemas.

(shirley paradizo)

Marvel no mundo animê

E os heróis da Marvel vão ganhar versões em animê. A editora e a produtora japonesa Madhouse (do fantástico Paprika), assinaram contrato para criarem juntas uma linha de séries animadas para a TV com os super-heróis Marvel. Diferente dos desenhos já existentes da Casa das Idéias, porém, estes terão o estilo dos animados japoneses. A primeira das quatro séries deverá ir ao ar pelo canal japonês Animax em 2010, com os personagens Wolverine e Homem de Ferro. Os detalhes ainda não foram divulgados.

Vale lembrar que colaborações entre a Marvel e empresas japonesas não são novidade. Nos quadrinhos e na literatura a editora sempre tentou exportar seus heróis ao país nipônico com resultados variados. Teve até uma série de televisão do Homem-Aranha japonês... Ok, bizarro, eu sei, mas tudo evoluiu batante desde então... Em contraponto, destaco que o Madhouse recentemente assinou o bom DVD Batman - O Cavaleiro de Gotham. Por isso, podem esperar coisas bem bacanas vindo dessa parceria.

(shirley paradizo)

Seu filho vê: O Urso na Casa Azul

Em O Urso na Casa Azul, o urso laranja Bear e seus amigos convidam as crianças para entrar no fantástico mundo da Casa Azul e "conversarem" sobre um assunto relacionado ao cotidiano das crianças, sempre de forma interessante e por meio de muitas histórias, canções e brincadeiras.

Palavra de especialista: "Cada episódio desenvolve uma história, encenada por puppets, que trata de questões que fazem parte de dia-a-dia da criança, ensinando conceitos básicos de higiene, educação, sociabilidade e convivência. Além do conteúdo ético, a série também ensina os pequenos a lidar com medos comuns à idade, como o de ir ao médico e do escuro." – Maria Beatriz Telles, psicopedagoga, coordenadora pedagógica de escola de educação infantil, consultora pedagógica em escolas e em empresas que desenvolvem conteúdos infantis.

Exibição: segunda a sexta, 6h, Disney

Indicação: a partir dos 2 anos

(shirley paradizo)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bolt tem estréia antecipada

Depois do anúncio de que Harry Potter e o Enigma do Príncipe foi adiado para 11 de novembro deste ano para apenas 17 de julho de 2009, a Disney entrou em ação. O estúdio decidiu adiantar a estréia de Bolt: Supercão para 21 de novembro e, assim, ocupar o espaço deixado pelo bruxo e companhia. Com certeza, a decisão da Disney foi aproveitar o feriado de Ação de Graças para seu animado canino ter a chance de lucrar mais do que o previsto.

Outra novidade revelada recentemente é que a Disney divulgou que está desenvolvendo um game inspirado na animação e que será lançado em novembro para as plataformas Wii, Xbox 360, Playstation 3, PlayStation 2, Nintendo DS e PC. E mais, a empresa também inaugurou um site oficial, o Disney Animation, que traz imagens dos principais amigos de Bolt.

O animado gira em torno de Bolt (voz de John Travolta), um cachorro que é o astro de um programa de TV no qual usa seus superpoderes para lutar contra o crime. Sem nunca ter visto o mundo fora do estúdio, ele acredita que é um herói de verdade e não imagina que a garotinha Penny (Miley Cyrus), sua dona no show, é apenas uma atriz contratada. Quando, acidentalmente, ele é enviado a Nova York e tenta usar seus poderes, descobre que não passa de um animal comum. Ao lado de seus novos amigos - a gata abandonada Mittens e o hamster obcecado por TV Rhino, Bolt embarca em uma jornada para voltar para casa.

(shirley paradizo)

Estréia: Metrópolis

Baseado no mangá do mestre Osamu Tezuka, de 1949 (que, por sua vez, se inspirou no filme alemão homônimo de 1927, de Fritz Lang), Metrópolis foi adaptado para o cinema por Katsuhiro Otomo, o criador do aclamado Akira, que atualizou o enredo para o público atual. Também conhecido por Osamu Tezuka's Metropolis, o animê se passa na cidade retro-futurista que dá nome ao título do desenho, habitada por humanos e robôs.

As máquinas fazem parte de uma uma casta inferior e são usadas basicamente como trabalhadores. Odiadas por grande parte da população, normalmente não conseguem empregos, vivem na mais abosulta miséria e, por isso, costumam se rebelar.

A cidade é praticamente comandada por uma oraganização chamada Marduques, que aparentemente tem como missão eliminar robôs problemáticos e ajudar no desenvolvimento da cidade. Na realidade, a tal empresa liderada pelo Duque Reed e seu braço direito Rock está construindo uma arma chamada Zigurate, que tem como objetivo causar descontrole das máquinas. A poderosa arma é apresentada à população como mais uma melhoria para sua cidade.

Durante a pré-inauguração de Zigurate, chegam à Metrópolis o detetive Shunsaku Ban e seu sobrinho Kenichi. Os dois estão na cidade para descobrir o paradeiro do Dr. Laughton, um cientista maluco que está sendo caçado - vejam só! - por tráfico de orgãos. O que eles não sabem é que Laughton está trabalhando para o Duque Reed na construção de um andróide que será usado como uma espécie de ‘chave’ para o funcionamento do Zigurate. Ele foi desenvolvido à imagem e semelhança de sua falecida filha, Tima. Um incêndio acontece. Kenichi e Tima se perdem nos confins da cidade e são perseguidos implacavelmente por Rock.

Metrópolis possui uma série de tramas paralelas, mas nada muito complexo nem confuso a ponto de comprometer o filme como um todo. Ao contrário, deixa a história ainda mais interessante. O ponto forte da animação é o espetacular visual (não estou exagerando, é magnífico mesmo!), que combina técnica clássica com a mais moderna tecnologia digital, de forma harmoniosa e sempre eficiente. Tudo graças à direção do veterano Rintaro (pseudônimo de Shigeyuki Hayashi), que foi discípulo de Tezuka e diretor de inúmeros animês clássicos ao lado de seu mentor.

Exibição: dia 27, quarta, 22h, Cinemax

Indicação: a partir dos 14 anos


(shirley paradizo)

Criança & TV: Relação complicada?

Recentemente, a Unicamp com o apóio do Fórum Gestão Participativa na Educação em Amparo reuniu uma equipe de pesquisadores e desenvolveu Laboratório de Psicologia Genética da Faculdade de Educação da Unicamp, um projeto que abre espaço para a discussão de conteúdos que envolvem o conhecimento e a formação educacional dos alunos. Nesse sentido, a relação entre a televisão/criança vem recebendo atenção especial por parte desses educadores, uma vez que a TV é considerada o veículo de comunicação que exerce maior influência sobre nossos filhos. Como encarar este fato ? Como impedir que palavrões, cenas de sexo e violência cheguem até nossas crianças? Simplesmente desligando o aparelho e praticando uma espécie de censura dentro de casa?

A professora Ester Cecília Fernandes Baptistella, psicologa e mestre em Psicologia Educacional pela Faculdade de Educação da Unicamp e uma das integrantes do Fórum, acha que essa medida, a de desligar o aparelho, não vai resolver o problema. Em entrevista que concedeu ao Jornal da Rádio Cultura, no ano passado, ela afirmou que a TV não é uma "atividade cognitiva de baixo nível, porque, para se entender a programação, é necessário refletir sobre a mesma e essa reflexão requer uma inteligência".

Segundo a psicóloga, quando se fala de televisão é preciso antes esclarecer alguns mitos que envolvem a relação criança/TV, como a "idéia equivocada de que a criança na frente do aparelho é um ser totalmente passivo, pronta para receber influência direta da TV, com conseqüências em nível psicológico e comportamental. E as pesquisas mostram que a coisa não é bem assim, porque de tudo o que acontece na vida, a criança tem uma idéia. Uma idéia que reflete a inteligência dela, que reflete o nível cognitivo que ela tem".

De acordo com as pesquisas européias e norte-americanas, o impacto da TV depende de: quem assiste à TV, como se assiste e o que se assiste. A psicóloga traçou um roteiro de orientação aos pais com o objetivo de estimular o diálogo com seus filhos durante a permanência dos mesmos diante da telinha, para que eles possam refletir sobre a programação que assistem. Confira abaixo:

1. Limite o tempo de uso - Quando as crianças ficam muito tempo assistindo à televisão, deixam de realizar outras atividades importantes ao seu desenvolvimento, como brincar, conversar com outras crianças, exercitar-se etc. Incentive-as a participar dessas atividades, se possível, acompanhe-as. O ideal é que as crianças assistam no máximo de 2 a 3 horas diárias de programação, dando preferência a programas específicos de sua faixa etária.

2. Conheça o programa - Pesquisas indicam que a maioria das crianças assistem programação imprópria para a sua idade, com inúmeras cenas de sexo e violência. É importante planejar com as crianças o que assistir na TV e esclarecer o motivo da proibição. Lembre-se, a TV não é troféu, recompensa nem babá eletrônica.

3. Ajude a criança a expressar opinião - Essa é uma tarefa difícil que deve ser trabalhada tanto na família quanto na escola. O diálogo constitui-se no fator crucial para o exercício de relações pautadas no respeito mútuo e na cooperação. É importante que as crianças aprendam cedo a exercer o direito de falar sobre o que pensam, sem que suas reclamações sejam ouvidas e entendidas como queixas ou lamento. Além do mais, a criança deve lidar com as situações da TV e da mídia em geral, para poder refletir sobre ela.

* Texto originalmente publicado no site do governo de Amparo. De acordo com a página, as dicas de cuidados básicos para os pais foram publicadas no jornal O Estado de S.Paulo, em intitulada Horário Nobre, na qual a psicóloga Ester Cecília Fernandes Baptistella foi uma das especialistas ouvidas.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Estréia: Hunter x Hunter

Depois de quase três anos com reprises e mais reprises dos primeiros 70 episódios, os fãs de Hunter x Hunter podem comemorar. A partir do dia 27, quarta, o canal Animax começa a exibir novos episódios do animê: Greed Island e Greed Island Final. Com um total de 22 episódios - 8 da primeira safra e 14 da segunda -, mostra Gon e Killua continuam sua jornada atrás das pistas deixadas pelo pai do protagonista, até que caírem caem no jogo que dá nome aos especiais. Nesta nova realidade, a dupla irá conhecer novos aliados e inimigos, envolvendo-se em intensos treinos e criando novos golpes. A seguir, saiba o que vai acontecer em cada uma dessas novas fases.

Hunter x Hunter: Greed Island (8 episódios) - Após os conflitos com o Líder da Aranha, Gon e Killua regressam para o leilão de York Shin com intuito de tentar uma sorte maior em Greed Island. Uma vez dentro do local, Gon e Killua encontram Biscuit - a mestra de Wing - que oferece ajuda e treinamento para os dois. Uma vez bem instruídos e preparados, ambos estão aptos a enfrentar e derrotar quaisquer monstros e combatentes ao longo do jogo.

Hunter x Hunter: Greed Island Final (14 episódios) - Gon ainda está à procura de seu pai e, para alcançar tal objetivo, necessita vencer o jogo de Greed Island. Essa parte irá abranger as aventuras de Gon, Killua e Biscuit ao longo de todo o jogo.

Exibição: segunda a sexta, 7h30, 11h e 14h; e sábados, 11h, Animax

Indicação: a partir dos 13 anos

(shirley paradizo)

Estante: Futurama - A Besta de um Bilhão de Traseiros

Futurama: The Beast with a Billion Backs (EUA, 2008) · 88 minutos · Criado por Matt Groening · Direção: Peter Avanzino · Elenco vozes: Billy West, Katey Sagal, John DiMaggio, Maurice LaMarche, Tress MacNeille, Dan Castellaneta, David Cross, Stephen Hawking, Brittany Murphy

Os esquisitões Fry, Leela e Bender retornam para uma mais aventura inédita em DVD. Dessa vez, o trio entra em ação contra um enorme monstro que ameaça a vida na Futurama - A Besta de um Bilhão de Traseiros (R$ 29,90, Fox). A criatura aparece depois que os Portões de Garash se abrem e seus tentáculos começam a se enroscar nos pescoços dos terráqueos. A intenção do polvo gigante é unir-se aos humanos. Fry é o primeiro a ser pego e torna-se o líder de um movimento para unir todos os terráqueos com a criatura. Kif morre ao ir explorar a criatura e Amy fica inconsolável. Ela e Leela fogem com Zap Brannigan para escapar da "união" e um triângulo amoroso é criado. Bender se junta à secreta Liga dos Robôs. Uma verdadeira confusão.

Criada por Matt Groening (o mesmo de Os Simpsons), Futuruma estreou em episódios de meia hora nos Estados Unidos em 28 de março de 1999, e foi cancelada, em 2003, após quatro temporadas (transmitidas em cinco) e 72 episódios. Em 2005, a animação voltou a ser produzida, mas em formato de longa-metragens direto para o mercado de DVDs.

A história gira em torno de um entregador de pizza, Fry, que foi congelado acidentalmente na véspera do Ano Novo de 1999. Quando acorda da hibernação, depara-se com um um mundo completamente diferente, mil anos à frente, habitado por humanos, alienígenas estranhos, robôs ameaçadores. Ele trabalha agora para a Planet Express, um serviço de entregas intergaláctico que transporta pacotes para todos os cinco quadrantes do universo. Entre seus companheiros está a capitã da nave da empresa, Leela, uma ET durona de um só olho, e Bender, um robô com muitos defeitos humanos: bebe, fuma e pratica pequenos roubos. Ele também tem uma fraqueza por pornografia robótica (que consiste principalmente em diagramas de circuitos).

A bordo também se encontra o Professor Farnsworth, que é um cientista excêntrico cujas idéias o caracterizam como sendo algo entre um gênio e um doido varrido; Hermes Conrad, que é um burocrata autorizado, cuja frieza para com a tripulação é suavizada pela preocupação com suas vidas - mas somente porque ele não quer apresentar um monte de formulários de "morte na entrega", caso eles não voltem de uma missão - e Amy Wong, uma tripulante cujos deveres incluem ser bonitinha e paquerar o Tenente Kif Kroker.

Extras: Comentário em áudio; Futurama: A aventura perdida; Animação de storyboard; Cenas excluídas; Featurette; Futuerros; Modelos 3D; Uma história breve da Bola da Morte; Trailer do jogo de Bender

Indicação: a partir de 14 anos

(shirley paradizo)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ariel na juventude

Vazou na internet um vídeo com os 5 minutos iniciais da nova animação protagonizada por A Pequena Sereia: A História de Ariel. O animado não vai ser lançado nos cinemas, sai direto em DVD no dia 1º de outubro. A prequel do clássico de 1989 mostra a sereia em plena fase da adolescência, antes de ganhado pernas e conhecido seu príncipe encantado. Apesar de ainda jovem, Ariel já dava indícios da "menina" de personalidade forte e que não perdia a chance de contrariar o pai, envolvendo-se em confusões.

Depois que a esposa do Rei Tristão morre, ele impõe uma nova lei em seu reino, proibindo a música. Mas a pequena Ariel é apaixanada por canções e descobre uma danceteria secreta, onde pode cantar e dançar. Agora, ela se vê em um grande dilema: esconder sua paixão pela música ou contar ao pai e colocar tudo a perder. Confira o vídeo abaixo.



(shirley paradizo)

Entrevista: Neil Gaiman

Ao escrever o texto sobre a dica do livro Stardust - O Mistério da Estrela, lembrei de uma entrevista bem bacana que o ex-diretor de redação da Monet, Alexandre Maron, fez com Neil Gaiman, na época em que o filme estava sendo lançando nas telas de cinema por aqui. Aqui vai e na íntegra!

Preto. Camisa, calça e sapato. Tudo preto. Você sempre vai encontrar Neil Gaiman, 46, vestido do mesmo jeito. Ele economiza criatividade nas roupas, mas viaja nas histórias sobre mundos mágicos e deuses vencidos. Fomos encontrá-lo para um bate-papo em Londres sobre Stardust, o filme, e seus novos trabalhos.

Qual era seu objetivo ao criar Stardust?
A intenção era escrever um conto de fadas para adultos. Mas a associação de bibliotecários dos EUA classificou Stardust como o livro adulto que as crianças queriam ler. E o livro foi migrando para prateleiras diferentes. Stardust virou um filme para a família, mas não no sentido de ser inócuo. Eu não queria aquele tipo de filme que faz tudo para não desagradar a ninguém. Mas, sim, um filme que tivesse algo para várias idades. Minha filha não gosta de cenas de beijo. Mas adora os piratas e as bruxas.

Por que alguém leria Stardust depois do filme?
Porque é diferente. É um livro, foi escrito como um conto de fadas para adultos. O que foi divertido foi encontrar equivalentes fílmicos para algumas situações. Por exemplo, uma das delícias do livro é a forma como os personagens não conseguem se encontrar no clímax. Mas eu me lembro da primeira vez em que eu ia fazer o filme com a Miramax e eles disseram: vamos ter que colocar todos na mesma sala. Precisamos de um clímax. É para isso que você vai ver os filmes. Se a pessoa vai ao cinema e não vê isso, fica frustrada. Há prazeres que você tira somente dos livros. É uma experiência diferente.

Como está a produção de Morte?
Tudo parece estar caminhando. Mas fica indo e vindo. Estamos tentando aprovar elenco e orçamento. Estou curtindo porque Guillermo del Toro é meu produtor executivo. Ele me convidou para ficar duas semanas com ele no set de Hellboy 2 e segui-lo como uma sombra. Demorei um segundo para decidir.

Qual é a melhor versão de Stardust? O filme ou o livro?
O que eu quero é um mundo em que as pessoas venham falar comigo depois do filme e digam: eu amei o filme; Charlie Cox está ótimo; Michelle Pfeiffer é assustadora; De Niro era engraçado; vou comprar o DVD; vou levar meus filhos... Mas o livro era melhor [risos].

* Entrevista realizada por Alexandre Maron e publicada originalmente na revista MONET, em novembro de 2007, edição 56.

Estante: Stardust - O Mistério da Estrela

A parceria entre Neil Gaiman e Charles Vess já rendeu bons frutos, entre eles Sonhos de uma Noite de Verão, uma das melhores uma das melhores tramas de Sandman e a primeira a história em quadrinhos a receber o World Fantasy Award. Em Stardust - O Mistério das Estrela (R$ 28, Rocco), a dupla repete a dose. A princípio, a obra foi concebida originalmente por Gaiman como uma HQ, mas Vess achou que o enredo se sairia melhor se mudasse o formato para um livro ilustrado para adultos. E assim foi. O resto é conto de fadas, e dos bons!

O jovem Tristan Thorn vive em uma pequena vilarejo vitoriano chamada Wall (Muralha) e se apaixona por Victoria, a moça mais bonita das redondezas. Para provar seu amor, ele promete à amada lhe dar de presente uma estrela cadente, iniciando uma jornada em fronteiras proibidas para seu povo. Afinal, do outro lado do muro há uma terra repleta de bruxaria, seres fantásticos e perigos. Durante a viagem, ele faz amizade com uma estranha criatura e encontra a estrela. Para sua surpresa, o astro, na verdade, é uma garota e, se ela for levada para sua aldeia, perderá toda a magia, transformando-se apenas uma pedra que caiu do céu.

Para compor sua história medieval, Gaiman optou por uma "escrita antiquada", usando caneta tinteiro e um caderno de capa de couro. Tudo para evocar os costumes dos escritores do início do século 20, como Lord Dunsany e Hope Mirrlees. E, sim, o texto é bastante poético, mesclando momentos de pura magia a passagens um tanto duras.

Essa nova edição da Rocco não traz (infelizmente) as belíssimas pinturas criadas por Vess para a história nem as intermináveis e sofríveis "notas do tradutor" (e este é o lado bom) da edição original publicada pela Conrad no ano passado e republicada pela Pixel Media (R$ 49,90). Bem, não importa por qual das edições você vai optar. Desde que escolha uma delas. Stardust é o tipo de obra indispensável em sua coleção.

Stardust no cinema

No ano passado, o livro de Gaiman ganhou uma adaptação para o cinema e está disponível em DVD (R$ 44,90, Paramount). Stardust leva a assinatura do diretor inglês Matthew Vaughn (de Nem Tudo É o que Parece) e conta com Claire Danes, Charlie Cox, Sienna Miller, Ricky Gervais, Jason Flemyng, Peter O'Toole, Michelle Pfeiffer, Robert De Niro, Ian McKellen (narrador) no elenco. Assim como o livro, o filme, apesar do clima de contos de fadas, não foi feito para crianças. Sua temática e comentários são voltados para o público adulto. Vale conferir.

(shirley paradizo)