quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Criança & TV: Classificação indicativa

Visitando o site da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) mais uma vez encontrei outro material útil, e interessante, para os pais. Dessa vez, é um "tira-dúvidas" bem esclarecedor sobre como funciona a lei da classificação indicativa.

O que é?
A Classificação Indicativa é uma informação sobre o conteúdo de audiovisuais quanto à adequação de horário, local e faixa etária para serem exibidos. É um instrumento de proteção e promoção dos direitos humanos, que permite aos pais ou responsáveis escolherem se a programação é ou não adequada para a idade de crianças e adolescentes.

Qual é seu objetivo?
O foco da Classificação Indicativa é proteger a criança e o adolescente de conteúdos considerados inadequados a sua faixa etária. De caráter educativo, seu papel é produzir informações aos pais e às famílias sobre conteúdos inadequados em obras audiovisuais como filmes, novelas, jogos eletrônicos e espetáculos.

Qual é o processo da classificação?
As emissoras enviam para o Ministério da Justiça a sinopse do produto a ser exibido na televisão com a autoclassificação pretendida. Depois disso, as emissoras podem veicular a obra; ao Dejus cabe a responsabilidade de avaliar a autoclassificação, classificar e monitorar a programação. No caso das obras destinadas ao cinema, vídeo, DVD e jogos, as empresas enviam cópias das obras para o MJ que realiza análise prévia e os classifica.

Como é feita? Quais são as etapas?
O trabalho de Classificação é realizado por uma equipe de analistas do Departamento de Justiça, que atuam em diversas áreas como psicologia, direito, administração, comunicação social e pedagogia. Conta, também, com uma rede de colaboradores eventuais. A análise dos conteúdos é feita em três fases: análise objetiva de cenas que tenham sexo, drogas e violência; identificação dos temas e, por fim, a gradação, que classifica a obra de acordo com a idade. Os símbolos indicam o que não é recomendado para cada faixa etária.

Por que ela é importante?
Pesquisas apontam que a maioria das crianças e adolescentes do Brasil prefere a TV como forma de entretenimento e passa de 3 a 4 horas diante do aparelho de televisão. Outro ponto a se destacar é que os pais nem sempre selecionam aquilo que seus filhos assistem na telinha. Crianças e adolescentes são pessoas em desenvolvimento, que precisam de ajuda para selecionar aquilo que assistem.

Como é feita? Quais são as etapas?
O trabalho de Classificação é realizado por uma equipe de analistas do Departamento de Justiça, que atuam em diversas áreas como psicologia, direito, administração, comunicação social e pedagogia. Conta, também, com uma rede de colaboradores eventuais. A análise dos conteúdos é feita em três fases: análise objetiva de cenas que tenham sexo, drogas e violência; identificação dos temas e, por fim, a gradação, que classifica a obra de acordo com a idade. Os símbolos indicam o que não é recomendado para cada faixa etária.

* Texto publicado originalmente no site da Andi

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Pixar lança novo curta

A Pixar anunciou que o veterano Angus MacLane (responsável pela equipe de animação de Wall•E, Ratattoulie, Carros entre outros) será o diretor do novo curta animado do estúdio. Batizado de Burn•E, o mini-desenho conta a história de um robô-soldador que fica preso no espaço quando Wall•E e Eva entram na espaçonave Axioma. A dupla não nota a presença do intruso e fecham a porta da nave, carregando-o junto em sua viagem.

O curta vai acompanhar o DVD do longa-metragem Wall•E, previsto para chegar às lojas brasileiras no dia 19 de novembro.

(shirley paradizo)

Beyblade está de volta

Ao que tudo indica, a mania dos peões vai ressurgir das cinzas novamente com uma quarta temporada de Beyblade. Depois de ficar quatro anos e meio fora de telinha, a popular da franquia da empresa Takara-Tomy ganha novos episódios no Japão. Inspirado em mangá de mesmo nome, o desenho gira em torno de lutas entre equipes de Beyblade. A equipe principal, os Blade Breakers, joga contra outras equipes para serem os melhores do mundo. O desenho tem um total de três séries, com tramas bem parecidas. A primeira com 51 episódios e as demais (V-Force e G-Revolution) com 52 episódios.

A primeira das três séries foi bem diferente das outras no estilo. As beyblades eram desenhadas no estilo animê e tinham uma cor só, além da cor negra do disco de peso. Não eram rápidos para bater uma na outra, mas giravam. As Feras-Bit também eram de uma cor só, tanto no brilho quanto no corpo.


A segunda temporada, Beyblade V-Force, traz um novo estilo de desenho ao animê. As beyblades são desenhadas em 3D, deixando-as mais convincentes, realistas e rápidas. Uma nova protagonista entra na série para ajudar a equipe. Nesta fase, os Bladebreakers lutam contra a organização Psykick, que quer roubar as feras-bit deles.

Já em Beyblade G-Revolution fala de um novo campeonato, mas dessa vez os Blade Breakers se separam e cada um tenta ser o melhor do mundo sozinho. Outra novidade é que o modo de se jogar mudou. Agora as equipes devem escolher dois ou três lutadores titulares e um de reserva. Mais dois protagonistas também são adicionados à trama.

(shirley paradizo)

* Fonte: site Ohayo

Estante: Speed Racer (vols. 1 e 2)

Mach Go Go Go · Criado por Tatsuo Yoshida · 1967 (52 episódios de 24 minutos) · Música: Nobuyoshi Koshibe · Produtora: Tatsunoko Productions

O herói favorito do mundo da velocidade está de volta! Chegou às prateleiras das lojas os dois primeiros volumes do clássico Speed Racer (R$ 24,90 cada, Califórnia Filmes). Cada disco traz 12 (vol.1) e 11 (vol.2) episódios com áudio em português e inglês 2.0, além de legendas em nosso idioma. O formato de tela será fullscreen e a dublagem é a original da TV (feita no Rio do Janeiro, com o Peterson "Koenma", dando voz ao Speed).

Speed Racer foi criado nos anos 60 por Tatsuo Yoshida e mostra as aventuras de um piloto de carros de corrida com apenas 18 anos de idade. Apesar de muito jovem, ele é muito desenvolto e corajoso. Seu carro é o mais rápido e futurístico do mundo, o fabuloso Mach 5. A ambição de Speed é ser o maior corredor de carros do mundo. No entanto, prefere perder uma corrida a prejudicar alguém intencionalmente para ganhar. Por outro lado, o piloto não tem nenhuma simpatia pelos inescrupulosos corredores que fazem de tudo para vencer, jogando sujo e tentando eliminar qualquer corredor da pista.

Como lembrete, os volumes 3, 4 e 5 (que completam a série) já estão em pré-venda e devem começar a ser vendidos até o final deste mês. A Califórnia cogita ainda lançar o animado compelto em discos separados, mas lançar em breve uma edição de luxo com todos os 5 DVDs, com muitas surpresas. Mas ainda não está nada confirmado. Saiba mais sobre o animado aqui.


(shirley paradizo)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Miyazaki em Veneza

O diretor Hayao Miyazaki conseguiu no domingo, dia 31, por meio de um desenho animado, contar uma história emocionante, algo que outros diretores que participam do Festival Internacional de Cinema de Veneza não souberam fazer com atores. O feito foi realizado com seu novo trabalho, Ponyo on the Cliff by the Sea, filme com o qual concorre ao Leão de Ouro.

O desenho se passa em uma cidade junto ao mar na qual um menino salva uma peixinha vermelha, chamada Ponyo. A amizade entre o garoto, Sosuke, e o peixe cresce até o ponto em que Ponyo passa a querer se transformar em uma menina.

A trama serviu como pretexto para Miyazaki falar de temas que merecem a atenção de todos, como a relação entre o homem e a natureza, a necessidade do equilíbrio entre ambos e a amizade entre crianças e adultos.

Com seus desenhos, Miyazaki é capaz de tocar o coração do espectador, unindo o adulto com o seu passado e fazendo com que se lembre de suas brincadeiras, como o navio de brinquedo no qual sempre quis navegar, ou de seu amor pelos animais.

Miyazaki explicou em entrevista coletiva, após a exibição do animado, que, para atingir seu objetivo, tinha trabalhado manualmente, "porque o computador, ainda que seja bom, enfraquece a força da mensagem".

O cineasta japonês já conseguiu, anteriormente, comover com outras histórias, como A Viagem de Chihiro, que conquistou em 2002 o Urso de Ouro em Berlim e, em 2003, o Oscar de melhor filme de animação.

Mas o diretor não consegue enganar ninguém: Ponyo on the Cliff by the Sea, que bateu recorde de bilheteria ao estrear no Japão, é um filme para crianças. Como sempre acontece com esse tipo de produção, que acaba por atingindo também os adultos, Miyazaki, sem querer, questiona o grau de infantilidade da sociedade moderna. Os críticos pareceram entender o seu valor, pois já declararam seu mais recente filme o melhor do festival até o momento.


Vale lembrar que a Playarte divulgou ter adquirido os direitos do animado. Mas não sabe ainda o formato que o longa será lançado no Brasil, se somente em DVD ou também nos cinemas. O certo é que deve aterrissar por aqui até o final do ano.

* Fonte: site Globo.com

Literatura: Artemis Fowl - Graphic Novel

O gênio do crime está de volta, mas em uma nova versão. Artemis Fowl - Graphic Novel (R$ 23, Galera Record) reconta a história do primeiro volume da série homônima criada por Eoin Colfer e que também, claro, assina a adaptação para os quadrinhos. A trama segue a original. Sempre que um plano maquiavélico acontece, pode ter certeza que, por trás dele, há a mão do jovem herdeiro do clã Fowl, uma lendária família de personagens do submundo, célebres na arte da trapaça. Depois que seu pai desaparece misteriosamente com parte da fortuna da família, Artemis se vê na obrigação de assumir o posto do patriarca.

E ele não quer apenas poder, ele deseja ouro, mais precisamente o ouro do Povo das Fadas. Em um lance ousado e infeliz, ele seqüestra a capitã Holly Short, uma elfo valente e irritada da unidade de elite da polícia. O problema é que esses seres encantados não são aqueles dos contos de fadas, eles estão armados e são perigosos. Em pouco tempo, Artemis se vê em meio a um exército de fadas, gnomos, elfos e trolls com armas muito mais avançadas do que as dos humanos. No melhor estilo James Bond infantil, o HQ combina lendas celtas, seres encantados, aventura e muita ação.

Leia entrevista com o autor Eoin Colfer abaixo e confira mais informações no site oficial de Artemis (em inglês).

(shirley paradizo)

Entrevista: Eoin Colfer

Sou uma grande fã de Eoin Colfer, acompanho a carreira do escritor desde que o primeiro livro da saga Artemis Fowl foi lançado no Brasil e adoro sua maneira de contar histórias. Elas são criativas, inteligentes, irônicas e tem o dom de nos prende da primeira à última página. Sem falar que Colfer, como poucos autores, consegue transformar o lugar comum em algo surpreendente. E eu tive a oportunidade de entrevistá-lo na época em chegava às prateleiras do país Pânico na Biblioteca, um livrinho muito bacana e mais infanil que Artemis. Aqui segue a entrevista que fiz na ocasião, para a revista Monet, em novembro de 2005.

É verdade que Pânico na Biblioteca tem um pouco da sua infância?
Sim, ele uma leve inspiração na minha infância. Queria contar a meu filho, que tem 8 anos, como foi crescer com quatro irmãos e escrever algo que ele conseguisse ler. E também quero mostrar aos leitores como ler é valioso e importante para todos. Mas o principal é fazer com que as crianças curtam e dêem boas gargalhadas.

Escrever livros infantis sempre foi uma meta?
Sempre gostei de contar histórias e acho que sim. Na época em que trabalhava como professor primário, tinha o hábito de inventar histórias a fim de despertar o interesse dos meus alunos pelos temas que ensinava em sala de aula. O método deu certo e, então, decidi colocar essas idéias no papel.

Quais foram suas fontes de inspiração?
Sou fã de fantasia desde que aprendi a ler. Adoro Tolkien e C.S. Lewis. Na adolescência, lia sem parar e sempre soube que, se me tornasse escritor um dia, cairia nesse gênero. E foi o que aconteceu com Artemis Fowl.

Esperava que a série Artemis Fowl fosse ter essa repercussão?
Fiquei surpreso. É incrível como uma história escrita em uma cabana na Irlanda faça tanto sucesso no mundo todo. Estou muito feliz com o resultado.

Aliás, nos últimos livros, Artemis está ficando bonzinho. Não acha que essa mudança pode afastar os fãs da série?
Não. Por que, para ele, isso é desafio e muitos obstáculos sempre surgem em seu caminho. Como vilões, sua própria consciência e alguns deslizes.

Você já está trabalhando em uma nova continuação?
Sim. Acho que dessa vez ele vai enfrentar um vilão à sua altura. Uma versão feminina de Artemis. Ele agora é adolescente e com hormônios despertando. Seria interessante ver como ele reagiria ao deparar com alguém tão inteligente como ele e ainda por cima uma garota.

E como ela vai ser? Já tem um nome?
Ainda não sei. É ainda cedo para dizer.


Quando cria um personagem, você se inspira em pessoas que conhece na vida real?
Sim e não. Às vezes, pode conter uma característica de uma amigo, algo engraçado que presenciei ou mesmo um nome que me chamou a atenção... Aliás, o seu é bem diferente... Me parece que tem origem italiana, estou certo? (Bem, disse que sim... e o livro Artemis Fowl - A Colônia Perdida foi publicado no Brasil em 2007 e, para minha surpresa, Colfer batizou a vilã de Minerva Paradizo. Coincidência ou não, gosto de imaginar que, de uma certa forma e bem pequenininha, contribuí para essa história.)

(shirley paradizo)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Da minha coleção...



Kaelou é um maluco curta-metragem francês em 3D, realizado por Rémi Chapotot e co-produzido pelos estúdios de animação Cube-Creative e Qualia & Co. Trata-se de um episódio piloto para uma série de TV sobre as aventuras de um sapo com problemas de esquizofrenia e os seus - igualmente disfuncionais - companheiros de brincadeiras. Diverta-se!

(shirley paradizo)

Estréia: Os Simpsons - O Filme

Nem sempre que nossos sábados à noite são coroados com bons filmes na TV. E, quando isso acontece, é preciso comemorar! Em homenagem à estréia do longa animado Os Simpsons - O Filme no Telecine Premium (dia 30, sábado, 22h) regastei essa matéria que escrevi para a revista MONET, em agosto de 2007 (edição 53), na época em que a 18ª temporada estreava no canal Fox e filme nos cinemas nacionais. O texto relembra os melhores momentos de Bart, Homer e companhia.

Na tela grande >> Após 19 longos anos de espera, a família de pele amarela mais querida da TV finalmente alcançou as telas de cinema em 2007. Em Os Simpsons - O Filme, Homer provoca um grande desastre ecológico em Springfield ao jogar no lago um silo com fezes de porco. Seu ato deixa Marge bem chateada e os vizinhos sedentos por vigança. Afinal, a cidade é colocada em uma espécie de quarentena e envolta em uma gigantesca bolha. Para escapar da morte certa, a família Simpsons consegue encontrar um meio de escapar da "prisão" e sai em busca de qualquer coisa que possa salvar seu lar. Enquanto isso, a calamidade chama a atenção do presidente dos EUA, Arnold Schwarzenegger, e do chefe da Agência de Proteção Ambiental, Russ Cargill, que decidem colocar em prática um plano diabólico para resolver definitivamente a questão ambiental em Springfield.

O início >> Criada pelo cartunista Matt Groening, a animação Os Simpsons apareceu pela primeira vez na TV como uma série de 48 curtas no programa The Tracey Ullmam Show, entre 1987 e 1989. A atração tinha meia hora de duração e as vinhetas de 30 segundos entravam no ar entre as trocas de cenas e quadros. Estava na cara amarela, nos olhos esbugalhados e nas mãos de quatro dedos que a série era diferente de todas as outras que retratavam o cotidiano de uma família engraçadinha, como Os Flintstones e Os Jetsons. Na aventura de estréia, Boa Noite, os pais Homer e Marge desejam bons sonhos para seus pimpolhos, Lisa e Bart. O que seria uma ação corriqueira gera várias confusões, com o menino querendo saber por que existem pessoas más e a garota com medo de ser mordida por insetos. O sucesso foi imediato e logo o clã partiu para uma carreira-solo, estreando um especial de fim de ano com duração de 30 minutos, O Prêmio de Natal, em dezembro de 1989. Desde então, os Simpsons não saíram mais de cena. Hoje, o programa é o desenho de maior longevidade na história da TV, sendo visto em mais de 100 países. Tem, ao todo, 18 temporadas e mais de 400 episódios.

O que é >> Satírico ao extremo, Os Simpsons critica a sociedade norte-americana, tendo como alvo principal a classe média. A série é focada nas aventuras de uma típica família suburbana do meio-oeste dos EUA, que mora em uma cidade fictícia chamada Springfield. O casal, Homer e Marge, tem três filhos: Bart, Lisa e Maggie. Completam a família o cachorro Ajudante de Papai Noel e o gato Bola de Neve II — houve um Bola de Neve I, que já morreu. A animação conta ainda com um grande número de coadjuvantes, desde parentes da família, personagens menores permanentes ou eventuais e até celebridades, que visitam a cidade com certa freqüência. Já passaram por lá atores, políticos, esportistas, cantores e bandas.

Springfield >> Ninguém sabe em que Estado americano fica Springfield (existem 121 condados com este nome nos EUA). Sabe-se, porém, que a fictícia cidade foi fundada em 1796, por Jebediah Springfield. Ela possui uma usina nuclear, uma igreja protestante, duas escolas primárias, uma universidade, museus, um pequeno estádio de beisebol, um aeroporto, um porto, um cassino, um cemitério, um bairro de periferia, restaurantes, o famoso bar do Moe e a pista de boliche de Barney Gumble. A cidade mais próxima é Shelbyville, fundada por Shelbyville Manhattan, e é a grande rival de Springfield. Conta-se que Manhattan fundou sua própria cidade porque queria um lugar onde os homens podiam casar com suas primas, mas Springfield rejeitou tal idéia.

Episódios >> No começo, o traço de Os Simpsons era tosco e com acabamento precário. Cada vinheta demorava quatro semanas para ficar pronta. Hoje, os personagens têm um visual mais sofisticado e moderno, sendo preciso produzir 24 mil desenhos e gastar até oito meses de trabalho, a um custo de US$ 1 milhão. São dezesseis roteiristas, dois comediantes, redatores de piadas e de publicidade e até um ex-bioquímico (afinal, Homer trabalha em uma usina nuclear). Com o roteiro concluído, o material é enviado para a Coréia, onde é feita a animação. Depois, tudo retorna aos EUA, hora de incluir os efeitos sonoros, vozes e músicas (a série conta com uma orquestra de 35 instrumentos e um compositor próprio).

Família popstar >> A febre em torno dos habitantes de Springfield rendeu capítulos inusitados também fora da tela. Os Simpsons se tornaram ícones da cultura pop, inspirando diversas séries animadas, como American Dad e Uma Família da Pesada. Em 2001, o grunhido de Homer, "D’oh", virou verbete do dicionário The Oxford English e Bart foi eleito pela revista Time como uma das 20 pessoas mais influentes da década passada. Uma infinidade de produtos com a marca Simpsons começou a tomar conta das prateleiras das lojas: jogos de tabuleiro, bonecos, gibis, games, guloseimas, peças de vestuário, papelaria, livros que discutem conceitos filosóficos a partir da conduta das personagens e quatro álbuns com as canções que embalam as histórias — apenas o primeiro deles, Sing the Blues, foi lançado no Brasil. As nove primeiras temporadas e alguns episódios especiais podem ser encontrados em DVDs.

Referências >> O que diferencia a série de outras no gênero, além do humor e das boas doses de polêmica e crítica, são as inúmeras referências a filmes, séries de TV, livros e até pinturas famosas. Essas alusões à cultura pop são inseridas no seriado com os mais diversos propósitos, desde homenagear, parodiar ou até mesmo caçoar os grandes sucessos. Vários clássicos e sucessos do cinema tiveram espaço reservado na série, como A Guerra dos Mundos, O Código Da Vinci e O Silêncio dos Inocentes. Séries de TV também não escapam do humor de Os Simpsons. Arquivo X, Jornada nas Estrelas, 24 Horas, entre outros, já ganharam uma paródia no seriado. Os quadrinhos também têm sua vez. Homer já ficou verde de raiva, como o Incrível Hulk, e Bart freqüentemente usa a fantasia de Bartman (uma referência ao homem-morcego).

Dia das Bruxas >> Os episódios de Halloween viraram marca registrada. Batizado de Treehouse of Horror, o especial foi exibido pela primeira vez nos EUA em 25 de outubro de 1990, durante a segunda temporada, e era dividido em três minicapítulos. O episódio agradou aos fãs e, desde então, tem espaço garantido em todas as temporadas. Eles podem trazer histórias originais ou paródias a filmes de terror ou suspense, como o capítulo B.I. Bartificial Intelligence, da 18ª temporada, em que Bart fica em coma e Homer e Marge decidem substituí-lo por um garoto-robô.

O filme >> Este ano a família amalucada chega à maioridade na TV com a 18ª temporada e comemora a marca de 400 episódios. Os Simpsons também completam 20 anos e festejam a data com a esperada versão cinematográfica. A equipe por trás da série havia pensado nisso há uma década. O episódio Kramp Krusty, inclusive, estava planejado para ser um filme, porém houve problemas para estender a história para o tempo de duração normal de um longa, e o capítulo acabou virando uma season premiere. Só em 2004 o projeto começou a ganhar forma. E melhor, a verve debochada de Homer e companhia está pra lá de afiada, abrindo espaço para doses maiores de humor negro e piadas mais adultas.

Confira abaixo (ou clique aqui) uma entrevista com o criador de Os Simpons, Matt Groening, feita por Alexandre Maron para a revista Monet e que foi publicada nesta mesma matéria.

Exibição: dia 30, 22h, Telecine Premium; dia 31, 20h, Telecine Pipoca (versão dublada)

Indicação: a partir dos 13 anos
(shirley paradizo)

*Texto de Shirley Paradizo, publicado originalmente na revista Monet, em agosto de 2007, edição 53

Entrevista: Matt Groening

O que as pessoas podem esperar do filme?
Nossos advogados acharam uma brecha legal e vamos usar apenas pedaços de episódios antigos... Estou brincando. Temos um programa de TV que ainda está no ar e, para convencer as pessoas a pagarem um ingresso, a história é maior e a animação, mais ambiciosa.

É difícil fazer um programa como esse, com 20 anos?
Temos um time fantástico. Começa com James L. Brooks, ganhador de Oscars e criador de programas de TV. Ele sempre disse que a missão dos Simpsons seria buscar emoção e fazer as pessoas esquecerem que estão vendo um desenho animado.

Ter liberdade de criação foi determinante para o sucesso?

Ajuda muito termos uma audiência enorme. Ninguém se mete a mexer no show. Mas, se a gente perdesse o pique, haveria alguma preocupação. Até aqui, nos deixaram em paz, o que deixa todo mundo mais feliz.

A série tem um fundo político?
Sim. E o filme também será. Há política em tudo que fazemos. Não acho que exista um ponto de vista monolítico. Tenho minhas posições, que são liberais, mas trabalho com republicanos e as vozes deles são ouvidas.

Os Simpsons não envelhecem nas histórias?
Você não quer ver o Bart tendo filhos. Uma das melhores coisas dos desenhos animados é que eles não envelhecem. Esses especiais que reúnem elencos de séries antigas são assustadores. A gente vê como todo mundo está diferente. Fizemos uns episódios em que saltamos para o futuro. De vez em quando, trapaceamos fazendo os personagens agirem como se fossem mais velhos. Lisa tem 8 anos e já teve vários romances. Algo que a maioria das crianças dessa idade não costuma ter.

Os personagens tiveram impacto na sociedade?
Me perguntaram se eu acho que Os Simpsons são contracultura. Espero que sejam. Quero que sejamos uma alternativa para o padrão. James Brooks escreveu que nós tentamos dizer às pessoas que elas não estão sozinhas. Me identifico com isso. Como sou do contra, anti-autoridade, costumo mostrar que as pessoas no poder não têm sempre as melhores intenções. Algumas vezes, essa mensagem passa fácil. Noutras, é desencorajada. Tivemos vários presidentes durante a vida dos Simpsons. Parece que as pessoas estão abrindo suas bocas de novo e falando o que pensam e isso é muito bom. Mas nós sempre fizemos isso.

(alexandre maron)

* Entrevista realizada por Alexandre Maron para e publicada na revista Monet, de agosto de 2007 (edição 53)

Buffy animada?

Há alguns anos, o criador de Buffy - A Caça-Vampiros, o Joss Whedon, criou um projeto de uma animado da cultuada série, cancelada em 2003. O piloto de 4 minutos foi dublado por todo o elenco, menos a Sarah Michelle Gellar, que alegou estar muito ocupada com a sua carreira cinematográfica. No lugar de Gellar, entrou Giselle Loren, que já havia dublado Buffy no videogame.

A idéia, porém, foi rejeitada, pois alegou-se que o desenho teria ficado muito infantil. Com o fracasso, Whedon e o quadrinista Jeph Loeb, que também estava envolvido no projeto e ainda hoje é o responsável pelo HQ da heroína, seguiram outros caminhos e a amostra de como ficaria o desenho jamais chegou ao público. Eis que agora o animado cai no rede, de forma bem misteriosa. Seria uma tentativa de para regastá-lo, testando-se a opinião dos fãs? Vamos torcer para que sim, pois a animação parece bem divertida. Confira abaixo.



(shirley paradizo)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Novas de Rapunzel

As novidades sobre os futuros clássicos Disney não param de chegar. E o primeiro conto de fadas do estúdio, Rapunzel, feito totalmente em 3D tem novidades reveladas pelo seu diretor. Glen Keane destacou a primeira princesa Disney digital não terá seu "cabelo fotorealista na animação, mas um cabelo mais apetitoso. Para isso, estão sendo feitos diversos testes para inventarem novas técnicas". O diretor desde o início do projeto vem prometendo aos fãs trazer o calor e o sentimento intuitivo da animação tradicional (2D) para o animado em CGI.

O animado promete transportar o público para um fabuloso mundo de fantasia de computação gráfica com a icônica torre, uma bruxa malvada, um galante herói e, é claro, a misteriosa garota com longas tranças douradas. Nessa nova versão do famoso e mais macabro conto dos irmãos Grimm, dois adolescentes do mundo moderno são transportados para a história de Rapunzel por uma bruxa frustrada e cansada dos finais felizes dos contos de fadas.

Com muita aventura, emoção, humor e cabelo... muito cabelo, Rapunzel deve soltar suas tranças douradas nos EUA no Natal de 2010 em Disney Digital 3-D. No Brasil, o animado ainda não tem uma data para estrear nos cinemas.

(shirley paradizo)

Marvel no mundo animê

E os heróis da Marvel vão ganhar versões em animê. A editora e a produtora japonesa Madhouse (do fantástico Paprika), assinaram contrato para criarem juntas uma linha de séries animadas para a TV com os super-heróis Marvel. Diferente dos desenhos já existentes da Casa das Idéias, porém, estes terão o estilo dos animados japoneses. A primeira das quatro séries deverá ir ao ar pelo canal japonês Animax em 2010, com os personagens Wolverine e Homem de Ferro. Os detalhes ainda não foram divulgados.

Vale lembrar que colaborações entre a Marvel e empresas japonesas não são novidade. Nos quadrinhos e na literatura a editora sempre tentou exportar seus heróis ao país nipônico com resultados variados. Teve até uma série de televisão do Homem-Aranha japonês... Ok, bizarro, eu sei, mas tudo evoluiu batante desde então... Em contraponto, destaco que o Madhouse recentemente assinou o bom DVD Batman - O Cavaleiro de Gotham. Por isso, podem esperar coisas bem bacanas vindo dessa parceria.

(shirley paradizo)

Seu filho vê: O Urso na Casa Azul

Em O Urso na Casa Azul, o urso laranja Bear e seus amigos convidam as crianças para entrar no fantástico mundo da Casa Azul e "conversarem" sobre um assunto relacionado ao cotidiano das crianças, sempre de forma interessante e por meio de muitas histórias, canções e brincadeiras.

Palavra de especialista: "Cada episódio desenvolve uma história, encenada por puppets, que trata de questões que fazem parte de dia-a-dia da criança, ensinando conceitos básicos de higiene, educação, sociabilidade e convivência. Além do conteúdo ético, a série também ensina os pequenos a lidar com medos comuns à idade, como o de ir ao médico e do escuro." – Maria Beatriz Telles, psicopedagoga, coordenadora pedagógica de escola de educação infantil, consultora pedagógica em escolas e em empresas que desenvolvem conteúdos infantis.

Exibição: segunda a sexta, 6h, Disney

Indicação: a partir dos 2 anos

(shirley paradizo)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bolt tem estréia antecipada

Depois do anúncio de que Harry Potter e o Enigma do Príncipe foi adiado para 11 de novembro deste ano para apenas 17 de julho de 2009, a Disney entrou em ação. O estúdio decidiu adiantar a estréia de Bolt: Supercão para 21 de novembro e, assim, ocupar o espaço deixado pelo bruxo e companhia. Com certeza, a decisão da Disney foi aproveitar o feriado de Ação de Graças para seu animado canino ter a chance de lucrar mais do que o previsto.

Outra novidade revelada recentemente é que a Disney divulgou que está desenvolvendo um game inspirado na animação e que será lançado em novembro para as plataformas Wii, Xbox 360, Playstation 3, PlayStation 2, Nintendo DS e PC. E mais, a empresa também inaugurou um site oficial, o Disney Animation, que traz imagens dos principais amigos de Bolt.

O animado gira em torno de Bolt (voz de John Travolta), um cachorro que é o astro de um programa de TV no qual usa seus superpoderes para lutar contra o crime. Sem nunca ter visto o mundo fora do estúdio, ele acredita que é um herói de verdade e não imagina que a garotinha Penny (Miley Cyrus), sua dona no show, é apenas uma atriz contratada. Quando, acidentalmente, ele é enviado a Nova York e tenta usar seus poderes, descobre que não passa de um animal comum. Ao lado de seus novos amigos - a gata abandonada Mittens e o hamster obcecado por TV Rhino, Bolt embarca em uma jornada para voltar para casa.

(shirley paradizo)