terça-feira, 30 de setembro de 2008

Comida para todos

A Sony Pictures divulgou a constelação de estrelas que irá dublar seu novo animado, Cloudy With a Chance of Meatballs. O elenco é encabeçado pela bonitinha e engraçadíssima Anna Faris (de Todo Mundo em Pânico) e Bill Hader (de Segurando as Pontas). O desenho contará ainda com as presenças de James Caan, Andy Samberg, Bruce Campbell, Mr. T e Tracy Morgan.

Hader empresta sua voz a Flint Lockwood, um jovem inventor que sonha fazer algo para melhorar a vida de todos, e Anna para Sam Sparks, uma garota do tempo. Já James Caan será Tim Lockwood, o pai louco por tecnologia de Flint.

Escrito e dirigido por Chirs Miller (de Shrek Terceiro) e Phil Lord, a animação é baseada em livro infantil escrito por Judi Barrett e ilustrado por Ron Barrett. A história se passa na pequena cidade de Chewandswalow, um local comum, exceto pelo clima, que muda três vezes ao dia: no café da manhã, no almoço e no jantar.

Lá, a chuva não é feita de água, a neve não se parece com neve e nunca venta como em outros lugares. Coisas estranhas caem do céu como sopa e suco, neva purê de batata e, algumas vezes, venta hambúrgueres pela cidade. Certa vez, quando Flint Lockwood tenta resolver o problema da fome, o clima muda radicalmente e panquecas e massas gigantes começam a despencar sem parar na cabeça das pessoas.

Cloudy With a Chance of Meatballs será produzido em 3-D e deverá estrear nos cinemas em janeiro de 2010.

(shirley paradizo)

Abóbora assombra os Simpsons

O Dia das Bruxas para Os Simpsons nem sempre foi motivo de comemoração. Pelo menos para Homer e companhia, que precisam enfrentar as mais bizarras criaturas. A família de pele amarela já encarou mortos-vivos, alienígenas, vampiros, robôs assassinos, psicopatas, clones etc. Agora no especial de Halloween deste ano, os moradores de Springfield vão se transformar em personagens da turma de Charlie Brown, até mesmo o cenário vai lembrar a cidade de Snoopy. A história irá parodiar It's the Great Pumpkin, Charlie Brown (algo como É a Grande Abóbora, Charlie Brown).

Você deve estar pensando que encarar as criações do cartunista Charles Schulz parece algo inofensivo para quem já enfrentou tantos terrores nessas noites. Mas não é bem assim. Segundo o produtor executivo da série Al Jean, "a Grande Abóbora ganha vida e está muito triste com a maneira como as pessoas tratam os seus. Então, ela sai tentando matar todo mundo". Para piorar, Bart irá ganhar um presente de uma loja de 99 centavos, um Transformer. Ele e a Grande Abóbora vão tomar Springfield e lutar em todos os lugares", completa Al Jean.

E, como também não é fácil animar um episódio - leva quase um ano para que fique pronto -, o Halloween da temporada 2009 já está em andamento. A história será uma homenagem aos filmes de zumbis e apocalipse modernos. "Krusty faz um hambúrguer de carne de vacas contaminadas com a vaca louca. E acaba transformando todo mundo em zumbis", acrescentou Al Jean.

O episódio de Halloween deste ano vai ao ar na TV americana no dia 2 de novembro. Por aqui, ainda não há previsão para a estréia.

(shirley paradizo)

Programação teen

A partir do dia 1 de outubro, o Bloco Mini TV, que ocupava quase toda a parte da manhã e era dedicado às crianças em idade pré-escolar, deixa o grade do canal Boomerang. Em seu lugar, entram as séries teens, dando a esse público uma oportunidade a mais de acompanhar os episódios de H20, Meninas Serias, Rádio Livre de Roscoe, Galera do Surfe, entre outras. Já a faixa shoujo (animês voltados para as meninas) será mantida nos mesmos horários em que exibida. Assim, Sakura Card Captors, Nadja e Super Gatinhas continuam a ocupar seu espaço.

(shirley paradizo)

In memoriam: Paul Newman

Na última sexta, dia 26 de setembro, o mundo lamentou a morte do ator, diretor e amante de corridas Paul Newman. Com 83 anos de idade, ele lutava contra um câncer de pulmão, que há alguns meses passou a ser noticiado pela mídia.

O astro norte-americano atuou em mais de 60 filmes em cerca de 50 anos de carreira, até anunciar sua aposentadoria há pouco mais de um ano. Newman morava em Connecticut e deixa cinco filhas - três com Joanne Woodward e outras duas de seu primeiro casamento, com Jackie White.

Ele foi indicado ao Oscar de dez vezes e finalmente conquistou a estatueta de melhor ator em 1987, com A Cor do Dinheiro, no qual fez o mesmo papel pelo qual foi indicado ao prêmio em 1961, por Desafio à Corrupção. Um ano antes, em 1986, ele havia recebido um Oscar honorário pelo conjunto da carreira. Em 1994, voltou a ser premiado pela Academia, dessa vez com o Jean Hersholt Humanitarian Award, por seu trabalho com caridade - Newman estava se dedicando a trabalhos filantrópicos há bastante tempo e destinou cerca de US$ 250 milhões a diversos projetos no mundo todo.

Newman nasceu em 1925 em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio, filho de um bem-sucedido comerciante de artigos esportivos. Seus primeiros passos como ator foram dados no colégio, em que participou de diversas peças teatrais. Depois de ser dispensado da marinha, Newman ingressou no Kenyon College e, em seguida, na Escola de Teatro de Yale. Já formado, o ator mudou-se para Nova York, onde freqüentou o famoso New York Actors Studio.

Com seu evidente “sex appeal” e olhos azuis penetrantes, Newman rapidamente conquistou papéis na televisão, nos palcos da Broadway, em Picnic (1953), e no cinema. Contratado pelos estúdios Warner, o ator estreou na telona em 1954, em O Cálice Sagrado. O filme, entretanto, por pouco não foi seu último. Ele considerou sua performance no épico tão ruim que publicou num jornal de grande circulação um pedido de desculpas ao público.
Seu trabalho seguinte no cinema foi bem melhor: Marcado pela Sarjeta, de 1956, conquistou a crítica internacional e elogios à atuação de Newman no papel do boxeador Rocky Graziano. A partir do fim dos anos 50, tornou-se um dos maiores astros de Hollywood , protagonizando campeões de bilheteria como Gata em Teto de Zinco Quente e O Mercador de Almas.

Nos anos 60, o ator confirmou seu sucesso em filmes como Desafios à Corrupção, Criminosos Não Merecem Prêmio, O Indomado, Rebeldia Indomável e Hombre. Mas seu trabalho mais memorável veio em 1969, quando estrelou Butch Cassidy – Dois Homens e um Destino, ao lado de Robert Redford. Na mesma década, também estreou como diretor e produtor. Em 1968, o astro dirigiu sua segunda mulher, Joanne Woodward, em Rachel, Rachel, que venceu o Globo de Ouro de melhor filme e foi indicado ao Oscar.

Já aos 77 anos, ele retornou às telas em Estrada para a Perdição, em que contracenou com Tom Hanks e Daniel Craig. O longa-metragem rendeu a Newman uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante. Em 2006, o ator e diretor realizou seu último trabalho para o cinema, emprestando sua voz ao personagem Doc Hudson, na animação Carros, da Pixar.

Além da carreira no cinema, o ator também dirigiu carros de corridas e criou uma linha chamada de Newman's Own, da qual sempre se orgulhou e cujos lucros são integralmente destinados à caridade. Nos anos 90, Newman diminuiu o ritmo da carreira no cinema para se dedicar à fábrica de molhos e condimentos.

Sua morte foi divulgada apenas na manhã de sábado, pelo jornal The Oregonian e pela agência de notícias Associated Press.

* Fonte: site Globo.com

Estante: Speed Racer - O Filme

Speed Racer (EUA, 2008) · 135 minutos · Dirigido por Andy Wachowski e Larry Wachowski · Roteiro: Andy Wachowski e Larry Wachowski, baseado em série de TV criada por Tatsuo Yoshida · Produção: Grant Hill, Joel Silver, Andy Wachowski e Larry Wachowski · Música: Michael Giacchino · Elenco: Emile Hirsch, Nicholas Elia, Susan Sarandon, Melissa Holroyd, Christina Ricci, Ariel Winter, Scott Porter, Kick Gurry, Christian Oliver, John Goodman, Mark Zak, Paulie Litt, Matthew Fox, Hiroyuki Sanada

Ao adaptar o cultuado anime homônimo em longa-metragem live action, os festejados irmãos Wachowski (de Matrix) resolveram abusar da velocidade, cores e explosões num filme que traz referências visuais que remetem aos desenhos animados. Apesar de ser um tanto quando histérico, especialmente na questão estética, Speed Racer (R$ 44,90, Warner) é fiel ao visual da animação que o originou. Além disso, o filme desfila efeitos digitais capazes de dar velocidade e agilidade necessárias às cenas das corridas.

Baseado na série criada nos anos 60 por Tatsuo Yoshida, Speed Racer mostra as aventuras do jovem piloto Speed (Emile Hirsh) e seu potente carro Mach 5 nas pistas de corrida. Desde pequeno, o menino sempre se mostrou obcecado pelas corridas, reflexo direto da paixão nutrida por a família Racer. Pops (John Goodman), o pai, possui uma oficina mecânica e estimula seu filho mais velho, Rex (Scott Porter), a seguir com sua carreira no automobilismo.

Mas, quando uma fatalidade o mata na pista mais perigosa fora do circuito, a paixão do pai é ofuscada. O sucesso de Racer anos depois só faz com que toda a família - incluindo também a mãe (Susan Sarandon), o irmão mais novo Gordinho (Kick Gurry) e o sensacional chimpanzé de estimação da família (ele rouba a cena sempre que aparece) - envolva-se novamente nas corridas de velocidade com a paixão de antigamente.

No entanto, nem tudo são flores e reflexo do talento de Speed por trás de um volante. Ele tenta combater inescrupulosos empresários que querem lucrar com as corridas forjando resultados e comprando ganhadores, como o multimilionário Royalton (Roger Allam). Para isso, recebe a ajuda de sua namorada Trixie (Christina Ricci), do misterioso Corredor X (Matthew Fox, da série der TV Lost) e o jovem Taejo Togokhan (Rain, um ídolo juvenil na Coréia do Sul, mas relativamente desconhecido no mercado internacional, pelo menos até o lançamento deste filme).

O visual de Speed Racer é o que mais chama atenção. A direção de arte valoriza figurino, cenários e objetos de cores bem fortes, como nos desenhos originais. As cenas de corridas são eletrizantes e o mundo único criado no filme é de encher os olhos. São luzes, explosões e cores os componentes desta aventura completamente audaciosa, fantasiosa e divertida.

Speed Racer é um festival de caprichados efeitos especiais que enchem os olhos do espectador. Alguns - principalmente os mais velhos - podem sair cansados após tantos estímulos visuais, mas o longa é um deleite aos jovens espectadores, principalmente por serem acostumados às cores dos videogames. Afinal, muitas cenas do filme - principalmente as de corridas - parecem jogos eletrônicos. Leia mais sobre a série animada de TV aqui.

Extras: Gorducho nas grandes ligas!, Speed Racer: Sobrecarregado!

Indicação: a partir dos 10 anos

(angélica bito)

* A amiga jornalista Angélica Bito - de quem aprecio muito o trabalho - escreve para o site CineClick (um endereço bacana que traz críticas e informações sobre o universo cinematográfico)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Jovens pilotos

Depois de fazer barulho mundo afora e receber um prêmio no Festival de Cinema de Veneza, o novo trabalho do renomado diretor Mamoru Oshii (de Ghost in the Shell) em breve pode aterrissar no Brasil. A Sony Pictures adquiriu os direitos de lançamento de The Sky Crawlers, previsto para o início de 2009, mas ainda não se sabe o animado ganhará as telas ou será comercializado apenas em DVD.

Baseado em uma série de cinco livros de Hiroshi Mori, o animê se passa em um futuro alternativo, onde jovens (chamados Kildren) pilotos de caças que combatem em uma guerra aérea criada por adultos. A animação foi feita pelo estúdio Production I.G., com roteiro de Chihiro Ito, desenhos de personagens de Tetsuya Nishio e música de Kenji Kawai.

(shirley paradizo)

Bichos digitais

O canal Jetix divulgou que, em 2009, irá estrear a série animada Digimon Data Squad. O animê está com a dublagem em fase de produção no tradicional estúdio Álamo. Quinta aventura dos "monstros digitais", traz como herói Daimon Masaru, um jovem que está na 8ª série e é líder de uma gangue conceituada no Japão. Seu pai, um grande pesquisador do mundo digital, está desaparecido. Ele encontra o monstro digital Agumon que é fugitivo da DATS, uma equipe do governo que investiga o "Mundo Digital".

Apesar das brigas, Masaru e Agumon se tornam grandes amigos. Unidos aos demais companheiros, Tohma H. Norstain, Fujieda Yoshino e outros membros da DATS, eles lutam para desvendar este universo digital.

Os Digital Monsters ou digimons são criaturas que habitam um universo paralelo, o "Mundo Digital" (Digital World). Eles possuem a habilidade de evoluir, chamada shinka. Com esse processo realizado, os poderes e a aparência dos digimons mudam. Já os Digi Escolhidos, grupos normalmente formados por crianças, acompanham os digimons na luta contra o mal em defesa do universo. Ao longo das temporadas da série (cinco até agora) o grupo das crianças sempre muda.

(shirley paradizo)

Literatura: O Namorado da Fada

Em 2006, o cartunista Ziraldo lançou O Menino da Lua, que contava a história de Zélen e seus amigos habitantes dos outros planetas do sistema solar. A obra obteve tanta procura de seu público infantil que o autor se prontificou a escrever um livro para cada planeta. E assim veio, no ano passado, A Menina das Estrelas, e agora O Namorado da Fada ou Menino de Urano (Melhoramentos, R$ 25).

A exemplo dos anteriores, este traz belíssimas ilustrações e um enredo interessante sobre um garoto que se apaixonou por uma fada. Além de contar a vida de Théo, as páginas revelam a vida e os sentimentos de uma fada e mostram que as bruxas tembém têm bom coração. Leia no post abaixo uma entrevista que fiz com Ziraldo na época em que chegava às prateleiras das livrarias O Menino da Lua.

(shirley paradizo)

Entrevista: Ziraldo

Ziraldo dispensa apresentação. Fundador de O Pasquim, famoso jornal dos anos 1960, e da revista humorística Bundas, o escritor, jornalista, chargista e quadrinhista, criou inúmeros personagens de quadrinhos inesquecíveis, como Mineirinho Comiquieto e Supermãe. Ainda na década de 1960, ele foi responsável pelo lançamento da primeira HQ brasileira feita por um só autor, a Turma do Pererê, que trazia em suas páginas as aventuras do personagem Pererê (um Saci) e sua turma da Mata do Fundão.

Em 1969, publicou seu primeiro livro infantil, Flicts, e, em 1980, O Menino Maluquinho, que, rapidamente, se tornou um fenômeno editorial. Nesta entrevista, ele fala sobre os 25 anos de Menino Maluquinho, o personagem mais querido da literatura infantil brasileira, e o novo livro, O Menino da Lua.

De onde veio a inspiração para criar O Menino da Lua? Como aconteceu o andamento do projeto?
Eu não sei quando uma história começa a surgir. Só sei que, quando ela ocorre, a gente deve anotar logo. O processo criativo pode estar na própria natureza, no cotidiano, na página de um jornal. Acho que inspiração é isso: você olha para uma coisa simples, corriqueira e diz: isso dá samba! Esse livro já estava há 10 anos na minha cabeça.

E Menino Maluquinho, como nasceu?
Quando eu saí de casa, queria ser desenhista de história em quadrinhos. Meu desenho sempre foi narrativo. Nunca fiz pintura. E eu fiz a revista A Turma do Pererê, que durou cinco anos. Isso foi em 1960. Agora vai ser reeditada. Com o Golpe de 64, a revista acabou, porque era muito nacionalista, tinha um coelhinho vermelho que não gostava de general... Aí, ajudei a fundar O Pasquim e passei a fazer charge política. Quando a ditadura acabou, o jornal ficou meio sem sentido. Então, disse para a editora se eles não queriam um livro para crianças, que eu tinha uma idéia ótima! Resumi a história para eles e adoraram! Larguei tudo e fui fazer livros infantis. O Menino Maluquinho me transformou em escritor de livro infantil e mudou minha vida.

O personagem completa 25 anos, vendeu milhões de exemplares e já virou peça de teatro, filme, história em quadrinhos, boneco e até videogame. E agora ganha uma homenagem especial...
É realmente aconteceu muita coisa com ele nesses anos todos e a homenagem vai ser um almanaque, feito por 25 quadrinhistas brasileiros. Cada amigo meu, Angeli, Mauricio de Sousa, Miguel Paiva, Caco Xavier, entre outros, desenhou uma página dupla da história, usando seu próprio traço. Quando foi concebida, eu não sabia nada da história, foi uma surpresa. Só sabia que eu iria aparecer nela, de cabelos brancos e tudo. Assim, o menino e o velhinho maluquinho ganharam essa homenagem.

Já pensou em fazer uma menina maluquinha?
Nunca pensei, não. Acho que não seria fácil criar essa menina. Quando se trata de um livro para crianças e você vai escrever sobre o sentimento de um menino, não dá para inventar muito. É preciso conhecer a alma do menino e eu não conheço a alma de uma menina, por assim dizer.

Qual é o segredo de escrever para crianças? Existe alguma fórmula?
Acho que é você ser o mais cúmplice possível delas. Tem de ser o menos complicado possível e nunca facilitar a vida do leitor. Eu converso com ele de igual para igual. Os meninos não acham que eu sou um mestre, mas um parceiro.

Você escreve livros tanto para adultos como crianças. Tem alguma preferência por algum deles?
Acho que num mundo ideal, a criança seria o centro de preocupação da sociedade. Um mundo de crianças felizes seria o futuro sonhado. Não faço proselitismo com meus livros infantis, não trato de temas políticos, não quero fazer a cabeça de ninguém naquela faixa de idade. Gosto de inquietar adultos acomodados e despertar as crianças para a alegria e o prazer que é ler com desenvoltura. Quer dizer, quando faço um livro, penso no quanto ele pode se transformar num objeto amado pelo leitor infantil.

E para qual público é mais fácil escrever?
Sempre defendo que, para criança, ler é mais importante do que estudar, como não poderia achar o mesmo em relação a todas as pessoas, independentemente de sua profissão ou idade? A leitura, qualquer uma, seja de livros, revistas, jornais e até bula de remédio, é uma viagem que o homem pode e deve fazer em busca do seu conhecimento. Os pais não têm idéia de como é importante a presença da literatura, de ler, na vida dos seus filhos. Qualquer um, livros de história, livros que contam casos, que despertam a curiosidade das crianças para a vida, para o mundo.

Com qual personagem você se identifica mais?
Meus personagens, em sua maioria, são o que em literatura se chama de um compósito. Não há uma mulher igual à Professora Maluquinha, por exemplo, assim como não existe um menino exatamente igual ao Menino Maluquinho. São figuras literárias. E literatura é uma espécie de imitação da vida. Quanto melhor a imitação, melhor a literatura. Os dois, apenas como exemplo, foram criados na base de “uma porção de coisas que eu sei deles”. As histórias da Professora Maluquinha, por exemplo, são, na sua maioria, verdadeiras. Cada uma delas acontecida com um professor ou professora diferente. Criei um montão de personagens, mas sou mesmo parecido é com a Supermãe, com certeza! Eu sou a verdadeira Supermãe, tenho muito dela ou ela de mim, como preferir.

Qual é a sua grande responsabilidade social como escritor?
No Brasil, tudo está por ser feito, então é preciso ter cuidado com o que se faz e se diz. Não se pode mentir ou enganar, pois se está falando com pessoas que estão ainda criando um país. A responsabilidade do cidadão existe como ser humano e não especificamente como escritor. Eu sempre carreguei bandeiras, como contra a ditadura militar, o Fernando Henrique, o Bush, a globalização, a corrupção, o desmatamento, a poluição das águas e por aí vai. Quando virei autor de literatura infantil, descobri que um artista, em um país como o Brasil, acaba fazendo de seu trabalho uma forma de missão. Escrever livros para um país sem leitores é meio complicado. Temos que tentar mudar esse panorama. Acho que um dos caminhos para um país melhor é fazer dele um país de leitores. E é o que eu tento fazer.

Por falar em ditadura militar, você chegou a ser preso?
Sim, três vezes, por expressar resistência ao regime militar. Somando tudo deu uns cento e poucos dias. Desenhei muito na prisão. Não fui torturado fisicamente, mas sofri todo tipo de humilhação. O motivo real das prisões nunca era muito claro: éramos detidos e passávamos um tempo ali sem muitas explicações. A impressão que tenho é que, às vezes, não éramos libertados logo porque não se sabia ao certo quem tinha mandado prender quem nem por quê.


Na sua opinião, como anda o mercado editorial no Brasil para o público infantil?
A história em quadrinhos está ficando cada vez mais cult. Antes era mais de massa e hoje é mais para quem gosta. Atualmente, tem muita coisa boa para atrair as crianças, antes só existia a HQ para se ler. Quando era menino, todo mundo lia quadrinhos. As crianças esperavam as edições como se espera o Messias. Hoje não, estamos em contato com o mundo permanentemente e quadrinhos é apenas mais uma opção. Na minha infância, essas revistas eram uma janela para o mundo, eram o único contato que tinha com leitura.

(shirley paradizo)

Estréia: Samurai X

Depois de uma versão com cortes exibida na Globo, Samurai X chega na íntegra pela primeira vez na TV brasileira - sem nadinha de censura. Inspirado em uma série de mangá homônimo criado pelo artista Nobuhiro Watsuki, o animê é ambientado nos primeiros anos da Era Meiji no Japãoe gira em torno de Kenshin Himura, um samurai que prometeu a si mesmo nunca mais matar. Depois de 10 anos vagando pelo Japão, ele encontra a jovem mestre espadachim Kaoru Kamiya. A dupla, junto com outros amigos, enfrenta os inimigos do passado negro de Kenshin.

Exibição: dia 29, segunda a sexta, 15h e 18h30, Animax

Indicação: a partir dos 16 anos

(shirley paradizo)

Estréia: R.O.D.

O canal Animax também estréia a série R.O.D., animê inspirado em mangá homônimo da dupla Kurata Hideyuki (história) e Yamada Shutaro (arte). A história gira em torno de uma garota aparentemente como qualquer outra, exceto pelo seu jeito completamente desleixado! Sua vida muda completamente quando ela encontra, acidentalmente, um livro místico que há tempos procurado por magos. A partir daí, ela e seus amigos começam uma luta contra esses seres malignos que desejam lhe roubar o poder da estranha obra.

Exibição:
dia 29, segundas, 17h30, Animax


Indicação:
a partir dos 16 anos


(shirley paradizo)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Da minha coleção...



Realizado em 1975 pelo húngaro Marcell Jankovics (do estúdio Pannoniafilm), Sisyphus foi um dos nomeados para o Oscar de melhor curta metragem de animação. Inspirado no mito grego de Sísifo, o curta mostra todo o sofrimento e angústia do protagonista, por meio da perfeita junção entre a animação e o som.

(shirley paradizo)

De volta à África

Em 2005, um grupo de animais que foge do zoológico de Nova York para viver livremente em seu habitat natural, a África, conquistou o público do mundo. Dirigido por Eric Darnell e Tom McGrath, Madagascar arrecadou mais de US$ 500 milhões, tornando-se o terceiro maior sucesso da DreamWorks (perdendo apenas para Shrek 1 e 2) e a quinta maior animação de todos os tempos em Hollywood.

Com tanto sucesso, era de se esperar que o estúdio de Steven Spielberg investisse em uma continuação. Madagascar 2 - A Grande Escapada está chegando, com mais confusões, aventuras e muitas, muitas risadas. Dessa vez, o leão Alex, a hipopotámo Glória, a girafa Melman, a zebra Marty e trupe maluca de pinguins tentam voltar para casa em um velho avião, mas acabam sofrendo um acidente e caindo no meio da savana africana. Confira o trailer.



(shirley paradizo)

Muppets natalino

E os Muppets devem retornar em breve e com mais freqüência na telinha. A rede NBC anunciou que irá traze Caco e companhia de volta à tradição natalina com um especial de fim de ano chamado Letters to Santa: A Muppets Christmas (algo como Cartas para Papai Noel - Um Natal dos Muppets). Os personagens criados por Jim Henson aparecerão acompanhados om atores de verdade como Whoopi Goldberg, Tony Sirico, Steve Schirripa (de Família Soprano), Richard Griffths e Madison Pettis.

O novo filme vai se passar na véspera de Natal, quando Caco e seus amigos encontram, acidentalmente, três cartas endereçadas ao Papai Noel. Eles iniciam, então, uma desesperada corrida para realizar os desejos dessas crianças. As canções do filme serão assinadas por Paul Williams (do clássico Muppets Show) . Ainda não há previsão de lançamento por aqui.

(shirley paradizo)

Estréia: Renart - A Raposa

Robin Wood que se cuide, pois um bicho ruivo e esperto chega para ameaçar seu reinado. Renart, a Raposa é um famoso fora-da-lei que vive para ajudar os desfavorecidos. A exemplo do herói inglês da floresta de Sherwood, o animal malaco rouba dos ricos para alimentar... sua família. O seu maior inimigo é Ysengrin, um terrível lobo que procura a todo o custo prender Renart para sempre, o que não é uma tarefa das mais fáceis devido à astúcia da raposa. Certa noite, ao fugir das garas do malvado, ele depara, acidentalmente, com um mapa. E a aventura começa.

Sabendo que o tal mapa irá levá-lo até um tesouro de incalculável valor, ele parte, na companhla do seu inseparável amigo Rufus - um rato nervoso e comilão -, na esperança de realizarem seus sonhos de riqueza. No caminho, eles são caçados pela trupe de Ysengrin e por um monstro que guarda a caverna do tesouro.

Em meio a cenários que parecem ter saído de um pintura à aquarela, o herói se envolve em muitas confusões e aventuras, que começam quando ele encontra um antigo mapa de um lendário tesouro. A animação do diretor Thierry Schiel (do desenho Tristão e Isolda) foi baseada na fábula medieval francesa Le Roman de Renart, que também serviu de inspiração para o romancista português Aquilino Gomes Ribeiro escrever seu O Romance da Raposa, em 1959.

Exibição: dia 27, sábado, 14h30, Telecine Premium

Indicação: a partir dos 5 anos
(shirley paradizo)