quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Do livro para as telas

O diretor Gil Kenan e Robert Zemeckis vão repetir a parceria da animação A Casa Monstro na nova produção Airman, filme baseado em obra infanto-juvenil de Eoin Colfer - o criador da série literária Artemis Fowl (leia entrevista com escritor aqui). O filme será dirigido por Kenan, que utilizará a tecnologia de captura de movimentos. Já Zemeckis produzirá o animado por meio de seu estúdio ImageWorks, ao lado dos colegas Jack Rapke e Steve Starkey.

A história, que mescla ficção científica com aventura, é centrada Conor Broekhart, um jovem cuja família é próxima do bondoso rei Nicholas Trudeau das ilhas Saltee, na costa da Irlanda. O soberano tem a mania de procurar inspiração no céu. Quando o seu tutor e o rei são assassinados, a culpa recai sobre o menino, que acaba sendo preso por um crime que ñão cometeu. Após dois anos de cárcere, ele escapa e tenta decidir se dá as costas para aqueles que o abandonaram ou luta para salvar o reino.

Além de A Casa Monstro, Kenan comandou a aventura City of Ember (inspirado em obra de de Jeanne DuPrau), que será lançada em janeiro nos Estados Unidos.

(shirley paradizo)

Clássico revisitado

A famosa baleia Moby Dick irá para ganhar as telas de cinema novamente. A nova versão do romance de Herman Melville - publicado originalmente em 1851 e que já foi adaptado pela primeira vez por John Huston (de O Homem que Queria Ser Rei), em 1956 - será dirigida por Timur Bekmambetov - que pretende trazer para esse projeto o mesmo visual de O Procurado. Segundo a Variety, a Universal contratou Adam Cooper e Bill Collage (de Aprovados) para escrever o roteiro. A dupla seguirá o texto original de Melville, mas deverão usar a estrutura de uma graphic novel para contar a história, além de eliminar a primeira pessoa da narrativa.

Na trama original, o jovem Ismael narra sua estadia no baleeiro Pequod e como seu capitão, Ahab, é obsessivo por uma baleia cachalote Moby Dick, um animal gigantesco que, depois de ser ferido diversas vezes por navios de caça, decide se vingar e destruí-los.

A mudança na estrutura do texto vai permitir que os roteiristas descrevam melhor como a baleia atingiu os outros navios e apresentar o capitão Ahab como um homem carismático, diferentemente da descrição do livro. A trama ainda vai se passar nos dias de hoje. "Esta é uma oportunidade de pegar um clássico atemporal e usar os avanços dos efeitos visuais para contar que, na verdade, ele é uma aventura de ação sobre vingança", afirmou Cooper. Por enquanto, o início da produção de Moby Dick não foi definido.

(shirley paradizo)

E por falar em Superpoderosas...

Em comemoração aos 10 anos da série As Meninas Superpoderosas, a Warner anunciou que irá lançar um super box em DVD em 20 de janeiro nos EUA. A coleção vai contar com seis discos de lado duplo e irá incluir todos os 78 episódios da série.

Entre os extras, comentários em áudio, um documentário sobre o criador Craig McCracken, um vídeo musical, especial de Natal e mais. Além design bacaninha da caixa, dentro dela haverá um pôster panorâmico desenhado por Craig McCracken. O material completo dos discos deve totalizar mais de 30 horas de vídeo.

Desde seu lançamento em 1999, os produtos relacionados às Meninas Superpoderosas já renderam mais de 2,5 bilhões ao redor do mundo. A série já foi indicada ao prêmio Emmy nos anos 1999, 2001 e 2004.

(shirley paradizo)

Seu filho vê: As Meninas Superpoderosas

A cidade de Townsville, EUA, nunca mais foi a mesma depois que o professor Utonium, um cientista genético, decidiu criar as primeiras garotinhas perfeitas do mundo. Enquanto preparava uma solução de açúcar e outros ingredientes doces e bons, sem querer deixou cair na fórmula um tempero secreto, chamado “Elemento X”. Como resultado, nasceram As Meninas Superpoderosas, três pequenas heroínas que passam o tempo lutando contra o crime e, nos intervalos, brincam de amarelinha, vão à escola e, claro, cuidam da aparência.

Entre uma briga e outra, elas foram ganhando o respeito também do clube do Bolinha, deixando de ser apenas parte do universo das meninas. Não demorou para conquistarem também um público mais crescidinho e tornarem-se um dos desenhos mais bem-sucedidos do final dos anos 1990.

Mas não se engane. Apesar dos traços estilizados e dos olhos grandes típicos dos animês, o desenho é americano, produto de uma nova leva de autores preocupados em misturar humor e nonsense aos tradicionais socos e pontapés dos desenhos infantis. Porém, sem exageros no quesito violência e sangue, comum às animações japonesas.

O charme irresistível de Docinho, Lindinha e Flozirnha lhe renderam muitos frutos, como uma adaptação para o cinema, em 2002, brinquedos, papelaria e, em 2006, uma versão animê, batizada de As Meninas Superpoderosas: Geração Z (previsto para estrear no Brasil ainda neste ano).

Raio-X – As Superpoderosas vivem com o professor Utonium e têm 6 anos. Florzinha (de laçarote vermelho) é a líder, inteligente e capaz de pensar ultra-rapidamente. Docinho (de cara enfezada e cabelo preto) prefere chutar primeiro e perguntar depois, mas é muito valente – exceto quando convocada a enfrentar um bando de baratas. A loira Lindinha (de maria-chiquinha) é sensível e põe o coração em primeiro lugar. Fortes e com poder para voar, elas combatem e vencem vilões à tarde, porque de manhã precisam freqüentar a escola e à noite têm horário para dormir. O grande inimigo das meninas é o Macaco Loco, que não dá trégua para elas e vive fazendo de tudo para conquistar o mundo.

Exibição: segunda a sexta, 11h, e domingos, 23h30, Cartoon Network

Indicação: a partir de 7 anos

(shirley paradizo)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Tron volta aos cinemas

Após a Disney confirmar a produção da continuação do longa-metragem, Tron - Uma Odisséia Eletrônica, no Comic-Con 2008, o ator que viveu o protagonista do primeiro, Jeff Bridges, falou ao jornal The Guardian sobre a emoção de participar dessa nova aventura.

"Entrar nesse universo outra vez me fez sentir exatamente como me senti na época [do filme original]. Ainda sou uma criança, adoro isso, e essa é uma nova oportunidade de brincar com esses brinquedos insanos. E a nova tecnologia de ponta torna tudo mais empolgante. Ao fazer o teaser trailer para a Comic-Con eu tive minha primeira experiência com captura de movimentos - e isso está deixando a indústria de ponta-cabeça. É incrível fazer parte disso. Quando fizemos Tron não havia a Internet nem celulares. Agora temos captura de movimentos e acho que a história fará ainda mais sentido hoje, que mostrará uma pessoa sendo, literalmente, sugada para dentro de um videogame. Quando fizemos King Kong, a versão dos anos 1970, mostrávamos Rick Baker em uma fantasia e, depois, cortávamos para um boneco - e eles não se pareciam nada. Compare com o King Kong de Peter Jackson... a tecnologia agora existe. Eles fizeram um Kong lindo. Espero que consigamos o mesmo com Tron", concluiu empolgado.

O diretor criativo da Pixar, John Lasseter, é o responsável por TR2N, que ainda não tem data de lançamento oficializada pelo estúdio. Alguns sites afirmam que a estréia deve acontecer em 2010 e outros que chega em 2011 em Disney Digital 3-D. Vamos aguardar.

* Fonte: site Planeta Disney

A força dos Jedis

Depois do lançamento de Star Wars: The Clone Wars nos cinemas (leia crítica aqui), a série animada de televisão criada por George Lucas estreou no Cartoon Network dos Estados Unidos na última sexta-feira - e, acredite, foi um enorme sucesso. A LucasAnimation comemorou 3,96 milhões de espectadores, o que tornou o programa a maior estréia dos 16 anos do canal.

O sucesso, porém, não veio por meio dos fãs de longa data, mas dos jovens padawans. Clone Wars foi a maior audiência do horário entre a criançada e adolescentes (grupos de 6-11, 2-11, 9-14 e 12-17). Aliás, entre o público de 9-14, o canal teve a melhor audiência já registrada para uma série original.

Os dois primeiros episódios, Ambush e Rising Malevolence, foram exibidos juntos na estréia nos EUA, em 3 de outubro. Situada entre O Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith, o animado acompanha a luta dos Cavaleiros Jedis contra os vilões sinistros liderados por Palpatine, Conde Dooku (Dookan, no Brasil) e General Grievus, que estão decididos a governar a galáxia. O destino de todo o universo de Star Wars está nas mãos dos Jedi. A série traz de volta personagens conhecidos, como Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi e Padme Amidala, além de novos personagens como a padawan de Anakin, Ahsoka.

O Cartoon Network disponibilizou para seus assinantes no iTune os episódios para download. Cada capítulo será poderá ser baixado um dia após a exibição. Uma semana depois, ele também será veiculado nos sites do Cartoon Network e de Star Wars. Além disso, a LucasFilm vai colocar, de graça, também no iTunes, um minidocumentário de 30 minutos sobre a produção da série. E no site de Star Wars, os visitantes encontram semanalmente um podcast sobre a série e uma HQ online, com histórias baseadas no desenho.

No Brasil, Star Wars: The Clone Wars está previsto para estrear em fevereiro de 2009.

* Fonte: site Omelete

Criança & TV: Consumo consciente

A partir de janeiro de 2009, a TV Cultura promete reformular a estrutura de sua programação infantil, cortando de vez os informes publicitários durante as 11 horas da grade dedicada às crianças. Graças à proposta aprovada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, que proíbe qualquer tipo de publicidade dirigida a menores de 12 anos, e restringe aquelas destinadas ao público adolescente, entre 12 e 18 anos, a emissora implantará em seus canais a campanha de Consumo Consciente.

De acordo com pesquisas, crianças são expostas a cerca de 80 informes publicitários por dia e ficam cerca de 5 horas na frente da televisão, o que representa um risco quando o público ainda não possui capacidade analítica e está em fase de formação de sua personalidade. O tom apelativo ou impositivo nas propagandas está fora da TV Cultura desde 1998. “É uma postura interna para que pudéssemos manter também nos intervalos a qualidade já tão reconhecida pelo público”, afirma Luiz Fernando da Silva Jr., gerente geral de marketing e planejamento da TV Cultura.

Como a programação infantil da emissora é destinada, principalmente, aos telespectadores até 6 anos de idade, o corte na publicidade infantil é tido como essencial, já que as crianças até essa idade, segundo a própria Cultura, ainda não têm discernimento para distinguir o que é publicidade ou não. “Uma criança que está assistindo ao Cocoricó e vê, no intervalo do programa, uma propaganda com o Julio, imediatamente assimila a informação como parte ainda do programa”, comenta Luiz Fernando.

Os responsáveis pelo marketing bateram o martelo inclusive para os produtos da própria emissora: sai a publicidade com apelo infantil e ficam somente as propagandas institucionais. “O que queremos é montar um formato em que possamos subsidiar a criança e os pais para que eles entendam o mundo como é hoje e incentivar o consumo consciente. Ele existe, mas temos que saber como consumir”, explica Luiz Fernando.

Passo a passo, a TV estatal quer conquistar não só seus próprios telespectadores, mas o público em geral. Junto com as propagandas institucionais sobre a campanha na programação da TV Cultura, a emissora promete investir em outras mídias, visando atingir uma maior gama da sociedade. “Vamos tentar comover o público externo. Quanto mais pessoas tiverem assumindo e replicando, melhor. Mais do que retirar as crianças do mundo comercial onde vivem, é importante dar-lhes os instrumentos que lhes permitam se tornarem cidadãos mais autônomos, conscientes e conseqüentemente mais responsáveis.”, encerra o gerente.

* Texto de Aline Ridolfi, publicado originalmente no site da revista Crescer

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vida de salamandra não é fácil

Após anunciar que o longa-metragem de animação Carros 2 teria sua estréia antecipada para 2011, a Pixar se pronuncia novamente. Dessa vez, para avisar Newt só vai chegar às telas de cinema no verão americano de 2012. Lançado com a tecnologia Disney Digital 3-D, o animado é dirigido por Gary Rydstrom (de Lifted) e produzido por Richard Hollander.

Com roteiro do próprio Rydstrom e Leslie Caveny, o desenho mostra o que aconteceria quando as últimas duas salamandras de pé-azul (fêmea e macho) do planeta são forçadas pela ciência a salvar a espécie. Até aí tudo bem, não fosse por um pequeno detalhe: elas não se suportam. Newt e Brooke, então, embarcam em uma aventura perigosa e imprevisível para encontrar novos pareceiros, descobrindo que nem sempre as coisas acontecem como se imagina, mesmo que só se tenha uma escolha.

(shirley paradizo)

Estante: Família da Pesada - sexta temporada

Family Guy (EUA, 1999) • sexta temporada (2007), 300 minutos • Criada por Seth MacFarlane • Direção: Seth MacFarlane • ELenco vozes: Seth MacFarlane, Alex Borstein, Seth Green, Mila Kunis, Mike Henry

Os Griffin estão de volta para mais uma temporada de maluquices e situações bizarras em Família da Pesada - Sexta Temporada (R$ 79,90, Fox). Peter tem um ataque de pânico quando preicsa encarar seu primeiro exame de próstata, Meg arruma um empreguinho horrível numa loja do bairro, Chris vira voalista de uma banda gótica e Brian vai até o Iraque. Como em Os Simpsons, a animação faz paródias a filmes e à cultura pop em geral, como os capítulos O Bronzeado Aquático com Steve Zissou e Aeroporto 2007.

Criada por Seth MacFarlane em 1999, Uma Família da Pesada mostra com humor ácido as irreverentes aventuras de Peter Griffin (voz de MacFarlane) e sua adorável esposa Lois (Alex Borstein), que luta, em vão, para manter o mínimo de normalidade em casa.

O que não é nada fácil quando se tem três filhos para educar: a adolescente de 16 anos Meg (Mila Kunis, de That '70s Show), que só pensa em fazer plástica nos lábios e conseguir um par para o baile de formatura; o garoto de 13 anos Chris (Seth Green, de Buffy, a Caça Vampiros), que é preguiçoso por natureza; e o pequeno Stewie (MacFarlane), um bebê de apenas um ano com uma mente diabólica que só pensa em dominar o mundo. Há ainda o cachorro falante Brian (MacFarlane), que prefere seus martínis à sua ração para cachorros e é o mais intelectual da família.

Como curiosidade, a série havia sido cancelada em 2003, em seu terceiro ano, mas o sucesso das reprises e as vendas em DVD fez a Fox renová-la.

Extras: A caixa contém três discos, dois deles com os 13 episódios da temporada e um terceiro só de extras, como cenas excluídas, documentários e jogos.

Indicação: a partir dos 14 anos

(shirley paradizo)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Perdidos na savana

Há pouco mais de um mês para a animação Madagascar 2 - A Grande Escapada estrear nos cinemas norte-americanos, a DreamWorks divulgou mais cartazes (ao lado) e imagens do longa. Na continuação de Madagascar (2005), a única coisa que irá mudar é o cenário: desta vez, Alex, Marty, Melman e Glória estarão no meio da savana africana. O enredo mostrará os animais tentando voar de volta para Nova York, mas acabam caindo na África. No meio de muita confusão, o leão Alex se aproxima de sua família verdadeira.

Já o eleno de vozes se mantém, com Ben Stiller (Alex), Chris Rock (Marty), Jada Pinkett Smith (Glória), Sacha Baron Cohen (Rei Julien), Bernie Mac (Zuba, pai de Alex), David Schwimmer (Melman), Alec Baldwin (Makunga, que desafia o pai de Alex), Will.i.am (o sedutor Moto Moto), Cedric the Entertainer (o ajudante do rei, Maurice), Andy Richter (o pequeno e fofo Mort) e Sherri Shepherd (mãe de Alex).

Madagascar 2 - A Grande Escapada está previsto para estrear no Brasil no dia 12 de dezembro no Brasil. Confira as imagens abaixo.

(shirley paradizo)

Dia da Criança na TV Cultura

A TV Cultura preparou uma programação pra lá de especial para a semana do Dia das Crianças (6 a 12 de outubro): novas vinhetas; peças institucionais sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; nova temporada de Cocoricó; desenhos com episódios inéditos; musical especial, entre outras novidades.

Já na segunda-feira, dia 6 de outubro, a garotada vai conferir a estréia da temporada 2008 da série infantil Cocoricó, de segunda a sexta, em dois horários: às 10h e às 16h30. O novo ano conta com 52 novos episódios, divididos em duas fases - uma na fazenda e outra na cidade. Na primeira, o garoto Júlio, as galinhas Lilica, Zazá e Lola, o cavalo Alípio, a vaca Mimosa, o porquinho Astolfo e muitos outros amigos que vivem numa alegre fazenda irão descobrir o universo da tecnologia. Graças ao primo do Júlio que mora na cidade, o João, a turma conhecerá os equipamentos que fazem parte do mundo moderno, como laptop, game, celular e outros.

Depois, o Júlio decide ir para a cidade passar uns dias na casa do João. Lá, ele recebe a visitas de alguns amigo da fazendo, além de se comunicar com todos por meio de uma webcam. Cada fase do infantil possui 26 episódios. A segunda fase ainda não tem data prevista para ir ao ar.

Também na segunda-feira, dia 6 de outubro, começam a ser exibidos episódios inéditos do desenho Arthur, e do programa Baú de Histórias, que estréia nova temporada a partir de sábado, dia 11. São 13 episódios que mostram, cada um, a história de um determinado instrumento musical, bem como a história do país em que surgiu esse instrumento. Além disso, o programa passa a receber convidados que falam sobre a nação em questão e tocam o instrumento originário desse país.

Durante a Semana do Dia da Criança, o canal exibe ainda novas vinhetas infantis e peças institucionais sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os "programetes" são estrelados pela turma do Cocoricó, que falará, durante toda a programação, sobre alguns tópicos do Estatuto que completou 18 anos em 2008: Direito a dizer o que pensa; Direito ao lazer; Direito a perguntar o que quiser; Direito à Saúde; Direito de sonhar com o futuro; Direito a se enturmar; Direito a se aceitar; Direito de fazer arte; Direito a um mundo limpo; Direito ao Carinho; Direito a "ficar na sua"; e Direito à Escola.

E no Dia das Crianças (domingo, 12 de outubro), entra em cena uma edição especial do programa Cambalhota, transmitido ao vivo, das 9h às 13h30. Durante as quatro horas e meia de programação, Jéssica Nigro e Fábio Lucindo trazem para os telespectadores mirins, a partir das 10 horas, o musical Pedro e o Lobo, com narração da atriz Giulia Gam e participação da Orquestra Sinfônica da USP, sob a regência do Maestro Carlos Moreno. A peça reúne orquestra, narrador, bonecos e elementos cênicos e narra a história do menino Pedro, que desobedece as ordens do avô e captura um lobo.

Escrita em 1936, pelo compositor russo Sergei Prokofiev (1891-1953), a fábula musical representa todos os personagens por instrumentos - Pedro pelas cordas, o lobo pelas trompas, o avô pelo fagote, pássaros por flautas, pato por oboé, gato por clarinete e os caçadores pela percussão. Para o público, o diferencial da fábula é o encontro especial entre a música erudita, o teatro e a dramaturgia. A captação do musical pela TV Cultura foi feita durante a temporada do espetáculo no Auditório do Ibirapuera, em junho deste ano, em São Paulo.

O premiado filme A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki, é outro destaque. O longa gira em torno de uma menina que passa por muitos problemas desde que se muda, contra sua vontade, para outra cidade com os pais. No caminho, a família decide explorar o novo local e entra em um túnel que os leva a uma espécie de parque de diversões abandonado e povoado por personagens míticos. No misterioso lugar, os pais de Chihiro avistam um suculento banquete e começam a devorá-lo, até que são enfeitiçados e transformados em porcos. Perdida e sozinha, a garota de 10 anos encontra Haku, um jovem enigmático que resolve ajudá-la.

Chihiro começa a trabalhar para os deuses e, para assim, poder reencontrar seus pais. A Viagem de Chihiro ganhou o Oscar de Melhor Animação e o Urso de Ouro do Festival de Berlim. O desenho japonês valoriza lições de moral e a interpretação do amor, da gratidão e a busca pela própria identidade.

(shirley paradizo)

Os eleitos

O Rotten Tomatoes adora publicar uma lista. Não é à toa que o pessoal do site carrega nas costas a responsabilidade de calcular o número positivo e negativo das críticas das estréias nos cinemas na web. A lista da vez é os 50 filmes animados mais bem criticados de todos os tempos, levando em conta a popularidade dos desenhos entre os críticos. Apesar de não se ater tanto aos méritos que méritos artísticos e históricos de cada filme, o site conseguiu diversificar bastante, incluindo desde clássicos Disney, produções digitais recentes, animados em stop-motion, animês até os considerados cult. Confira abaixo:

1. Toy Story 2
2. Branca de Neve e os Sete Anões
3. Pinóquio
4. Toy Story
5. Wall·E

6. Procurando Nemo
7. Fantasia
8. A Fuga das Galinhas
9. Uma Cilada para Roger Rabbit
10. O Estranho Mundo de Jack
11. Os Incríveis
12. A Guerra dos Dálmatas (101 Dálmatas)
13. A Viagem de Chihiro
14. O Gigante de Ferro
15. Dumbo
16. Ratatouille
17. Persépolis
18. Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais
19. James e o Pêssego Gigante
20. Monstros S.A.
21. FormiguinhaZ
22. The Beatles: Yellow Submarine
23. As Bicicletas de Belleville
24. A Bela e a Fera
25. A Princesa Monoke
26. O Rei Leão
27. Aladdin
28. Os Simpsons - O Filme
29. Vida de Inseto
30. Shrek
31. Kung Fu Panda
32. Shrek 2
33. Bambi
34. A Pequena Sereia
35. Akira
36. Mogli - O Menino Lobo
37. Tarzan
38. A Pequena Sereia
39. Mulan
40. A Gata Borralheira
41. O Castelo Animado
42. Lilo & Stitch
43. A Nova Onda do Imperador
44. A Noiva-Cadáver
45. A Bela Adormecida
46. Fantasia 2000
47. Paprika
48. Bernardo e Bianca
49. Watership Down
50. South Park - Maior, Melhor e Sem Cortes

(shirley paradizo)

Literatura: Tem um Cabelo na Minha Terra

Está na capa: Uma história de minhoca. E é isso mesmo. No livro do cartunista americano Gary Larson, uma simpática família de minhocas -pai, mãe e filho-, conversa durante o jantar, dois ou três palmos abaixo da terra. Mas o assunto que rola na mesa não é nada leve, como avisa o prefácio assinado pelo famoso cientista Edward Wilson. Larson descreve "o que nós, biólogos, sempre soubemos: a natureza funciona na base do 'bobeou, dançou'... O que uma criatura consome, outra tem de proporcionar".

Como nas fábulas de La Fontaine, as minhocas-protagonistas de Tem um Cabelo na Minha Terra (R$ 32,50, Cia. das Letrinhas) falam. Mais que isso, ensinam que a natureza é selvagem, bem diferente da visão idealizada que encontramos em tantos livros, e que há muito mais guerra do que paz por trás do cantos dos pássaros, dos lagos azuis e das florestas grandiosas. Que o diga a Benedita, a heroína-vítima da história. Desenhos coloridíssimos e muito humor (negro, para alguns, inteligente, na minha opinião) mostram que a vida é mesmo dura. Como qualquer bom livro "infantil", este é indicado para leitores de todas as idades. Eu adorei.

(silvana tavano)

* Mais uma indicação da amiga Silvana Tavano - editora da revista Marie Claire, blogueira do Diários da Bicicleta e autora da série de livros que contam as aventuras da bruxinha Creuza. Leia uma entrevista com a escritora aqui

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Os primórdios do menino-prodígio

A série Smallville – que está praticamente destinada a acabar na oitava temporada devido a contrato com elenco e audiência – ganhará uma substituta nos mesmos moldes, com um herói da Editora DC como protagonista. Mas, em vez de grandes nomes como Lanterna Verde ou Mulher-Maravilha, o canal americano CW terá um novo seriado com um personagem coadjuvante do universo do Batman.

É isso mesmo, Richard John Grayson, o primeiro Robin, será o protagonista da série The Graysons. Dos mesmos produtores de Smallville (Kelly Souders e Brian Peterson) e de Supernatural (McG), o programa seguirá o mundo de Dick “DJ” Grayson, como o primeiro menino-prodígio será conhecido, antes de se tornar o companheiro do homem-morcego.

Segundo a publicação Variety, os episódios de uma hora mostrarão o jovem “DJ” enfrentando desafios típicos da adolescência, como primeiros amores, rivais e sua família – de acrobatas de circo, na histórias em quadrinhos – enquanto amadurece para se tornar o conhecido herói dos nossos dias. Mas calma, fãs! Ainda segundo a Variety, se por acaso Smallville conseguir uma audiência boa para uma nona temporada, The Graysons poderá se tornar uma companheira do seriado.

O nome do seriado parece de reality show – alguém lembrou de The Osbournes ao lê-lo? – e a CW já tentou fazer uma série com a mitologia do Batman com a fracassada Birds of Prey – que no Brasil ganhou o infame nome de Mulher Gato -, o que não são bons vaticínios para a futura trama. Mas vai saber. Smallville acabou surpreendendo e criando uma legião de fãs independentes dos purismos dos fãs de histórias em quadrinhos – que geralmente se arrepiam ao ver as adaptações feitas ao universo do homem de aço. Será que a nova série será assim tão… Tosca?

(rafael teixeira)

*Texto de Rafael Teixeira, publicado originalmente no site da revista Monet. O Rafa é o nosso estagiário na redação e uma pessoa com bastante talento e potencial, além de muito fofo

Estréia: Monstros S.A.

Em 2001, a Disney estava passando por uma crise daquelas e vinha presenciando o fim de seu reinado nas telas de cinema. O fracasso nas bilheterias era cada vez mais nítido e apavorante. O simpático Dinossauros e o divertido A Onda do Imperador não causaram o impacto que o estúdio esperava. Para piorar, não só viu sua grande aposta Atlantis: O Reino Perdido naufragar como teve de engolir o megassucesso de Shrek.

O conto de fadas às avessas da DreamWork, de Steven Spielberg, faturou alto e se tornou campeão de público ao ironizar nada mais que os próprios clássicos da concorrente, como Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela e Pinóquio.

Em meio a tudo isso, a possibilidade de a Disney levar o recém-criado Oscar de melhor longa-metragem de animação era zero, já que o desenho protagonizado pelo ogro verde liderava a corrida ao prêmio. Mas, quando tudo parecia perdido, eis que surgiu o delicioso Monstros S.A., para provar que o criador do Mickey Mouse ainda era sinônimo de animação nas telonas e uma forte candidata à estatueta.

Produzido em parceria com a Pixar, o longa é assustadoramente encantador e envolvente. Além de contar com um excelente roteiro e personagens para lá de carismáticos, o filme brinca com de nossos maiores temores de infância: o medo dos bichos-papões que habitam os cantos escuros dos quartos e armários. Boa parte deles trabalha na Monstros S.A., empresa que processa os gritos de sutos da garotada para gerar energia elétrica. Para captar os berros, os funcionários da fábrica cruzam portas mágicas que dão acesso aos cômodos infantis na Terra.

Nesse grupo de trabalhadores, destaca-se Sullivan, um gigante de pêlos azuis com manchas roxas, considerado o mais eficiente "assustador de crinças" de Monstrópolis. Seu fiel escudeiro é Mike, uma bola verde-limão com um olho enorme e um humor maior ainda. Imbatível, a dupla fica em maus lençóis quando a pequena Bu, por acidente, entra na cidade das criaturas - e, como qualquer monstro sabe, crianças são tóxicas.

A partir daí, começam os problemas de Sullivan e Mike e a diversão da molecada, com direito a muito sustos e gargalhadas. Para os adultos, uma boa notícia: não é preciso de ficar de cara amarrada por ter de assistir com os filhos o desenho. Só as piadas que Mike dispara feito uma metralhadora descontrolada já valem qualquer "sacrifício".

Exibição: dia 4, 20h, Disney


(shirley paradizo)