sexta-feira, 24 de julho de 2009

No país das maravilhas [atualizado]

E as novidades de Alice no País das Maravilhas não páram de chegar. Depois de liberar o primeiro trailer, agora a Disney apresenta o pôster nacional do filme, que traz estampado Johnny Depp na pele do Chapeleiro Maluco. A nova versão do diretor Tim Burton (de A Fantástica Fábrica de Chocolate e A Noiva-Cadáver) para o clássico conto de Lewis Carroll é, na verdade, uma "sequência" e não uma refilmagem da história original. Alice agora tem 17 anos e é convidada para uma festa da alta sociedade vitoriana, onde descobre que está prestes a ter sua mão pedida em casamento na frente de centenas de membros da aristocracia.

Contrariada com a situação, ela decide fugir. Durante a escapada, a moça encontra o Coelho Branco e decide segui-lo até à sua toca, cainda em um universo mágico governado pela terrível Rainha Vermelha. Como não se lembra de sua última visita ao País das Maravilhas, ela terá de superar obstáculos, antes que possa voltar a seu mundo.

No elenco estão Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Helena Bonham Carter (Rainha de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca) e Mia Wasikowska (Alice). O filme tem estreia prevista para março de 2010 nos Estados Unidos e também será exibido em salas de cinema 3D. Assista ao trailer
aqui e confira o cartaz abaixo.


(shirley paradizo)

Halo em anime [atualizado]

A Microsoft revelou na quarta, dia 23, na Comic-Con, convenção de fãs de história em quadrinhos que ocorre anualmente em San Diego (EUA), as primeiras imagens da versão anime do game Halo. A série, que se chama Halo Legends, contará com sete curtas ao estilo Animatrix centradas no universo do jogo, que nasceu no Xbox em 2001. A série vai abordar um pouco mais da história de Master Chief e da luta entre humanos e os Covenant.

O projeto é dirigido pelos japones Shinji Aramaki e Mamoru Oshii, diretores dos aclamados animes Appleseed e Fantasma do Futuro, respectivamente. "Nós fizemos tudo, desde escrever as histórias até enchê-las com personagens e cenários. Acho que os fãs ‘hardcore’ de Halo irão reconhecer os momentos-chave do universo que nunca foram mostrados nos jogos", contou no site da Microsoft Frank O'Connor , diretor de criação da 343 Industries, empresa que cuida da franquia.

“Os personagens de Halo se encaixam naturalmente no universes dos animes,” disse Aramaki, que completou: “Como fã do universo do game é uma honra para mim participar desse projeto”. Halo Legends sai em 2010 em DVD, Blu-ray e downloads digitais na Xbox Live. Confira o trailer abaixo.



* com fonte do portal g1

Lanterna Verde em animado

Foi divulgado recentemente um vídeo de quatro minutos de Lanterna Verde: O Primeiro Voo, longa de animação que mostra Hal Jordan entrando na Tropa dos Lanternas Verdes e tendo que lutar contra uma conspiração armada pelo respeitado Sinestro. Ainda recruta, ele é colocado sob a supervisão do veterano Sinestro.

Não demora para Hal perceber que seu mentor é, na verdade, a figura central de uma conspiração secreta que ameaça a filosofia, as tradições e a hierarquia da Tropa dos Lanternas Verdes. Hal precisa dominar rapidamente seus novos poderes e combater a ameaça se quiser manter o equilíbrio do universo e a ordem na Tropa.

Dirigido por Lauren Montgomery (de Wonder Woman e Superman Doomsday) e com roteiro do vencedor de quatro prêmios Emmy Alan Burnett (de The Batman), o animado traz no elenco de dublagem Chrisopher Meloni (Hal Jordan), Victor Garber (Sinestro) Tricia Helfer (Boodikka) e Michael Madsen (Kilowog).

Lanterna Verde: O Primeiro Voo será lançado em DVD e Blu-ray no dia 27 de agosto. Confira o vídeo abaixo.



(shirley paradizo)

Estreia: Space Chimps - Micos no Espaço

Com um colorido vibrante e personagens de animais, Space Chimps - Micos no Espaço chega à televisão neste sábado, dia 25, sábado. Apesar de parecer mera ficção, o longa animado do diretor Kirk De Micco (um dos roteiristas da comédia infantil Deu Zebra!) tem um fundo de verdade. Space Chimps parte de um fato real. Em 1961, a Nasa enviou ao espaço um macaco chamado Ham. A história começa décadas depois, quando o bisneto do primeiro "macaconauta" é artista de circo que ganha a vida como "bala humana", sendo atirado de um canhão.

Quando surge uma missão muito arriscada para ir a outro planeta, um senador ambicioso sugere que mandem um trio de macacos em vez de humanos aos limites da galáxia para descobrir vida alienígena. Apesar da resistência, Ham (voz de Andy Samberg) aceita a missão depois de conhecer a colega de trabalho, a charmosa Luna (Cheryl Hines). Depois de um breve treinamento, o trio é colocado em um foguete e mandado para o espaço. À tripulação, junta-se o comandante Titan (Patrick Warburton), um fortão cuja vaidade é inversamente proporcional à sua inteligência.

Mesmo tendo como foco as crianças, o animado tem trocadilhos espertos e referências ao cinema de ficção científica, como 2001 - Odisséia no Espaço, que também garantem a diversão dos adultos (leia mais aqui).

Exibição: dia 25, sábado, 14h30, Telecine Premium

Classificação: livre

(shirley paradizo)

Da minha coleção...



Mais um curta interessante em cartaz no Anima Mundi 2009, O Lenhador e a Raposa tem história inspirada na clássica parábola, porém com um tom mais adulto. O filmete realizado por André Gonzaga tem como foco o personagem Lenhador, que, com a ajuda de uma Raposa de estimação, cuidam de um bebê. Mas de tanto um amigo falar mal da Raposa, ele acaba cometendo um enorme erro.

(shirley paradizo)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Anima Mundi 2009: Uma dica de animação

O Anima Mundi em São Paulo está fervilhando e encantando o público com as centenas de animações exibidas. Além das muitas sessões de curtas, você pode reservar um tempinho para assistir algum dos poucos longas-metragem em exibição. Na semana, o parceiro Smelly Cat indicou o “$ 9.99″, e hoje fala um pouco da comédia Immigrants – L.A. Dolce Vita.

A animação leva a assinatura do húngaro Gábor Csupó, um dos criadores da série Rugrats. E dá para perceber isso sem muito esforço, pelo estilo do traço e personagens. Csupó já dirigiu também um filme infatil live action para Disney, o Ponte para Terabítia.

Immigrants conta a história de dois estrangeiros que dividem um apartamento em Los Angeles. Joska é húngaro e Vladislav, russo. Juntos, a dupla se envolve em monte de problemas e aventuras em busca do “sonho americano”, desde arrumar um emprego até se divertir. Vivendo em um país desconhecido, Joska e Vladislav percebem que a amizade deles é mais importante do que parece.

O desenho é baseado em uma idéia inicialmente apresentada para o canal Spike TV, que chegou a encomendar seis episódios. Como a série nunca foi ao ar, os produtores decidiram transformar em um longa-metragem.

No Rio, o longa teve três sessões, mas em São Paulo, Immigrants – L.A. Dolce Vita vai ser exibido apenas duas vezes. Hoje, quinta-feira, dia 23, às 17h, no Cinema CCBB, e no sábado, dia 25, às 21h, na sala 2 do Memorial da América Latina. Confira a programação no site do festival e um trailer do animado abaixo.



* com fonte e indicação do smelly cat

In memoriam: Heinz Edelmann

O designer gráfico Heinz Edelmann, conhecido por seu trabalho no filme dos Beatles Yellow Submarine (1968), morreu aos 75 anos, informou a Academia de Arte e Design. Sua morte foi aconteceu na terça, dia 21, em um hospital de Stuttgart, na Alemanha. Ele trabalhou na academia como professor até 1999 e não foi informada a causa de sua morte. Nascido em Aussig, na antiga Tchecoslováquia em 1934, Edelmann estudou na Academia de Arte de Dusseldorf e se tornou um designer gráfico free-lance em 1958.

Edelmann desenhou muitas capas de livro, incluindo a da primeira edição alemã de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Em 1989, ele venceu uma competição para desenhar o mascote da feira mundial Expo 92 Sevilha, vencendo 23 concorrentes com sua ilustração de um pássaro chamado Curro. Não foi informado detalhes sobre o enterro ou outras providências funerárias.


* texto publicado no site da folha online

Seu filho vê: Caillou

Encantador, curioso, alegre... Este é Caillou, personagem-título desta série animada canadense exibida com sucesso em mais de 75 países. E como o protagonista de 4 anos sabe muito bem, ser uma criança pequena tem seu lado bom e divertido. Nessa idade, a vida é uma enorme brincadeira e as atenções da família são todas para você. Mas, às vezes, ser pequeno também pode ser muito chato. Nem sempre você pode fazer o que quer e comer o que gosta. Além disso, em muitas ocasiões, é preciso brincar sozinho, pois os adultos estão ocupados com seus afazeres. E assim segue o dia-a-dia de Caillou, que transforma seu cotidiano em uma verdadeira viagem de descobertas.

Baseado em livros de Jeannine Beaulieu que tornaram-se sucesso em todo o mundo, Caillou é um programa pré-escolar que apresenta o personagem em situações da vida real. Algumas são difícies, outras, engraçadas... Dessa forma, os problemas normais do crescimento, como pesadelos, o primeiro dia da escola, novos amigos, entre outros. Nosso herói lida com esses problemas infantis de maneira bem peculiar, utilizando-se de imaginação e muito senso de humor. Cada uma dessas situações é abordada sob vários pontos de vista e, sejam boas, ruins ou divertidas, sempre há uma lição a aprender e a ensinar.

O resultado é educativo e divertido para crianças e adultos. A série também encanta pela sua simplicidade visual. Seu fundo branco e os traços dos personagens reforçam o tom adequado para a pré-escola. As imagens são realistas e de fácil compreensão, ganhado vida por meio de cores primárias. A característica mais marcante do visual da animação vem de seu senso de escala: o mundo de Caillou tem a perspectiva dos olhos de uma criança.

As coloridas histórias animadas nas quais Caillou se envolve em cada episódio levam os telespectadores para o divertido e desafiador unviverso das crianças, onde Mamãe, Papai, a irmãzinha Rosie, o adorável gato Gilbert, Vovó e Vovô, e uma série de amigos interagem, mostrando situações da vida real em um caloroso ambiente familiar: uma casa simples e aconchegante em uma vizinhança segura e amigável.

Exibição: sábados e domingos, 16h30, Discovery Kids


Indicação: a partir dos 3 anos

(shirley paradizo)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pantera ganha novo animado

Para os fãs das clássicas histórias protagonizadas pelo felino rosa, uma excelente notícia. A Turner e a MGM revelaram que estão preprando um novo desenho animado da Pantera Cor-de-Rosa. As empresas estão produzindo 26 episódios de 30 minutos cada para exibição mundial no Cartoon Network a partir do terceiro trimestre de 2009.

Intitulada Pink Panther & Pals (Pantera Cor-de-Rosa e Amigos), a nova série vai mostrar uma versão adolescente do personagem, entrando em novas confusões e escapadas. O produtor executivo David Corbett promete que a nova Pantera terá a mesma atitude da original, incluindo o jeito de caminhar e outras características clássicas. Não faltarão também seu inimigo de sempre, o Narigudo, e outros personagens do velho desenho.

O tema musical e a sonoplastia serão exatamente os mesmos dos curtas animados e da série dos anos 60. A MGM planeja aproveitar a nova série licenciando o personagem para produtos diversos.

O personagem apareceu pela primeira vez em 1963, na abertura do filme A Pantera Cor-de-Rosa, protagonizado por Peter Sellers. O enorme sucesso fez com que fosse desenvolvida uma série animada estrelada pelo felino. Os mais de 120 episódios produzidos tiveram em média seis minutos de duração e acompanhavam a elegante Pantera fugindo do implacável Inspetor Closeau. O baixinho sempre armava as mais malucas estratégias para capturar a pantera, mas ela sempre conseguia escapar com muita inteligência e astúcia. Suas aventuras eram embaladas pela famosa música de Henry Mancini, The Pink Panther Theme.

Produzido entre 1964 a 1980 pelo estúdio DePatie-Freleng Entrerprises, o desenho - com cenários e traços dos personagens extremamente simples e cenas muito engraçadas - chegou a ganhar um Oscar da Academia de Hollywood,o desenho. A Pantera tornou-se, então, a mais famosa criação da dupla Friz Freleng e David DePatie, que depois lançaram outras animações célebres, como o Inspetor (também tirado do filme de Blake Edwards), A Formiga e o Tamanduá, a Cobrinha Azul entre outros.

(shirley paradizo)

Em outra dimensão

A Focus Features divulgou recentemente um curioso pôster da animação 9, que traz uma imagem estranha em um fundo verde. Na verdade, é uma QR Code, tecnologia utilizada como ferramenta de comunicação. O QR Code funciona como um código de barras visual. A figura pode ser fotografada por celulares que estejam conectados à internet e um software instalado no aparelho lê a imagem. Depois de decodificada, a imagem redireciona o usuário para um conteúdo exclusivo do site na internet. No caso em questão, a imagem deve direcionar a pessoa para o site do filme.

Com produção de Tim Burton (de A Fantástica Fábrica de Chocolate e A Noiva-Cadáver), Timur Bekmambetov (de O Procurado) e Jim Lemley (de Vôo Noturno), 9 foi baseado em um curta de Shane Acker - artista da WETA Digital e que assumiu a direção do animado. A história se passa em um mundo paralelo, onde reina um futuro pós-apocalíptico. Nele, o protagonista eum grupo de bonecos de pano arriscam a vida para derrotar um monstro que ameaça seu povo. Seus nomes são números que vão de 1 a 9.

Criado em CGI, o projeto tem uma qualidade próxima ao estilo stop-motion (aqueles feitos com massinha), o animado traz trilha sonora de Danny Elfman (de Os Simpsons - O Filme e Homem Aranha). No elenco de vozes, Elijah Wood (o Frodo, da trilogia O Senhor dos Anéis), Christopher Plummer (de A Casa do Lago), Martin Landau (de Divisão de Homicídios e Cine Majestic), John C. Reilly (de Quase Irmãos), Jennifer Connelly (de O Incrível Hulk) e Crispin Glover (de As Panteras).

O desenho tem estreia marcada nas salas de cinema americanas para o dia 9 de setembro (09.09.09). No Brasil, a previsão é para 11 de setembro.

(shirley paradizo)

* com informações do site cinema com rapadura

Anima Mundi 2009: Papo animado

O 17o. Anima Mundi 2009 começa hoje em São Paulo, trazendo muitas animações imperdíveis e visitantes ilustres. Conheça os cineastas que estarão presente no festival para um Papo Animado com o público.

Michel Ocelot - nascido em 1943 na Côte d'Azur, França, ele passou a infância em Guiné, oeste da África. O convívio com outra cultura certamente influenciou sua trajetória artística e sua predileção pelas fábulas. Ocelot é um exímio narrador. Seus príncipes, princesas, fadas, feiticeiras e o famoso menino africano Kirikou, que já nasce falando, encantam platéias de todas as idades. Para elaborar seus roteiros, que valorizam as diferenças étnicas, religiosas e culturais, Ocelot parte de referências estéticas e dos contos tradicionais de outras culturas. Formou-se em Artes na École régionale des Beaux-Arts, em Angers, na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, em Paris, e no California Institute of the Arts, em Los Angeles, e iniciou-se na animação fazendo curtas-metragens e séries de TV, como Gédéon (1976), A Princesa Insensível (La Princesse Insensible, 1986) e Os Contos da Noite (Les Contes de la Nuit, 1992). Mas foi o seu primeiro longa-metragem, Kirikou e a Feiticeira (Kirikou et la Sorcière, 1998) que tornou o animador conhecido do grande público. O filme conquistou diversos prêmios, entre os quais o Grand Prix em Annecy. Em seguida, Ocelot dirigiu mais três longas: Príncipes e Princesas (Princes et Princesses, 2000), Kirikou e os Animais Selvagens (Kirikou et les Bêtes Sauvages, 2005) e o épico Azur e Asmar (2006), que narra os encontros e as desavenças entre dois meninos de culturas diferentes que são criados por uma mesma mulher. Em 2007, Björk convidou-o para fazer o videoclipe da música Earth Intruders. Nesta edição, o Anima Mundi também apresenta uma mostra especial dos longas de Ocelot, dia 22, quarta, 19h, Memorial Sala 2.

Amid Amidi - festival permanente se renova a cada minuto na Internet, com os milhares de sites e blogs com filmes e informações sobre animação que estão sempre mostrando o que há de mais novo e mais raro. Melhor quando alguém surge para contextualizar tudo isso na linha da história, indicando os melhores itinerários para esta viagem pelas imagens em movimento. Amid Amidi é um desses caras. Ele não faz filmes, mas desde os 9 anos trabalha com animação. Hoje é bem conhecido por escrever no imprescindível site Cartoon Brew, lançado em 2004 em parceria com Jerry Beck - autor e historiador da animação como ele. Amid acaba de lançar o premiado livro Cartoon Modern: Style and Design in Fifties Animation, um mergulho na era de animação dos anos 1950. Antes ele escreveu The Art of Robots, sobre o processo de criação do longa Robôs, da Blue Sky/Fox, e editou o livro Inside UPA, uma compilação de fotografias inéditas do lendário estúdio de animação. Em 1996, Amidi criou o pioneiro site sobre animação Animation and Cartoon Heaven, que dois anos depois virou o Animation Blast, uma revista sobre animação com versão impressa até sua 9° edição. Em 1998, Amidi tornou-se editor associado da Animation World Magazine, da Animation World Network (AWN), a primeira publicação mensal na web sobre animação. Dia 23, quinta, 19h, Memorial Sala 2.

Irmãos Latini (apresentados por Marcia Latini) - filhos de Anélio Latini, imigrante italiano e professor de Belas Artes, os irmãos se iniciam no desenho animado ainda adolescentes, fazendo juntos o curta-metragem Azares de Lulu. Mário começou a trabalhar no setor de cinema do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) em 1940, e Anélio fez a sua primeira exposição coletiva de pintura em 1946. Em 1947, os irmãos Latini iniciam o ambicioso projeto Sinfonia Amazônica, que seria o primeiro longa-metragem de animação brasileiro. Filmado em preto-e-branco, a partir de um argumento do folclorista Joaquim Ribeiro, Sinfonia Amazônica narra sete lendas do Amazonas, apresentando personagens como o malandro Jabuti, exímio tocador de flauta, a Cobra Grande, mãe de todas as águas, o Urutáu, pássaro apaixonado pela Lua, e o Curupira, o protetor da floresta. Anélio fez praticamente sozinho os cerca de 500 mil desenhos (entre croquis, artes-finais, cenários e desenhos definitivos em folhas de acetato ou papel opaco), filmados pelo irmão Mário utilizando uma câmera Ernemann Krupp. Um divertido documentário, narrado pelo ilustre radialista Almirante, serve de introdução ao filme e mostra os incríveis detalhes da heróica produção, que levou seis anos para ser finalizada e lançada. Em 1968, Anélio iniciou outro longa animado, Kitan do Amazonas, dessa vez a cores, mas a produção foi interrompida e infelizmente nunca concluída. Neste Papo Animado, Márcia Latini, filha de Mário, irá falar da trajetória desses grandes pioneiros da animação brasileira e da luta para preservar e restaurar o que restou da obra de seu tio e seu pai. Dia 25, sábado, 19h, Memorial Sala 2.

Priit Pärn - a Estônia é um pequeno país em um cantinho da Europa, com menos de um milhão e meio de habitantes. É um reino encantado da animação, onde se produz muitos filmes, alguns deles os mais loucos e inovadores desta linguagem. Sim, lá se encontra provavelmente a maior densidade populacional de animadores, em cujos nomes os tremas, banidos pela nossa reforma ortográfica, podem hoje encontrar refúgio... Priit Pärn tem muita responsabilidade nesta história, pois é o animador estoniano mais célebre e produtivo até hoje, e o inspirador e incentivador de vários outros artistas, dentro e fora de seu país. Priit Pärn nasceu em 1946 em Tallinn, Estônia. Formado em biologia, trabalhou no jardim botânico local como ecologista de plantas entre 1970 e 1976. Mas desde 1960, Pärn já se dedicava às caricaturas e às ilustrações. No início dos anos 1980, começou a trabalhar como artista gráfico freelancer, realizando dezenas de exposições individuais na Europa e no Canadá. Da caricatura ao cinema de animação foi só um passo. Pärn começou a fazer sua crítica política e existencial por meio de seus próprios filmes, com um traço singular e atmosferas surrealistas, como Breakfast on the Grass (1987), que critica a burocracia e o autoritarismo da vida soviética. Após ser diretor de arte e de animação da escola Joonisfilm do Tallinnfilm Studio, desde 1994 trabalha no Eesti Joonisfilm Studio. Entre os seus curtas-metragens mais conhecidos e premiados estão The Triangle (1982), Hotel E (1992) e Night of the Carrots (1998). O estilo de Pärn influenciou várias gerações de animadores estonianos e inspirou produções comerciais americanas, como Rugrats, do canal Nickelodeon. Seu trabalho mais recente é o longa-metragem Life Without Gabriella Ferri (2008). Em 2002, recebeu o prêmio Lifetime Achievement da International Animated Film Association em reconhecimento por sua carreira. Pärn é também professor de animação há 18 anos, tendo sido diretor de arte do Departamento de Animação da Turku Art Academy na Finlândia entre 1994 e 2007. Desde 2006, é chefe do Departamento de Animação da Estonian Art Academy e atual membro da European Film Academy. Dia 23, quinta, 21h, Memorial Sala 2.

* fonte site oficial anima mundi

Anima Mundi 2009: Festival resgata preciosidades da animação nacional

Duas preciosidades que fazem parte da história do cinema de animação tupiniquim serão exibidas, em rara ocasião, nesta 17ª edição do Anima Mundi, maior festival dedicado ao gênero no país, que abre ao público sua etapa paulistana hoje, dia 22, quarta, no Memorial da América Latina e no Centro Cultural Banco do Brasil.

Sinfonia Amazônica, de 1953, primeiro longa-metragem em animação feito no Brasil, e o documentário Ypê Nakashima, sobre o criador do primeiro longa animado colorido nacional, Piconzé, de 1973, são destaques do evento, que segue até domingo com uma programação de mais de 400 filmes - entre curtas e longas - vindos de diversos países.

Resultado de cinco anos de trabalho autodidata e intenso de Anélio Latini Filho (1926-86), Sinfonia Amazônica lembra uma mistura de Fantasia, clássico de Walt Disney de 1940, com cenários e lendas do folclore brasileiro. O filme em preto-e-branco, com 63 minutos de duração e trilha de Altamiro Carrilho, acompanha os encontros do indiozinho Curumí com figuras do imaginário da floresta como Curupira, Caapora, Mapinguarí e a Cobra Grande.

Exibido em sessão única no sábado, dia 25, o longa é
alvo de um projeto de restauração sob responsabilidade de Marcia Latini, sobrinha de Anélio e filha de Mario Latini, que assinou a produção e a direção de fotografia do longa. "É [um filme] muito importante, que está a perigo de se perder se esse negativo não for restaurado", aponta César Coelho, um dos quatro diretores do Anima Mundi. "São dois caras sozinhos fazendo um longa-metragem no Brasil nos anos 50! Aquilo é o início da maneira brasileira de fazer animação: 'a gente vai fazer não importa como!'", defende.

A saga do caipira
Não menos importante para entender as origens da animação nacional, o autor do longa-metragem Piconzé (1972), primeiro em cores a chegar aos cinemas do país, é o tema central do documentário Ypê Nakashima, que será exibido fora de competição, na quinta, dia 23, no festival.

Dirigido por Hélio Ishii e narrado por Itsuo Nakashima, único filho vivo de Ypê, o documentário narra a jornada épica do animador que deixou o Japão logo após a Segunda Guerra e veio trabalhar como ilustrador em São Paulo. Com um pequeno grupo de amigos japoneses e uma força de vontade descomunal, Nakashima levou seis anos para concluir os 80 minutos de Piconzé - e morreu aos 47 anos, apenas dez meses depois da estreia do filme nos cinemas.

Tanto o documentário quanto o filme - que conta a história do caipira Piconzé e sua namorada Maria em uma aventura com toques de cangaço, faroeste e novelas de cavalaria - podem ser vistos, de graça, no completo
site dedicado à memória de Ypê Nakashima. Entre as curiosidades sobre a carreira do animador nipo-brasileiro, o site disponibiliza ainda os antigos comerciais que ele fez para a TV, incluindo as célebres animações dos cobertores Parahyba e do açúcar Tamoyo.

A nova indústria brasileira
Trinta ou cinquenta anos depois dos esforços de Nakashima e Latini, os animadores brasileiros comemoram agora os primeiros contratos de coprodução de seriados nacionais e a consolidação de uma indústria. O feito é celebrado no Anima com a mostra O que Vem pra TV, que está marcada para domingo, dia 26, e reúne novas séries infantis como Quarto do Jobi e Meu Amigãozão, de Andrés Lieban, Cordélicos, de Ale Machaddo, e Peixonauta, de Célia Katunda e Kiko Mistrorigo. Todas já têm contratos de exibição em TVs daqui ou do exterior.
"A gente conquistou isso. Primeiro, porque não tínhamos como atender a produção em larga escala que os seriados demandam. E, segundo, que não temos tradição nesse mercado. Animação para a TV é um mercado muito difícil, fechado, e termos conseguido uma entrada assim, como autores, nos dá uma credibilidade enorme", comemora Coelho.

No sábado e no domingo, o Anima Mundi também apresenta a mais recente animação em longa metragem brasileira, As Aventuras de Gui & Estopa, de Mariana Caltabiano.

Coraline e Ocelot
Nesta quarta, dia de abertura do festival, os destaques ficam para o Papo Animado com o francês Michel Ocelot, autor do premiado longa-metragem Kirikou e a Feiticeira, de 1998, e de uma apresentação especial com profissionais do estúdio Laika, que irão mostrar os bastidores da produção com bonecos em 3D Coraline
, dirigida por Henry Selick (de O Estranho Mundo de Jack) e baseada no romance de Neil Gaiman. (Confira a programação completa aqui).

17º Anima Mundi - São Paulo
Quando: de 22 a 26 de julho
Onde: Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda) e Centro Cultural Banco do Brasil (R. Álvares Penteado, 112, Centro)
Quanto: de R$ 3 (meia) a R$ 6 (sessões grátis no CCBB)

(shirley paradizo*)

* com fonte do portal g1

Festival de micrometragens

Até o dia 27 de julho, segunda, estão abertas as inscrições para o 1º Festival de Micrometragens Brasileiro Cel.U.Cine. Com o tema De Arrepiar, o evento recebe produções de até 3 minutos em formatos alternativos: celulares, câmeras digitais e mini-dvds. Os trabalhos selecionados será exibidos no Canal Brasil e lançados em DVD pela Rio Filmes. E vale tudo, de animações a filmetes em live action.

Os interessados em participar devem enviar os filmes e realizar a sua inscrição no site oficial do Cel.U.Cine. O resultado será divulgado no dia 9 de agosto de 2009, durante o Festival Brasileiro de Cinema Universitário.

(shirley paradizo)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Crepúsculo em versão mangá

Depois do sucesso de Crepúsculo em livro e nas telas de cinema, a escritora Stephenie Meyer aprovou uma versão em quadrinhos da história de amor entre a humana Bella Swan e o vampiro Edward Cullen. A revista, em estilo mangá, ainda não tem previsão de lançamento, mas já está sendo finalizada pelo artista coreano Young Kim. Meyer acompanha de perto cada detalhe do projeto, cuidando para que os personagens não só fiquem parecidos com Kristen Stewart e Robert Pattinson (os atores protagonistas da versão cinematográfica), mas que representem fielmente suas ideias sobre a trajetória do casal.

(shirley paradizo)

Com a cara dos brasileiros

De acordo com o produtor Ricardo Rozzino, da TV Pinguim, a produção da animação Tarsilinha começa no início de agosto. O projeto é ganhador do edital do BNDES 2008 e recebeu este mês a primeira parcela do programa de incentivo, R$ 280 mil. A animação deve estar pronta para estreia no final de 2010.

A TV Pinguim também negocia uma parceria internacional para a distribuição. Peixonauta - outro projeto da produtora, em parceria com o Discovery - tem distribuição pela canadense Breaktrough. "A arte é o plano de fundo para o filme, que fala de como uma menina supera diversos obstáculos em um processo que simboliza o de crescimento", conta Rozzino.

Os cenários e a parte visual foram inspirados no trabalho da artista Tarsila do Amaral (1886-1973), mas Rozzino afirmou que nenhuma obra dela é reproduzida no filme. E, Tarsilinha, claro, é inspirada na artista brasileira, mas não é uma obra biográfica.

O desenho vai narrar as aventuras da personagem Tarsilinha no fantástico mundo de cores, grafismos e personagens das obras de Tarsila do Amaral. Perseguindo a Lagarta, Tarsilinha passeia pelas obras mais conhecidas da artista onde enfrenta e resolve problemas “sozinha”, como um rito de passagem da infância à pré-adolescência.

(shirley paradizo)