Você se lembra do Gato Felix? O famoso gato dos desenhos animados comemora 90 anos e ganha uma exposição em sua homenagem. Até o dia 4 de outubro, a Fnac Pinheiros, em São Paulo, apresenta uma retrospectiva do personagem, com 30 peças originais - entre elas, as primeiras histórias em quadrinhos, pinturas em tela, antiguidades de merchandising e desenhos animados. quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Félix ganha homenagem
Você se lembra do Gato Felix? O famoso gato dos desenhos animados comemora 90 anos e ganha uma exposição em sua homenagem. Até o dia 4 de outubro, a Fnac Pinheiros, em São Paulo, apresenta uma retrospectiva do personagem, com 30 peças originais - entre elas, as primeiras histórias em quadrinhos, pinturas em tela, antiguidades de merchandising e desenhos animados. Criança & TV: Preconceito contra a TV
Professor da UNA, vice-presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), mestre em educação e doutor em educação, o jornalista Cláudio Márcio Magalhães, 42, realizou em sua dissertação de mestrado curiosa pesquisa partindo da premissa de que os programas voltados para criança no Brasil, seja nas emissoras educativas ou nas comerciais, não se baseiam em teorias pedagógicas, mas em paradigmas que, por sua vez, são fruto de preconceitos. Um programa é educativo por sua capacidade complexa de interagir com seu público, despertando-lhe a reflexão e o sentido, trazendo novos conhecimentos acionados ao seu cotidiano, produzindo experiências interdisciplinares e extemporâneas. Reforça a aprendizagem formal e contribui para uma formação pessoal sintonizada com o contexto social em que programas e público estão inseridos. Ou seja, programa educativo é aquele que faz com que o telespectador se aprimore, independente de estar na emissora privada ou educativa, de ter ou não comerciais. Daí a quebra de paradigmas do livro. O programa educativo deve ser pensado não a partir de suas intenções, mas a partir da interação com as pessoas que o assistem. Pode que um Castelo Rá-Tim-Bum, produzido por pessoas que entendem de educação, tenha potencialidade de ser mais educativo do que outro que visa exclusivamente o entretenimento, mas é prepotência de quem faz pensar que vai ter com certeza o resultado almejado.
A TV, para as crianças, assim como para a sociedade, tem papel preponderante como teria qualquer instrumento tecnológico. Mas o mais importante é a escola e a família, e temos tanta responsabilidade sobre a TV quanto na escolha da escola ou da convivência familiar das crianças. Daí o problema de se colocar a TV de lado como se tivesse de se auto-regular. As crianças hoje se apropriam do mundo através da mídia e da TV, e não há um professor que a ajude a decifrar esse mundo.
Não há teorias, só paradigmas. O processo desde o início se dividiu em dois. Temos o educador, que tem grande resistência à TV e a vê como vilã da educação. Por outro lado, temos os comunicadores, que olham os profissionais da educação de nariz torcido, porque acham que vão exigir muito conteúdo. Aí de alguns anos para cá houve a união entre educador e comunicador, e as pessoas repensaram essa TV. Foi quando surgiram programas como Castelo Rá-Tim-Bum, na TV Cultura. O Vila Sésamo já fazia isso, mas era uma exceção. Hoje não se imagina fazer um infantil sem chamar um educador. Mas são dois campos isolados e há falta de conhecimento dos educadores sobre o que é TV. As escolas de formação de professores não têm disciplina como mídia e educação.
No prefácio de seu livro, Gabriel Priolli escreve que ao “desmistificar” conceitos como TV e criança, o senhor enriquece um debate que peca pelo maniqueísmo. Como seria isso?
Principalmente no Brasil, quando houve desenvolvimento da TV, o modelo adotado foi o norte-americano, em que há hegemonia da TV comercial e marginalmente ficava a TV educativa. O recado é que o que assisto na TV é comercial, frugal, superficial, mandado porque os anunciantes estão pagando. Não é o lugar em que vou me educar, isso é na escola e na TV educativa ou em algum programa auto-intitulado educativo, como os Telecursos. Para fortalecer esse modelo “marginal” educativo, ele não pode ser comercializado. Educação é algo intocável, que não pode ser vendido. E comunicação é entretenimento. A contradição está no fato de ser este um modelo positivista, baseado na diferença de classes, no qual o que é pago é bom, o que não é pago é público. São paradigmas difíceis de quebrar.
Quais as incoerências entre discurso e prática, ou, melhor dizendo, por que os produtores dos títulos “educativos” negam as interferências do mercado e, ao mesmo tempo, têm de se curvar à publicidade comercial?
Você estudou dois casos “exemplares”, Castelo Rá- Tim-Bum, da TV Cultura, e TV Xuxa, da Globo. Quais as semelhanças e diferenças entre eles?
São dois modelos distintos, o de série dramática e o da apresentadora. Castelo é uma finalização, o ápice do modelo dramático dentro de uma emissora educativa, que fez a TV Cultura sair do traço de audiência e ganhar projeção nacional. Traz uma série de experimentações do núcleo dramático e provocou essa quebra de paradigmas entre educadores e comunicadores. Vem de uma sequência de bons programas que a Cultura fez, como Bambalalão e X-Tudo, que desenvolveram a capacidade de se comunicar com público de maneira lúdica e educativa. Um ápice que não se repetiu mais. O TV Xuxa da Globo também é o ápice de um modelo, que vem lá do palhaço Carequinha até o ápice das louras apresentando infantis.
A que conclusão chegou?
Chegamos à definição do que é um programa infantil. O Castelo, feito e pensado por educadores, realmente tem o potencial de ser muito mais educativo do que o TV Xuxa, mas nem sempre o será. É feito para quem já é iniciado na educação, porque nem abre nem fecha uma questão. Por exemplo, ao tratar de higiene, não há um personagem falando com o telespectador sobre a importância de tomar banho. O telespectador deve conquistar o conhecimento, chegar a essa conclusão sozinho, e isso só funciona para a criança que tem algum nível de educação e consegue fazer abstrações. Talvez a criança de algum lugar mais pobre cante a musiquinha do banho, mas não vai fazer com que isso tenha valor na vida dela, será apenas entretenimento desassociado. Nesse sentido, em alguns casos, a Xuxa olhando nos olhos e dizendo que o baixinho tem de tomar banho, a mensagem direta de uma figura carismática, será mais efetiva para esse telespectador específico.
No cerne da discussão está a relação entre educação e diversão. Qual é o ponto de equilíbrio?
Entretenimento não é pecado. A criança aprende muito mais quando está se divertindo, isso é fato e mostra o quanto uma coisa está ligada a outra. Não há esse ponto de equilíbrio, vai depender de onde a criança está inserida. Um garoto com TV paga e vários canais pode ter acesso ao conhecimento e fazer ligações com o que aprendeu na escola. Mas mesmo essa criança rica, com toda disponibilidade, pode não ter educação na TV se o pai não convive com ela na frente do aparelho, ou se eles não vão brincar juntos. Se a criança for pobre, a inversão é a mesma. A conclusão do livro é que não dá para ficar nessa dicotomia, depende de quem assiste e da interação entre o telespectador e o mundo. Infelizmente ficamos discutindo os ícones, TV e criança, enquanto o mais importante é tudo que está em volta, qual o contexto, a intenção da produção, o que a criança está fazendo na frente da TV e qual o controle da sociedade sobre a programação. É mais fácil xingar a emissora ou botar a criança como coitadinha. A solução é discutir muito o assunto e levar as conclusões para as escolas e formadores de professores, deixar de ter medo de debater a TV tanto com os profissionais quanto com as crianças.
* texto de marcelo fiuza, do jornal o tempo, publicado originalmente no site da editora autêntica
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Nova Orleans invadida por sapos e princesas
As novidades sobre o mais novo conto de fadas Disney, A Princesa e o Sapo continuam a serem reveladas. A última delas foi em relação ao interprete da canção dos créditos do animado. A Disney contratou por esses dias De o cantor e compositor Ne-Yo para escrever e cantar a canção dos créditos finais do animado, que ainda não teve seu nome revelada. O estúdio também divulgou novo pôster (ao lado) e imagens do desenho, além de colocar no ar um site oficial que traz diversas informações sobre a pré-estréia do animado nos Estados Unidos.










Carros 2 ganha sinopse
Aos fãs do carrinho de corrida McQueen uma boa notícia. John Lasseter finalmente revelou a trama de Carros 2, dirigido por Brad Lewis (produtor de Ratattoulie). Na história, Relâmpago McQueen viaja pelo mundo na Corrida dos Campeões, passando por cinco países (Japão, Alemanha, Itália, França e Inglaterra). A grande surpresa é que o novo filme dará um grande destaque ao simpático Mate, que vai se envolver em uma subtrama “hitchcockiana” de mistério e espionagem - quando será incluído um novo personagem, o investigador Finn McMissile. Todo o elenco do filme original está de volta (com exceção, é claro, de Paul Newman, que interpretou Doc Hudson, mas faleceu no ano passado). Ainda não se sabe qual será a voz de Finn McMissile, mas há rumores que indicam ele será dublado por um dos atores que deram vida ao famoso espião James Bond.
Estante: Dicas diversas
Mergulha, Olly, Mergulha! (R$ 39,90, Universal) - o DVD duplo traz 13 episódios que acompanham as aventuras de Olly, um submarino amarelo que esbanja simpatia e disposição. Ao lado de Beth, sua melhor amiga, ele explora o espetacular universo das profundezas do mar. Sob a supervisão do jovem mergulhador Diver Doug, esses graciosos personagens aprendem muito sobre o lugar onde vivem. Mas Olly e Beth não estão sozinhos. Enquanto realizam as suas explorações marítimas dentro da Unidade de Pesquisas Marítimas (SURF, sigla em inglês), eles conhecem os mais diferentes habitantes do fundo do mar, como o engraçadíssimo Skid, o veículo de transporte de Doug, Brandt, um caranguejo muito mal-humorado que pensa como um pirata, e Ranger, um pequenino cavalo-marinho que se veste como um cowboy. Uma, Shankley, Suzy e Luseal são os outros seres que compõem a trupe de amigos de Olly.
Meu Amigo Dragão (R$ 29,90, Disney) - mesclando personagens a animação, o clássico é uma aventura mágica repleta de amizade e diversão. No começo do século 20, na Nova Inglaterra, um menino de 9 anos chamado Pete foge dos violentos pais adotivos. Ele só tem um amigo: o dragão Elliott, que ajuda Pete em sua fuga. A dupla vai parar em uma pequena cidade e passa a viver com Nora e o pai dela, Lampie, zelador do farol local. O problema é que o dragão Elliott é descoberto por um médico sem escrúpulos que quer usar o bichão com propósitos medicinais. Pela primeira vez em DVD, o animado chega com muitos extras e trilha sonora memorável, incluisive Candle on the Water, indicada ao Oscar 1997 de Melhor Canção.
Uma Família da Pesada - 8a. temporada (R$ 79,90, Fox) - chega ao DVD mais uma temporada da hilária família Griffin. Perter, Lois, Chris, Brian e o bebê Stewie. A confusão já começa logo no primeiro episódio, Love Blactually, quando Brian começa a sair com Carolyn, que o convida para ir à sua casa. Porém, Stewie o interrompe e previne sobre o mal de apressar o relacionamento. Brian concorda e em apenas três semanas resolve que chegou o momento de consumar a relação. No entanto, ao chegar ao apartamento de Carolyn, ele a encontra na cama com Cleveland. Julgando que Brian não queria mais estar ao seu lado por conta do seu afastamento, Carolyn pensou que ele não tinha mais interesse por ela. Mas Brian está disposto a reverter a situação.
(shirley paradizo)
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Fantasmas natalinos e novo pôster
A Disney divulgou por esses dias novo pôster de Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol), com ênfase no protagonista. Baseado no clássico conto de Charles Dickens, o filme tem direção de Robert Zemeckis e foi realizado na tecnologia de captura de movimentos - a mesma que o diretor usou em O Expresso Polar e A Lenda de Beowulf. Muppets em novo filme
Esta não é tão nova, mas vale registrar aqui. Durante a D23 Expo, que ocorreu entre em setembro, o presidente do Disney Studios Dick Cook anunciou oficialmente que os bonecos Muppets vão protagonizar, em breve, um novo filme. Batizado de The Cheapest Muppet Movie Ever Made, o longa-metragem dirigido por Jason Segel terá como foco o personagem Gonzo. Na história, ele tenta dirigir um filme em Hollywood e acaba rapidamente estourando o seu orçamento do projeto. A guerra nas estrelas continnua
De acordo com o site Omelete, George Lucas e Dave Filoni, produtor executivo e diretor da série de televisão Star Wars: The Clone Wars, já estão discutindo a segunda temporada da série animada. Ambientada entre os Episódios II e III da saga cinematográfica, o desenho acompanha a exaustiva batalha dos Jedis pela paz na galáxia. Sem fim em vista, a guerra começa a cobrar seu preço. Star Wars: The Clone Wars - Rise of the Bounty Hunters terá 22 episódios, com um especial de estreia de uma hora de duração, que será exibido nos EUA em 2 de outubro.
Destaques da semana (de 28.09 a 05.10)
Literatura: Charlie e Lola
Há 10 anos, a inglesa Lauren Child estreava nas livrarias com as histórias da adorável menina de 7 anos, Clarice Bean (aqui publicado pela Editora Ática). Tempos depois, a escritora e artista plástica ganhou o mundo com as histórias dos irmãos Charlie e Lola, que ficaram ainda mais conhecidos depois de virarem animação de TV. E se transformaram, também, em versão para os palcos. Não é preciso ficar muito tempo diante dos personagens de Lauren para entender o sucesso. Eles "falam" com o leitor.* entrevista realizada por cristiane rogerio e publicada originalmente no site da revista crescer
domingo, 27 de setembro de 2009
Mais um selinho...
Por esses dias, o Mundo Animado recebeu mais selinho. O mimo veio do amigo J. Júnior, do Anexo Secreto, um endereço bem bacana para os fãs de cinema e entretenimento. Muito obrigada pela lembrança! Como de praxe, o selinho vem acompanhado de alugmas regrinhas. Aqui vão elas:sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Animando o dia
Os fãs de animação não podem perder mais um episódio de Animania, hoje, a partir das 19h30, na TV Cultura. No programa, o esperto garoto Zeca 2D desconfia que o Saci Pererê está à solto no estúdio. Seu companheiro de aventuras, o ratinho Seth, decide investigar o caso e caçar o personagem. Via web, eles passeiam por vários filmes animados com o pestinha, como Caçadores de Saci, de Sofia Frederico; Super-tição, de Still; Saci, de Dedé e Leleu; e Duelo de Sacis, de Paulo Munhoz. Ainda nesta edição, Zeca recebe o animador Humberto Avelar, que mostra como um Saci animado anda. Ele também apresenta seu curta-metragem O Saci, da série Juro que Vi, da Multirio. Cinema: Pequenos invasores
Divertir as crianças, sem esquecer dos adolescentes e nem menosprezar os adultos. Esta é a fórmula de sucesso utilizada no filme Pequenos Ivasores, uma simpática aventura infanto-juvenil com um bem-vindo sabor de bolinho de chuva com canela. Sem pretensões e totalmente descompromissado, o filme fala de uma família que vai passar o feriado de 4 de julho em uma casa no interior. O lugar, uma bela mansão à beira de um lago, faz a alegria dos adultos à procura de descanso e pescaria, e o desespero das crianças e adolescentes, que prefeririam algo mais agitado ou “conectado”.A confusão começa quando o sótão da casa é invadido por quatro pequenos alienígenas que ameaçam dominar a Terra. A partir daí, os universos se dividem: no andar de cima, os menores tentam salvar o planeta, sem que os maiores do andar de baixo sequer se deem conta da situação. Uma interessante analogia sobre o mundo da realidade e o da imaginação.
Mesmo sem ser genial, o filme consegue um bom equilíbrio entre comédia e aventura, satisfazendo o senso de humor de grandes e pequenos. Desde citações sobre “a péssima música dos anos 80 que derreteu os cérebros dos adultos”, até um telefone que as crianças não sabem usar porque é de disco, e não de teclas, a produção traz momentos de um humor leve, inspirado e até certo ponto um pouco ingênuo. Como, por exemplo, salvar a Terra dos alienígenas em pleno feriado de 4 de julho, brincando com Independence Day.
Talvez tenha sido justamente esta saudável ingenuidade que tenha transformado o filme num fracasso no mercado norte-americano, onde faturou praticamente a metade do seu custo de US$ 54 milhões. Sem problemas. Sempre haverá o lançamento em DVD... e bolinhos de chuva com canela.
Smurfs agora nos cinemas
O primeiro cartaz oficial da adaptação de Smurfs para as telonas caiu na internet. Misto de animação e live-action, com lançamento 3D e convencional, o filme com roteiro de David Stem e David Weiss (a mesma dupla que assina Shrek 2 e 3) e direção de Raja Gosnell (de Scooby Doo 1 e 2) vai contar a origem dos gnomos azuis e do mago Gargamel, bem como sua obsessão com a Sopa dos Smurfs e os segredos de seu castelo. À procura por dois atores para viver os irmãos Sophie e Sam, que fazem parte do elenco real, ainda está em andamento. Sophie será uma garota com bastante imaginação e rejeitada por outras crianças, e Sam passa por uma fase difícil e fica trancado no quarto jogando videogame. O roteiro deve ainda mostrar os pequenos Smurfs chegando ao mundo real e encontrando esses personagens. dirige. Herói infernal vai retornar às telinhas
A série animada Spawn, baseada nos quadrinhos de mesmo nome, vai voltar a ser produzida em 2010, mais de dez anos após seu cancelamento. Todd McFarlane, o criador do personagem infernal, vem fazendo de tudo para expandir seus horizontes quando se trata de direção nos cinema e na televisão. Enquanto se concentra na sua próxima produção cinematográfica, uma versão sombria de O Mágico de Oz, McFarlane investe no roteiro da nova animação do herói. De acordo com o site americano da MTV, o soldado do inferno deve retornar às telinhas em 2010.



