segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Jack Sparrow em nova aventura

O astro Johnny Depp volta a encarnar Jack Sparrow em Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean - On Stranger Tides, EUA, 2011). O quarto filme da série que acompanha as aventuras do pirata ganhou o primeiro trailer. Nesta nova história, Sparrow encontra uma mulher de seu passado, Angélica (Penélope Cruz) que terá exibições em 3D. Nesta nova história, Sparrow reencontra uma jovem de seu passado, Angélica (Penelope Cruz). Quando ela o obriga a entrar no Queen Anne's Revenge, o navio do pirata Barba Negra (Ian McShane), ele se vê em uma aventura em busca da Fonte da Juventude.

Com direção de Rob Marsall (de Nine) e filmado em tecnologia 3D, o filme tam ainda no elenco Stephen Graham (Scram, pirata ajudante de Sparrow), Sam Claflin (o missionário Philip), Astrid Bergès-Frisbey, Gemma Ward e Max Irons. O primeiro longa da série teve sua trama baseado no livro
On Stranger Tides, de Tim Powers, sendo adaptado para as telas por Terry Rossio e Ted Elliot.

Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas tem estreia prevista para 20 de maio de 2011. Confira o trailer abaixo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Literatura: Dragões de Éter

"E um lobo lhe devorou a avó". Com esta frase, o escritor brasiliero Raphael Draccon inicia sua narrativa em Dragões de Éter (Editora Leya Brasil). A promessa de com um muito fantasioso repleto de aventura, ação e seres fantásticos caiu por água abaixo nas primeiras 20 a 30 páginas. Confesso que nesse início de leitura me decepcionei um pouco e pensei várias vezes em largar o livro em algum canto da minha estante. Para mim, o enredo soava lento e tudo demorava demais para acontecer.

E ainda havia as idas e voltas na trama, para frente e para trás, o que estava me incomodando bastante. E ainda pesava o fato de que muitos haviam chamando Draccon de "inovador". Como assim? Afinal, a DreamWorks, anos-luz antes de Draccon, já havia estourado nos cinemas com sua animação Shrek. Mas, como não sou de desistir facilmente do que começo, segui em frente.

E eis que fui fisgada e tive que admitir que a trama de Draccon não tem tantas semelhanças com a do ogro verde - a não ser o fato de ambas darem versões modernas aos contos de fadas ao reunirem seus persongens para contar uma nova história. Logo estava devorando uma página atrás da outra, divertindo-me com essa nova releitura dos clássicos contos de fadas. E lá estavam Lobo Mau, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Capitão James Gancho, Branca de Neve, o Príncipe Encantado... Todos vivendo em um único lugar.

Dessa vez, longe dos domínios de Shrek, mas em um lugar chamado Nova Ether. Lá "existem Reis com erres maiúsculos, príncipes e princesas em busca da perfeição, lobos famintos, piratas com suas próprias leis... E existe magia", conta Dracco em seu livro. E também as fadas. Elas tinham a missão de proteger e testar os humanos com provas que mostravam sua bondade, bravura e honestidade. Mas muitos humanos se mostraram fracos de caráter e até mesmo as fadas sucumbiram às tentações e surgiu a magia negra, nasceram então as bruxas. E com as bruxas as guerras, e com as guerras os caçadores de bruxas.

Aos poucos, o autor vai apresentando seu mundo e seus habitantes, mesclando figuras de mitologia com contos de fada e um toque de realidade. Conflitos, alianças, promessas, perseguições, amores e humor fazem parte da saga que narra a história de Arzallum, o maior reino de todos e do qual, atualmente, tem como Rei Primo Branford. Por 20 anos, ele e sua mulher Terra mantêm a paz e suas atitudes benévolas os fazem admirados por todos, sejam burgueses ou plebeus. Entretanto, coisas continuam a acontecer sem que o Rei perceba o perigo iminente: crianças são presas por bruxas, avós devoradas por lobos e piratas tocam o terror. Sem que se dê conta que o sombrio destino de sua família já estava traçado há tempos.

E, definitivamente, Dragões de Éter não é nenhum Shrek, mas tem seus méritos. A história é bem construída e apresentada de maneira cativante e convincente. Os personagens são verossímeis e muitas pessoas podem se identificar com eles, sendo completamente capazes de causar interesse, curiosidade, tristeza, alegria... O leitor também vai se surpreender ao reconhecer seus heróis de infância neste novo mundo, em que Branca de Neve tem conexões com Robin Hood – embora não da mesma forma que João e Maria se relacionam com Chapeuzinho Vermelho. Vai descobrir ainda que Gancho tem um filho, muito mais cruel que o pai.

Draccon traz esses personagens conhecidos do nosso imaginário mais próximo dos dias atuais, da realidade. E aí reside seu grande pecado. Ele parece que, às vezes, está muito preso ao nosso mundo e resiste um pouco em entrar a fundo em seu universo fantástico, em extropolar a fronteira do real e do imaginário. Senti também falta de grandes batalhas e aventuras - talvez aconteçam nos próximos volumes da trilogia, Corações de Neve e Círculos de Chuva.

No geral, o livro me agradou bastante e recomendo a todos os fãs de literatura fantástica. Tem leitura fluida, fácil de acompanhar e até me causou certa dependência - não consegui parar de ler até chegar à ultima página. E aqui vai uma advertência: Dragões de Éter - Caçadores de Bruxa causa insônia, dor nas costas (dependendo do sofá ou da posição em que você permaneceu durante a leitura) e vista embaçada ao amanhecer.

Cinema: As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada

Os fãs já sabem: quem cresce, não pode voltar a Nárnia, o reino mágico cujas portas somente são franqueadas aos garotos e garotas que mantêm acesa a chama da fantasia. Os irmãos maiores Pedro e Susana, presentes nos dois primeiros filmes, já “passaram a bola” para os caçulas Edmundo e Lúcia. São eles agora os responsáveis pelo terceiro episódio da cinessérie As Crônicas de Nárnia, batizado como A Viagem do Peregrino da Alvorada. Na verdade, um terceiro e importante elemento será incorporado a esta nova aventura: o primo pentelho Eustáquio (o ótimo Will Pouter), que junto com Edmundo e Lúcia é tragado para Nárnia por meio de um quadro na parede.

Os três caem no reino mágico bem ao lado do barco do Príncipe Cáspian, que não consegue entender o motivo de tão inesperada visita: afinal, reina a paz em Nárnia, e a presença dos reis Eduardo e Lúcia parece totalmente desnecessária. Parece. Logo nossos aventureiros navegadores vão perceber que a tão sonhada Paz não é tão fácil assim de se manter, já que eles terão de percorrer os traiçoeiros caminhos de cinco misteriosas ilhas para encontrar as espadas encantadas dos sete Lordes de Telmar. Não é mole, não. Este novo filme se baseia no terceiro livro de um total de sete da saga de C.S. Lewis, publicada pela primeira vez entre 1950 e 1956.

Originalmente publicado em 1952, A Viagem do Peregrino da Alvorada se passa três anos depois do livro anterior, Príncipe Cáspian. Desta vez o diretor não é mais Andrew Adamson, como nos dois primeiros episódios, mas o premiado inglês Michael Apted, o mesmo de 007 - O Mundo Não É o Bastante, Nas Montanhas dos Gorilas e O Destino Mudou sua Vida, para citar alguns exemplos. Adamson assina agora como produtor. Novamente aqui se percebem os elementos da cultura católica-cristã que permeiam a obra de Lewis.

São bem claras as questões da tentação, dos pecados capitais que assombram os protagonistas (como o Orgulho e a Ira de Edmundo, que quer ser Rei, e a Vaidade de Lúcia, que deseja ser tão bonita quanto a irmã) e, principalmente, da forte presença de Aslam como um deus todo poderoso, onipresente e onisciente, senhor de um reino do qual não se poderá retornar, uma vez visitado. Felizmente, nada no filme é colocado de forma catequética.

Como aventura, A Viagem do Peregrino da Alvorada cumpre o que promete. A direção de Apted imprime um bom ritmo de ação, sem escorregar na tentação fácil de transformar o filme num videogame, ao mesmo tempo em que elabora com níveis satisfatórios de tensão e mistério os ingredientes mágicos e místicos indispensáveis ao gênero. Tudo temperado com o delicioso senso de humor irônico e sarcástico típico dos britânicos. Para os olhos mais atentos, algumas cenas podem parecer excessivamente digitais, mas nada que uma boa dose de fantasia não releve.

A Viagem do Peregrino da Alvorada ainda resolve, com muita competência, o problema da “passagem de bastão” dos protagonistas. Explicando: como no próximo filme será Eustáquio o personagem a comandar a ação, e não mais Edmundo e Lúcia, o roteiro deste terceiro capítulo tinha a importante missão de apresentar aos fãs o nascimento deste novo “herói”, com carisma e credibilidade suficientes para que a saga pudesse continuar sem sobressaltos. E conseguiu. O arco dramático de Eustáquio é dos mais convincentes, e sua “transformação” (no caso, até literalmente) já o credencia a assumir a continuidade da franquia.

A lamentar apenas, e mais uma vez, o fato do sistema 3D ser usado aqui somente de forma mercadológica e publicitária: praticamente não existem cenas neste A Viagem do Peregrino da Alvorada que justifiquem o preço cobrado pelo ingresso 3D. Que, além de tudo, rouba luz e cores da bela fotografia do filme. Deveria existir algo no código de defesa do consumidor que proibisse esse tipo de manobra. Será que não existe? Uma curiosidade final: mesmo na era digital, a cenografia, digamos, “braçal”, ainda é insuperável. O belíssimo navio Peregrino da Alvorada, que dá título ao filme, foi efetivamente construído. Ele tem 43 metros de comprimento, pesa 125 toneladas, e é desmontável em mais de 50 partes, para que pudesse ser utilizado tanto em locações como em estúdio. Sim, ainda existem pregos e martelos em Hollywood.

celso sabadin*

* O multimídia - e querido amigo - Celso Sabadin é autor do livro autor do livro Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo e jornalista especializado em crítica cinematográfica desde 1980. Atualmente, dirige o Planeta Tela (um espaço cultural que promove cursos, palestras e mostras de cinema) e é crítico de cinema da TV Gazeta e da rádio Bandeirantes.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Gulliver nos cinemas em versão contemporânea

Recentemente, saiu para apreciação o trailer do filme As Viagens de Gulliver, estrelado por Jack Black (de Kung Fu Panda e Rebobine, Por Favor), Emily Blunt (de O Lobisomen) e Jason Segel (de Meu Malvado Favorito e Eu Te Amo, Cara). O longa dirigido por Rob Letterman (de O Espanta Tubarões) traz uma versão cômica do clássico do irlandês Jonathan Swift (1667-1745). Publicado originalmente em 1726, o livro conta as fantásticas aventuras de Lemuel Gulliver, um cirurgião naval que faz as vezes de curioso, observador, repórter e, frequentemente, vítima das circunstâncias nas terras as mais estranhas.

Em uma de suas viagens, ele se vê na ilha Liliput, onde se depara com minúsculas pessoas e torna-se um gigante em relação aos habitantes locais. Lá, é preso pelos pequeninos, mas consegue escapar. Já em Brobdingnag, o contrário acontece: ele é um ser minúsculo perto dos nativos gigantes. A ilha de Laputa é o cenário da sua terceira viagem: os habitantes ocupam-se em complôs e conspirações enquanto o país esvai-se em ruínas. Finalmente, ele encontra os Houyhnhnms, cavalos que governam o próprio país, e também os yahoos, seres bestiais que lembram os humanos. Com esse delicioso e divertido romance, Jonathan critica e satiriza não somente a sociedade dos homens, mas a própria natureza humana.

No filme, uma versão bem contemporânea da obra, Black vive o escritor fracassado Lemuel Gulliver, que naufraga no Triângulo das Bermudas, na ilha de Liliput, habitada pelos seres diminutos. Emily faz uma princesa de Lilliput e Segel, o melhor (e menor) amigo do viajante, Horatio. Bem, não sei se gostei dessa versão da história, voltada para a comédia. As filmagens aconteceram em Oxford, na Inglaterra, a partir de um roteiro de Joe Stillman (de Shrek 2) e Nicholas Stoller (de Get Him to the Greek). Não sei dizer se gostei dessa versão da história. Nada contra Black, mas ainda não consegui digerir o fato de o astro encarnar Gulliver. Na minha imaginação, ele seria uma pessoa bem diferente. Só vendo o filme para realmente afirmar o que estou dizendo e, para isso, terei de esperar até o próximo ano.

As Viagens de Gulliver estreia em 3D em 22 de dezembro nos EUA e em 14 de janeiro no Brasil. Confira o trailer abaixo.

Estreias: TV Rá Tim Bum

Este mês a grade de programação da TV Rá Tim Bum está recheada de estreias e boas animações. Além de ter lançado no dia 4, o desenho Nilba e os Desastronautas, o canal dá um presentão para as crianças com a exibição dos filmes Garoto Cósmico e A Ilha do Terrível Rapaterra, em 24, 25 e 31. E as peças Com o Rei na Barriga e Melancia e Coco Verde prometem diversão no dia de Natal.

Nilba e os Destronautas (desde o dia 4, sábados e domingos, 9h45, 14h20, 19h10) - um garoto de 8 anos e sua tripulação da nave S.S. Geniwald sofrem um acidente num pequeno e remoto ponto das galáxias: a Lua Ervilha, um minúsculo astro celeste. Para conseguir voltar à Terra, os tripulantes terão que confiar nas inadequadas estratégias traçadas pelo inexperiente e alienado chefe. É que Nilton Bawsk, o Nilba, muda de ideia a cada novo comercial. Ele jamais terminou um game, nunca chegou ao final de uma história em quadrinhos e em geral perde o interesse antes que o filme acabe. O desenho se desenrola dentro de desafios malucos ilógicos, sempre com muito humor. Uma produção da 44TOONS, a série é voltada para crianças de 6 a 8 anos.

Garoto Cósmico (no bloco Cine Rá Tim Bum, dias 24, 25 e 31) - conta a história de três crianças, Cósmico, Luna e Maninho, que vivem em um mundo futurista onde as vidas são inteiramente programadas. Certa noite, eles se perdem no espaço enquanto buscam obter mais pontos para ganhar um bônus na escola. É aí que eles descobrem um universo infinito, esquecido num pequeno circo, onde vivem novas experiências. Dirigido por Ale Abreu, o longa conta com as vozes de artistas como Raul Cortez, Vanessa da Mata, Wellington Nogueira, Belchior, Arnaldo Antunes, Márcio Seixas, Sérgio Rufino, Adriana Capparelli e Eduardo Leão. A produção foi exibida em festivais e mostras para as mais diferentes plateias em diversos países, entre eles Índia e Venezuela. Em 2008, o filme foi lançado em DVD e a história, transformada em livro.

A Ilha do Terrível Rapaterra (no bloco Cine Rá Tim Bum, dias 24, 25 e 31) - traz as artimanhas de um conhecido ladrão de terras, que costuma devastar a mata e poluir os mares: o personagem Rapaterra. Decidido a roubar os terrenos do litoral, únicos que ainda não possui, ele sequestra Dona Tude, uma mulher misteriosa e a maior contadora de histórias do mundo. É quando um grupo de crianças decide se unir para salvá-la e evitar a destruição do local. Dirigido por Ariane Porto, o elenco é formado por Lima Duarte, Tadeu Mello, Arlete Salles, Augusto Pompeu, Carolina Rocha, Chrystopher Lion, Lili Fialho, Bárbara Vargas, William Tupã Macena e Marcelo Werá Macena.

Com o Rei na Barriga (bloco Teatro Rá Tim Bum, dia 25, 12h) - na peça,
o público infantil confere duas tramas simultâneas, inspiradas em histórias populares de vários países. Em uma delas, o rei pretende transformar um convento em seu castelo de verão e propõe um debate público. Representante do clero, o monge jardineiro decide o destino do lugarejo em um interessante e divertido confronto sem palavras com um ministro do rei. A outra narrativa, uma adaptação do conto árabe A Moça Inteligente, mostra um príncipe que não quer se casar. Como seu pai insiste na ideia, o rapaz cria um desafio para selecionar uma noiva de nível intelectual semelhante ao seu — e só uma esperta jovem camponesa aceita entrar no jogo de charadas. A direção é de Bete Rodrigues (da nova versão de Vila Sésamo).

Melancia e Coco Verde (bloco Teatro Rá Tim Bum, dia 25, 21h) - Bia, Ana Clara, Rafael e Vladimir são quatro amigos que compartilham juntos o dia-a-dia da escola, os sonhos, as brincadeiras e as responsabilidades do início da vida escolar. Rafa e Vlad são grandes companheiros e adoram uma partida de futebol. Mas quem gosta de jogar com eles também é Ana Clara. Enquanto Vlad provoca Bia, Rafa cutuca Ana Clara, que tem uma amiga boneca, a Stephany. E Bia tem um diário como seu grande aliado, só que seu sumiço misterioso vai transformar a história numa grande aventura. A direção é de Bete Rodrigues.

Grade de programação
Dia 24 (sexta)

Garoto Cósmico – às 20h
A Ilha do terrível Rapaterra – às 22h

Dia 25 (sábado)
Garoto Cósmico – às 10h
Com o Rei na Barriga – às 12h
A Ilha do Terrível Rapaterra – às 16h10
Melancia e Coco Verde – às 21h

Dia 31 (sexta)
A Ilha do Terrível Rapaterra – às 20h
Garoto Cósmico – às 22h

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

De quem é o panda?

A DreamWorks Animation anda travando uma batalha judicial daquelas por causa de Kung Fu Panda. O roteirista, produtor, professor e filósofo Terence Dunn, como ele mesmo se descreve, segundo o Hollywood Reporter, abriu o processo em junho contra o estúdio, alegando que ofereceu a história de um "urso panda lutador de kung fu" a executivos da empresa em uma série de telefonemas que aconteceram em novembro de 2001. Segundo ele, os executivos do estúdio lhe informaram que teriam desistido do projeto. Mas eis que meses depois, para sua surpresa, o filme foi anunciado.

Dunn já venceu o primeiro round dessa luta. E a situação para o lado da DreamWorks, que, se receber o nocaute, poderá ter um prejuízo e tanto quando a vítima exigir o que alega ser seu por direito - lê-se dinheiro! Só nos cinemas, o filme arrecadou US$ 632 milhões no mundo todo - e a continuação está batendo às portas com a promessa de boas bilheterias. O próximo lance acontece em janeiro, quando Lance Young e Michael Lachance, os executivos que supostamente estavam em contato com Dunn em 2001, prestarão depoimento.

Annie Awards anuncia indicados

A Sociedade Internacional de Filmes de Animação (Annie) anunciou a lista de indicados para a 38ª edição do prêmio. O Annie Awards é uma espécie de Oscar das animações e premia os melhores desenhos do mundo. Como Treinar o Seu Dragão, da DreamWorks, liderou as indicações, com nada menos que 15 no total. Com isso, o filme inspirado em livro de Cressida Cowell deixa até mesmo o badalada e favorito ao prêmio principal Toy Story 3 comendo poeira. O animado da Pixar/Disney concorre somente em 3 categorias.

Outros filmes da DreamWorks Animation, como Megamente e Shrek para Sempre, também tiveram ótimo desempenho, com seis e cinco indicações, respectivamente. Os vencedores serão revelados em 5 de fevereiro. Confira os indicados nas principais categorias abaixo. A lista completa você pode conferir no site oficial do evento.

Melhor Longa-Metragem de Animação
Meu Malvado Favorito
Como Treinar o Seu Dragão
Enrolados
O Mágico
Toy Story 3

Melhor Filme Curta em Animação
Coyote Falls
Day & Night
Enrique Wrecks the World
The Cow Who Wanted To Be A Hamburger
The Renter

Melhor Animação em TV
Futurama
Kung Fu Panda Holiday
Scared Shrekless
Star Wars: The Clone Wars "Arc Troopers"
The Simpsons

Melhor Animação Infantil
Adventure Time - Cartoon Network Studios
Cloudbread – GIMC
Fanboy & Chum Chum - Nickelodeon, Frederator
Regular Show - Cartoon Network Studios
SpongeBob SquarePants – Nickelodeon

Melhor animação para videogame
Heavy Rain
Kirby's Epic Yarn
Limbo
Shank

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

In memoriam: Palle Huld

E mais um astro das telas se vai. Depois do comediante Leslie Nielsen (de Corra que a Polícia Vem Aí), do grande cineasta italiano Mario Monicelli (de O Incrível Exército de Brancaleone) e do competente diretor Irvin Kershner (de Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca), morreu no último dia 26 de novembro o ator Palle Huld. O dinamarquês foi membro da companhia de teatro real da Dinamarca e apareceu em 40 filmes do país, entre 1933 e 2000. Sua fama, entretanto, vem bem antes da sua carreira de ator. Em 1928, ele ganhou uma competição organizada por um jornal para escolher um adolescente para ser repórter e viajar pelo mundo. Com 15 anos, Huld viajou por 44 dias pelos EUA, Japão, Sibéria e Alemanha. A história o tornou famoso e ele foi recebido por 22 mil pessoas no seu retorno à Dinamarca.

Georges Prosper Remi (1907-1983), mais conhecido pelo nome Hergé, ouviu a história do adolescente e achou-a tão interessante a ponto de se inspirar nela e criar os primeiros quadrinhos de Tintim, em 1929 (pela foto dá para ver que personagem e inspiração são bem parecidos!). A história do repórter aventureiro e seu fiel companheiro Milu, um cachorro muito sabido, foi publicada no Le Petit Vingtième, um suplemento do jornal Le Vingtième Siècle destinado aos jovens. Não demorou para os personagens ganharem revista própria de grande tiragem (Le Journal de Tintin), versões animadas, teatrais e em breve uma adaptação para o cinema.

As Aventuras de Tintim (como é conhecida por aqui) é uma das HQs européias mais populares do século 20, sendo traduzidas para mais de 50 línguas e tendo mais de 200 milhões de cópias vendidas. Confira o trailer da animação abaixo.

Literatura: Bravo! Retrato do Artista - Cinema

Já está à venda o livro BRAVO! Retrato do Artista - Cinema, do qual tive a honra de participar. Além de ter trabalhado com pessoas que gosto muito e que admiro profissionalmente ainda mais (Antonio Albino, Fernanda Santos, Malu Persichetti, Ana Fassone, Claudia Giudice e João Gabriel de Lima), o livrão-imagem trata de um tema pelo qual tenho enorme paixão (além das minhas adoradas animações): o cinema e seus grandes ídolos, de ontem, de hoje e de sempre. Foi um trabalho árduo, com duração de quase 4 meses, entre pesquisas de imagens, ajuste de projeto, textos (meus!!!), diagramação... Mas valeu cada noite sem dormir e cada minuto gasto para realizá-lo! Gente, parabéns a todos. Ficou lindo!

Sinopse: Em tempos de cultura pop, astros de cinema deixaram de ser apenas ícones de suas épocas. Reproduzidas exaustivamente em diferentes mídias – as telas dos multiplexes, os home theaters, o YouTube – suas imagens se tornaram emblemas de comportamentos extremamente atuais. Holly Golightly, vivida por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, se tornou muito mais do que a alpinista social da novela algo moralista de Truman Capote. Sua preocupação em estar sempre bem vestida antecipou a atitude dos que vivem no mundo fashion, de quem hoje ela é uma espécie de padroeira. Dessa forma, o segundo livro BRAVO! – O Retrato do Artista mostra os atores que melhor encarnaram personagens que transcenderam épocas. A ideia é que cada imagem capte um momento decisivo da carreira do astro e resuma a paixão de uma era – com legendas que nos mostram o que cada fotograma ainda tem a nos dizer nos dias de hoje.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Oscar: 10 curtas animados na disputa por vagas

Depois de divulgar a lista dos canditados inscritos para concorrerem ao Oscar de melhor curta-metragem de animação, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os dez filmes que se classificaram como finalistas para o prêmio. Entre eles estão Dia & Noite, da Pixar, Coyote Falls, que traz os personagens Coiote e Papa-Léguas, e The Cow Who Wanted to Be a Hamburger, de Bill Plympton, animador que dirigiu o longa Idiots and Angels.

A lista traz ainda curtas de outros países, como The Gruffalo, da Grã-Bretanha; The Lost Thing, da Austrália; Madagascar, Carnet de Voyage, da França; e Urs, da Alemanha. Os dez curtas foram escolhidos em meio a 33 filmes elegíveis. No dia 25 de janeiro, quando for divulgada a lista de indicações ao Oscar, restarão somente de três a cinco curtas. A cerimônia de entrega dos prêmios acontece em 27 de fevereiro, com apresentação de James Franco e Anne Hathaway. Confira abaixo.

- The Cow Who Wanted to Be a Hamburger, de Bill Plympton (Bill Plympton Studio)
- Coyote Falls, de Matthew O’Callaghan e Sam Register (Warner Bros. Animation Inc.)
- DIa & Noite, de Teddy Newton (Pixar Animation Studios) (foto acima)
- The Gruffalo, de Jakob Schuh e Max Lang (Magic Light Pictures)
- Let's Pollute, de Geefwee Boedoe (Geefwee Boedoe)]
- The Lost Thing, de Shaun Tan e Andrew Ruhemann (Passion Pictures Australia)
- Madagascar, Carnet de Voyage, de Bastien Dubois (Sacrebleu Productions)
- Sensology, de Michel Gagne (GAGNE International LLC)
- The Silence Beneath the Bark, de Joanna Lurie (Lardux Films)
- Urs, de Moritz Mayerhofer (Filmakademie Baden-Wuerttemberg)

Rio na cidade luz

O diretor brasileiro Carlos Saldanha (de A Era do Gelo 2 e 3) apresentou nesta semana em Paris as primeiras cenas de sua nova produção, Rio, no qual troca os cenários e personagens da era glacial pela ensolarada praia de Copacabana e seus pássaros exóticos adeptos do samba. Coproduzido pela Fox, a animação conta a história de Blu, uma arara azul mimada que não sabe voar e vem ao Brasil para conhecer seu país natal e a vida fora da gaiola, ajudado por Perla, a última fêmea de sua espécie.

Antes de exibir as primeiras imagens de sua animação em um cinema da capital francesa, Saldanha explicou que o projeto ficou parado quase três anos. "Depois de filmes em que só se falou de gelo, estava ansioso por voltar aos trópicos, criar algo a respeito de meu país, o Brasil, e minha cidade, o Rio, que eu deixei para ir aos Estados Unidos quando tinha 20 anos", contou. A demora tem uma explicação. O diretor primeiro precisou concluir o terceiro episódio da saga do mamute Many e sua turam antes de se dedicar à história das aves, uma de suas grandes paixões.

A trama também serviu para que ele fizesse uma espécie de denúncia ao mostrar os traficantes voadores que sequestram Blu e Perla. "Quis criar um ambiente o mais próximo possível de minha percepção da cidade: toda vez que volto ao Rio tenho a impressão de que devo redescobrir meu país", explica. Ele também teve que compartilhar o conhecimento sobre seu país com sua equipe americana. "Primeiro enchi duas malas com livros sobre o Rio, o Brasil e o Carnaval. Mas tive que explicar tudo, o tempo todo. Ao final de um ano, acabei levando seis membros da produção ao Rio".

A imersão cultural incluiu o desfile das escolas de samba no Sambódromo carioca. "Fotografamos tudo que faz essa cidade ser única, inclusive as plantas, as folhas, os insetos", recordou. Passada a fase de reconhecimento in loco, o diretor - formado pela Escola de Artes Visuais de Nova York - teve que superar vários desafios técnicos para contar sua história. "Desenvolvemos um novo programa capaz de animar um desfile de 4 mil pessoas. Sabíamos como fazer para o movimento dos cabemos, mas tivemos que aprender a fazer o mesmo com as penas".

A maior parte das imagens exibidas esta semana ainda está em estágio de desenvolvimento, com os personagens animados sobre um fundo cinza, mas três sequências completas, entre elas o sobrevoo do Rio numa asa delta, dão uma ideia do que será o resultado final do filme animado. A animação produzida por Bruce Anderson (de Horton e o Mundo dos Quem!) e Chris Jenkins (de Tá Dando Onda) contará com as vozes de Anne Hathaway (de Alice no País das Maravilhas), Rodrigo Santoro (de Eu te Amo e 300), George Lopez (de Idas e Vindas do Amor) e Jake T. Austin (da série Os Feiticeiros de Waverly Place). Já a trilha sonora, um dos elementos de maior importância do filme, contará com os talentos de Will.I.Am (do Black Eyed Peas), do rei da bossa nova Sérgio Mendes e do gênio da percussão baiana, Carlinhos Brown.

Rio tem lançamento previsto para 13 de abril de 2011.

* com fonte da afp (de anne chaon, paris)

Simpsons em nova polêmica

A família de pele amarela mais famosa do planeta se envolve novamente em uma polêmica daquelas. Os Simpsons agora atacaram, sem um pingo de piedade, a Fox News, empresa que faz parte da News Corp, dona também do canal no qual a série animada é exibida. Em abertura de um episódio recente que foi no ar nos Estados Unidos, um helicóptero da Fox News sobrevoava Springfield com o slogan "Fox News: Não somos racistas, mas somos o número 1 entre os racistas". A brincadeira, mais uma vez, atacou o ponto de vista direitista do canal de notícias, o que causou problemas internos. O âncora Bill O'Reilly, em seu programa, mostrou a imagem e comentou: "Idiotas? Acho que sim".

No episódio seguinte, o clã amarelo se vingou e, dessa vez, pegou ainda mais pesado. O helicóptero novamente apareceu em cena, mas com outro slogan "Fox News: Não aconselhável para espectadores menores de 75 anos". Os produtores da animação logo se defenderam antes que a situação ficasse ainda mais feia: "Os dois lados se beneficiam, o que é ótimo para a News Corp. Nós estamos felizes por ter esta pequena rixa com Bill O'Reilly, disse o produtor-executivo Al Jean ao jornal The New York Times.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Animação em prol dos animais

O Instituto Nina Rosa, organização independente e sem fins lucrativos que atua na valorização da vida animal (e de onde adotei minha gatinha), fará uma exibição especial na sexta-feira, dia 17 de dezembro, da animação Vegana, do cartunista brasileiro Airon Barreto, diretor do estúdio Cosmic. O ator e dublador Mauro Castro, a atriz Selma Egrei, a artista circense Gabriela Veiga e o músico Fernando Fanitelli, estes dois últimos membros da banda Teatro Mágico, participaram voluntariamente da dublagem da animação.

O argumento e o roteiro foram escritos por Nina Rosa, fundadora da ONG, Alexandra Lima G. Pinto, professora do Curso de Imagem e Som da UFSCar, e Sonia Felipe, professora de filosofia e ética da UFSC. O Instituto Nina Rosa possui outros sete filmes sobre a vida animal: Fulaninho, o Cão que Ninguém Queria, Vida de Cavalo, O Gato como Ele É, Olhar e Ver, Criando um Amigo e Não Matarás. As produções têm o objetivo de sensibilizar, educar e contribuir para que o amor permeie as consciências das pessoas e se irradie para os animais. O filme Vegana, em breve, também terá sua versão em história em quadrinhos.

Sinopse: Luka é uma adolescente de 16 anos que aprendeu com sua tia Vera o valor e o respeito por cada ser vivo. Ela movimenta a família e a escola com suas restrições à exploração animal. Ela conseguirá fazer com que até seu pai, um homem resistente a novas idéias e às mudanças de hábitos, repense alguns valores e práticas.

Serviço: Exibição especial da animação Vegana
Data: sexta-feira, dia 17 de dezembro
Horário: 19h
Local: Cine Belas Artes - sala Candido Portinari (250 lugares)

Cinema: Megamente

O que aconteceria a um super-vilão caso ele finalmente derrotasse o herói? Quando ele não tivesse mais sua nêmese para combater e se cansasse da facilidade com a qual leva terror e banditismo à população? Uma resposta bastante humorada chega esta semana com Megamente, animação 3D dirigida por Tom McGrath (responsável pela franquia Madagascar).

Sucesso de bilheteria lá fora – só nas quatro semanas desde sua estréia faturou mais de US$ 130 milhões nos EUA –, a animação conta com um elenco estelar, como Will Ferrell (de A Feiticeira), no papel de Megamente, Tina Fey (da série 30 Rock) como Rosana, e Brad Pitt (de Bastardos Inglórios) como Metro Man (na versão dublada ele é interpretado pelo ator Tiago Lacerda). Esses nomes, por si só, já explicariam o sucesso, mas a produção possui qualidades que relativizam essa hipótese.

Com um roteiro inspirado na pergunta “o que aconteceria se Lex Luthor derrotasse o Superman”, a animação conta a história de dois alienígenas enviados para a Terra ainda crianças. Enquanto a nave de um cai em uma família boa e rica, o excêntrico e azulado Megamente aterrisa em um presídio, onde aprende a ser vilão.

Após anos de combates, dos quais sempre sai perdedor, Megamente se prepara para mais uma investida contra seu rival, no dia em que a população de Mega City inaugura um museu em homenagem ao seu salvador. Como em outras situações, sequestra a repórter Rosana (considerada a namorada do herói) e cria uma armadilha para Metro Man.

Quando, inesperadamente, o plano dá certo, o criminoso passa a agir sem freios na cidade, aterrorizando a população e pilhando museus e bancos. O que ele não esperava, no entanto, é que sem um inimigo, sua vida ficaria sem propósito. Conclusão: é preciso criar um novo super-herói para combater. Embora não tivesse sido a primeira escolha para interpretar o protagonista (Ben Stiller e Robert Downey Jr. recusaram o papel), Will Ferrell consegue melhorar o personagem com sua interpretação. Mais do que sua voz, o ator consegue transmitir o seu humor nonsense que faltaria ao personagem.

Embora seja voltado para o público infantil, não faltam razões para tornar Megamente um programa familiar. Para os fãs de quadrinhos, há ainda uma diversão a mais: descobrir quando e quais são as referências que o filme faz a histórias como: X-Men, Superman, Batman, Motoqueiro Fantasma, Capitão América, Flash, Watchmen e Lanterna Verde.

Rodrigo Zavala*

* texto do amigo rodrigo zavala publicado originalmente no site cineweb, um endereço bem bacana para os amantes da sétima arte e onde você pode encontrar outras críticas das estreias da semana

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pixar em campanha para melhor filme

A campanha da Pixar Animation Studios para que Toy Story 3 conquiste o grande prêmio do Oscar 2011, na categoria de Melhor Filme, continua forte. O estúdio divulgou o pôster na qual os clássicos personagens da franquia aparecem homenageando o filme Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. E esse é só um começo. A Disney/Pixar anunciou que vai divulgar mais pôsteres com os personagens do animado associados a antigos ganhadores do prêmio de melhor filme como Amor, Sublime Amor, Silêncio dos Inocentes, Forrest Gump e Shakespeare Apaixonado.

Nunca na história da premiação um longa-metragem de animação conseguiu levar o principal e cobiçado prêmio do Oscar de Melhor Filme, mas A Bela e a Fera (1991) e UP: Altas Aventuras (2009) chegaram a ser indicados. Dirigido por Lee Unkrich (co-diretor de Toy Story 2 e Procurando Nemo), Toy Story 3 foi a primeira animação da história a conseguir bater a marca de 1 bilhão de dólares em sua bilheteria mundial. No filme, Woody e sua turma se vê em maus lençóis quando seu dono Andy parte para a faculdade e decide doar os brinquedos para uma creche.

Apesar de achar a campanha interessante, principalmente por relembrar antigos ganhadores do Oscar, não concordo com ela. É forçar demais a barra e a Pixar não precisa disso. Acho que a indicação deveria vir de uma forma natural, como aconteceu com os outros animados que conseguiram o feito. Claro que um animado levando a estatueta da categoria principal me deixaria bem feliz... Mas cada um no seu lugar e, por isso, existe a categoria Melhor Filme de Animação. E você, o que acha?