sábado, 18 de dezembro de 2010

TV Rá Tim Bum faz aniversário

A TV Rá Tim Bum completou seis anos no dia 12 de dezembro passado e comemora a data presenteando seus telespectadores mirins com o Concurso Cultural 6 anos TV Rá Tim Bum, que vai até 31 de janeiro de 2011. A iniciativa, voltada para crianças de 1 a 10 anos, vai premiar as 26 mensagens de parabéns mais criativas com um par de tênis Klin e um kit exclusivo da emissora. Além disso, as seis primeiras colocadas levam, cada uma, três bonecos da turma do Cocoricó e a oportunidade de ver o seu vídeo na telinha, durante a programação do canal.

Para participar, o pai (ou responsável) deverá preencher o formulário no site do concurso (
www.tvratimbum.com.br/concurso) e inserir o link do vídeo. A mensagem deverá ter duração de até um minuto e ter sido produzida especialmente para o Concurso Cultural, parabenizando a TV Rá Tim Bum pelo seu aniversário. Os vídeos serão julgados de acordo com critérios de criatividade e originalidade, por um comitê formado por especialistas da emissora. O resultado será divulgado em 28 de fevereiro, no próprio site do concurso. Corra que ainda dá tempo. Boa sorte!

Letras trocadas

Sabe aquelas bobagens que você recebe por mail e não lê a maioria delas? Pois é, por esses dias eu recebi esta aqui, que achei bem interessante e decidi compartilhar. Se você ainda não leu, vale a pena..

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa. Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

Agora tente ler este...

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Literatura: Meus 10 melhores livros de 2010

Como acontece em todo final de ano, as listas dos melhores disso e daquilo começam a pipocar na internet. Para entrar no clima, também fiz as minhas. A primeira delas é uma listinha dos 10 melhores livros que li em 2010. Não há uma ordem específica e inclui tanto livros infantis, infanto-juvenis como os de tema adulto. Aqui vai ela.

Firebelly: Uma Viagem ao Coração do Pensamento (J.C. Michaels, Editora Mercuryo) - Entre os tantos livros na estante da livraria, este me chamou a atenção pela sinopse. Em resumo, é sobre um sapo que sonha em viver grandes aventuras e duas jovens de famílias distintas que revelam seus dramas e angústias. É em torno desses três personagens que o autor tece, com maestria e humor, seu romance e questiona nossas escolhas, o peso da responsabilidade e o nosso lugar no mundo. Ganhador do prêmio Nautilus Book Awards 2007, o livro no ano passado ganhou um game online homônimo.

Na Garupa do Meu Tio (David Merveille, Editora Cosac Naify) - um livro-imagem infantil encantador, criativo e cheio de humor, que recomendo para todas as idades. É uma adaptação literária desse exímio ilustrador para o personagem de Meu Tio, filme do diretor Jacques Tati (1907-1982) lançado em 1958. Sem uma linha de texto sequer, Merveille transporta o leitor para o mundo criado pelo cineasta, em Paris. Todo o "percurso" é feito a bordo da bicileta do tio Hulot. O ilustrador húngaro Istvan Banyai, colaborador da revista The New Yorker e autor do também livro-imagem O Outro Lado, assina um simpático poema na quarta capa.

Cabelo Doido (Neil Gaiman, Editora Rocco) - outro livro infantil indispensável na estante de casa, principalmente para quem é fã das histórias pouco convencionais do escritor e quadrinista inglês. Novamente, Gaiman, com a ajuda do parceiro ilustrador de longa data Dave McKean, leva as crianças para um mundo surreal sem subestimar sua inteligência. Na história, uma garota encontra um homem com um cabelo enorme que esconde um universo mágico entre os fios embaraçados. Mais uma vez, tiro o chapéu para o mestre Gaiman, autor de obras imperdíveis como a série em quadrinhos Sandman, O Livro do Cemitério, Coraline, Lugar Nenhum e Stardust...

Monteiro Lobato Livro a Livro (Marisa Lajolo e João Luis Ceccantini, Editora Unesp) - Como criador do mundo mágico Sítio do Picapau Amarelo, Lobato se revela inovador e arrojado, empenhado em conferir à infância um lugar no qual, antecipando tendências, a mesma tinha papel de destaque. Essa obra vencedora do prêmio Jabuti 2009 revisita essas histórias de Lobato para discussões breves sobre linguagem, imagens, ilustrações e práticas editoriais do escritor. Apesar da linguagem mais acadêmica, vale a leitura para aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre o autor e seus livros infantis.

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Stieg Larsson, Editora Companhia das Letras) - se você gosta de uma boa trama repleta de suspense, intriga, conspiração, mistério e investigação, não pode deixar de ler esse que é o primeiro livro de uma trilogia batizada de Millennium. O escritor sueco é dono de uma narrativa poderosa, de tirar o fôlego e instigante. Daquelas que você não sossega até ler a última página. Como curiosidade, o sucesso das obras - venderam mais de 40 milhões no mundo todo - levou à produção de um longa-metragem em 2009, dirigido por Niels Arden Opley. O jornalista e ativista político, porém, não desfrutou dos merecidos créditos. Em 9 de novembro de 2004, sofreu um infarto enquanto subia as escadas de um prédio de Estocolmo onde funcionava a redação da Expo, revista que fundou e que mal conseguia sustentar. Morreu aos 50 anos, morando de aluguel e quase sem dinheiro. Havia acabado de entregar as provas do terceiro volume à editora e ia pela metade do quarto episódio. O primeiro seria publicado somente em 2007.

Uma Crença Silenciosa em Anjos (R.j. Ellory, Editora Nacional) - Comprei este por indicação da minha sobrinha de 16 anos. Tem uma trama de mistério e reviravoltas muito bem elaboradas, da qual se sabe o final logo no começo, mas não o motivo. Não concordo muito com o final/começo dado ao atormentado protagonista que vive lutando contra o pesadelo que abalou toda a sua existência. Mas é justo. Ah, e não há anjos de verdade na história...

O Nome do Vento: A Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss, Editora Sextante) - Iniciei a história sem a mínima idéia do que se tratava. Foi uma indicação do atendente da livraria Nobel, que, ao contrário de muitos pelos quais já passei, pareceu conhecedor das obras que indicava. É uma romance fantástico sobre o estalajadeiro de uma pequena cidade que relata suas aventuras e desventuras. O livro é parte de uma trilogia e só soube que seu escritor era um confesso jogador de RPG depois de terminada a leitura, quando fui atrás das datas de lançamento das continuações. Isso explica a facilidade com que ele se movimenta nesse mundo de fantasia, como se vivesse nele há séculos. Um épico que valeu cada página lida.

O Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Zafón, Editora Suma das Letras) - segundo livro publicado no Brasil do venerado escritor catalão de A Sombra do Vento. Nesta obra, ele nos transporta novamente para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, mas apresentando novas intrigas e personagens. Mais uma vez sua narrativa é impecável e de ritmo eletrizante. E mais uma vez, ele faz uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros. Zafón é um verdadeiro domador da arte de contar histórias.

Pânico na Estrada (Eoin Colfer, Editora Galera Record) - se o nome de Colfer aparece estampado na capa de um livro, eu compro e leio. Não importa se é bom ou ruim, se falaram bem ou mal - para mim, são sempre ótimas leituras e são mesmo. Sou uma grande fã de Colfer. Um dos motivos é o fato de ele ter sido o primeiro a bater de frente com Harry Potter com seu Artemis Fowl. Na época, enquanto o mundo fazia filas na porta das livrarias para adquirir o livro mais recente de J.K. Rowling, eu me deliciava com a história de do moleque ricaço, esperto e gênio do crime! Se Rowling desapareceu depois de concluir sua saga, Colfer continuou brindando a garatoda com boas histórias, como este Pânico na Estrada e Aviador, que vai ganhar uma versão para os cinemas em breve. O outro motivo é que ele me conquistou pelo "ego".

Não Contem com o Fim do Livro (Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, Editora Record) - Além de um fantástico e insupervel escritor, o autor de O Nome da Rosa é um colecionador de obras, com cerca de 50 mil volumes. Para falar sobre essa paixão, Eco se uniu ao bibliófilo, escritor e roteirista francês Carrière para discutir a importância dos livros. A obra, ao contrário do que parece, não dá uma visão apocalíptica para o livro em tempos de internet e ebooks. A dupla, na verdade, mostra como o livro atravessou a história da humanidade e como transformou culturas e civilizações, para o bem ou para o mal. E tudo por meio de um bate-papo descontraído entre a dupla, intermediado pelo jornalista Jean-Phillipe de Tonnac. Há muita história de vivência de ambas as partes, humor e "causos" de amigos idem famosos.

Outras dicas bacanas você pode encontrar no endereço de Roberto Denser. E aguarde em breve outras listas, como os dos 10 melhores longas de animação que assisti neste ano.

Cinema: O Mundo Encantado de Gigi

Uma aventura animada que conta a história de três crianças que fazem novas descobertas em um mundo repleto de fantasias e criaturas fascinantes. Trata-se de O Mundo Encantado de Gigi, que estreou ontem nas salas do país. Exibido nos cinemas japoneses em dezembro do ano passado, é a primeira produção em computação gráfica do renomado Madhouse Studios (resposnável por séries animadas como Death Note, Supernatural, Sakura Wars), produzido em parceria com a francesa Dynamo Picutres. A direção é do aclamado Rintaro (de Metropolis e Galaxy Express 999) e roteiro escrito por Tomoko Konparu (de Urusei Yatsura e Dr. Slump).

O Mundo Encantado de Gigi conta a história de uma garotinha que ganha uma roupa de pinguin de seu pai. Convencida de que pode voar, só sai de casa com a tal fantasia. As outras crianças da vizinhança dão risada de Gigi. Mas, certo dia, ela parte para uma aventura e descobre uma vila de duendes, lá no céu. As criaturinhas mágicas acreditam que Gigi foi até o mundo encantado para salvá-las do terrível Boukkha-Boo. A animação tem um roteiro simples e inocente, bem voltada para o público infantil, mas é um desenho encantador e com imagens belíssimas. Confira o trailer abaixo.

Cinema: Oceanos

Resultado de quatro anos de trabalho e de um uso exímio de novíssimas câmeras de alta definição, o documentário Oceanos, da dupla francesa de diretores Jacques Perrin e Jacques Cluzaud, revela-se uma viagem fascinante à complexidade da vida marinha do planeta, mostrando aspectos inusitados mesmo de espécies muito conhecidas, como golfinhos, baleias e pinguins. Realizadores do fascinante Migração Alada (2001), os diretores fazem pelos espécimes marinhos o mesmo que aquele trabalho fizera pelos pássaros. Ou seja, conseguem que os espectadores compartilhem o cotidiano dos animais, vivenciando os desafios e a beleza de sua existência.

Assim, é possível sentir-se ao lado dos golfinhos enquanto pulam sem parar da água, em trajetos longos pelo mar, em que disputam cardumes imensos com gaivotas e outras aves marinhas – aliás, o mergulho vertiginoso destes pássaros é um dos pontos altos do filme. Há sempre uma câmera postada, tanto dentro, quanto fora da água, para que o espectador visualize a façanha dos pássaros para conseguir sua comida. O que dá a medida da logística requerida para a realização do documentário, que explora as profundezas do mar com uma riqueza talvez nunca vista antes.

Há inúmeros espécimes exóticos de criaturas marinhas, caso do polvo Blanket Octopus – que abre uma membrana que parece um cobertor para defender-se de inimigos -, a lesma-do-mar Spanish Dancer e inúmeras águas-vivas luminosas. No caso de espécies conhecidas, como as baleias, o encanto do filme está em sua proximidade destes gigantescos animais, permitindo avaliar o tamanho de seu esforço para cruzar os mares em busca de alimento e a complexidade da relação entre mãe e filho. Da mesma forma, é assustador presenciar o encontro entre um solitário mergulhador e um enorme tubarão, que termina sem incidentes, apesar de o tubarão dar uma dentada na prancheta do pesquisador.

Sem pretender edulcorar demais a visão da vida selvagem, Oceanos mostra-se bastante realista ao focalizar o esforço cotidiano da sobrevivência e a necessidade de algumas devorarem as outras – caso dos pássaros que caçam as tartaruguinhas recém-nascidas de uma praia, das quais às vezes apenas uma consegue alcançar o mar e chegar à vida adulta. Da mesma forma, são impressionantes os ataques das orcas aos leões marinhos estacionados numa enseada.


O recado ecológico também é dado em expressivas visões da poluição marinha, da caça e pesca no mar (boa parte, material encenado, mas, mesmo assim, eloquente) e, especialmente, numa visita feita pelo diretor Perrin (que tem vasto currículo como ator, como em A Moça com a Valise e Cinema Paradiso) e seu neto a um museu de história natural que reúne esqueletos de espécies extintas. Toda a beleza reunida pelo filme revela-se, assim, como um lembrete da necessidade de que a espécie humana controle seus piores instintos e contribua mais e melhor para preservar esta magnífica diversidade que pulsa aqui bem perto de nós, na imensidão aquática da Terra.

Neusa Barbosa*

* a querida amiga neusa barbosa - que há tempos não encontro - é especialista em cinema, jornalista e pesquisadora. Atualmente edita e mantém o site cineweb, onde você pode encontrar outras estreias da semana e muita informação sobre a sétima arte

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

In memoriam: Blake Edwards [atualizado]

Blake Edwards, em uma foto tirada em 1999 (AP Foto)

E 2010 chega quase ao fim com mais uma perda insubstituível no mundo do cinema. Um dos maiores diretores de comédias de todos os tempos, Blake Edwards morreu na manhã desta quinta-feira, aos 88 anos, em sua casa. William Blake McEdwards nasceu em 26 de julho de 1922, em Tulsa, Oklahoma. Sua família se mudou para Hollywood três anos depois, e o garoto cresceu nos sets de filmagens. Edwards começou no cinema como roteirista até ser notado em clássicos como Bonequinha de Luxo (1961), com Audrey Audrey Hepburn, e Vício Maldito (1962), com Jack Lemmon.

Apesar desses trabalhos serem aclamados, Blake só ganhou notoriedade na época com a série cômica A Pantera Cor-de-Rosa. Foram cinco parcerias com o ator Peter Sellers, entre 1963 e 1978. A dupla trabalhou junta ainda em Um Convidado Bem Trapalhão, em 1968. Edwards também fez sucesso com as comédias A Corrida do Século (1965), Mulher Nota 10 (1979), S.O.B. (1981) e Vitor ou Vitória? (1982), este último estrelado por sua esposa Julie Andrews - os dois se casaram em 1968 e tiveram 5 filhos.

De uma certa forma, Blake foi o responsável pela criação do animado estrelado pelo felino rosa mais amado do planeta. Para os presentes na sala escura, os créditos iniciais eram um atrativo à parte. Todos esperavam pelo momento da abertura dos filmes de Blake para verem a pequena animação estrelada pela pantera de jeito aristocrático e aprontando das suas com o atrapalhado Inspetor Clouseau. Com o sucesso da vinheta, ela foi promovida a estrela. O episódio piloto, The Pink Phink, lançado em 1964, foi o primeiro desenho animado a ganhar um Oscar. Em 1969, ela ganhou seu próximo show na TV.

Quando não é o próprio Clouseau que está em cena aturando as maluquices nonsense da Pantera, é um sujeito muito parecido: um homenzinho narigudo, que faz vários pápeis, dependendo da história. Nos filmes, a pantera em questão é o maior diamante do mundo, que é roubado por um misterioso ladrão de jóias, fazendo com que o Inspetor viaje o mundo atrás do gatuno.

Em 2004, o diretor foi interpretado nas telonas por John Lithgow em A Vida e a Morte de Peter Sellers. Nesse mesmo ano, recebeu um Oscar honorário por sua obra, protagonizando um dos momentos mais memoráveis da história recente da Academia. Ao receber a estatueta pelas mãos do comediante Jim Carrey, Blake entra em cena com uma cadeira de rodas em alta velocidade. A cadeira perde o controle e ele sofre um acidente... Confira a cena aqui. Essa é minha pequena homenagem a um grande homem do cinema, eternizado por suas obras cinematográficas.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rango ganha trailer

Uma animação chamada Rango fez bastante barulho na rede tempos atrás. Chamou atenção por ser um projeto do diretor de Piratas do Caribe, Gore Verbinski, e por ter Johnny Depp no elenco na pele de um camaleão. Agora novidades sobre o animado começam a pipocar, inclusive a divulgação de trailer.

Com roteiro de John Logan (de O Último Samurai, O Aviador e Sweeney Todd), a trama gira em torno do camaleão vivido por Depp que enfrenta uma crise de identidade que, ao ser ver em uma cidade do Velho-Oeste infestada de bandidos, é forçado a ser um herói par protegê-la. Mas acaba enfrentando mais dificuldades do que poderia imaginar.

Além de Depp (de Piratas do Caribe e Alice no País das Maravilhas), estão no elenco Timothy Olyphant (de A Trilha), Abigail Breslin (de A Ilha da Imaginação), Bill Nighy (de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 e Força-G), Alfred Molina (de O Aprendiz de Feiticeiro, Educação e Homem-Aranha 2) e Harry Dean Stanton (de Império dos Sonhos). Rango tem estreia prevista no Brasil em 18 de março de 2011. Confira o trailer abaixo.

Supernatural em animê

Depois de ganhar uma versão em quadrinhos, a série Supernatural agora está sendo adaptada para o animê. A Warner do Japão está desenvolvendo o projeto em parceria com o estúdio japonês Madhouse, o mesmo que criou Death Note. O desenho terá uma temporada de 22 episódios e sua história, por enquanto, cobrirá as duas primeiras temporadas da original em live-action.

A ideia não é fazer um remake, mas ter também capítulos originais, que mostrarão a infância dos irmãos Winchester, personagens secundários da série original e vilões exclusivos para o animê. Eric Kripke, o criador da série, produz a adaptação. Naoya Takayama (de Liar Game) cuida dos roteiros e Takahiro Yoshimatsu (de Trigun) desenha os personagens. O lançamento acontece no Japão em DVD e Blu-ray em partes.

Na animação japonesa, Dean e Sam serão dublados por Hiroki Touchi e Yuya Uchida. Já na versão americana os próprios astros da série (Jensen Ackles e Jared Padalecki) prometem emprestar sua voz a seus personagens. O lançamento acontece no Japão em DVD e Blu-ray em partes. Os dois primeiros episódios saem num único volume em fevereiro de 2011.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Estante: Cars Toon - As Grandes Histórias do Mate

Já está à venda nas lojas de todo o Brasil o DVD Cars Toon: As Grandes Histórias do Mate. São histórias envolvendo brigas, corridas, shows de rock, apresentações de caminhão monstro e até OVNIs estrelado por Mate, o adorável e engraçado guincho de Carros. Além de dois curtas inéditos, o disco conta com uma compilação de 30 minutos, com todos os 9 curtas estrelados por Mate e muitos extras como Paths to Pixar, Studio Stories – McQueen Has No Hands, Mater Bumper-to-Bumper, Making Mater’s Tall Tales, Unmade Tales – Intro by Rob Gibbs, Cars Toons Story Reels, Cars Land Sneak Peek e Mater Private Eye Trailer.

O lançamento tem como objetivo aquecer a franquia, já que em 2011 chega aos cinemas Carros 2: Grand Prix, com estreia prevista para 24 de junho. Nele, Relâmpago McQueen e seus amigos viajam pela Ásia e pela Europa para a Corrida dos Campeões, que se passa em cinco países e envolve campeões de modalidades distintas, como a Fórmula 1 e os ralis. A competição começa com uma corrida em Tóquio, no Monte Fuji até o centro da cidade, passa por uma prova na Floresta Negra, na Alemanha, segue para uma pista na Itália nos moldes da famosa corrida de rua de Monte Carlo, em Mônaco, uma prova de 24 horas em Paris como a famosa Le Mans e finalmente chega ao clímax em Londres, perto do Palácio de Buckingham.


Enquanto isso, Mate se envolve em uma trama de mistério e espionagem ao lado de Finn McMissile. O animado leva a assinatura de Brad Lewis, produtor do filme ganhador do Oscar Ratatouille.

Simpsons é renovado até 2012

E uma boa notícia para os fãs da família de pele amarela mais famosa do planeta. O canal Fox renovou o contrato de produção de Os Simpsons por mais duas temporadas. Dessa foram, a série animada criada por Matt Groening fica no ar pelo menos até meados de 2012, quando encerra seu 23º ano em exibição e chega à marca dos 515 episódios. A conquista do feito faz com o animado entre para a lista das séries mais duradouras do horário nobre da TV americana, ficando atrás somente de Lassie (588) e Gunsmoke (635). Leia mais sobre Os Simpsons aqui e também aqui.

Globo de Ouro: Indicados ao prêmio 2011

A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA) anunciou hoje cedo (dia 14), em Beverly Hills, os indicados ao 68º Globo de Ouro, considerado o principal termômetro para o Oscar. Na categoria de Melhor animação, concorrem Toy Story 3, Como Treinar Seu Dragão, Meu Malvado Favorito, Enrolados (que disputa ainda Canção original com I See the Light) e o francês L’Illusionniste (do mesmo criador de Bicicletas de Belleville). Já a versão de Tim Burton para Alice no País das Maravilhas concorre ao prêmio de Melhor filme de comédia ou musical e Trilha sonora original.

O ator Johnny Depp, que interpretou o Chapeleiro Maluco, entra na briga como Melhor ator de musical e comédia com Alice e O Turista. As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Perigrino da Alvorada concorre somente na catergoria Canção original com There’s a Place for Us. De O ator veterano Robert De Niro, que já recebeu oito indicações ao Globo de Ouro, e levou o troféu por Touro indomável, vai recebeu o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto da obra. O comediante britânico Ricky Gervais vai comandar mais uma vez a cerimônia, que será transmitida ao vivo de Los Angeles em 16 de janeiro. Confira a lista dos indicados abaixo.

Melhor animação
Toy Story 3
Enrolados
L’Illusionniste

Melhor filme de drama
Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
O Discurso do Rei
A Rede Social

Melhor filme musical ou comédia
Burlesque
O Turista
Minhas Mães e Meus Pais
Red: Aposentados e Perigosos
Alice no País das Maravilhas

Melhor ator drama
Jesse Eisenberg (A Rede Social)
Colin Firth (The King’s Speech)
Jame Franco (127 Hours)
Ryan Gosling (Blue Valentine)
Mark Wahlberg (O Vencedor)

Melhor atriz drama
Halle Berry (Frankie and Alice)
Nicole Kidman (Rabbit Hole)
Natalie Portman (Cisne Negro)
Michelle Williams (Blue Valentine)
Jennifer Lawrence (Inverno da Alma)

Melhor direção
Darren Arronofsky (Cisne Negro)
David Fincher (A Rede Social)
Tom Hooper (The King’s Speech)
Christopher Nolan (A Origem)
David O. Russell (O Vencedor)

Melhor ator musical ou comédia
Johnny Depp (O Turista)
Johnny Depp (Alice no País das Maravilhas)
Paul Giamatti (Barney’s Version)
Jake Gyllenhaal (O Amor e Outras Drogas)
Kevin Spacey (Casino Jack)

Melhor atriz musical ou comédia
Anne Hathaway (O Amor e Outras Drogas)
Angelina Jolie (O Turista)
Annette Benning (Minhas Mães e Meu Pai)
Julianne Moore (Minhas Mães e Meu Pai)
Emma Stone (A Mentira)

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale (O Vencedor)
Andrew Garfield (A Rede Social)
Geoffrey Rush (The King’s Speech)
Jeremy Renner (Atração Perigosa)
Michael Douglas (Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme)

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams (O Vencedor)
Helena Boham Carter (The King’s Speech)
Melissa Leo (O Vencedor)
Mila Kunis (Cisne Negro)
Jacki Weaver (Animal Kingdom)

Melhor filme estrangeiro
Biutiful (México)
The Concert (França)
The Edge (Rússia)
I Am Love (Itália)
In a Better World (Dinamarca)

Melhor roteiro
Danny Boyle e Simon Beaufoy (127 Hours)
Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko (Minhas Mães e Meu Pai)
Christopher Nolan (A Origem)
David Seidler (The King’s Speech)
Aaron Sorkin (A Rede Social)

Trilha sonora original
127 Hours
The King’s Speech
Alice no País das Maravilhas
A Rede Social
A Origem

Canção original
Bound to You (Burlesque)
You Haven’t Seen the Last of Me (Burlesque)
There’s a Place for Us (As Crônicas de Narnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada)
Coming Home (Country Strong)
I See the Light (Enrolados)

Prêmio Cecil B. DeMille
Robert DeNiro

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Literatura: Alice no País das Maravilhas (em pop-up)

Ao seguir os passos de um estranho e apressado Coelho Branco, Alice cai numa toca e vai parar no País das Maravilhas. Lá, ela vive aventuras fantásticas ao lado de personagens que vão além da imaginação, como o Gato de Cheshire, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas e tantos outros. O clássico de Lewis Carroll, que virou filme em 3D neste ano, agora é recontado em versão em pop-up pelo artista americano Robert Sabuda (considerado o mestre dos pop-ups e que tem lançado no Brasil os livros Peter Pan e Dinossauros e Fadas). Esta edição inédita de Alice no País das Maravilhas (Editora Publifolha) ganhou dobraduras, figuras que saltam da páginas, abas que escondem surpresas e imagens interativas inspiradas nas ilustrações de John Tenniel. Uma obra para divertir e encantar toda a família, que não pode faltar na estante dos fãs desse clássico da literatura.

Jack Sparrow em nova aventura

O astro Johnny Depp volta a encarnar Jack Sparrow em Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean - On Stranger Tides, EUA, 2011). O quarto filme da série que acompanha as aventuras do pirata ganhou o primeiro trailer. Nesta nova história, Sparrow encontra uma mulher de seu passado, Angélica (Penélope Cruz) que terá exibições em 3D. Nesta nova história, Sparrow reencontra uma jovem de seu passado, Angélica (Penelope Cruz). Quando ela o obriga a entrar no Queen Anne's Revenge, o navio do pirata Barba Negra (Ian McShane), ele se vê em uma aventura em busca da Fonte da Juventude.

Com direção de Rob Marsall (de Nine) e filmado em tecnologia 3D, o filme tam ainda no elenco Stephen Graham (Scram, pirata ajudante de Sparrow), Sam Claflin (o missionário Philip), Astrid Bergès-Frisbey, Gemma Ward e Max Irons. O primeiro longa da série teve sua trama baseado no livro
On Stranger Tides, de Tim Powers, sendo adaptado para as telas por Terry Rossio e Ted Elliot.

Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas tem estreia prevista para 20 de maio de 2011. Confira o trailer abaixo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Literatura: Dragões de Éter

"E um lobo lhe devorou a avó". Com esta frase, o escritor brasiliero Raphael Draccon inicia sua narrativa em Dragões de Éter (Editora Leya Brasil). A promessa de com um muito fantasioso repleto de aventura, ação e seres fantásticos caiu por água abaixo nas primeiras 20 a 30 páginas. Confesso que nesse início de leitura me decepcionei um pouco e pensei várias vezes em largar o livro em algum canto da minha estante. Para mim, o enredo soava lento e tudo demorava demais para acontecer.

E ainda havia as idas e voltas na trama, para frente e para trás, o que estava me incomodando bastante. E ainda pesava o fato de que muitos haviam chamando Draccon de "inovador". Como assim? Afinal, a DreamWorks, anos-luz antes de Draccon, já havia estourado nos cinemas com sua animação Shrek. Mas, como não sou de desistir facilmente do que começo, segui em frente.

E eis que fui fisgada e tive que admitir que a trama de Draccon não tem tantas semelhanças com a do ogro verde - a não ser o fato de ambas darem versões modernas aos contos de fadas ao reunirem seus persongens para contar uma nova história. Logo estava devorando uma página atrás da outra, divertindo-me com essa nova releitura dos clássicos contos de fadas. E lá estavam Lobo Mau, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Capitão James Gancho, Branca de Neve, o Príncipe Encantado... Todos vivendo em um único lugar.

Dessa vez, longe dos domínios de Shrek, mas em um lugar chamado Nova Ether. Lá "existem Reis com erres maiúsculos, príncipes e princesas em busca da perfeição, lobos famintos, piratas com suas próprias leis... E existe magia", conta Dracco em seu livro. E também as fadas. Elas tinham a missão de proteger e testar os humanos com provas que mostravam sua bondade, bravura e honestidade. Mas muitos humanos se mostraram fracos de caráter e até mesmo as fadas sucumbiram às tentações e surgiu a magia negra, nasceram então as bruxas. E com as bruxas as guerras, e com as guerras os caçadores de bruxas.

Aos poucos, o autor vai apresentando seu mundo e seus habitantes, mesclando figuras de mitologia com contos de fada e um toque de realidade. Conflitos, alianças, promessas, perseguições, amores e humor fazem parte da saga que narra a história de Arzallum, o maior reino de todos e do qual, atualmente, tem como Rei Primo Branford. Por 20 anos, ele e sua mulher Terra mantêm a paz e suas atitudes benévolas os fazem admirados por todos, sejam burgueses ou plebeus. Entretanto, coisas continuam a acontecer sem que o Rei perceba o perigo iminente: crianças são presas por bruxas, avós devoradas por lobos e piratas tocam o terror. Sem que se dê conta que o sombrio destino de sua família já estava traçado há tempos.

E, definitivamente, Dragões de Éter não é nenhum Shrek, mas tem seus méritos. A história é bem construída e apresentada de maneira cativante e convincente. Os personagens são verossímeis e muitas pessoas podem se identificar com eles, sendo completamente capazes de causar interesse, curiosidade, tristeza, alegria... O leitor também vai se surpreender ao reconhecer seus heróis de infância neste novo mundo, em que Branca de Neve tem conexões com Robin Hood – embora não da mesma forma que João e Maria se relacionam com Chapeuzinho Vermelho. Vai descobrir ainda que Gancho tem um filho, muito mais cruel que o pai.

Draccon traz esses personagens conhecidos do nosso imaginário mais próximo dos dias atuais, da realidade. E aí reside seu grande pecado. Ele parece que, às vezes, está muito preso ao nosso mundo e resiste um pouco em entrar a fundo em seu universo fantástico, em extropolar a fronteira do real e do imaginário. Senti também falta de grandes batalhas e aventuras - talvez aconteçam nos próximos volumes da trilogia, Corações de Neve e Círculos de Chuva.

No geral, o livro me agradou bastante e recomendo a todos os fãs de literatura fantástica. Tem leitura fluida, fácil de acompanhar e até me causou certa dependência - não consegui parar de ler até chegar à ultima página. E aqui vai uma advertência: Dragões de Éter - Caçadores de Bruxa causa insônia, dor nas costas (dependendo do sofá ou da posição em que você permaneceu durante a leitura) e vista embaçada ao amanhecer.

Cinema: As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada

Os fãs já sabem: quem cresce, não pode voltar a Nárnia, o reino mágico cujas portas somente são franqueadas aos garotos e garotas que mantêm acesa a chama da fantasia. Os irmãos maiores Pedro e Susana, presentes nos dois primeiros filmes, já “passaram a bola” para os caçulas Edmundo e Lúcia. São eles agora os responsáveis pelo terceiro episódio da cinessérie As Crônicas de Nárnia, batizado como A Viagem do Peregrino da Alvorada. Na verdade, um terceiro e importante elemento será incorporado a esta nova aventura: o primo pentelho Eustáquio (o ótimo Will Pouter), que junto com Edmundo e Lúcia é tragado para Nárnia por meio de um quadro na parede.

Os três caem no reino mágico bem ao lado do barco do Príncipe Cáspian, que não consegue entender o motivo de tão inesperada visita: afinal, reina a paz em Nárnia, e a presença dos reis Eduardo e Lúcia parece totalmente desnecessária. Parece. Logo nossos aventureiros navegadores vão perceber que a tão sonhada Paz não é tão fácil assim de se manter, já que eles terão de percorrer os traiçoeiros caminhos de cinco misteriosas ilhas para encontrar as espadas encantadas dos sete Lordes de Telmar. Não é mole, não. Este novo filme se baseia no terceiro livro de um total de sete da saga de C.S. Lewis, publicada pela primeira vez entre 1950 e 1956.

Originalmente publicado em 1952, A Viagem do Peregrino da Alvorada se passa três anos depois do livro anterior, Príncipe Cáspian. Desta vez o diretor não é mais Andrew Adamson, como nos dois primeiros episódios, mas o premiado inglês Michael Apted, o mesmo de 007 - O Mundo Não É o Bastante, Nas Montanhas dos Gorilas e O Destino Mudou sua Vida, para citar alguns exemplos. Adamson assina agora como produtor. Novamente aqui se percebem os elementos da cultura católica-cristã que permeiam a obra de Lewis.

São bem claras as questões da tentação, dos pecados capitais que assombram os protagonistas (como o Orgulho e a Ira de Edmundo, que quer ser Rei, e a Vaidade de Lúcia, que deseja ser tão bonita quanto a irmã) e, principalmente, da forte presença de Aslam como um deus todo poderoso, onipresente e onisciente, senhor de um reino do qual não se poderá retornar, uma vez visitado. Felizmente, nada no filme é colocado de forma catequética.

Como aventura, A Viagem do Peregrino da Alvorada cumpre o que promete. A direção de Apted imprime um bom ritmo de ação, sem escorregar na tentação fácil de transformar o filme num videogame, ao mesmo tempo em que elabora com níveis satisfatórios de tensão e mistério os ingredientes mágicos e místicos indispensáveis ao gênero. Tudo temperado com o delicioso senso de humor irônico e sarcástico típico dos britânicos. Para os olhos mais atentos, algumas cenas podem parecer excessivamente digitais, mas nada que uma boa dose de fantasia não releve.

A Viagem do Peregrino da Alvorada ainda resolve, com muita competência, o problema da “passagem de bastão” dos protagonistas. Explicando: como no próximo filme será Eustáquio o personagem a comandar a ação, e não mais Edmundo e Lúcia, o roteiro deste terceiro capítulo tinha a importante missão de apresentar aos fãs o nascimento deste novo “herói”, com carisma e credibilidade suficientes para que a saga pudesse continuar sem sobressaltos. E conseguiu. O arco dramático de Eustáquio é dos mais convincentes, e sua “transformação” (no caso, até literalmente) já o credencia a assumir a continuidade da franquia.

A lamentar apenas, e mais uma vez, o fato do sistema 3D ser usado aqui somente de forma mercadológica e publicitária: praticamente não existem cenas neste A Viagem do Peregrino da Alvorada que justifiquem o preço cobrado pelo ingresso 3D. Que, além de tudo, rouba luz e cores da bela fotografia do filme. Deveria existir algo no código de defesa do consumidor que proibisse esse tipo de manobra. Será que não existe? Uma curiosidade final: mesmo na era digital, a cenografia, digamos, “braçal”, ainda é insuperável. O belíssimo navio Peregrino da Alvorada, que dá título ao filme, foi efetivamente construído. Ele tem 43 metros de comprimento, pesa 125 toneladas, e é desmontável em mais de 50 partes, para que pudesse ser utilizado tanto em locações como em estúdio. Sim, ainda existem pregos e martelos em Hollywood.

celso sabadin*

* O multimídia - e querido amigo - Celso Sabadin é autor do livro autor do livro Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo e jornalista especializado em crítica cinematográfica desde 1980. Atualmente, dirige o Planeta Tela (um espaço cultural que promove cursos, palestras e mostras de cinema) e é crítico de cinema da TV Gazeta e da rádio Bandeirantes.