sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cinema: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Na literatura ou no cinema, a bilionária franquia Harry Potter é um fenômeno que merece respeito, mesmo para aqueles que abominam obras de fantasia. As sete publicações e os oito filmes renderam dividendos astronômicos à sua autora, J.K. Rowling, e aos produtores de cinema envolvidos, por transcender a fronteira do infantil e alcançar todas as idades. Embora essa premissa não seja um sinônimo de qualidade, é louvável que uma série mantenha o seu público crescente por uma década.

Por esta razão, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 é considerado o blockbuster mais aguardado do ano, o que se comprova pelos ingressos esgotados antes mesmo de sua estreia e nas insuspeitas lágrimas derramadas por convidados durante a exibição para a imprensa.


A primeira parte do confronto entre Harry Potter (Daniel Radcliffe) e Lorde Voldemort (Ralph Fiennes) deixou uma série de perguntas a serem respondidas nesta produção. Como se viu ao final do filme anterior, o vilão consegue roubar a poderosa “varinha das varinhas”, uma das tais relíquias da morte, ao lado da Capa da Invisibilidade e da Pedra da Ressurreição.


Enquanto isso, Potter, ajudado por seus inseparáveis amigos Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint), tenta destruir as Horcruxes, objetos que contêm partes da alma de Voldemort. Sem encontrá-los, como é contado em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o jovem mago não conseguirá sobreviver à profecia: “Nenhum dos dois poderá viver enquanto o outro estiver vivo” (A Ordem da Fênix).


Embora as competentes cenas de ação devam ser devidamente registradas, o roteiro ampara-se na conduta dos personagens. Caráter, lealdade, fraternidade e questionamentos causados pela escolha entre o bem e o mal são as pedras fundamentais desta derradeira sequência. Mais do que matar Voldemort, a missão do protagonista tenta imprimir a solidez moral dos envolvidos.


No decorrer de uma década, os atores Radcliffe, Grint e Emma Watson mostraram uma evolução em suas habilidades dramáticas – ela, em especial – que dão vigor ao conflito que se assiste na tela. No entanto, o que realmente convence a audiência é a colaboração especial de atores consagrados do cinema e teatro inglês em toda a trajetória do herói. Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Michael Gambon, John Hurt, Gary Oldman, Kenneth Branagh, John Cleese, Imelda Staunton, Emma Thompson, Fiona Shaw, Alan Rickman, Maggie Smith, David Thewlis e Julie Walters são exemplos de quem levou credibilidade à trama.


Uma manobra muito bem-pensada pelo produtor David Heyman, que já imaginou levar aos cinemas a obra de J.K. Rowling em 1997, antes mesmo de ser publicada. Em entrevistas, ele chegou a confessar que não imaginava que a franquia faria tanto sucesso. Quem vê crianças e adultos falando um pseudolatim, como o “expelliarmus!”, nas filas de cinema também não imaginaria.


Deixando de lado os efeitos visuais e as boas interpretações, a adaptação dos livros sempre suscitou certas críticas, muitas delas feitas pelos próprios fãs da publicação. Embora captassem a essência, os filmes suprimiam detalhes importantes da história. O maior exemplo disso é Harry Potter e a Pedra Filosofal, cuja narrativa mostrou-se fragmentada para o espectador.


Os acertos vieram depois, como no competente O Prisioneiro de Azkaban, conduzido de forma sombria pelo diretor mexicano Alfonso Cuarón (de E Sua Mãe Também). David Yates, que assumiu a franquia desde A Ordem da Fênix (o quarto livro), também deve ter reconhecidos seus méritos pelo O Enigma do Príncipe, embora peque nesta última parte. Harry Potter e as Relíquias da Morte, com um todo, é vigoroso e responde às perguntas centrais da trama, porém deixa arestas sem aparar.


Deixando de lado os subterfúgios simplórios utilizados pela autora para finalizar sua obra, há questões que permanecem neste desfecho. Uma delas é a aparição destemida do personagem Neville Longbottom (Matthew Lewis), entendida no livro, mas pouco razoável aqui. Outra é a pouca importância que se dá à Pedra da Ressurreição – uma das relíquias -, que simplesmente desaparece durante as cenas.


Pode-se entender que, devido à complexidade e volume do livro, a adaptação não deva se ater a preciosismos literários. E isso é razoável. Porém, privar o espectador de contextos convincentes é, no mínimo, perverso.
Isso sem contar certas dúvidas que o próprio livro traz à tona, como, por exemplo, o fato de Dumbledore não conseguir subjugar (não matá-lo, claro, por causa da Horcruxes) Voldemort no enfrentamento final de A Ordem da Fênix. Afinal, ele já possui a mais poderosa das varinhas que, por si só, já aniquilaria qualquer inimigo.

E o que dizer sobre a questionável passagem de Belatriz Lestrang (aqui, Helena Bonham Carter) e os Comensais da Morte na casa dos Wealeys, quando Harry e Gina (Bonnie Wright) estavam sós (O Enigma do Príncipe)? Por que não os levaram?
Não se pode negar que a história do bruxo desperte emoções tanto nos atores que cresceram à sombra dele ou no público, ávido pelos conflitos. Daniel Radcliffe chegou a afirmar à imprensa que o sucesso trazido pelo personagem, no fim, conduziu-o, numa época, até ao alcoolismo. Hoje, aos 21 anos, ele já prefere uma vida caseira, longe dos vícios.

Harry Potter é um fenômeno. Pessoas vestidas como estudantes da escola fictícia de Hogwarts são comuns em filas de cinema. Nenhuma franquia conseguiu tão longo sucesso. O cronista e dramaturgo Nelson Rodrigues afirmava que pessoas podiam “fugir de seu odiento claustro doméstico para um mergulho escapista na fantasia”. Os livros e os filmes de Rowling proporcionam isso. Daí o choro insuspeito no escuro do cinema.


Rodrigo Zavala*

* texto do amigo rodrigo zavala publicado originalmente no site
cineweb, um endereço bem bacana para os amantes da sétima arte e onde você pode encontrar outras críticas das estreias da semana - vai lá e confira os lançamentos. se quiser mais sobre o útlimo filme de harry potter, você também pode dar uma espiada no blog da revista recreio!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Inscrições para o DIA já estão abertas!

Os fãs de animação se uniram em prol de uma boa causa e mobilização deu resultado! Os organizadores confirmaram que o Dia Internacional da Animação (DIA) vai acontecer novamente este ano. As inscrições para a seleção de filmes e para as cidades que pretendem participar do DIA 2011 já estão abertas e podem ser feitas no site oficial do evento. No site, os interessados têm à disposição o regulamento completo e o formulário, que deve ser preenchido até 04 de agosto.

O Dia Internacional da Animação é comemorado em 28 de outubro. Foi nessa data que Émile Reynaud, em 1892, realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris. Para comemorar a data, a Associação Internacional do Filme de Animação – ASIFA lançou, em 2002, o Dia Internacional da Animação, que conta atualmente com cerca de 50 países participantes.

No Brasil, o DIA é organizado pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA). Em 2010, foram quase 400 cidades participantes em todos os estados brasileiros. Para saber da programação do evento em sua cidade, visite o site oficial e comemore esse dia mais que especial. Você pode também seguir @diadanimacao no twitter.

Estreia: Um Plano para Salvar o Planeta

Franjinha inventa uma poção capaz de deixar todas as coisas limpas. E a turma da Mônica visita seu laboratório no especial Um Plano para Salvar o Planeta, que vai ser exibido hoje, dia 14, na Rede Globo, logo após a Sessão da Tarde. Quando entram no local, percebem que tudo está um tanto bagunçado.

E, no meio da bagunça, um pouco da fórmula cai sobre o Cascão, que fica limpíssimo. Assim, Mônica e seus amigos decidem pegar borrifadores com o produto e sair pelo bairro para acabar com a sujeira e a poluição.
Porém, Dorinha chega com uma má notícia. Mesmo sem enxergar, ela sabe que o Cascão voltou a ficar sujo, mais ainda do que era antes.

O efeito da poção criada por Franjinha era apenas temporário. Logo em seguida, Chico Bento encontra com o grupo e reclama de mais uma pescaria fracassada. Eles, então, descobrem que a poluição alcançou até a roça.


Com todos esses acontecimentos, a turma entende que a solução para preservar a natureza são os três "R"s: reduzir, para gastar menos, reutilizar, para aproveitar coisas que seriam jogadas fora, e reciclar, para usar novamente o que virou lixo. Esse é o plano para salvar o planeta.

Especial Harry Potter na telina

A saga do bruxinho mais famoso do mundo chega ao fim. O último filme da série, Harry Potter e As Relíquias da Morte, chega aos cinemas amanhã, dia 15. Para celebrar a data, o programa Controle Remoto, comandado por Vladimir Alves, exibirá um especial do filme.

Os astros Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione) e Rupert Grint (Rony) marcam presença e contam sobre sua experiência em participar da versão para os cinemas dessa história criada por J.K. Rowling.


O programa vai mostra ainda curiosidades sobre a saga, imagens de bastidores e depoimentos de profissionais que fazem parte da equipe de produção. O Controle Remoto especial Harry Potter vai ao ar na sexta, dia 15, às 14h, na TV Aberta (canal 9 da Net).

* texto publicado originalmente no blog da revista recreio

terça-feira, 12 de julho de 2011

Phineas e Ferb em álbum de figurinhas

Se você, como eu, se diverte a valer com as maluquices de Phineas e Ferb, não pode perder essa! A Editora Panini lançou um álbum de figurinhas da dupla. São 32 páginas com as mais fantásticas aventuras dos irmãos que adoram as férias de verão.

As muitas figurinhas trazem os momentos mais marcantes do desenho da TV e ainda contém cromos especiais de efeito metalizado. Relembre episódios e personagens inesquecíveis da série - como Candance, a irmã mais velha, que não desiste de dedurar a dupla. Ou Perry, o ornitorrinco, que está sempre envolvido nas mais loucas missões secretas. O agente secreto não tira os olhos do Dr. Heinz Doofenshmirtz, que causa confusões de todos os tipos.

Para quem não conhece, o desenho narra as aventuras dos irmãos Phineas e Ferb, que vivem na cidade de Danville, e que estão em suas férias. Como geralmente eles não têm nada para fazer, inventam mil diversões, como criar um monstro, construir uma montanha-russa gigante, visitar a Lua ou, até mesmo, projetar um show de rock. Tudo isso durante seus três meses de férias.

Mas a vida deles não é fácil. Sua irmã mais velha, Candace, está sempre tentando dedurar os meninos para a mãe e, às vezes para o pai. Normalmente suas tentativas são frustradas graças ao ornitorrinco Perry. O bicho, além de evitar o pior, tem ainda a missão de derrotar o Dr. Heinz Doofenshmirtz e a briga dos dois acaba destruindo as invenções de Phineas e Ferb.

A publicação já pode ser encontrada nas bancas de todo o país por R$ 3,90. Cada envelope com quatro cromos custa R$ 0,80.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Anima Mundi está chegando!

Este mês acontece mais uma edição do Anima Mundi, o Festival Internacional de Animação do Brasil. O evento está na sua 19º edição e é tido como um dos maiores da América Latina. No Rio de Janeiro, o festival acontece entre os dias 15 e 24 de julho,e aqui em São Paulo, de 27 a 31 de julho em vários centros culturais.

Durante todo o evento, serão exibidos filmes em curtas, médias e longas-metragens de animação. Para celebrar seu 19º aniversário, o festival promove ainda uma série de atividades online. É também um ano que comemora uma marca inédita: o recorde de 1.500 animações e 17 longa-metragens inscritos.


Os ingressos custam em média R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia), e serão vendidos nas bilheterias nos dias de exibição. Palestras e oficinas são gratuitas, mas é preciso chegar antes para conseguir participar.


O Anima Mundi foi criado em 1993, e atualmente é um dos três maiores eventos do mundo relacionado à animação e o maior da América. O festival visa informar, formar, educar e entreter, utilizando as infinitas possibilidades da linguagem de animação. Durante todos esses anos, o evento exibiu mais de 6 mil filmes e levou cerca de 1 milhão de espectadores às salas de cinema, oficinas, debates e workshops que promoveu.

A lista com todos os filmes selecionados para a edição deste ano e a programação completa já podem ser conferidas
no site oficial do evento.

Estreia: T.R.EX.C.I.

Um robô de outras galáxias vem espionar a vida na Terra na série animada T.R.EX.C.I., que estreou este mês na TV Rá Tim Bum. Tudo começa numa galáxia muito, muito distante, quando uma civilização avançada prepara uma expedição para investigar o nosso planeta.

A missão será executada por um pequeno robô, que deve armazenar e transmitir todas as informações sobre a vida da Terra e suas transformações. Esse conhecimento será utilizado para a proteção da natureza e dos próprios humanos.


A ideia da atração é despertar a curiosidade das crianças sobre a evolução da vida e da tecnologia na Terra. E o robô T.R.EX.C.I. vai mostrar como vivíamos, como vivemos hoje e como, provavelmente, viveremos amanhã.

Meio atrapalhado, ele procura cumprir sua missão, mas também precisa enfrentar o terrível robô alienígena T.A.T.U., o vilão da história. Ele fará de tudo para roubar as informações coletadas por T.R.EX.C.I., e por isso cria planos mirabolantes.T.A.T.U. ainda tem complexo por causa de seu tamanho. Ele é bem menor do que o rival.


T.R.EX.C.I.
é exibido na TV Rá Tim Bum aos sábados e domingos, em três horários: 8h45, 14h10, 19h e 2h45 (madrugada).


Curiosidades
- O nome T.R.EX.C.I. não foi criado à toa. Ele vem de T de tecnologia; R de robótica; EX de exploração, C de culturas e I de informação.

- Já o nome T.A.T.U. foi formado assim:
T de tecnologia, A de altamente, T de tecnológica e U de única.

Estreia: Power Rangers Samurai

Para você que é fã dos heróis japoneses, aqui vai o lembrete. Hoje, dia 11, acontece no canal Nickelodeon, às 17h30, a pré-estreia de Power Rangers Samurai. O programa traz cinco novos Rangers, que dominam símbolos antigos dos samurais capazes de dar aos heróis poderes sobre os elementos céu, água, terra, fogo e floresta. Agora eles se tornaram imbatíveis! Confira abaixo quem são os novos Rangers e um pequeno guia de episódios.

Os novos Rangers


- Jayden é o ranger vermelho e líder do grupo
- Kevin é o ranger azul e um devotado samurai
- Mina é a ranger rosa e a mais carinhosa entre todos
- Mike é o ranger verde e o rebelde criativo
- Emily é a ranger amarela, a caçula e a mais tímida da equipe

Episódios do mês


Dia 11
(segunda, às 17h30) - Um soldado ataca Mike, o ranger verde. Ele se machuca seriamente e, para evitar maiores sofrimentos, ele deverá se transformar num samurai. Dessa forma, ele deve renunciar à família e aos amigospara protegê-los dos perigos que rondam os Rangers.

Dia 16
(sábado, às 9h30) - Um malvado mostro convence um garoto para abandonar seu sonho de virar um famoso jogador de beisebol. Os Rangers descobrem a maldade e percebem que, para se tornarem Rangers, eles também tiveram de desistir de seus próprios sonhos. Mas os jovens colocam as emoções de lado e mostram ao menino que nunca devemos abandonar os sonhos.

Dia 23
(sábado, às 9h30) - Os Rangers recebem um dia de folga e decidem ir a um parque de diversões. Jayden, porém, não vai eles, por que está determinado a melhorar suas habilidades e fica em casa treinando duramente. No final do dia, eles aprendem que o melhor é encontrar o equilíbrio entre a diversão e o trabalho.

Power Rangers Samurai


Onde:
canal Nickelodeon
Pré-estreia:
hoje, dia 11, às 17h30
Estreia:
dia 16, sábado, 9h30
Exibição regular:
sábados, às 9h30
Reprises:
domingos, às 9h30

* texto publicado no blog da revista recreio

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cinema: O Ursinho Pooh

Sem dúvida, um dos programas favoritos da criançada nos finais de semana e nas férias é ir ao cinema - principalmente com esse friozinho que anda congelando a gente em sampa! E hoje (8 de julho), para a alegria dos fãs, estreia nos cinemas uma nova aventura de O Ursinho Pooh.

Depois de 35 anos longe das telonas, Pooh (que, antigamente, era conhecido simplesmente por Puff) e seus amigos Tigrão, Coelho, Leitão e Canguru estão de volta em filme inspirado em cinco histórias dos livros escritos por A.A. Milne e ilustrados por por E.H. Shepard
.

Para variar, Pooh se envolve em muitas confusões na Floresta dos Cem Acres. Primeiro, ele participa de um concurso para encontrar uma nova cauda para o burrinho Ió. Depois encontra um bilhete de seu amigo Christopher – nas versões mais antigas conhecido como Cristóvão – e acha que o menino foi raptado.

Corujão, então, coloca todos numa busca desenfreada para encontrar o garoto, que todos acreditam ter sido capaturado por uma criatura chamada Voltologo. E, no fim das contas, o que mais Pooh deseja é encontrar um pouco de mel.

Apesar da animação seguir os moldes originais, a música conta com uma nova versão. Na trilha sonora americana, as música-tema foram escritas por Bobby Lopez e Kristen Lopeze e interpretadas pela banda da atriz e cantora Zooey Deschanel.


Dirigido por Stephen Anderson (de A Família do Futuro) e Don Hall (chefe de história de A Princesa e o Sapo e A Família do Futuro), O Ursinho Pooh só retorna aos cinemas graças à insistência de John Lasseter (um dos mais importantes diretores de animações e dono da Pixar), que resolveu presentear as crianças e matar a saudade com mais esta aventura da trupe da Floresta dos Cem Acres.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Manda-Chuva em breve nos cinemas!

Depois de muito burburinho, finalmente a Playarte divulgou que vai distruibuir no Brasil o animado Manda-Chuva: O Filme 3D. Dirigido pelo mexicano Alberto Mar (o mesmo da série animada Chaves), o desenho mostra Manda-Chuva e sua turma numa enrascada daquelas. Os felinos agora vão enfrentar um novo chefe de polícia, que não está nada feliz com o que a turma tem aprontada.

Lucas Buenrostro, o novo comissário, tem um arsenal tecnológico a seu serviço e vai tentar se apoderar da cidade, impondo leis absurdas. E a trupe terá de entrar em ação para evitar que o pior aconteça.

O filme foi inspirado em série de sucesso produzida pela Hanna-Barbera entre 1961 e 1962, com 30 episódios. Ela é sobre um gato de rua que mora num beco de Manhattan, na cidade de Nova York.
Manda-Chuva mora dentro de uma lata de lixo e, ao lado de um grupo de amigos (Xuxu, Batatinha, Espeto, Bacana e Gênio), está sempre aprontado das suas.

Seu maior problema atende pelo nome de Guarda Belo, que faz de tudo para
impedir as peripécias dessa trupe de felinos, principalmente quando eles usam o telefone da polícia para fazer ligações particulares.

Manda-Chuva: O Filme 3D
estreia nos cinemas nacionais em 23 de setembro. Confira o pôster nacional abaixo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Arriety tem trailer legendado

O mais novo animado do Estúdio Ghibli (de Hayao Miyazaki - A Viagem de Chihiro) foi lançado no Japão em julho do ano passado. Karigurashi no Arrietty agora ultrapassa as fronteiras nipônicas e estreia este final de mês na Inglaterra, onde se chamará apenas Arrietty. Com a proximidade do lançamento, um novo trailer do filme, com dublagem inglesa, começou a circular na internet.

Arrietty é uma releitura do premiado livro The Borrowers, de Mary Norton, publicado em 1952 e ambientado na Inglaterra da década de 1950. Lá vivia um grupo de minúsculas pessoas que vivem “pegando emprestado” coisas dos humanos maiores.

Na versão animada, há algumas mudanças: a história se passa na Tóquio dos dias atuais e é centrada na garota Arrietty, de 14 anos, que mora com sua família debaixo do assoalho de uma velha casa. Eles são seres com cerca de 10 centímetros de altura e vivem pegando coisas dos outros para sobreviver – tomando cuidado para não serem vistos pelos humanos e nem atacados por baratas e outros bichos do tipo.

O animê tem direção de Hiromasa Yonebayashi, que debuta no cargo de diretor após animar filmes como A Viagem de Chihiro e Ponyo. Já o mestre Miyazaki ficou encarregado de supervisionar a produção. Confira o trailer abaixo.

Estreia: Rob, o Robô

Chegou hoje no Discovery Kids a animação Rob, o Robô, exibida de segunda a sexta, às 13h30, e aos sábados e domingos, às 10h. Colorida e repleta de aventuras interplanetárias, a série é inspirada nos livros didáticos homônimos criados por John Magart.

A trama se desenvolve em torno de Rob, o mais curioso e aventureiro robô da galáxia que está sempre pronto para resolver qualquer tipo e problema que aparece em seu caminho. Ao lado dos amigos Ema (linguista extraterrestre), Kit (a caixa de ferramentas) e Orbit (o artista), ele visita planetas para adquirir novos conhecimentos.

No caminho, Rob adora ajudar a resolver qualquer tipo de problema.
Cada um desses planetas tem sua própria peculiridade, mas todos estão aptos a ensinar conceitos que podem ser transpostos para outras realidades, inclusive para nós, terráqueos.

No Planeta do Relógio, por exemplo, eles entendem como funcionam as horas; no Planeta da Dança, descobrem vários tipos de música. Já no Planeta do Clima, eles aprendem como se definem as condições climáticas e alterações como o aquecimento global.

Pokémon em nova temporada

Prepare-se! Ash, Pikachu e toda a turma do Pokémon em breve retornam à televisão em novas aventuras. A 14ª temporada do anime, batizada de Pokémon: Black & White (no Japão, Pokémon Best Wishes), já começou a ser dublada no estúdio Centauro. E ela chega com algumas mudanças, inclusive no no visual dos personagens.

Na história, Ash, Pikachu e seus novos amigos Iris e Cilan viajam para uma ilha chamada Isshu, onde enfrentam muitos monstrinhos. Essa nova temporada foi lançada na TV japonesa no final de 2010 e em fevereiro deste ano estreou nos Estados Unidos.


Sobre o desenho
A primeira aparição dos “monstrinhos de bolso” (pocket monters) aconteceu em jogos para Game Boy, em 1995, quando foram lançadas no Japão duas versões do game (vermelha e azul). Criado por Satoshi Tajiri e Tsunekazu Ishihira, o jogo
Pokémon logo passou a liderar o mercado de games no Japão e não demorou para se tornar um fenômeno no mundo todo.

Em 1997, uma série inspirada estreou no Japão, na TV Tokyo, e foi um grande sucesso. Além da série de TV, outros produtos foram lançados, como vários mangás (quadrinhos japones), jogo de cartas, brinquedos, ropuas, filmes e um montão de quinquilharias bacanas (cadernos, canecas, agendas…).

* texto publicado originalmente no blog da revista recreio.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cinema: Transformers - O Lado Oculto da Lua

Quando esteve no Brasil para o lançamento mundial de Transformers: O Lado Oculto da Lua, que aconteceu no último dia 18 de junho, o cineasta americano Michael Bay foi enfático ao afirmar que é um diretor de movimento. "Não se pode economizar na ação", disse em coletiva à imprensa, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

A frase de Bay é muito mais do que uma explicação para seu último filme, é a pedra fundamental de um estilo particular de exercer o ofício. Responsável por filmes como
Bad Boys, Pearl Harbor, A Ilha e Armageddon, ele sempre se esmerou, acertando ou não, para fazer o público prender a respiração em cenas explosivas. E nesta terceira parte da franquia Transformers, Bay mostra-se ainda mais afiado neste aspecto.

Transformers: O Lado Oculto da Lua é o que se vende. Baseado em personagens robóticos alienígenas, os bonzinhos Autobots e os vilões Decepticons, a produção é um sem-fim de sequências de ação, tão velozes quanto bem-executadas do ponto de vista técnico. O que é ainda potencializado pela versão 3D.

No entanto, enquanto Bay avança com excelência no aspecto visual, invariavelmente deixa o conteúdo para trás. Em meio à destruição de cidades inteiras, a trama se desenrola de forma confusa e, muitas vezes, frouxa. Aqui, tudo começa em meio à guerra ancestral entre robôs, quando o Sentinel Prime (dublado por ninguém menos do que Leonard Nimoy, o eterno dr. Spock, de
Jornada nas Estrelas), o líder Autobot, foge do planeta natal, Cybertron.

Mais tarde, sabe-se que a nave caiu no lado escuro da Lua, fato que forçou a Rússia e os EUA a iniciarem a corrida espacial na década de 1960. Assim, a nave Apollo 11 teria chegado lá com o propósito de resgatar a tal espaçonave - o que ganha um aparência de verdade histórica ao ser confirmado por ninguém menos do que o astronauta Edwin (Buzz) Aldrin, de 81 anos, sobrevivente da tripulação original da própria Apollo 11, em participação especial no filme.


Anos mais tarde, o espectador volta a encontrar Sam (Shia LaBeouf), agora desempregado e já sem Mikaela (Megan Fox, expulsa da franquia pelo próprio produtor Steven Spielberg, por contestar Bay). Um fato irônico, já que o rapaz salvou o mundo duas vezes, informação que não pode colocar no currículo.


Enquanto isso, os Autobots ajudam os exércitos de paz pelo mundo a capturar os últimos Decepticons sobreviventes. O que se vem a descobrir depois é que o grupo de vilões, tal como o governo americano - e uns pobres astronautas russos - sabem que no lado oculto da lua há uma arma poderosa que colocará em risco a vida na Terra. Restará a Optimus, líder dos Autobots, ajudado por Sam e o coronel Lennox (Josh Duhamel), evitar a iminente catástrofe.


Talvez seria pedir demais para esta produção baseada em um brinquedo saudosista ter uma narrativa mais dramática. Daí a opção assumida de Michael Bay de pesar a mão no lado estético. A cena em que o homem pisa na lua, em 3D, é tão bem elaborada que vale o ingresso.


Sem uma história de peso, Bay e o roteirista Ehren Kruger (de
Os Irmãos Grimm) buscam sua redenção no humor. Na linha do "se não consegue ser inteligente, seja engraçado", eles aproveitam o carisma de atores especialmente convidados, como John Turturro, Alan Tudyk, Frances McDormand e John Malkovich, para destilar uma comédia fina, delineada a cada linha dos diálogos.

Ao ter sua primeira exibição em terras brasileiras - Bay assumiu que não havia visto a cópia finalizada - ,
Transformers prova que o Brasil é um mercado potencial importante para esse gênero de filme. O que não necessariamente é um elogio ao gosto de seus espectadores.

De fato, Bay e os atores Josh Duhamel e Rosie Huntington-Whiteley, que também vieram ao Brasil, embora tenham defendido a importância cinematográfica desta produção, todos assumiram o discurso "mas é um filme menor" frente a outros projetos almejados.


O próprio diretor confessou, em tom de brincadeira, que só aceitou dirigir a terceira parte da franquia - contrariando o que havia dito antes - por um pedido expresso de Spielberg, que assina a produção. Praticamente uma ordem. O homem é poderoso. Megan Fox que o diga.


Rodrigo Zavala*

* texto do amigo rodrigo zavala publicado originalmente no site cineweb, um endereço bem bacana para os amantes da sétima arte e onde você pode encontrar outras críticas das estreias da semana

Cinema: Os Pinguins do Papai

“Todos nós somos estranhos, e os pinguins são o reflexo disso na natureza. Eles são aves, mas também parecem meio peixes”. Assim o ator Jim Carrey defendeu seus colegas de cena numa coletiva no Rio de Janeiro no início desta semana para divulgar Os Pinguins do Papai. No filme, dirigido por Mark Waters, Carrey contracena com seis pinguins.

Durante as filmagens, foram usadas aves reais e mecânicas, mas o ator confessa que gostava mesmo era de trabalhar com os bichos de verdade. “Eles são imprevisíveis, por isso engraçados. Não esperam marcação de cena, nem nada. Começavam a gritar do nada”.
Ele conta que também levou diversas bicadas de seus colegas, mas não se importou com isso. “Eu precisava atrair a atenção deles, por isso meus bolsos estavam cheios de peixes, e eles corriam atrás de mim. Quando se vai alimentá-los, eles não diferenciam o dedo de uma sardinha e querem engolir tudo”.

No longa, Carrey é Popper, um empreiteiro de sucesso, que está tão centrado em sua ambição que não percebe o quanto se distanciou do filhos – interpretados por Madeline Carroll e Maxwell Perry Cotton. O protagonista não vê o pai, que era um explorador, há anos. Quando ele morre, deixa de herança um pinguim.

Não tardam a chegar outros cinco.
A meia dúzia de aves passa a viver no sofisticado apartamento de Popper, em Nova York, que precisa ser adaptado às condições climáticas favoráveis às aves, ou seja, passa a ficar o tempo todo de janelas abertas em pleno inverno. “Rodar as cenas em que o apartamento está bem frio foram os piores momentos”, ironizou Carrey.

Aos poucos, com a ajuda dos pinguins, Popper se reumaniza, atando novamente os laços com seus filhos e até com a ex-mulher (Carla Gugino). Na vida real, ao contrário de seu personagem, Carrey conta que é bem próximo de sua filha, Jane Erin, e de seu neto, Jackson Riley Santana, de pouco mais de um ano. Quando perguntado sobre como é ser avô, o ator faz cara de bravo e diz que não quer falar sobre o assunto, ameaçando até mandar tirar a repórter da sala.


Mera encenação, como tantas outras que fez durante a coletiva com suas caras e bocas e bom humor. Depois comentou: “Ele nasceu no mesmo hospital que minha filha havia nascido. Foi fascinante. Estou adorando a experiência”.
Mas não é apenas de crianças de Carrey diz gostar. Ele conta que pretende trabalhar com todos os tipos de animais que existem no mundo: “Até com os híbridos ou os mutantes eu quero fazer filme. Já pensou uma mistura de peixinho dourado com gato, que fica se caçando o tempo todo? Mas, tenho de confessar, os pinguins são meus favoritos”.

Santoro e Redes Sociais

Para esta que foi sua primeira viagem ao Rio, Carrey confessou que pediu ajuda ao amigo Rodrigo Santoro, com quem contracenou em O vigarista do ano – no qual faziam um casal de namorados. “Desde criança eu era fascinado por esta cidade. Na escola, cheguei a montar uma maquete dela para um trabalho. E agora pude conhecer os lugares reais. No Cristo Redentor, notei que havia gente de todos os cantos do mundo, tirando fotos, se divertindo. Quero ir a Ipanema, conhecer a famosa garota. Gostaria também de ir me divertir na Floresta Amazônica”.

Ele conta que resolveu vir para o Brasil de tanto ser convidado pelos brasileiros. “Eles não me deixam sozinho. Nas redes sociais, ficavam falando para eu vir para cá. E a primeira razão para vir, foi para dizer ‘oi’”, explicou, soltando o cumprimento em português. A relação de Carrey, aliás, com as redes sociais é bem próxima.

Tanto que, no domingo postou um vídeo, feito por ele mesmo de um ônibus da torcida do Grêmio (que jogou contra o Botafogo no Rio).
“Eu acho interessante, porque são oportunidades para as pessoas se aproximarem. Acho que a questão já aparecia de certa forma em O Show de Truman, diz se referindo ao filme lançado em 1998, no qual interpretou um homem cuja vida foi televisionada desde seu nascimento, sem que ele soubesse.

Esse é um dos dramas mais celebrados do ator, que confessa gostar de trabalhar em todos os gêneros, embora seja mais conhecido pelas comédias. “Gosto de fazer filmes que incomodem as pessoas, como
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, que é tão original, e tem um tema muito universal”.

alysson oliveira*

* texto do amigo alysson oliveira, publicado originalmento no site cineweb, um endereço bem bacana para os amantes da sétima arte