sexta-feira, 29 de julho de 2011

De volta ao mundo de Happy Feet

A nova aventura dos pinguins vencedores do Oscar de Melhor Animação ganhou um novo trailer. Happy Feet 2 leva os fãs do longa de animação de volta à Antártida. Nessa sequência, Mano e Gloria agora têm um filho, Erik, que está se esforçando para encontrar seus próprios talentos particulares no mundo dos Pinguins Imperadores. Mas novos perigos estão ameaçando a nação pinguim e isso vai exigir que todo mundo trabalhe – e dance – junto para se salvar.

Elijah Wood volta a emprestar sua voz a Mano. O elenco ainda conta com vozes de Hank Azaria, Brad Pitt, Matt Damon, Sofia Vergara e a cantora Pink, que substitiu Brittany Murphy no papel de Gloria. George Miller retorna à direção.


Happy Feet 2
tem estreia prevista em 18 de novembro nos Estados Unidos, em 2D e 3D. Confira o trailer abaixo.


Cartoon com novidades no fim de semana

O Cartoon Network vai agitar sua telinha neste fim de semana com a estreia do longa de animação Tô de Férias e uma maratona para lá de empolgante de Drama de Total. Confira abaixo.

Tô de Férias (dia 29, sexta, às 21h) - Um bebê dinossauro congelado é descoberto numa ilha tropical. O pequeno réptil pré-histórico é adotado por um cientista e uma trupe de bichos que vivem em paz e harmonia na ilha. Tudo muda quando um rei caçador de relíquias descobre a existência do filhote de dino e decide raptá-lo para colocá-lo em seu zoológico particular ou mesmo na parede de seu quarto.

Drama Total (dia 31, a partir das 6h às 18h) - É hora de se conhecer o grande vencedor desta temporada. E, para comemorar a exibição dos últimos episódios inéditos do reality show animado, o canal preparou a maratona Grand Finale. Nesse período de 6 horas de maratona, seré possível ainda relembrar capítulos das temporadas anteriores - Ilha dos Desafios, Luzes, Drama, Ação! e Drama Total: Turnê Mundial. Os cenários são diferentes, mas as pirações continuam as mesmas.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cinema: Capitão América - O Primeiro Vingador

Demorou. No ano em que completa 70 anos, finalmente o Capitão América ganha uma versão cinematográfica de qualidade. Depois de alguns seriados e produções toscas que se arrastaram pelas últimas décadas, o heroi do escudo voador agora está bem representado nas telas com Capitão América: o Primeiro Vingador, dirigido por Joe Johnston.

O personagem foi criado por Joe Simon e Jack Kirby em plena 2a. Guerra Mundial, tendo sido publicado pela primeira vez em março de 1941. Ou seja, a guerra já corria solta na Europa, mas os EUA ainda não haviam entrado no conflito. Por apenas 10 centavos de dólar, as bancas de jornal da época vendiam a primeira edição do comics Captain America, cuja capa mostrava o heroi esmurrando Hitler.

É com essa visão que o filme deve ser observado: sim, o personagem é um símbolo vivo de propaganda belicista, e o roteiro não só respeita como sublinha esta gênese.
Tudo parte da inquietação de Steve Rogers (Chris Evans), um rapaz franzino, de saúde frágil, totalmente abduzido pela insistente propaganda de alistamento militar, durante a 2a. Guerra.

Num país em que se estourar pela Pátria é um patético sinal de heroísmo, Steve faz de tudo para ser aceito no Exército, sem sucesso. Até o momento em que o Dr. Erskine (Stanley Tucci, ótimo como sempre) um cientista alemão que deserdou para o lado americano, percebe que Steve tem potencial para participar de um experimento científico que deverá criar super soldados. E finalmente o “convoca”.

Percebe-se que o diretor Johnston aprendeu bastante com Steven Spielberg, na época em que comandou os efeitos especiais de Caçadores da Arca Perdida. Na grandiosidade das cenas, na ação, no humor, no estilo de dirigir e construir seus personagens, e até em alguns enquadramentos e movimentos de câmera, Capitão América tem muito de Caçadores. Repare inclusive como o personagem Zola (Toby Jones) é uma releitura de Bellock.

O filme mostra também uma notável capacidade de se auto-parodiar, e não poupa ironia para isso. É marcante, por exemplo, a maneira pela qual o novo herói, num primeiro momento, se transforma num ridículo joguete publicitário nas mãos das Forças Armadas, num apresentador de auditório vestido de pijama white/blue/red para o delírio de uma abobalhada plateia sem senso crítico sedenta por comprar bônus de guerra... ou qualquer coisa que o simpático Capitão vender. O pensamento é inevitável: exatamente qual platéia Johnson está ridicularizando...?

Juntem-se a isso alguns ingredientes indispensáveis para um boa aventura. Entre eles, ação e humor nas proporções exatas, efeitos especiais de primeira linha, uma reconstituição de época que beira à perfeição e um desenho de produção de cair o queixo, idealizando com muito talento elementos de ficção cientifica com sabor do anos 40. Nada disso, porém, teria tanto valor se Johnston não soubesse dar carisma e humanidade aos seus personagens. Ele deu.

Do protagonista aos coadjuvantes, da mocinha ao marcante vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving, de Priscilla, a Rainha do Deserto), todo o elenco está uniforme e convincente. Tommy Lee Jones dá um show particular. São presenças marcantes na tela que conquistam a empatia com o público em poucos minutos, não deixando que toda a dramaturgia se apóie apenas no (bom) desenvolvimento dramático do herói.

Mesmo que, no caso, Steve Rogers tenha se beneficiado de doses maciças de computação gráfica para viver o rapaz raquítico dos primeiros momentos do filme. O que destaca, inclusive, outro mérito de Capitão América: aqui, os efeitos estão a serviço da história, e não o contrário, como muitas vezes acontece.
Ah, e sabe aquela ceninha final que sempre tem depois dos créditos? Desta vez não tem...

celso sabadin*

* O multimídia - e querido amigo - Celso Sabadin é autor do livro autor do livro Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo e jornalista especializado em crítica cinematográfica desde 1980. Atualmente, dirige o
Planeta Tela (um espaço cultural que promove cursos, palestras e mostras de cinema) e é crítico de cinema da TV Gazeta e da rádio Bandeirantes.

Ben 10 tem muitas novidades!

O Cartoon Network está produzindo um novo filme estrelado pelo personagem Ben 10. Alien Dimensions será feito totalmente em computação gráfica, diferente do desenho animado da televisão, que é produzido em 2D. A animação está sendo dirigida por Victor Cook (dos desenhos O Espetacular Homem-Aranha e Scooby-Doo Mystery Incorporated).

No filme, o jovem defensor da galáxia e que pode se transformar em poderosos alienígenas termina suas férias de verão. Chega a hora de voltar para a escola, mas um grande problema acontece e acaba se envolvendo numa aventura ao redor do mundo que lhe oferece a chance de deixar o planeta Terra para trás. Ben testará sua coragem para saber se abandona Gwen e o avô Max.

O canal também anunciou que também vai produzir um crossover (série derivada) entre Ben 10 e Mutante Rex, chamado Ben 10 / Generator Rex: Heroes United. Não foram revelados detalhes sobre a história, mas especula-se que os dois heróis devem enfrentar uma ameaça comum. O especial ainda não tem data prevista para ir ao ar.

Vale lembrar ainda que a franquia Ben 10 será adaptada para os cinemas em breve pelas mãos de Joel Silver (produtor responsável por longas como Sherlock Holmes, Speed Racer e Matrix.

Ben 10: Alien Dimension
s será exibido em todo o mundo pelo Cartoon Network em 2012 e posteriormente será lançado em DVD e Blu-Ray. Confira um teaser trailer do filme abaixo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Na terra do Papai Noel

O novo desenho do estúdio Aardman ganhou mais um teaser trailer. Operação Presente tem direção de Sarah Smith e Barry Cook (de Mulan) e roteiro de Peter Baynham (de Borat). O animado vai chegar com nos cinemas nacionais em 2 de dezembro com a promessa de revelar a mais incrível de todas as perguntas das crianças: ‘Como o Papai Noel consegue entregar todos aqueles presentes em uma única noite?’ A resposta: um fabuloso esquema ultra-tecnológico do Papai Noel escondido no Pólo Norte.”

Na linhagem dos papais noeis, Arthur (voz de James McAvoy, de O Procurado e Gnomeo e Julieta) é o único que ainda acredita no espírito natalino. Seu irmão mais velho, Steve (Hugh Laurie, da série House), herdeiro do trenó, comanda com eficiência e disciplina a entrega mundial de presentes, enquanto Papai Noel (Jim Broadbent, de Harry Potter e o Enigma do Príncipe) não passa de mais um no grande esquema de distribuição.

Bill Nighy (de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1) faz a voz de Vovô Noel, que, aos 136 anos, despreza toda essa modernidade e diz que o Natal no seu tempo era muito melhor. Confira o vídeo abaixo.


Avatar ganha nova animação

O canal Nickelodeon apresentou na Comic-Con 2011 o primeiro trailer de The Legend of Korra, a nova série animada ambientada no universo de Avatar: The Last Airbender. A trama se passa 70 anos depois dos eventos do desenho original e mostra o Avatar depois de Aang: uma garota rebelde, passional e destemida chamada Korra, vinda da Tribo da Água. Ela já domina três dos quatro elementos - terra, água e fogo - e precisa agora aprender a dobrar o ar.

A busca a leva à Republic City, metrópole que é o epicentro do moderno mundo de Avatar. A cidade é um concentrado de dobradores e não-dobradores, mas Korra acaba descobrindo que existe um movimento contra os manipuladores de elementos. Ela, então, precisa lidar com os perigos ao redor enquanto recebe seu treinamento de Tenzin, filho de Aang, para dominar o elemento ar.


The Legend of Korra
será exibida no Nickelodeon americano em 2012. Confira o trailer abaixo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Corre que ainda dá tempo!

Até o dia 29 de julho estão abertas as inscrições para a Mostra Competitiva do Animage – III Festival Internacional de Animação de Pernambuco. Os filmes selecionados serão exibidos gratuitamente para um público estimado em 8 mil pessoas, entre os dias 30 de setembro e 07 de outubro, em Recife (PE).

Animadores interessados em participar do evento – de qualquer estado ou país – podem se inscrever por meio do site oficial da mostra.
Já foram recebidas inscrições de 10 estados brasileiros e de países como Polônia, Bélgica e Chile.

A Mostra Competitiva distribuirá prêmios em dinheiro e troféus para os melhores filmes, em quatro categorias: Melhor Curta, Melhor Curta Infantil, Melhor Curta Brasileiro e Melhor Filme (escolha do público). Também serão laureados, com entrega do Troféu Animage, os filmes que se destacarem nos quesitos Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Técnica e Melhor Som.


Além da Mostra Competitiva, o evento promoverá Mostra Não-Competitiva, Sessões Especiais, palestras, debates e oficinas de técnicas de animação.

Scrat e companhia vão retornar aos cinemas

Depois do sucesso dos três filmes anteriores (lembrando que o terceiro foi a maior bilheteria brasileira no ano de 2009), era de se esperar que um novo filme da A Era do Gelo estivesse a caminho. E agora o quarto animado da série está confirmado e já tem até cartazes. No mais recente, quem aparece estamapdo é o esquilo Scrat.

O brasileiro Carlos Saldanha (de Rio) não volta à direção, que ficou a cargo de Steve Martino e Mike Thurmeier. Jennifer Lopez (de Plano B), Jeremy Renner (de Atração Perigosa), Wanda Sykes (de Rio) e o rapper Drake (de Um Grande Garoto) se juntam ao elenco de vozes, que ainda conta com Chris Wedge (Scrat), Ray Romano (Manny), Queen Latifah (Ellie), John Leguizamo (Sid), Denis Leary (Diego), Seann William Scott (Crash) e Josh Peck (Eddie).

A Era do Gelo 4 está previsto para estrear nos cinemas em 13 de julho de 2012. Confira o pôster abaixo.

Homem-Aranha ganha trailer legendado

Você já deve saber que um novo filme do Homem-Aranha vai chegar aos cinemas no dia 3 de julho de 2012. E agora O Espetacular Homem-Aranha ganhou um trailer dublado muito bacana.

No filme, Peter Parker é um jovem tímido e estudioso, que tem uma paixão secreta por Gwen Stacy, sua colega de colégio. Parker vive com os avós, May e Ben, desde que perdeu os pais num acidente. Um dia, ao visitar um laboratório, ele é picado por uma aranha radioativa. A partir daí, ele começa a ter características de uma aranha.


Com esses poderes, ele recebe a capacidade de escalar paredes, superforça e sensor aracnídeo que o avisa quando está em perigo. Assim, Peter assume o alter-ego Homem-Aranha e passa a usar um uniforme irado para combater o crime na cidade de Nova York.


O Espetacular Homem-Aranha
não é uma continuação daquele primeiro filme lançado em 2002, mas um rebot. Ou seja, ele vai contar a história de Peter Parker de uma forma totalmente nova e diferente. Confira o trailer abaixo .

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quer smurfar?

Agora você pode smurfar quando quiser também na internet! O site dos filmes Os Smurfs está no ar com muito material para os fãs das amáveis criaturas azuladas. No hotsite, cada personagem ganhou um game: Gargamel: Onde Estão Os Smurfs?; Poção Mágica do Papai Smurf; Arrojado: Caça ao Admira-Estrela; Desastrado: Corrida pelo Central Park e Desafio do Gênio!

No jogo do Gargamel, você deve clicar sobre os bonequinhos azuis, que estão escondidos na tela, antes que o malvado feiticiero os encontre. Já o game de Papai Smurf é educativo e brinca com mistura de cores: para uma poção violeta, você deve misturar as cores vermelha e azul, por exemplo.

O site ainda oferece informações sobre o filme (sinopse e ficha técnica), além de vídeos, fotos e papéis de parede.

A aventura começa quando Gargamel encontra a entrada para a vila das criaturas azuis. Durante a perseguição, Papai Smurf, Smurfette, Gênio, Arrojado e Desastrado entram em portal que os levam para o nosso mundo - mais precisamente para o Central Park, em Nova York.

Nessa jornada, os pequenos conseguem ajuda de um casal de humanos, que irá fazer de tudo para que os smurfs voltem para casa seguros antes de serem descobertos por Gargamel e o gato Cruel.

Baseado nos personagens e nas obras de Peyo, o filme é protagonizado por Neil Patrick Harris, Jayma Mays, Sofia Vergara e Hank Azaria, como Gargamel. A direção é de Raja Gosnell.

Os Smurfs- O Filme chega às telas brasileiras em 5 agosto misturando live-action e animação. Leia a crítica do filme aqui.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mais uma animação nacional a caminho

Cuca é um menino que vive num mundo distante, numa pequena aldeia no interior de seu mítico país. Certo dia, ele vê seu pai partir em busca de trabalho, embarcando num trem rumo à desconhecida capital.

As semanas que se seguem são de angústia e lembranças confusas. Até que, numa determinada noite, uma lufada de vento arromba a janela do quarto e carrega o menino para um lugar distante e mágico.


Essa é a premissa de
Cuca no Jardim, novo longa de animação do diretor e animador Alê Abreu (o mesmo de Garoto Cósmico). Produzido por Filme de Papel, o animado ainda está em fase de produção, mas promete bastante!

Cuca no Jardim tem previsão de estreia nos cinemas nacionais em 2013. Confira abaixo uma entrevista com o diretor cedida pelo pessoal do Planeta Tela e mais informações no site oficial do filme.


Como será seu novo longa de animação, Cuca no Jardim?

Cuca no Jardim
conta a história de um menino de 5 anos que vive com seus pais num pequeno vilarejo. Certo dia, ele vê seu pai embarcar num trem rumo à cidade, mas o tempo passa sem que ele volte para casa. Angustiado pela espera, Cuca parte em busca de seu pai numa jornada de surpreendentes revelações sobre o mundo à sua volta. De certa forma, o desenho será um mergulho no território das percepções de mundo de um menino especial, durante sua jornada em busca do pai e da união de sua família, no descuidado jardim de sua casa. O espaço percorrido pelo personagem é um campo de lembranças e de sensações da infância que influenciaram diretamente o estilo gráfico da animação. Cuca movimenta-se numa geografia etérea e fragmentada, sem tempo nem espaço precisos. Uma espécie de Eldorado de Terra em Transe.

Como surgiu a idéia?

Cuca
surgiu em 2006, durante o período de finalização de Garoto Cósmico e, simultaneamente, ao desenvolvimento de projeto do anima-doc Canto Latino. Em 2006, um edital do PAC nos direcionou a trabalhar no desenvolvimento do projeto de Canto Latino, um anima-doc (mistura de animação com documentário) abordando diversos períodos da conturbada história do continente sob a ótica das músicas de protesto dos anos 70. O projeto, iniciado no período final da produção de Garoto Cósmico, me levou a uma apaixonada pesquisa sobre o tema. Além dos livros e das músicas, mochila nas costas e muitos cadernos de anotações. Entre anotações e pensamentos de Canto Latino, surgiu a figura de um menino, que na mesma hora chamei de Cuca. O desenho se destacava dos demais pela simplificação extrema dos traços e parecia acenar para mim. Mais do que o próprio personagem, o desejo daquela idéia de desenho, algo entre o rigor da geometria e a liberdade do gesto, foi crescendo e sobrepondo-se ao projeto de “Canto Latino”. Dessa forma, Cuca ganhava um contexto, uma situação já bem construída como pano de fundo, seu Jardim. Restava encontrar naquele universo a sua história.

E como nasceu esta história, o roteiro?

Escrevi um primeiro argumento muito livremente, costurando idéias soltas: Cuca levado pelo vento, o encontro do menino com um velho, a partida do pai, mistério numa fábrica abandonada etc. Mas sempre incorporadas ao pano de fundo, que era a situação apresentada em
Canto Latino, e buscando encontrar ali uma linha que os unisse numa história. Quanto ao roteiro, não houve bem essa etapa, pelo menos da forma que estamos acostumados a entendê-la. Com o argumento em mãos, fui construindo o filme diretamente na ilha de edição, já em forma de audiovisual, criando um novo animatic. Esse processo levou pouco mais de um ano de trabalho. Fazia anotações, esboços num caderno de rascunho e, depois, transformava essas idéias em pequenos trechos de história, que eram incorporados ao bloco do filme. Ao mesmo tempo, experimentava sons e trechos de músicas como referência e já brincava com a própria montagem. Penso que talvez por isso o filme tenha se resolvido praticamente sem diálogos.

Podemos esperar algo bem diferente de
Garoto Cósmico?
Veja, todo o processo do filme se iniciou com as primeiras sugestões do argumento, mas principalmente com os primeiros esboços do personagem Cuca, já direcionando meu desenho pós
-Garoto Cósmico para um outro tipo de estilização mais lírica, e caminhando em direção a abstração geométrica. Os personagens em Cuca no Jardim são seres inventados, geométricos, de um mundo paralelo e imaginário. Busquei um desenho solto e espontâneo, como o gesto de uma criança, procurando recuperar aquele prazer despretensioso, quase primitivo, que se tem ao desenhar na infância, onde mora o puro amor ao desenho, livre de cânones, dogmas, ou mesmo do auto-julgamento.

Esta alma infantil está bastante presente nas primeiras imagens do filme que estão sendo divulgadas.

Com certeza é bem visível. Mas não é uma questão de estilo e, sim, da maneira de se entregar ao trabalho. Não tentei imitar os desenhos das crianças mas sim o jeito despretensioso e livre de faze-los. Em Cuca no Jardim, os desenhos da animação são feitos diretamente com lápis coloridos, giz de cera, pastel e canetinhas, não havendo dessa forma separação entre desenho e pintura na hora da produção. Na parte inicial do filme, usaremos unicamente esse tratamento de lápis e papel. Já na segunda parte um novo componente será agregado à sua linguagem. A partir do momento em que Cuca se aproxima da cidade e da “civilização”, usaremos colagens de recortes de jornais e revistas formando objetos, roupas, construções ou até mesmo detalhes engraçados dos personagens (um nariz, seios ou coxas de recorte fotográfico) etc. Os barracos da favela, por exemplo, são construídos com recortes de anúncios publicitários e revistas de fofoca.


Como você vê, atualmente, os longas de animação que chegam ao nosso mercado?
Nos últimos anos, temos visto uma padronização de estilo e técnica dos longas de animações, principalmente dramatúrgica. Por uma tentativa de adequação ao que se imagina ser a expectativa do público, os animados parecem todos iguais, com raras exceções. Com o desenvolvimento da computação gráfica e a nova linguagem do 3D, a animação chegou num tal grau de excelência técnica e apuro visual que mesmo caricatural, praticamente não a distinguimos mais de um filme de atores. Os personagens obedecem realisticamente às forças da natureza, em enquadramentos e ângulos de câmera que procuram imitar os filmes ao vivo e circulam num universo realista com pouquíssimo espaço para o novo. Nesse caminho, em alguns anos, não será mais possível distinguir um filme de animação do mais tradicional filme live-action. Já não há mais espaço para o pensamento artístico, para a pesquisa estética, e elementos importantes que a animação alcançava a partir de suas linguagens que são portas para um mundo lírico e abstrato. O fato de produzirmos Cuca de maneira muito independente, nos possibilita uma importante liberdade neste sentido.

Vaiii, Planeeeta!

Mais uma série animada parece que vai ganhar as telonas. De acordo com o site TV Wonders, o Cartoon Network assinou um acordo com o produtor Don Murphy e sua companhia Angry Filmworks para a criação de um filme em live-action baseado na animação Capitão Planeta. A equipe de Murphy cuidou da produção da trilogia Transformers e do novo longa estrelado por Hugh Jackman, Real Steel.

Segundo Stuart Snyder, presidente da Turner Broadcasting, dona do Cartoon Network, as mensagens de
Capitão Planeta ainda são atuais e ele acredita que a equipe escolhida é capaz de trazer o primeiro herói ecológico de volta a vida em um filme poderoso, pertinente e divertido.

No Brasil, o desenho marcou uma geração ao ser exibido na Globo a partir de 1993. Criado por Ted Turner, mostra as aventuras de cinco adolescentes de raças diferentes que possuem anéis mágicos, representando cada um os elementos terra, fogo, água, vento e coração.


E, pela união de seus poderes, eles convocam o Capitão Planeta. Juntos, protegem a Terra de desastres ecológicos naturais e causados por vilões. Confira o vídeo de abertura da animação abaixo (não está muito bom, mas dá para matar a saudade!)


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Animação na telinha

Nesta semana, a TV Cultura exibie duas animações inéditas no bloco Festival Internacional de Cinema Infantil. Confira abaixo.

O Pequeno Urso (segunda, dia 18, às 17h25, imagem acima) - O desenho dirigido pelo canadense Raymond Jafelice conta as aventuras do pequeno Urso, que vai com seu pai acampar e faz um novo amigo chamado Filhote. Quando o pequeno Urso fica sabendo que Filhote perdeu seus pais, ele resolve ajudar o amigo a encontrá-los.

Um Conto de Fadas e Duendes (dia 20, quarta, às 17h25) - Duas crianças de férias numa fazenda são transportadas para a terra das fadas depois de comerem um bolo enfeitiçado. Agora elas precisam completar três desafios antes de voltarem para o mundo em que vivem. O desenho tem direção de Gary Hurst.

Estreia: Pocoyo

Uma das séries mais bem-sucedida entre o público em idade pré-escolar a partir de hoje começa a ser exibida na TV Cultura. Pocoyo agora também vai ao ar na TV Cultura, de segunda a sexta, às 8h30. Curioso e brincalhão, Pocoyo é uma criança de 03 anos que vive muitas aventuras ao lado de seus amigos Pato, Lula, Sonequita e Elly.

Criado por Guillermo García Carsí, David Cantolla e Luis Gallego, o desenho abre as portas do mundo cotidiano para incentivar o aprendizado por meio do entretenimento e de histórias simples. As aventuras são repletas de brincadeiras visualmente ricas para o público infantil, com personagens que se comunicam diretamente com a criança de uma maneira que ela entende. Pocoyo também enfatiza a consciência ambiental, tornando-se símbolo de campanhas ecológicas.

Estreia: Super Why!

Aprender inglês agora ficou bem mais fácil com a nova animação Super Why!, que chega hoje, segunda, dia 18, no Discovery Kids, às 17h30. Por meio de personagens e enredos de contos infantis clássicos, já conhecidos das crianças e adultos, a série introduz conceitos básicos da língua inglesa.

Na história,
Whyatt é um menino que tem poderes especiais. Ele já sabe ler e consegue entrar na Vila dos Contos, o lugar onde moram todos os personagens das histórias infantis. Assim, como em qualquer lugar, os moradores da vila passam por alguns conflitos que só podem ser resolvidos pelo poder das palavras –que são dominadas por Super Why e os Superleitores: o Alfa Pig (o Porquinho), Super Chapeuzinho (a Chapeuzinho Vermelho) e Princesa Pronto (a Princesa Ervilha).

Juntos, eles resolverão a charada de cada episódio, cuja solução depende de uma palavra. Eles entram nos livros de contos infantis, procuram as letras da palavra mágica em meio à história, e colaboram entre si para driblar os empecilhos que se apresentam no meio do caminho.


Cada episódio do programa é uma aventura interativa que ressalta a importância da leitura e conta às crianças algumas das histórias infantis mais famosas do mundo, em linguagem apropriada para sua idade e para os tempos atuais, em que os pequenos têm a seu dispor diversas fontes de informações.