Mostrando postagens com marcador hbo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hbo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de março de 2012

Estreia: Zé Colmeia - O Filme

O parque Jellystone está uma confusão e você você conferir isso com a estreia do divertido Zé Colmeia - O Filme amanhã, sábado, dia 10, no canal HBO, às 22h!

Sim. A casa de Zé Colmeia e Catatau há 10 anos não traz lucros e o prefeito decide fechar o lugar. A intenção é vender o terreno e arrecadar uma boa grana. Ao saber disso, os ursos deixam temporariamente as cestas de piqueninques de lado para unir suas forças com o guarda Smith e salvar o parque.

O longa-metragem é inspirado no famoso urso Zé Colmeia, criado em 1958 como um personagem secundário do desenho animado Dom Pixote. Ele fez tanto sucesso que acabou ganhando uma série animada só sua em 1961. Confira um trailer do filme abaixo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Estreia: Tá Chovendo Hambúrguer

Para começar o ano, a HBO preparou a estreia de um grande sucesso animado de 2009. Tá Chovendo Hambúrguer chega ao canal no dia 01 de janeiro. Lançado nos cinemas em versão 3D, o longa é uma produção digital da Sony Pictures Animation e uma adaptação do livro infantil escrito por Judi e Ron Barrett. Nele, um cientista com ótimas intenções tenta acabar com a fome no mundo. Ao menos para a população da pequena cidade de Chewandswallow, tudo parece perfeito quando começa a chover sopa, nevar purê de batatas e vem uma tempestade de hambúrgueres. O cientista só não imaginava que isso iria causar um problema de proporções globais (leia mais aqui).

Tá Chovendo Hambúrguer estreia na programação da HBO no dia 1º de janeiro, às 19h25. A versão em HD do canal também exibe a atração no próximo dia 4, às 2h. E, em fevereiro, a animação estará também disponível na HBO Family.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Estreia: Bolt - Supercão

Um dos longas de animação de maior sucesso nos cinemas mundiais de 2008 chega à telinha da TV. Bolt: Supercão é o 47º desenho animado produzido pela Disney e acomapnha um cachorrinho que é um astro da televisão. Para Bolt, todos os dias são feitos de aventura, cheios de perigos e intrigas. Ele nunca saiu do set onde é filmada a série na qual ele vive um cão com incríveis poderes capaz de realizar façanhas inacreditáveis - pelo menos enquanto as câmeras estiverem ligadas.

Até que um dia ele sai de seu estúdio e, acidentalmente, vai parar na cidade de Nova York, onde percebe que seus poderes ali não funcionam. Bolt, então, se vê forçado a encarar a maior de todas aventuras: o mundo real. Com a ajuda de uma gata abandonada chamada Mittens e um hamster obcecado por TV chamado Rhino, ele irá descobrir que não precisa de super poderes para se tornar um herói.

O filme tem direção de Byron Howard e Chris Williams, que estiveram envolvidos com Chicken Little e Lilo & Sitch. Leia mais aqui.

Exibição: dia 01, sexta, 20h, HBO

(shirley paradizo)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Estreia: Encantada

Não é de hoje que os contos de fadas vêm ganhando novas roupagens para atrair não só as crianças, mas principalmente os adultos. Um bom exemplo desta modernidade pôde ser vista em Shrek agora em Encantada, que traz para o mundo real personagens que vivem apenas na fantasia. A história começa com uma animação bem ao estilo Diseney, com uma linda princesa em um universo colorido, cantado e dançando ao lado de animais fofinhos.

Nessa hora, ela encontra seu príncipe encantado e os dois se apaixonam, colocando abaixo os planos da malvada rainha que, em vez de envenená-la, manda a garota, literalmente, poço abaixo. A moça chega ao final de seu cruel destino e sai de dentro de bueiro em plena Nova York real. A doce Giselle (Amy Adams, de Jogos do Poder) conhece o advogado Robert (Patrick Dempsey, da série televisiva Grey‘s Anatomy), que, apesar de não acreditar em sua história, promete ajudá-la.

Não demora para a dupla se envolver em confusões e muitos perigos quando a bruxa decide eliminar a concorrência de vez. E tudo regado a uma boa dose de diversão e músicas incríveis de Alan Menken (de A Bela e a Fera, Alladin e Pocahontas).

Exibição: dia 04, sábado, 21h, HBO

Classificação: livre

(shirley paradizo)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estreia: As Aventuras de Azur e Asmar

A sequência inicial de As Aventuras de Azur e Asmar (Azur et Asmar, 2006) diz quase tudo que é preciso saber sobre o filme. A animação abre com Jenane, uma babá de traços islâmicos, com duas crianças no colo. Uma tem a mesma cor de sua pele, a outra é loira. Lentamente, enquanto canta uma bela canção - repetida pelos infantes - ela leva um, depois o outro, ao peito, amamentando-os.

Com esse momento singelo, o francês Michel Ocelot segue sua brilhante carreira, que já nos deu Príncipes e Princesas (2000) e Kirikou e a Feiticeira (1998). O estilo gráfico da novidade segue pelos caminhos inusitados das obras anteriores, uma rica mistura de computação gráfica elaborada com cores fortes e chapadas, repleta de detalhes refinados e design equilibrado e simétrico. O resultado é vibrante e muito agradável, depois de passada a estranheza da "descompressão" mental dos primeiros segundos.

A história trata de tolerância, amor e determinação. Nela, duas crianças - Azur e Asmar - são criadas pela mesma mulher. Mas apenas Asmar é filho de Jenane, que serve como ama-de-leite do jovem nobre Azur. Mas quando Jenane é expulsa, essa família é brutalmente separada. Sozinho, Azur cresce em meio à nobreza, mas jamais esquece as fantásticas histórias da babá - especialmente a lenda da Fada dos Djins - e quando atinge certa idade, decide cruzar o mundo para encontrá-la.

Ocelot criou o visual, dirigiu e escreveu o roteiro do filme, além de ter sido extremamente feliz também na escolha de sua equipe, especialmente o elenco de vozes. A onipresente palestina Hiam Abbass (de Munique e Paradise Now) e o sensacional Patrick Timsit, que faz a voz do mendigo Crapoux, destacam-se com um trabalho brilhante, que dá realmente vida a seus personagens. A aventura perde um pouco de fôlego no final, um tanto convencional e previsível, mas destaca-se com louvor do resto da homogênea produção que toda semana chega às nossas telas.

Exibição: dia 02, quinta, 9h30, HBO Plus

Classificação: livre

* texto do amigo érico borgo, publicado originalmente no site omelete

segunda-feira, 16 de março de 2009

Estreia: Meu Monstro de Estimação

Monstros não existem. É o que ouvimos desde pequenos, assim como é com fantasmas, fadas, bruxas e outros seres da "imaginação". Mas, verdadeiros ou não, eles estão cada vez mais presentes nos filmes, como em Meu Monstro de Estimação. O longa é dirigido por Jay Russell (de Brigada 49) e baseado em livro homônimo de Dick King-Smith. A famosa lenda do monstro do lago Ness, localizado na Escócia, é contada aqui por Angus (Alex Etel, de Caiu do Céu), garotinho que vive em uma mansão com a mãe e a irmã. Seu pai foi convocado para guerra e ele aguarda ansiosamente sua volta.

Sem amigos, ele passa o tempo apanhando conchas na beira da praia. Um dia, encontra um objeto estranho e decide levá-lo para casa. Não demora muito para descobrir ser um ovo, que revela um animalzinho estranho. Conforme tenta esconder seu amigo, que recebe o nome de Crusoé, tornam-se grandes amigos e vivem muitas aventuras. Mas há um "pequeno" inconveniente: Crusoé cresce muitos metros por noite e precisa estar na água para sobreviver. Angus percebe que deve levá-lo para o lago Ness - ele já não cabe na banheira onde fica escondido nas primeiras noites - e os dois devem se separar, porque Angus morre de medo de nadar. Tudo corre tranquilamente, até dois pescadores descobrirem o "monstro" no lago e espalharem para a cidade sobre o perigo que correm. Como Angus irá protegê-lo?

Há um pouco de Free Willy no filme. Na história, é possível encontrar o mesmo menino solitário, que encontra um animal para ser seu melhor amigo, até que ele precisa ser libertado. Mas, em vez de uma baleia, há um ser fictício, o "cavalo da água". Alex Etel atua muito bem como o garotinho Angus, além dos atores que interpretam os outros personagens, como sua mãe, vivida por Emily Watson (de Ondas do Destino), e Ben Chaplin (de Além da Linha Vermelha), como o homem contratado para trabalhar na casa do menino.

Papéis que se tornam pequenos perto do grande espaço ocupado pelo "monstro". Quando filhote, Crusoé é tão adorável que não há como não desejá-lo. É um sonho, todo frágil e "arteiro". Mas ele cresce rápido e deixa de ser um animal fofo para se transformar em monstro. Mesmo assim, não perde o charme e os efeitos continuam ótimos. Os responsáveis por isso são a Weta Digital e a Weta Workshop, os mesmos da trilogia O Senhor dos Anéis, King Kong e As Crônicas de Nárnia.

O lado negativo da produção é que, na tentativa de contar uma história já conhecida, o final torna-se previsível. Mas o filme continuando valendo por Crusoé e pela instigação da imaginação infantil, que não acaba, independente da idade do espectador. Leia mais aqui.

Exibição: dia 16, segunda, 21h, HBO

Classificação: programa para jovens e adultos

* texto de nathália nalomoni, publicado originalmente do site do cineclick

segunda-feira, 9 de março de 2009

Estreia: The Pixar Story

Nos anos 80, um grupo de pioneiros uniu suas habilidades em arte, ciência e tecnologia para criar um dos mais bem-sucedidos estúdios de animação, a Pixar. Agora toda a trajetória de sucesso do estúdio é retratado no famoso documentário The Pixar Story. Dirigido por Leslie Iwerks, o filme de quase uma hora e meia relata história dos criadores de Toy Story e Monstros S.A. entre tantos outros.

Além dos bastidores, o documentário apresenta entrevistas e depoimentos de atores, diretores e profissionais que fizeram parte dessa história, como John Lasseter, Ed Catmull, Steve Jobs, George Lucas, Michael Eisner, Bob Igler, Tom Hanks, Billy Crystal, Tim Allen e Brad Bird.

Exibição: dia 9, segunda, 21h30, HBO

(shirley paradizo)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Estreia: A Lenda de Beowulf

Há cerca de 1.500, os vikings se arriscavam pelos sete mares em busca de fortuna e glória. A saga de um desses guerreiros e de seus fiéis escudeiros sobreviveu aos séculos e tornou-se a fonte de inspiração de A Lenda de Beowulf. O herói em questão (Ray Winstone) e sua trupe saem em auxílio do rei Hrotgar (Anthony Hopkins), cujo reino está sendo aniquilado por uma criatura disforme e predadora chamada Grendel (Crispin Hellion Glover).

Apesar dos conselhos de sua mãe e feiticeira (Angelina Jolie) para que ele não se aproxime das pessoas, o monstro vive se aventurando na cidade para se alimentar dos humanos e, assim, aliviar uma imensa dor que o tortura até quase a morte. Beowulf consegue cumprir sua missão, mas o preço a pagar será alto demais - tanto para ele como para seus companheiros.

Para contar essa história, Robert Zemeckis (de Uma Cilada para Roger Rabbit e Náufrago) se vale da combinação do “velho” 3D e de uma moderníssima técnica criada por ele mesmo no longa-animado O Expresso Polar, em 2004. Batizada de performance capture, a nova tecnologia consiste em pegar atores e vesti-los com roupas especiais cheias de sensores eletrônicos que captam todos os seus movimentos, expressões e falas, transmitindo-os para o computador e transformando as imagens em animação.

Em entrevista à imprensa internacional durante o lançamento do filme, Zemeckis afirmou ter escolhido esse processo em Beowulf porque ele “oferece a possibilidade de duas formas de elenco, uma para a atuação e outra para a semelhança, o que quer dizer que podemos na verdade separar a aparência de um personagem no filme do ator que encarna aquele personagem”.

O que possibilitou algumas mudanças e até melhorias físicas nos intérpretes. A barriga avantajada do inglês Ray Winstone, por exemplo, deu lugar a um “tanquinho”, fazendo dele um viking saradão. Enquanto Crispin Glover virou um verdadeiro monstro em carne viva. Já Angelina Jolie ganhou ainda mais beleza e curvas de parar o trânsito. Para os atores, no entanto, as vantagens de encarar um trabalho como esse param na recauchutagem.

A vida no set de filmagem não foi fácil e bem diferente de tudo o que eles já haviam feito até então. Todo o elenco foi obrigado a representar em um estúdio diante de uma tela verde, sem cenários, objetos ou figurinos - apenas com aquelas roupas colantes e fios saindo por todos os lados de seu corpo. Para Zemeckis, isso não é problema.

Ao contrário, é uma espécie de “libertação da tirania” das filmagens rotineiras. “Não tem a ver com iluminação, com movimento de câmera, com cabelo, maquiagem. É o desempenho em estado absoluto. Não temos que quebrar a cena para ter cobertura, podemos fazer planos abertos e closes ao mesmo tempo. Assim, os atores ditam o ritmo das cenas. Era como no teatro, a não ser pelo fato de estar sendo captado em 3D.”

Se o cineasta está certo ou não, pouco importa. O fato é que Hollywood se rendeu à performance capture. O próprio Zemeckis já está usando a tecnologia em outra produção, uma nova versão cinematográfica de Um Conto de Natal, de Charles Dickens. E o cineasta James Cameron lançará seu próximo filme, Avatar, apenas em salas 3D, em 2009. Para o realizador do megablockbuster Titanic, serão exatamente essas técnicas ultramodernas que vão garantir a sobrevivência do cinema no futuro. Alguém duvida?

Exibição: dia 31, sábado, 21h, HBO

Indicação: a partir de 14 anos

(shirley paradizo)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Estreia: Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo

Franjinha termina a sua nova invenção: uma máquina do tempo. Mas, quando seus amigos invadem seu laboratório, armam uma grande confusão. No fim, fazem com que os quatro elementos necessários para a máquina acabem parando em outras épocas. Assim, Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali terão que viajar para o futuro e o passado em busca do fogo, água, ar e terra em Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo. Mas eles terão que ser rápidos, para evitar que todos fiquem congelados eternamente.

Mônica terá a ajuda de Piteco para resgatar o elemento fogo na pré-história. Cascão contará com os índios Papa-Capim e Cafuné, que lhe ajudarão a ter de volta o elemento água. Cebolinha fará uma viagem ao futuro e lá conhecerá o Astronauta, que terá de lutar contra a vilã Cabeleira Negra para pegar o elemento ar. E Magali encontrará a turma quando eles ainda eram bebês e tentará impedir a pequena Mônica de arrumar confusões com o elemento terra.

O desenho inspirado em personagens criados por Maurício de Sousa mistura animação 2D com a tecnologia da 3D e é produzido por Diller Trindade, famoso por lançar os filmes da Xuxa e dos Trapalhões. Maurício, que dirige a animação, faz uma participação como a voz do cachorro Bidu.

Exibição: dia 29, quinta, 19h, HBO Family

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Estreia: Vira-Lata

Filmes e animações protagonizados por animais fofinhos costumam fazer sucesso entre o público infantil e adulto. Afinal, não há quem resista a um cão, um gato e até um ratinho salvando o dia de seus donos e, muitas vezes, dos habitantes de todo o planeta. Esse é o caso do herói de Vira-Lata, dirigido por Frederik Du Chau (de Deu Zebra) e inspirado na clássica série animada dos anos 60.

O bicho em questão (voz de Jason Lee, do seriado My Name Is Earl) é um desajeitado beagle que ganha superpoderes após um acidente no laboratório de um cientista maluco (Peter Dinklage, de As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian). Ao fugir dos vilões, ele acaba sendo adotado por um vigia noturno (James Belushi, de Selvagem e Feitiço do Coração) e passa a usar suas habilidades para proteger sua cidade. Na vida real, o principal cachorro usado nas filmagens - que dividiu a cena com outros quatro - também foi abandonado e resgatado pela Associação dos Amigos dos Beagles em Orange County, na Califórnia.

(shirley paradizo)

* Texto publicado originalmente na revista On TVA, edição de janeiro

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Estreia: Mimzy – A Chave do Universo

Duas crianças encontram um coelho mágico que lhes fornece poderes especiais para enfrentarem um momento muito especial do planeta em Mimzy – A Chave do Universo. As crianças em questão são Noah (Chris O'Neil) e Emma (Rhiannon Leigh Wryn), que vão passar férias na praia com sua mãe Jô (Joely Richardson, da série Nip/Tuck). Os garotos descobrem uma misteriosa caixa junto ao mar que, quando tocada por Noah, se abre misteriosamente e revela um interior cheio de objetos. Entre eles, um coelhinho de pelúcia que é prontamente adotado por Emma.

Aparentemente comum, o coelhinho é capaz de se comunicar com a menina, em uma linguagem que só ela entende. Descrente a princípio, o irmão começa a acreditar nos poderes do coelho quando o que ele diz à irmã antecipa com precisão o futuro. A presença do coelho e outros objetos da caixa - que foram escondidos pelas crianças em seu quarto - começa a ter efeitos inesperados sobre Noah e Emma. Até então um aluno desatento, Noah torna-se capaz de elaborar sozinho um sofisticado projeto para a feira de ciências. A menina faz proezas de mágica tão ousadas que apavoram sua babá. Mas a descoberta traz uma responsabilidade: agora eles precisam salvar a Terra da destruição.

O filme na verdade, não apresenta nada muito novo do que já foi feito no gênero até hoje. Muitas cenas chegam a lembrar Jumanji ou Zathura - Uma Viagem Espacial. Porém, tem seus encantos. Os efeitos especiais não deixam a desejar a nenhum de seus antecessores, além de trazer a boa dose habitual de fantasia e os famosos Timothy Hutton e Joely Richardson (filha de Vanessa Redgrave) como os pais.

Minzy – A Chave do Universo leva a assinatura de Robert Shave que produziu a famosa trilogia O Senhor dos Anéis, e é uma adaptação de uma história escrita por Lewis Padgett, em 1943, e publicada como conto em revista de ficção cientifica que, se tornou cult.

Exibição: dia 26, sexta, 19h, HBO Family

(shirley paradizo)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Estreia: Tá Dando Onda

Enquanto os estúdios esgotam a lista de heróis de quadrinhos em suas adaptações cinematográficas, os das animações levam aos cinemas todo o tipo de animais, insetos e contos de fadas. Depois de cães, gatos, formigas, dinossauros e até ogros, os pinguins também ganharam sua chance de brilhar nas salas escuras. Começando como mero coadjuvantes em produções como Mary Poppins, Madagascar e Batman, as aves marinhas alcançaram o posto de protagonistas em fitas como o oscarizado Happy Feet e o documentário A Marcha dos Pinguins. Das geleiras para o mundo, eles conquistaram o público ora com seu jeito desengonçado e carismático e ora com ares de psicopatas.

Já os pinguins de Tá Dando Onda são exímios esportistas e deixaram sua marca ao inventar o surfe. Isso mesmo. O famoso esporte aquático que lembra portes atléticos, cabelos parafinados, praia, sol e lindas mulheres foi criado por essas exóticas aves e imortalizado pelo lendário Big Z, o maior surfista que já deslizou nas ondas dos sete mares.

Ele é o ídolo do pequeno Cadú Maverick (Shia LaBeouf), o único praticante da modalidade na Antártica e que sonha em se tornar um surfista de renome. Para isso, o jovem deixa sua família em Frio de Janeiro e viaja para a ensolarada ilha Pingú a fim de participar de seu primeiro campeonato profissional.

No caminho, ele faz novos amigos, como o surfista do meio-oeste João Frango (Jon Heder), o empresário Régis Belafonte (James Wood), o caçador de talentos Mikey Abromowitz (Mario Cantone) e a bela salva-vidas Lani Aliikai (Zooey Deschanel) – por quem ele se apaixona. Tudo seguido de perto por uma “equipe de filmagem”, que registra as experiências de seu astro para um “longa”. Não faltam entrevistas com familiares, amigos, a recordação da primeira onda...

Vida real
A intenção dos diretores Ash Brannon (de Toy Story 2) e Chris Buck (de Tarzan) era criar uma animação diferente de tudo o que já foi feito no gênero até hoje. “A originalidade de Tá Dando Onda consiste em contar a história de Cadú como um documentário dentro do filme. Achei irresistível a idéia de mostrar um personagem animado com câmeras e microfones à sua frente’, conta Brannon, em uma entrevista por telefone ao Estado de S.Paulo.


A exemplo dos programas de entrevistas, reality shows e afins, a animação que concorreu ao Oscar este ano conta com “figurantes” em diversas cenas, como se fossem aquelas pessoas ávidas para aparecer na TV, que ficam acenando ou mandando beijos no fundo da câmera, atrás do entrevistado.

Mas não é só coadjuvantes anônimos que dão as caras. Os campeões Rob Machado e Kelly e o famoso locutor esportivo Sac Masekela fazem uma ponta no desenho, “interpretando” eles mesmos. Só que, claro, na forma de pinguins. Os desenhistas captaram suas personalidades e trejeitos e os próprios surfistas dublaram suas vozes.

E como em qualquer bom filme de surfe, na trilha sonora não faltam bandas que fazem alusão ao espírito da rebeldia e da liberdade dos “pegadores” de onda. O animado resgata a cantora de r&b Lauryn Hill, coloca ao fundo de uma cena a canção Holiday, do Green Day, e traz várias músicas do Incubus e do Pearl Jam, além de uma original do grupo Sugar Ray. Já as imagens de época – inspiradas em fatos reais – são embaladas a ritmos que lembram os cantados por Elvis Presley, na década de 1960.

(shirley paradizo)

Exibição: dia 25, quinta, 19h30, HBO

* Texto de Shirley Paradizo, publicado originalmente na revista On TVA, edição de dezembro

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Estréia: Aqua Teen Hunger Force

Não perca as novas aventuras do trio de investigadores mais malucos da televisão em Aqua Teen Hunger Force - um aviso, só faça isso com seus filhos longe da sala! Inspirado em série animada non sense exibida no ex-bloco Adult Swim (do Cartoon Network), o longa conta a história da origem dos personagens do desenho, três fast foods gigantes e falantes, que devem controlar um objeto que ameaça a paz na galáxia. Apesar dos perigos, Mestre Shake, Almôndega e Batatão combatem o crime e qualquer vilão que aparece à sua frente com seu jeito peculiar e divertido.

Esta louca animação para adultos foi criada por Dave Willis e Matt Maiellaro, que além de escrever e dirigir os episódios na televisão, ainda arranjam tempo para improvisar as vozes desta turma muito estranha e criar um longa-metragem mais bizarro e picante do que o desenho. Conheça os personagens:

Mestre Shake (Master Shake): o líder (auto-proclamado) do trio é um copo de milk shake tamanho família que faltam adjetivos negativos para descrevê-lo: imaturo, egocêntrico, oportunista, grosseiro, porco, falso, mentiroso, safado, irresponsável, inconseqüente e a lista segue interminável.

Almôndega (Meatwad): ele é uma almôndega macho reprovado para consumo humano, teoricamente possui o poder de se transformar em qualquer coisa que imagine, mas aparece sempre transformando-se em "hot dog" ou "iglu". Aliás, assumir essas formas não serve para muita coisa. Apesar de não ter um cérebro de verdade (é de brinquedo) ele tem um coração de ouro, um espírito ingênuo e de boa índole, que é um prato cheio para Mestre Shake, que vive querendo corromper e destruir a sanidade de seu pobre coleguinha.

Batatão (Frylock): este pacotão vermelho de batatas fritas com bigode e barba grossa e uma pedra mágica nas costas é o cérebro da equipe: responsável, correto, justo, autêntico e extremamente inteligente. Quando necessário, ele pode soltar raios pelos olhos. Apesar da inteligência e bom papo, ele é um fracasso com as mulheres. Nem tudo é perfeito.

Carl Brutananadilewski: o vizinho do Aqua Teen. Ele é humano e o único dos quatro principais que não integra o grupo. É um cara um tanto mal-educado, de higiene duvidosa, péssimos hábitos e baixa auto-estima. Carl diz que trabalha em casa, mas nunca é visto com a mão na massa, além disso ele não gosta muito do Aqua Teen e procura evitar contato com eles sempre que pode.

Dr. Esquisito (Dr. Weird): um cientista que sempre aparece na abertura do desenho fazendo bizarrices. Um personagem remanescente dos velhos vilões-protótipos dos desenhos Hanna-Barbera dos anos 60 e 70. Sempre começa sua aparição demonstrando sua mais recente invenção e berrando sua frase-lema "Senhores... contemplem!"

Exibição: dia 19, sexta, 17h, HBO

Indicação: maiores de 18 anos

(shirley paradizo)

sábado, 15 de novembro de 2008

Estréia: Piratas do Caribe - No Fim do Mundo

Ok. Não é animação, mas tem magia, universo fantástico, humor, personagens além da imaginação... Precisa dizer mais alguma coisa?

Lembro-me de ter escrito na crítica de Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte que havia saído da projeção "meio tonto". Neste terceiro filme, Piratas do Caribe - No Fim do Mundo, é preciso eliminar a palavra "meio". A produção de Jerry Bruckheimer (de Armaggedon, Os Bad Boys, Con Air - A Rota da Fuga, Um Tira da Pesada e tantos outros) nocauteia qualquer um. Para o bem e para o mal.

Trata-se de uma overdose de sons altos, música incessante e imagens deslumbrantes que encharcam olhos e ouvidos sem dó nem piedade. E isso é bom? Depende. Para o público jovem, não poderia ser melhor. Já os sentidos mais amadurecidos talvez sofram com a sensação de se estar numa montanha russa alucinada durante quase três horas. Duas horas e 48 minutos, para ser mais preciso. Mas vale a pena.

A força dramática da primeira cena, na qual centenas de piratas e/ou pessoas conectadas a eles são vítimas de um enforcamento em massa nos remete a grandes dramas históricos filmados com apuradíssima precisão técnica. As aparições do navio fantasma Flying Dutchman (por que não "Holandês Voador"?) parecem ter sido filmadas diretamente de um pesadelo. Por incrível que pareça, a direção de arte e os figurinos estão ainda mais elaborados e barrocos.

A reunião dos grandes líderes mundiais de piratas é um capítulo a parte. O humor permanece na medida certa e a batalha final, desenvolvida dentro de um redemoinho, é assustadoramente brilhante e assume - definitivamente - que o filme é baseado numa atração de parque temático. A história? Ah, sim, existe uma: Lorde Cutler Beckett (Tom Hollander) dá início a uma execução em massa de piratas, o que faz com que Elizabeth Swann (Keira Knightley, fortíssima) e o capitão Barbossa (Geoffrey Rush, divertindo-se muito) viajem até Cingapura para roubar os mapas do líder pirata Sao Feng (Chow Yun-Fat, de O Tigre e o Dragão).

As cartas náuticas de Feng trariam as rotas do Fim do Mundo, onde Jack Sparrow (Johnny Depp, é claro!) está preso no Flying Dutchman por conta da dívida que ele precisa pagar a Davy Jones (Bill Nighy). E isso é só comecinho... Para entender melhor, é preciso ver ou rever os dois primeiros episódios, já que os três filmes são profundamente entrelaçados, mas Piratas do Caribe - No Fim do Mundo é um filme no qual se embarca mesmo sem entender exatamente a história. Ah, e o final não é dos mais convencionais, além de abrir as portas para um provável quarto episódio (Piratas do Caribe - A Fonte da Juventude, talvez?). Claro.

Ninguém abandona assim sem mais nem menos uma franquia cinematográfica que rendeu mais de US$ 1,7 bilhão apenas nos dois primeiros filmes, somente com ingressos vendidos nos cinemas. Sem falar nos DVDs, camisetas, lancheiras, brinquedos...

Exibição: dia 15, sábado, 21h, HBO

Indicação: a partir de 12 anos

(celso sabadin)

* O multimídia - e querido amigo - Celso Sabadin é autor do livro autor do livro Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo e jornalista especializado em crítica cinematográfica desde 1980. Atualmente, dirige o Planeta Tela (um espaço cultural que promove cursos, palestras e mostras de cinema) e é crítico de cinema da TV Gazeta e da rádio Bandeirantes.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Estréia: Ratatouille

É interessante notar como a Pixar Animation se supera a cada produção, apoiando-se basicamente em variações sobre o mesmo tema, ou seja, a vitória do talento individual sobre a mediocridade geral e coletiva. Em Toy Story, os brinquedos - que são extremamente inteligentes, criativos e independentes - abrem mão de seus próprios talentos para entrar no jogo limitado dos humanos. É particularmente emocionante a cena na qual Buzz Lightyear descobre que ele não é, de fato, um astronauta, mas apenas o instrumento de brincadeiras de uma criança.

Em Vida de Inseto, a formiga Flick é hostilizada pelo formigueiro (nada mais coletivo) por que ninguém entende ou aceita o seu incrível talento individual de inventora. O peixinho portador de uma pequena deficiência física em sua nadadeira é o mote propulsor de toda a aventura de Procurando Nemo por que se recusa a obedecer os limites impostos por seu assustado pai. Em Os Incríveis, toda uma horda de super-heróis dos mais talentosos é proibida de exercer seus poderes para satisfazer à mediocridade geral de uma sociedade desprovida de talentos especiais.

Os heróis da Pixar são estes indivíduos especiais e quase sempre solitários que ousam se erguer contra os padrões pré-estabelecidos impostos por uma coletividade ignorante. E agora, Remy, de Ratatouille, é um ratinho francês de extremo bom gosto que não se encaixa na comunidade "comedora de lixo" da qual faz parte. Dotado de olfato e paladar dos mais aguçados, ele é apaixonado por gastronomia e não consegue entender como sua família se conforma em se alimentar de restos e detritos.

Após uma série de confusões, Remy vai parar em Paris, mais precisamente na cozinha do restaurante Gusteau’s, que já fora em outros tempos o mais badalado da França, mas que no momento passa por um processo de decadência, após a morte de seu proprietário. O cenário está armado. De um lado, um restaurante sofisticado, que simbolicamente resiste à mania do fast food, das comidas congeladas e do mau gosto de uma forma geral. Do outro, um personagem extremamente talentoso, mas que jamais poderá esconder a genética de sua origem humilde: a de ser um rato.

Seria uma referência aos processos de intolerância contra os imigrantes que a França em particular e a Europa em geral vêm vivendo? O roteiro a direção de Brad Bird (também roteirista e diretor de Os Incríveis) abre um vasto campo de interpretações, sem deixar de lado o ritmo e o humor que um desenho animado deve ter. Ele faz uma ode ao talento, despreza a mesquinhez coletiva e constrói personagens dos mais "humanos" (mesmo que alguns deles sejam ratos), multifacetados, longe da simplificação fácil do bem contra o mal. Aqui, como na vida, os "heróis" também erram e os "vilões" também têm coração.

Exibição: dia 8, sábado, 19h, HBO

(celso sabadin)

* O multimídia - e querido amigo - Celso Sabadin é autor do livro autor do livro Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo e jornalista especializado em crítica cinematográfica desde 1980. Atualmente, dirige o Planeta Tela (um espaço cultural que promove cursos, palestras e mostras de cinema) e é crítico de cinema da TV Gazeta e da rádio Bandeirantes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Estréia: Batman - O Cavaleiro de Gotham

O canal HBO Family exibe a tão comentada série de curtas Batman: O Cavaleiro de Gotham (Batman: Gotham Knight), que traz o herói em seis animações distintas, todas com diferentes roteiristas, diretores e estilos de animação assinadas por grandes nomes do universo animado japonês - Shojiro Nishimi, Futoshi Higashide, Hiroshi Morioka, Yasuhiro Aoki e Toshiyuki Kubooka.

As histórias são inter-relacionadas e revelam as primeiras aventuras de Bruce Wayne como o Homem-Morcego e os passos que ele tomou até se transformar no incansável vingador de Gotham City.

Essas incríveis aventuras colocam Batman contra o amedrontador Espantalho e dois outros vilões jamais encarados antes: o ensandecido Killer Croc e o pistoleiro que nunca erra conhecido como Deadshot. Teaser da animação "Batman - O Cavaleiro de Gotham",

Estréia: do dia 2 para o dia 3, 1h35, HBO Family

Indicação: desenho adulto

(shirley paradizo)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estréia: A Família do Futuro

Não há como negar. A família pode nos levar ao paraíso e também transformar nossa vida em um inferno. O protagonista de A Família do Futuro conhece os lados dessa moeda. Prestes a completar 13 anos, o órfão Lewis perdeu a esperança de ser adotado e decide construir uma máquina que o ajude a lembrar de mãe biológica para que ele possa encontrá-la. Ele apresenta a tal engenhoca em uma feira de ciências do colégia e, antes de usá-la, um vilão esquisito chamado Bandido do Chapéu-Coco rouba a invenção.

No meio da confusão, Lewis conhece Wilbur Robinson, um garoto que veio do futuro e leva Lewis para seu tempo com o objetivo de salvar sua excêntrica família que corre perigo nas mãos de nada mais que o Chapéu-Coco. Em um mundo repleto de carros voadores e cidades flutuantes, a dupla enfrenta muitos perigos em busca do Bandido e, no caminho, descobre segredos surpreendentes sobre os Robinson.

Baseado na obra infantil do escritor de William Joyce, A Day with Wilbur Robinson, e assinado pelo diretor Steve Anderson, a animação aposta em uma trama simples e diálogos voltados mais para o gosto das crianças, deixando um pouco de lado as referências pop e as piadas destinadas ao público adulto. O que não tira o encanto de A Família do Futuro.

Exibição: dia 9, sábado, 21h05, HBO

(shirley paradizo)