Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Da minha coleção...



Muito bacana essa animação feita com cenários e personagens de papel criadas pel russo Aleksand Ródtchenko para o livro Imitabichos. E é o próprio Aleksandr Ródtchenko que assina as ilustrações dessa pequena obra-prima escrita pelo poeta e dramaturgo Serguéi Tretiakóv.

A história do livro surgiu quando Tretiakóv
começou a observar seus filhos brincarem de imitar bichos e escreveu nove divertidos poemas sobre a brincadeira. Cada um ensina o leitor a recriar um animal a partir de objetos facilmente encontrados em casa. Para ser uma foca, por exemplo, basta se enrolar num lençol e “nadar sem medo no chão”.

Já as ilustrações, que deram origem também à animação, nasceram da mente criativa de Aleksandr Ródtchenko e de sua esposa, que construíram maquetes de papel dos bichos e das crianças, a partir de moldes geométricos. Colocando-as sobre uma mesa, e aplicando luz, elas ganham movimento por meio de um jogo de espelhos e sombra. É muito fofo!

sábado, 18 de junho de 2011

Literatura: Alice for the iPad

Há algum tempo, não coloco aqui uma indicação de livro. E não foi por falta de boas obras lançadas no mercado! Sei lá, simplesmente passou... Então, aqui vai minha dica: Alice in Wonderland. Agora você, provavelmente, pensou: "Pera lá, você já não falou desse livro?" Sim, mas esta é uma versão fantástica para iPad.

Se você tem um iPad ou similar, vale baixar essa releitura do clássico de Lewis Carroll - e, na minha opinião, um dos mais maravilhosos livros de todos os tempos. Garanto que não irá se arrepender. Mas vamos ao que interessa.

Na versão para o aparelho, a história de Lewis Carroll ganhou muita interatividade. Logo no início, por exemplo, um relógio pendurado na letra S, da palavra So, se mexe conforme você arrasta o dedo na tela para cima ou para baixo. Mais à frente, um pote de marmelada despenca na tela. E a história segue com várias diversões.

Conforme o iPad é sacudido e balançado, elementos interativos pulam, mexem a cabeça, caem ou até crescem.
O e-book traz 20 cenas animadas faz uso das ilustrações restauradas do livro original.

O livro não tem tradução para o português. A versão grátis (Lite) tem 45 páginas, com vários recursos de interatividade. Já a completa tem mais páginas, dezenas de recursos e custa cerca de US$ 9 na iTunes Store.

Outro e-book que vale conferir (este grátis) é Alice in New York, uma história da personagem pela Big Apple, com direito a conversas com a Estátua da Liberdade e o acompanhamento da Rainha Vermelha como guia turística da garota. Produzido pela mesma editora de Alice for the iPad, as ilustrações do livro também são ricas em cores e em interatividade
.

Para comprá-lo,
clique aqui. A versão limitada pode ser baixada neste link. Se ainda tem dúvidas, confira o vídeo abaixo com uma pequena degustação.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Literatura: Apolinário, o Homem-Dicionário

A espera acabou! Finalmente chega às livrarias o aguardado novo trabalho de Fábio Yabu, criador da série literária e televisiva Princesas do Mar. Apolinário, o Homem-Dicionário (Panda Books) é o décimo-segundo livro do autor e conta com ilustrações de Daniel Bueno, vencedor do Prêmio Jabuti. Bueno conseguiu materializar de forma brilhante conceitos subjetivos do texto, usando letras e livros para representar os personagens e suas emoções. Foi dele a ideia de fazer os personagens com corpo de livro.

Apolinário, o Homem-Dicionário apresenta um personagem bem conhecido: um professor de português apaixonado pela língua portuguesa. Tão apaixonado que não tolera nem mesmo os pequenos erros de grafia, de significado, de concordância e de pontuação, que são reproduzidos nos versos da história e que levam o professor à loucura e o leitor a muita diversão. O personagem chega até a terminar um namoro por causa de um "a" mal craseado.

O prefácio dessa pequena obra-prima é assinado por Mauricio de Sousa, que dá seu aval final para Yabu como um dos principais autores infantis da atualidade.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Contação de histórias

No fim desta semana, a garotada vai ter diversão garantida! Acontece em diversos locais em sampa uma série de contação de histórias. Já acompanhei muitas "contações" e acho máximo, com certeza crianças e pais devem se divertir! Na livraria Saraiva, do Shopping Higienópolis, quem entra na roda é Coraline, de Neil Gaiman, sobre uma menina que se muda com os pais para uma vizinhança cheia de surpresas e vive muitas aventuras.

Já na Saraiva do Shopping Center Norte tem contação de história a partir do livro O Mistério do Coelho Pensante e Outros Contos, de Clarice Lispector. E tem mais conta-contos na Saraiva do Shopping Ibirapuera, que traz outro livro de Neil Gaiman, o fantástico Cabelo Doido. O conto traz o encontro da menina Bonnie com um homem de cabeleira impressionante. Dentro dela, há tudo o que se possa imaginar!

Serviço

Coraline
Onde: Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis - av. Higienópolis, 618, piso Higienópolis; tel. (11) 3662- 3060
Quando: dia 12, sábado, às 17h

O Mistério do Coelho Pensante
Onde: Livraria Saraiva do Shopping Center Norte - travessa Casalbuono, 120; tel. (11) 2252-2110
Quando: dia 13, domingo, às 15h

Cabelo Doido
Onde: Livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera - av. Ibirapuera 3.103; tel. (11) 5561-7290
Quando: dia 19, sábado, às 18h

* com fonte da follinha

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estante: O Mágico de Oz (versão pop-up)

Depois dos clássicos O Pequeno Príncipe e Alice no País das Maravilhas, agora é a vez de O Mágico de Oz (Editora Publifolha) ganhar uma belíssima versão pop-up. Há mais de 110 anos, o livro do escritor Lyman Baum (publicado originalmente em 1990) encanta crianças de todo o mundo com a história de Dorothy. A menina sonha em conhecer um mundo além do arco-íris, onde fadas e bruxas convivessem como num conto de fadas. Seu sonho se torna realidade quando ela é levada a uma incrível viagem à Terra de Oz, em companhia de cãozinho Totó. Lá conhece personagens bem inusitados: o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão. Para voltar à sua casa, ela e seus novos amigos seguem o caminho das pedras amarelas a fim de encontrar um misterioso mágico capaz de realizar seu desejo.

Nesta edição pop-up, a menina dos sapatos vermelhos e seus amigos ganham vida com impressionantes imagens que saltam das páginas. As criativas ilustrações originais de William Wallace Denslow foram adaptadas com primor pelo artista Robert Sabuda, ganhando dobraduras e surpresas interativas. Em 1939, a obra foi imortalizada nos cinemas, com Judy Garland no papel da inesquecível Dorothy. Em breve, essa história vai ganhar uma nova adaptação cinematográfica.

Sobre o autor
Frank Baum é autor de cerca de 60 livros, vários deles de grande sucesso. O Mágico de Oz, porém, per­tence àquela rara e privilegiada categoria de livros destinados à imortalidade. Reeditado sem interrupções, geração após gera­ção, é avidamente procurado e lido por milhões de jovens e adultos de todo o planeta. A simplicidade e a fluência de linguagem, a origina­lidade do tema, a vivacidade da narração e o es­plendor da fantasia justificam e explicam o fascínio e a longevidade da obra.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Literatura: Meus 10 melhores livros de 2010

Como acontece em todo final de ano, as listas dos melhores disso e daquilo começam a pipocar na internet. Para entrar no clima, também fiz as minhas. A primeira delas é uma listinha dos 10 melhores livros que li em 2010. Não há uma ordem específica e inclui tanto livros infantis, infanto-juvenis como os de tema adulto. Aqui vai ela.

Firebelly: Uma Viagem ao Coração do Pensamento (J.C. Michaels, Editora Mercuryo) - Entre os tantos livros na estante da livraria, este me chamou a atenção pela sinopse. Em resumo, é sobre um sapo que sonha em viver grandes aventuras e duas jovens de famílias distintas que revelam seus dramas e angústias. É em torno desses três personagens que o autor tece, com maestria e humor, seu romance e questiona nossas escolhas, o peso da responsabilidade e o nosso lugar no mundo. Ganhador do prêmio Nautilus Book Awards 2007, o livro no ano passado ganhou um game online homônimo.

Na Garupa do Meu Tio (David Merveille, Editora Cosac Naify) - um livro-imagem infantil encantador, criativo e cheio de humor, que recomendo para todas as idades. É uma adaptação literária desse exímio ilustrador para o personagem de Meu Tio, filme do diretor Jacques Tati (1907-1982) lançado em 1958. Sem uma linha de texto sequer, Merveille transporta o leitor para o mundo criado pelo cineasta, em Paris. Todo o "percurso" é feito a bordo da bicileta do tio Hulot. O ilustrador húngaro Istvan Banyai, colaborador da revista The New Yorker e autor do também livro-imagem O Outro Lado, assina um simpático poema na quarta capa.

Cabelo Doido (Neil Gaiman, Editora Rocco) - outro livro infantil indispensável na estante de casa, principalmente para quem é fã das histórias pouco convencionais do escritor e quadrinista inglês. Novamente, Gaiman, com a ajuda do parceiro ilustrador de longa data Dave McKean, leva as crianças para um mundo surreal sem subestimar sua inteligência. Na história, uma garota encontra um homem com um cabelo enorme que esconde um universo mágico entre os fios embaraçados. Mais uma vez, tiro o chapéu para o mestre Gaiman, autor de obras imperdíveis como a série em quadrinhos Sandman, O Livro do Cemitério, Coraline, Lugar Nenhum e Stardust...

Monteiro Lobato Livro a Livro (Marisa Lajolo e João Luis Ceccantini, Editora Unesp) - Como criador do mundo mágico Sítio do Picapau Amarelo, Lobato se revela inovador e arrojado, empenhado em conferir à infância um lugar no qual, antecipando tendências, a mesma tinha papel de destaque. Essa obra vencedora do prêmio Jabuti 2009 revisita essas histórias de Lobato para discussões breves sobre linguagem, imagens, ilustrações e práticas editoriais do escritor. Apesar da linguagem mais acadêmica, vale a leitura para aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre o autor e seus livros infantis.

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Stieg Larsson, Editora Companhia das Letras) - se você gosta de uma boa trama repleta de suspense, intriga, conspiração, mistério e investigação, não pode deixar de ler esse que é o primeiro livro de uma trilogia batizada de Millennium. O escritor sueco é dono de uma narrativa poderosa, de tirar o fôlego e instigante. Daquelas que você não sossega até ler a última página. Como curiosidade, o sucesso das obras - venderam mais de 40 milhões no mundo todo - levou à produção de um longa-metragem em 2009, dirigido por Niels Arden Opley. O jornalista e ativista político, porém, não desfrutou dos merecidos créditos. Em 9 de novembro de 2004, sofreu um infarto enquanto subia as escadas de um prédio de Estocolmo onde funcionava a redação da Expo, revista que fundou e que mal conseguia sustentar. Morreu aos 50 anos, morando de aluguel e quase sem dinheiro. Havia acabado de entregar as provas do terceiro volume à editora e ia pela metade do quarto episódio. O primeiro seria publicado somente em 2007.

Uma Crença Silenciosa em Anjos (R.j. Ellory, Editora Nacional) - Comprei este por indicação da minha sobrinha de 16 anos. Tem uma trama de mistério e reviravoltas muito bem elaboradas, da qual se sabe o final logo no começo, mas não o motivo. Não concordo muito com o final/começo dado ao atormentado protagonista que vive lutando contra o pesadelo que abalou toda a sua existência. Mas é justo. Ah, e não há anjos de verdade na história...

O Nome do Vento: A Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss, Editora Sextante) - Iniciei a história sem a mínima idéia do que se tratava. Foi uma indicação do atendente da livraria Nobel, que, ao contrário de muitos pelos quais já passei, pareceu conhecedor das obras que indicava. É uma romance fantástico sobre o estalajadeiro de uma pequena cidade que relata suas aventuras e desventuras. O livro é parte de uma trilogia e só soube que seu escritor era um confesso jogador de RPG depois de terminada a leitura, quando fui atrás das datas de lançamento das continuações. Isso explica a facilidade com que ele se movimenta nesse mundo de fantasia, como se vivesse nele há séculos. Um épico que valeu cada página lida.

O Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Zafón, Editora Suma das Letras) - segundo livro publicado no Brasil do venerado escritor catalão de A Sombra do Vento. Nesta obra, ele nos transporta novamente para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, mas apresentando novas intrigas e personagens. Mais uma vez sua narrativa é impecável e de ritmo eletrizante. E mais uma vez, ele faz uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros. Zafón é um verdadeiro domador da arte de contar histórias.

Pânico na Estrada (Eoin Colfer, Editora Galera Record) - se o nome de Colfer aparece estampado na capa de um livro, eu compro e leio. Não importa se é bom ou ruim, se falaram bem ou mal - para mim, são sempre ótimas leituras e são mesmo. Sou uma grande fã de Colfer. Um dos motivos é o fato de ele ter sido o primeiro a bater de frente com Harry Potter com seu Artemis Fowl. Na época, enquanto o mundo fazia filas na porta das livrarias para adquirir o livro mais recente de J.K. Rowling, eu me deliciava com a história de do moleque ricaço, esperto e gênio do crime! Se Rowling desapareceu depois de concluir sua saga, Colfer continuou brindando a garatoda com boas histórias, como este Pânico na Estrada e Aviador, que vai ganhar uma versão para os cinemas em breve. O outro motivo é que ele me conquistou pelo "ego".

Não Contem com o Fim do Livro (Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, Editora Record) - Além de um fantástico e insupervel escritor, o autor de O Nome da Rosa é um colecionador de obras, com cerca de 50 mil volumes. Para falar sobre essa paixão, Eco se uniu ao bibliófilo, escritor e roteirista francês Carrière para discutir a importância dos livros. A obra, ao contrário do que parece, não dá uma visão apocalíptica para o livro em tempos de internet e ebooks. A dupla, na verdade, mostra como o livro atravessou a história da humanidade e como transformou culturas e civilizações, para o bem ou para o mal. E tudo por meio de um bate-papo descontraído entre a dupla, intermediado pelo jornalista Jean-Phillipe de Tonnac. Há muita história de vivência de ambas as partes, humor e "causos" de amigos idem famosos.

Outras dicas bacanas você pode encontrar no endereço de Roberto Denser. E aguarde em breve outras listas, como os dos 10 melhores longas de animação que assisti neste ano.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Literatura: Alice no País das Maravilhas (em pop-up)

Ao seguir os passos de um estranho e apressado Coelho Branco, Alice cai numa toca e vai parar no País das Maravilhas. Lá, ela vive aventuras fantásticas ao lado de personagens que vão além da imaginação, como o Gato de Cheshire, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas e tantos outros. O clássico de Lewis Carroll, que virou filme em 3D neste ano, agora é recontado em versão em pop-up pelo artista americano Robert Sabuda (considerado o mestre dos pop-ups e que tem lançado no Brasil os livros Peter Pan e Dinossauros e Fadas). Esta edição inédita de Alice no País das Maravilhas (Editora Publifolha) ganhou dobraduras, figuras que saltam da páginas, abas que escondem surpresas e imagens interativas inspiradas nas ilustrações de John Tenniel. Uma obra para divertir e encantar toda a família, que não pode faltar na estante dos fãs desse clássico da literatura.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Literatura: Dragões de Éter

"E um lobo lhe devorou a avó". Com esta frase, o escritor brasiliero Raphael Draccon inicia sua narrativa em Dragões de Éter (Editora Leya Brasil). A promessa de com um muito fantasioso repleto de aventura, ação e seres fantásticos caiu por água abaixo nas primeiras 20 a 30 páginas. Confesso que nesse início de leitura me decepcionei um pouco e pensei várias vezes em largar o livro em algum canto da minha estante. Para mim, o enredo soava lento e tudo demorava demais para acontecer.

E ainda havia as idas e voltas na trama, para frente e para trás, o que estava me incomodando bastante. E ainda pesava o fato de que muitos haviam chamando Draccon de "inovador". Como assim? Afinal, a DreamWorks, anos-luz antes de Draccon, já havia estourado nos cinemas com sua animação Shrek. Mas, como não sou de desistir facilmente do que começo, segui em frente.

E eis que fui fisgada e tive que admitir que a trama de Draccon não tem tantas semelhanças com a do ogro verde - a não ser o fato de ambas darem versões modernas aos contos de fadas ao reunirem seus persongens para contar uma nova história. Logo estava devorando uma página atrás da outra, divertindo-me com essa nova releitura dos clássicos contos de fadas. E lá estavam Lobo Mau, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Capitão James Gancho, Branca de Neve, o Príncipe Encantado... Todos vivendo em um único lugar.

Dessa vez, longe dos domínios de Shrek, mas em um lugar chamado Nova Ether. Lá "existem Reis com erres maiúsculos, príncipes e princesas em busca da perfeição, lobos famintos, piratas com suas próprias leis... E existe magia", conta Dracco em seu livro. E também as fadas. Elas tinham a missão de proteger e testar os humanos com provas que mostravam sua bondade, bravura e honestidade. Mas muitos humanos se mostraram fracos de caráter e até mesmo as fadas sucumbiram às tentações e surgiu a magia negra, nasceram então as bruxas. E com as bruxas as guerras, e com as guerras os caçadores de bruxas.

Aos poucos, o autor vai apresentando seu mundo e seus habitantes, mesclando figuras de mitologia com contos de fada e um toque de realidade. Conflitos, alianças, promessas, perseguições, amores e humor fazem parte da saga que narra a história de Arzallum, o maior reino de todos e do qual, atualmente, tem como Rei Primo Branford. Por 20 anos, ele e sua mulher Terra mantêm a paz e suas atitudes benévolas os fazem admirados por todos, sejam burgueses ou plebeus. Entretanto, coisas continuam a acontecer sem que o Rei perceba o perigo iminente: crianças são presas por bruxas, avós devoradas por lobos e piratas tocam o terror. Sem que se dê conta que o sombrio destino de sua família já estava traçado há tempos.

E, definitivamente, Dragões de Éter não é nenhum Shrek, mas tem seus méritos. A história é bem construída e apresentada de maneira cativante e convincente. Os personagens são verossímeis e muitas pessoas podem se identificar com eles, sendo completamente capazes de causar interesse, curiosidade, tristeza, alegria... O leitor também vai se surpreender ao reconhecer seus heróis de infância neste novo mundo, em que Branca de Neve tem conexões com Robin Hood – embora não da mesma forma que João e Maria se relacionam com Chapeuzinho Vermelho. Vai descobrir ainda que Gancho tem um filho, muito mais cruel que o pai.

Draccon traz esses personagens conhecidos do nosso imaginário mais próximo dos dias atuais, da realidade. E aí reside seu grande pecado. Ele parece que, às vezes, está muito preso ao nosso mundo e resiste um pouco em entrar a fundo em seu universo fantástico, em extropolar a fronteira do real e do imaginário. Senti também falta de grandes batalhas e aventuras - talvez aconteçam nos próximos volumes da trilogia, Corações de Neve e Círculos de Chuva.

No geral, o livro me agradou bastante e recomendo a todos os fãs de literatura fantástica. Tem leitura fluida, fácil de acompanhar e até me causou certa dependência - não consegui parar de ler até chegar à ultima página. E aqui vai uma advertência: Dragões de Éter - Caçadores de Bruxa causa insônia, dor nas costas (dependendo do sofá ou da posição em que você permaneceu durante a leitura) e vista embaçada ao amanhecer.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Feliz aniversário, Calvin!

Em 18 de novembro de 1985, nascia um personagem que mudaria as nossas vidas. Trata-se do garotinho cheio de humor Calvin. Hoje as tirinhas batizadas no Brasil de Calvin & Haroldo completa 25 anos de existência. Criadas pelo americano Bill Watterson, elas circularam pelos jornais até dezembro de 1995, quando o artista anunciou sua aposentadoria da série. Adorada pelos amantes dos quadrinhos, o menino e seu inseparável amigo Haroldo (um tigre de pelúcia sábio e sarcástico) já estampou quase 2.500 jornais em todo o mundo. Mesmo sem novas publicações, as tiras continuam a circular em vários jornais, incluindo o português O Público e o brasileiro O Estado de S. Paulo, primeiros periódicos em seus respectivos países a publicar a tira. Hoje, os livros com antologias e coletâneas da série já venderam mais de 30 milhões de exemplares em todo o planeta.

Nas histórias, o garoto de 6 anos e seu tigre de pelúcia - que ganha vida na imaginação do menino - engatam diálogos divertidos e surreais com ênfase nas esquisitices humanas. Em suas conversas inteligentes e bem-humoradas, debatem o jeito das pessoas, enquanto expõem particularidades do mundo infantil e contradições do mundo adulto.

O nome menino foi inspirado no teólogo João Calvino (1509-1564), um dos responsáveis pelas reformas na Igreja Católica. Já do bicho Haroldo, ou Hobbes na versão original, foi inspirado no filósofo e cientista político Thomas Hobber (1588-1679), autor de Leviatã. Por sua rica criação, Watterson recebeu os principais prêmios dos quadrinhos, como o Harvey Award (oito edições), o Eisner (duas edições), o Reuben Award (duas edições), nos Estados Unidos, e o Angoulême International Comics Festival, na França, entre muitos outros.

No início do ano, quando questionado pelo jornal americano The Plain Dealer, sobre uma possível volta dos personagens, Watterson foi logo dizendo que não pretende escrever novas histórias, alegando ter receio de que a tira se torne monótona e repetitiva. No Brasil, as 3.160 tiras publicadas nos dez anos de atividade da dupla foram lançadas pela editora Conrad, formada, até agora, por sete volumes. E aqui registro minha pequena homenagem a essa adorada e adorável dupla, que há mais de duas décadas vem divertindo crianças e adultos!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Literatura: Morango Sardento

Quem costuma assistir aos filmes protagonizados pela atriz americana Julianne Moore, como Fim de Caso, Ensaio sobre a Cegueira e em Direito de Amar, não imagina que ela passou por maus bocados na escola primária por ser sardenta e ruiva. Frágil, magrinha e avessa a atividades físicas, a então garota de 7 anos se sentia um ser de outro planeta e era atormentada pelos colegas, ganhando o apelido de Freckleface Strawberry (algo como "cara de morango sardento"). Foi somente há cerca de três anos que ela decidiu ajustar as contas com seu "tenebroso" passado e, de quebra, fazer algo para defender as sardas de seus filhos - Caleb (12 anos) e Liv Helen (8 anos) - ao escrever o o livro infantil Morango Sardento (40 páginas, Editora Cosac Naify, R$ 45,00).

Com mais de 50 mil exemplares vendidos somente nos Estados Unidos, o livro marca sua estreia na literatura de forma inspiradora e divertida. É com muita leveza e rindo de si mesma que Julianne tenta mostrar às crianças que ser diferente não deve trazer infelicidade. Ao contrário, como prova a obra ilustrada pela desenhista vietnamita LeUyen Pham, que mora em São Francisco. A menina dessa hsitória detesta ter os cabelos vermelhos e, muito pior, o corpo cheios de sardas.

Sem entender de onde as sardas vieram (só ela tinha na família) e o porquê das pessoas sempre terem algum comentário humilhante a fazer sobre elas (“você é igual a uma girafa”), ela passa a tentar se livrar das suas marcas com todas as suas forças, tentando vários "tratamentos" para eliminar as sardas, como esfregar a pele com um escovão, passar tinta no rosto e tomar banho com suco de limão. Nenhum dá certo e ela resolve começar a sair de casa com um capuz que só deixa os olhos à mostra e muitas roupas para esconder todas as suas “inimigas”. Só, então, os colegas de escola percebem sua ausência e a ela, enfim, descobre como é amada. O final tem um sabor especial, já que a menina “vive feliz para sempre”, com suas sardas e seu cabelo vermelho.

No fundo, só o que muda é a forma como ela olha para si. Como já deu para perceber, o livro mostra mais do que uma história divertida sobre uma garota que quer se livrar de suas sardas. Ele fala de todas as pessoas que, por um motivo ou outro, se sentem diferentes e como ser observado por isso ou virar chacota dos colegas pode afetar profundamente o modo como a própria pessoa se olha. Morango Sardento trata de tolerância, de se aceitar as pessoas como elas são e, acima de tudo, de se aceitar como você é!

O livro tem tradução para o português da atriz Fernanda Torres e quarta capa assinada pela colega Débora Bloch, também sardenta, bela e ruiva. O sucesso foi tanto que a obra já ganhou uma até sequência, Freckleface Strawberry and the Dodgeball Bully, que deve chegar às livrarias brasileiras em 2011 como Morango Sardento e o Valentão do Recreio. Confira um depoimento de Julianne sobre abaixo e leia outra dica de livro aqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Literatura: Na Garupa do Meu Tio

Em 1958, o diretor de cinema francês Jacques Tati (1907-1982) lançou o filme Meu Tio, que contava a história de um garoto de 8 anos, chamado Gerárd, que vivia junto com os pais em uma casa muito limpa. Lá, ele quase não podia brincar, pois sua mãe não gostava de desorganização e bagunça. Já o tio de Gerárd, o Sr. Hulot, era bem diferente dos pais do garoto. Era divertido e aventureiro, deixando o menino mais do que feliz toda vez que ia pegá-lo na escola e levá-lo para passear. O longa-metragem deu origem a este primoroso livro-imagem do ilustrador David Merveille, sem uma palavra sequer.

Em Na Garupa do Meu Tio, o personagem cinematográfico, a bordo de uma bicicleta, vive grandes aventuras pelas ruas parisienses, desde a hora em que levanta da cama para encontrar uma moça pela qual é apaixonado até o final do dia. Como em um livro cinematográfico, cada dupla tem uma aba que revela uma surpresa. Vários elementos retirados dos filmes de Tati estão espalhados pelas ilustrações de Merveille: a casa de Hulot e a fonte em forma de peixe de Meu Tio ou a rotatória em Play time. Vale pegar carona na garupa do Hulot. A diversão é garantida para todas as idades.


Sobre o autor
Jacques Tati dedicou boa parte de sua carreira como cineasta à crítica sutil e bem-humorada da modernidade e suas promessas de bem-estar. Em filmes como As Férias do Senhor Hulot (1953), Meu tio (1958) e Play time (1967), ele criou e interpretou o célebre Hulot, personagem que resiste à sociedade organizada e se refugia – com o charme de um clown – nos encantos de uma França pré-moderna. Também participa da edição o ilustrador e humorista Pierre Étaix, assistente no filme Meu Tio como criador de cenários, cujas ilustrações presentes no livro se tornaram marca registrada da estética do universo criativo de Jacques Tati.

Sobre o livro: 60 páginas, Editora Cosac Naify, R$ 42,00

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Literatura: Dicas diversas

Percy Jackson e os Olimpianos: A Maldição do Titã (Rick Riordan, R$ 29,90, Intrínseca) - Nesse terceiro livro da série, um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente... e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e os meios-sangues estarão frente a frente com o maior desafio de suas vidas: A Maldição do Titã. O sucesso da série rendeu não só muitos cifrões no bolso do autor. O primeiro da série, Ladrão de Raios, ganhou uma versão para os cinemas pelas mãos do diretor Chirs Columbus, responsável por sucessos como Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta. O filme tem previsão de estreia em 12 fevereiro de 2010 (leia mais sobre os livros aqui).

Labirinto de Ossos (Rick Riordan; R$ 29,90, Ática) - ao morrer, uma excêntrica milionária deixa como herança a seus parentes 1 milhão de dólares ou a oportunidade de descobrirem um grande tesouro. Para isso, é preciso seguir 39 pistas que foram espalhadas por diversos locais do mundo. Seus netos, os irmãos órfãos Amy e Dan Cahill, optaram por receber a primeira das 39 pistas para desvendarem esse segredo. O que eles nem imaginam é que seus maiores inimigos serão os próprios Cahill, uma família dividida em clãs e capazes de qualquer trapaça para chegar ao tesouro. Primeiro de uma série de 10 livros, O Labirinto de Ossos teve seus direitos comprados pela DreamWorks, de Steven Spielberg, e em breve vai ganhar uma versão para o cinema (leia mais aqui).

O Buraco do Céu (Edith Derdyk; R$ 27, Girafinha) - Edith Derdyk mistura mitologia e ciência para compor uma história fantástica em meio a planetas, asteróides e buracos negros que gira em torno de uma garotinho à espera do sono. quando Caio Nix não consegue pegar no sono, ele espia o céu pelo canto da janela e fica contando as estrelas. Enquanto ele não dormindo, mas também não está completamente acordado, começa a imaginar uma fantástica jornada pelos confins do universo, onde planetas, estrelas e nebulosas se transformam em personagens. O encontro com esses personagens leva Caio a se perguntar muitas coisas sobre a imensão do universo. Com uma linguagem que beira o poético, a história de Caio estabelece a curiosidade como ponto de partida para todo e qualquer conhecimento. O livro traz ainda belíssimas ilustrações assinadas pela própria autora.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Literatura: Gatos

Era Outra Vez um Gato Xadrez (Leticia Wierzchowski; R$ 34,90, Galerinha Record) - nesta divertida história escrita por Leticia e com ilustrações de Virgilio Neves (que fez parceria com a escritora também em O menino Paciente e Todas as Coisas Querem Ser Outras Coisas), um gato xadrez decide que quer mudar de cor. Inteligente, fluente em gatês e intelectual, o bichano sai à procura de quem possa ajudá-lo. Ele encontra um periquito que diz ver o futuro e uma águia que o leva até a casa de uma bruxa malvada. O felino enfrenta de tudo para conseguir realizar o seu desejo.

Borba, o Gato (Ruth Rocha; R$ 27,90, Salamandra) - Borba, o gato, e Diogo, o cão, ensinam a todos uma grande lição: que cão e gato podem ser amigos e, juntos, enfrentar todos os perigos. As histórias da da série Vou te Contar foram escritas por Ruth Rocha durante os anos de 1969 a 1981, em várias revistas para crianças que ela dirigiu, publicações que faziam um grande sucesso entre os pequenos. São histórias que mostram situações e personagens que valorizam a independência de pensamento e a ousadia.

Ana, Guto e o Gato Dançarino (Stephen Michael King; R$ 29,00, Brinque Book) - Ana podia pegar qualquer coisa e transforma-la em algo maravilhoso. Ela fazia, por exemplo, sapatos: marrons, pretos ou simples botinas de trabalho. Mas não tinha coragem de mostrar às pessoas o que sabia fazer. Seus dias eram todos iguais, até que a visita de dois menestréis, vindos de longe, mudou sua vida. Guto e o Gato Dançarino precisavam de novos sapatos, mas não tinham como pagar por eles. Ofereceram em troca aulas de dança. Neste divertido livro, Stephen Michael King celebra a alegria de sermos autênticos e libertarmos a imaginação.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Literatura: Dicas diversas

A Bola da Vez (Projeto Eu Sou Cidadão) - o livro conta a história de Pantico, um menino que, com a ajuda de sua família e dos amigos do bairro, consegue transformar um terreno baldio em um grande campo de futebol e um espaço de lazer para toda a comunidade. Muito mais do que representar um exercício físico, ou uma prática saudável, a história de Pantico apresenta o esporte como uma ferramenta que, aliada à educação, transforma-se em uma excelente oportunidade de inclusão social. A solidariedade, o cooperativismo e a superação das dificuldades são alcançados por meio do esporte e da união de toda a comunidade. O livro de autoria dos cronista e escritor Raymundo Netto faz parte da coleção Eu Sou Cidadão, formada por títulos que abordam temáticas sobre crianças e adolescentes, realizado pela Associação das Primeiras Damas do Estado do Ceará (APDMCE) e Fundação Demócrito Rocha.

Vampiratas: O Capitão de Sangue (R$ 47,90, Galera Record) - aventuras perigosas não é mais algo desconhecido para os gêmeos Grace e Connor Tormenta neste terceiro livro da saga criada por Justin Somper. Desde o resgate após a tempestade que os deixou a mercê da força dos mares, um novo mundo os recebeu. Agora eles estão de volta em uma nova e assustadora aventura que mistura vampiros e piratas. Connor, ainda a bordo do Diablo, tenta se ajustar à vida de pirataria e se prepara para enfrentar um grande desafio: seu primeiro saque. Enquanto isso, Grace está disposta a tudo para ajudar Lorcan, seu amigo vampiro, a recuperar a visão e irá visitar um guru que pode curá-lo. Ao longo do caminho, ela acabará percebendo que seu destino está intrinsecamente ligado aos Vampiratas.

Num Reino Cor de Burro Quando Foge (R$ 24,60, Girafinha) - com texto de Maria Amália Camargo e ilustrãcões de Lonit Zilberman, o livro traz uma lição ambiental para os pequenos. Em um reino onde todos os súditos desperdiçam muita água, mas não se dão conta, a chuva um dia para de cair. Como é atribuição do rei semear nuvens para irrigar a terra e ele agora está doente, o lugar o começa a viver uma prolongada seca. Nem água para escovar os dentes há mais! O resultado logo é visto na paisagem: o que era verde se transforma em cor de burro quando foge. Nessa triste situação, a população acaba depositando suas esperanças na coragem de um bravo andarilho que parte em busca da cura do rei. Mas, enquanto ele não volta com a solução, o povo é obrigada a economizar no consumo da água. Com um texto leve e muito bom humor, a autora apostou em uma narrativa cheia de personagens atrapalhados e peculiares para tratar de um tema sério e ensinar os pequenos que se pode viver bem sem agredir a natureza.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Literatura: Dicas diversas

O Livro Negro dos Segredos (F.E. Higgins; R$ 32,30, Galera Record) - fugindo de um terrível passado, o garoto Ludlow Fitch chega na calada da noite a um remoto vilarejo. A pacata vila pode lhe oferecer tudo o que precisa: um lugar seguro para viver, amigos e um emprego, como assistente de um simpático e misterioso penhorista, Joe Zabbidou, que também chegou há pouco ali. Quando Joe delega a Ludlow a tarefa de registrar em um velho livro as confissões dos aldeões, o menino descobre que a pequena comunidade Pagus Parvus esconde segredos macabros que ninguém poderia imaginar. Em uma história cheia de enigmas e segredos assombrosos, F. E. Higgins constrói um vilarejo ao mesmo tempo perturbador e intrigante, que consegue captar a atenção do leitor de todas as idades da primeira à última página.

O Pinguim Tupiniquim (Índigo; R$ 27,90, Girafinha) - ao completar 16 anos, o pinguim Orozimbo toma a decisão mais importante de sua vida: abandonar o Polo Norte. Em busca de aventuras e novas experiências, ele deixa a família e os amigos e percorre um trajeto confuso e cheio de percalços, passando pela Argentina e chegando ao Brasil. Em terras tupiniquins, ele vive muitas aventuras até encontrar um pouco de tranquilidade no campo, onde passa a conviver com animais tradicionais de uma fazenda, como vacas, patos e galinhas. A descrição que ele faz das coisas e, principalmente, dos animais que ele vai conhecendo pelo caminho são criatívissimas e com boas sacadas. Como esta ao encontrar um pavão: “O que ele tinha de exagero, eu tenho de síntese. A única explicação é que Deus nos criou em momentos diferentes. Quando fez o pavão estava na fase cores e estampas. Já no meu caso Deus resolveu ser eficiente”. Vale a leitura!

As Cartas de Ronroroso (Hiawyn Oram; R$ 31,90, Salamandra) - Ronroroso é um gato de bruxa muito qualificado – ele tem, por contrato, o dever de tomar conta de Hilda Bruxilda e ajudá-la a ser uma feiticeira “adequada”. Ela, porém, sonha em ser uma princesa, gosta de fazer compras, de assistir à TV e de fazer amigos não bruxos. O gato troca correspondências com seu tio McAbro, para pedir conselhos sobre como colocar sua dona nos eixos. As cartas trocadas vêm como ilustrações e algumas até em forma de dobraduras. Hiawyn Oram escreve livros para crianças há 20 anos e tem mais de 60 obras publicadas, incluindo livros de retrato, poesia, jogos, ficção coleções de história, e livros líricos para dois musicais. Recebeu inúmeros prêmios e concessões, como a colocação de seu nome na lista que contém os Smarties britânicos.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Literatura: Charlie e Lola

Há 10 anos, a inglesa Lauren Child estreava nas livrarias com as histórias da adorável menina de 7 anos, Clarice Bean (aqui publicado pela Editora Ática). Tempos depois, a escritora e artista plástica ganhou o mundo com as histórias dos irmãos Charlie e Lola, que ficaram ainda mais conhecidos depois de virarem animação de TV. E se transformaram, também, em versão para os palcos. Não é preciso ficar muito tempo diante dos personagens de Lauren para entender o sucesso. Eles "falam" com o leitor.

Já responsável por outras traduções da autora no Brasil, a Editora Ática lança agora versões das histórias em livros-brinquedo (imagem ao lado), além de coleções em papel cartonado com os temas de opostos, animais, cores e números. E, para completar, Clarice Bean também tem novidade: Meu tio é Divertiodo (sim, é assim que se escreve!) chega ao Brasil em setembro. Confira a entrevista exclusiva que Lauren concedeu à revista Crescer.

A personagem Clarice Bean chegou ao mundo antes de Charlie e Lola. Como tudo aconteceu?
Clarice Bean - Sou Eu foi meu primeiro livro ilustrado. Ela é uma garota de 7 anos que conversa diretamente com o leitor, contando tudo sobre sua família. Eu escrevi isso há 15 anos e fiquei cinco anos à procura de alguém que o publicasse. E finalmente chegou às livrarias em 1999. Este ano celebramos 10 anos de aniversário. É o livro do qual mais me orgulho.

Quem inspirou você a escrever Charlie e Lola?
Lola foi baseada em uma menina de 4 anos que eu vi uma vez enquanto fazia uma viagem de trem. Eu dei a Lola um irmão de 7 anos porque pensei que seria interessante escrever sobre o relacionamento de irmãos e como eles lidam com seus problemas de todos os dias. Esses pequenos assuntos podem parecer muito grandes quando você é criança...

Na sua opinião, por que Charlie e Lola são tão adoráveis?
Isso é algo que eu realmente não posso escrever, mas espero que seja porque o diálogo deles é convincente e eles soam como se fossem crianças reais.

Você acredita que Charlie e Lola são uma espécie de 'voz das crianças'? Quero dizer, eles expressam os sentimentos delas?
É o que tento fazer, então espero que sim.

De onde vem a inspiração para as histórias?
Das memórias, de converser com as pessoas, de assistir o que acontece em volta de mim e da minha imaginação.

Como você ilustra? É verdade que usa uma peça de pano que era sua quando criança?
Eu desenho primeiro e depois corto os tecidos, revistas, papéis e fotografias. Xeroquei um pedaço do vestido que minha mãe fez para mim quando eu era bebê e usei para fazer o pijama de Lola em Eu não vou dormir e não irei para a cama.

Quando você imagina uma história, o que vem primeiro: o texto ou o desenho?
As palavras vêm primeiro e eu imagino as ilustrações pelos olhos da minha mente.

O que você acha destes tantos produtos que surgem a partir dos livros de Charlie e Lola, como os programas de TV e os brinquedos?
Eu escrevi apenas três livros ilustrados de Charlie e Lola (eu planejo escrever um quarto este ano!) e oito livros do tipo cartonados. Então, algumas vezes é estranho ver tantas coisas de Charlie e Lola em todos os lugares. Há muitos, muitos programas relacionados aos livros que eu supervisiono mas, claro, não escrevo ou ilustro. Trabalho duro com o editor destes livros para ter certeza de que eles sejam bem feitos e que fiquem bonitos. Estou feliz com a maioria dos produtos, mas há sempre algumas coisas que eu não sinto que ficou tão bom. Acho o programa de TV muito bom e passei vários anos trabalhando com a equipe de produção e tenho muito orgulho disto.

O que Charlie, Lola e Clarice têm em comum?
Charlie e Clarice falam com os leitores. Eles, espero, sentem como se fossem crianças reais e falam de coisas que as todas as crianças do mundo possam se identificar.

O que você ama mais em cada um deles?
Clarice é a minha favorita por que ela é alguém que tem um forte senso de si e é interessada nas coisas que acontecem ao redor dela, ela tem um ótimo jeito de lidar com a curiosidade e entusiasmo pela vida. Em Charlie e Lola eu amo suas habilidades para viajar pela imaginação, um ingrediente-chave para ser criança.

* entrevista realizada por cristiane rogerio e publicada originalmente no site da revista crescer

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Literatura: Para gostar de ler

Em vez de dar dicas de livros, hoje na nossa seção de Literatura vou postar um texto bem bacana escrito pelas amigas Cristiane Rogerio e Marina Vidigal, publicado na revista Crescer, sobre como os livros infantil são importante na vida das crianças e o quanto prazero pode ser entrar nesse mundo cheio de fantasia e imaginação.

Sentir gosto, ouvir, conhecer o frio e o quente, cheirar, ver. O escritor e cartunista Ziraldo acha que ler e escrever deveria ser encarado assim, como um dos sentidos do ser humano. 'Poder escrever o que sente e entender o que lê é tão importante quanto', afirma. E ele não está falando de alfabetização, de juntar sílabas, saber pronunciá-las e entender do que se trata. Mas, sim, do efeito de ler, ser surpreendido, refletir depois, querer contar para os outros. 'O livro infantil desperta o gosto pela leitura', diz o cartunista. Tanto nas crianças quanto nos adultos.

E por que a leitura não pode dar prazer à criança, como assistir à TV, falar no MSN, ouvir iPod e jogar no computador? O verbo 'precisar' pode ser uma explicação. Dificilmente ele se dá bem com o substantivo 'prazer'. Pois um tem obrigação embutida, o outro, escolha. Imagine se obrigássemos as crianças a comer chocolate ou pipoca, jogar futebol, dançar, dar risada...

Por mais esquisito que pareça, prazeres precisam ser apresentados. Você precisa ter acesso, provar e gostar, ou não. Por que as crianças preferem outras atividades, em vez de ler? Será que elas têm livros disponíveis? Há algum adulto - aquele ser que criança adora imitar - por perto delas que ame livros? Se você sabe que livro é importante mas se perdeu nos argumentos, continue a ler esta matéria. Você já se deu conta do que há no mundo da literatura? Ele nos dá abrigo, refúgio, medo, conforto, mais dúvidas, novidades, frio na barriga...

É lá que redescobrimos que não somos máquinas: temos sentimentos - bons e ruins. O mundo da leitura é tão rico que as crianças vão querer ler tudo e ficar com gostinho de 'quero mais'. E uma boa notícia: como todo bom hábito, é melhor que seja desde cedo, claro, mas nunca é tarde para começar.

Disciplina não é obrigação
Principalmente nos corridos dias de hoje, em que tanto se tem a fazer com tão pouco tempo de prazer, ler é um ato que exige disciplina. É necessário dedicar uma hora do dia, um tempo da aula, uma passada na livraria, uma parada na biblioteca.

E precisa iniciativa. Ler é bem diferente de assistir à TV. Todos nós estamos muito acostumados aos estímulos fáceis. Mas com o livro não é assim. Nós temos de ir atrás dele, abrir, ler, aceitar, rejeitar. 'O livro tem um ritmo mais humano', afirma Eva Furnari, uma das autoras de livros infantis mais importantes do Brasil. É por essas e por outras que o contestador Ziraldo causa polêmica com a frase 'ler é mais importante que estudar'.

Para ele e para tantas outras pessoas, o que bagunça essa relação de prazer é a obrigatoriedade. 'Tem de parar com essa história de que ler é dever', diz Ziraldo. Eva Furnari observa outro lado. 'Não acho ruim a criança ser obrigada a ler quatro livros por ano. O problema, às vezes, está na adequação do livro ou nas formas de avaliação'. Para Maria José Nóbrega, educadora, o papel do adulto é adequar orientação a liberdade.

Ou seja: a criança precisa ser encaminhada até que ela mesma possa fazer suas escolhas também. "No caso de uma leitura mais difícil - e é bom que seja, pois sem desafios a criança não sai do lugar - o professor deve acompanhar, ler junto, conversar sobre".

O escritor, pesquisador e ilustrador Ricardo Azevedo vê outro nó nessa história. Quando a literatura infantil foi incorporada à escola, passou-se a procurar nela uma utilidade direta e objetiva. E, pior: crescemos assim, e não faltam por aí adultos procurando função para a ficção e para a poesia. Mas toda a arte - no caso, a literatura -trata dos temas que ninguém pode ensinar. 'Todos os tipos de livros são importantes, mas é preciso diferenciá-los. Imagine que uma criança pressuponha que todos os livros, no fundo, sejam didáticos. Ela vai ler um de poesia partindo da mesma premissa de que está estudando e se vê obrigada a captar, entender, aprender uma lição', diz Ricardo. E será que assim, procurando utilidade para tudo, alguém aprende a gostar de ler?

Livro didático ou paradidático?
Os livros didáticos são objetivos, conclusivos, têm uma linguagem impessoal e neutra. Existem para transmitir conhecimento e não dão margem a nenhum tipo de interpretação. Eles têm uma função. A literatura vai para o outro lado. É a arte feita de palavras. Esses livros recorrem ao discurso poético e são cheios de subjetividade.

Lá encontramos um ponto de vista inesperado, fala-se sobre aquilo que sentimos e que, muitas vezes, nem sabemos sentir. Personagens de literatura são como nós: ambíguos, contraditórios, confusos, cheios de dúvida. E são atemporais. 'Desde que o homem é homem, as pessoas se apaixonam, têm medo da morte, confundem realidade com fantasia. A literatura trata de medos que teremos a vida inteira', diz Ricardo. 'A resolução mágica das histórias entra no imaginário da criança, fazendo com que ela acredite ser capaz de sair de situações que dão medo', afirma Virgínia Balau, psicopedagoga especializada em aprendizagem da leitura e escrita. Assim, a criança aprende de uma maneira não objetiva.

É isso que pode se perder nos livros chamados paradidáticos. Poderiam ser apenas um apoio educativo para tratar de temas paralelos às matérias do currículo regular, como ecologia, educação sexual, prevenção de doenças ou cidadania, mas há publicações que também usam a linguagem poética e de ficção - e contam histórias, com personagens e tramas - para falar de assuntos subjetivos, como medo e morte. Como os didáticos, têm a intenção de transmitir uma única interpretação.

Imagens convidam à leitura
Há muitas ofertas no mercado para que a relação com os livros comece bem cedo. Desde os de plástico, para a hora do banho, até os animados, com figuras saltando aos olhos, ou os de grandes imagens, que impressionam as crianças. E tudo é válido. Elas já começam a tocar, entender que daquelas lindas páginas saem histórias. Começam a ver com os olhos da imaginação. É por eles também que se inicia outra relação tão importante para a criança: a arte visual. 'São, sobretudo, experiências do olhar', diz a educadora e escritora Fanny Abramovich no livro Literatura Infantil, Gostosuras e Bobices (Ed. Scipione).

As ilustrações nos livros infantis ganham cada vez mais possibilidades e, de quebra, qualidade. Basta dar uma olhada nas capas dos 30 melhores lançados no último ano que CRESCER e 30 jurados listaram especialmente para esta edição. São inúmeras técnicas, tipos de traços, cores e formas. 'Fazer livro para criança é fazer um objeto de arte', diz o ilustrador André Neves.

Na hora de apresentar um livro, não deixe de mencionar, também, o ilustrador. É maravilhoso a criança olhar a publicação e poder reconhecer o traço de alguém. Ilustração também se lê. Por isso que ler não é um ato individual apenas. É uma prática social. 'Quem é leitor faz parte de uma comunidade', diz Maria José Nóbrega.

Como fazer a criança gostar de ler? Leia para ela! 'Leia até que ela sinta inveja de você', diz o poeta Rubem Alves. 'Imagine uma criança pegar a mãe às gargalhadas com um livro nas mãos? Ou tão concentrada que pede para não ser interrompida? Ela vai querer isso também', diz Ricardo Azevedo.

"Difícil falar em modos de operação, métodos ou táticas infalíveis quando o assunto é criança e leitura. A única ponte possível para juntar isso é uma palavra mágica de nove letras: liberdade', diz André Muniz de Moura, especialista em literatura infanto-juvenil. 'É fundamental conhecer bem a criança, seus temas de predileção. Não concordo quando a pessoa diz 'não gosto de ler'. Ela ainda não encontrou o livro certo, aquele que a fisgasse', afirma. Ter contato com literatura infantil é uma daquelas coisas que você ou nunca fez, quando adulto, ou faz com um prazer a mais, depois que tem filhos. Os livros fazem a ponte para a vida que ajudamos a criança a conhecer. 'Quando se lêem histórias para crianças, elas estão aprendendo em um nível e nós, em outro', afirma a psicanalista americana Clarissa Pinkola Estés, especialista em contos, e autora do livro Contos dos Irmãos Grimm (Ed. Rocco)."

"Ler é viajar. Como na história de O Livro das Palavras (Editora do Brasil), mais recente obra de Ricardo Azevedo. Nele, um dicionário descobre que não basta saber o significado das palavras. Ele precisou sair pela vida para escutar o apito do guarda-noturno, ver o azul do mar, entender o amor pela poesia de Camões. E dando esta chance à criança, quem sabe seu filho - e até você - possa criar uma relação com o livro como a da Júlia que, no alto de sua sabedoria de 10 anos de idade, já define tão bem. 'Quando a gente lê, consegue imaginar as coisas, sonhar e aprender sobre o mundo. Tudo de bom.'"

* texto de cristiane rogerio e marina vidigal, publicado originalmente no site da
revista crescer

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Literatura: Dicas diversas

As Namoradas do Meu Pai (Silvana Tavano, R$ 22, Girafinha) - a amiga Silvana (de Como Começa? e das aventuras da Bruxinha Creza) está de livro novinho. Nele, uma menina de quase 13 anos chamada Carol mora com o a avó e o pai. Carinho e meio desligado, o moço tem está sempre com uma nova pretendente para apresentar à família. A mãe da Carol morreu quando ela ainda era só um bebê. Apesar de a família ser afetuosa, nunca foram de muito nhenhenhém com ela, mas ultimamente ela tem sentido um bocado a falta do pai, sempre ocupado com o trabalho ou com as namoradas. E agora a menina também está "interessada" em um garoto. Ela ainda não sabe dizer se é uma paixão, mas o fato é que ela não consegue tirar o garoto da cabeça. Se pudesse conversar com o pai e saber como essas coisas funcionam, seria mais fácil.

Formaturas Infernais (Diversos, R$ 37,90, Galera Record) - Nesta coleção de contos de terror, as autoras best seller Meg Cabot (de O Diário da Princesa), Stephenie Meyer (de Crepúsculo), Kim Harrison, Michele Jaffe e Lauren Myracle se reuniram para mostrar que a formatura pode ser um evento muito mais aterrorizante do que se pensa. Problemas no guarda-roupa e um par que dança mal não são nada comparados a descobrir que você está dançando com a Morte - e que ela não está ali para elogiar seu vestido. Aqui, não há limusine ou vestidos de gala: só uma grande dose de diversão assustadora e povoadas de criaturas terríveis, com direito a vampiros e batalhas entre anjos e demônios.

Girafas Não Sabem Dançar (de Giles Andreae, R$ 43, Cia. das Letrinhas) - Geraldo é uma girafa muito desengonçada. Se tenta correr, troca as pernas e se estatela no chão. Mas coragem é o que não lhe falta. Tanto que resolveu ir ao baile anual da selva. Na festa, os bichos dançam todo tipo de música: rock, tango e até chachachá. E todo mundo na África está cansado de saber que girafas não sabem dançar, inclusive o Geraldo. Mesmo assim, ele respirou fundo e, aos tropeções, dirigiu-se para a pista de dança. Com dobraduras e figuras que se movimentam por puxadores, este livro vai contar o que aconteceu com o Gê naquela noite. De quebra, os pequenos ainda vão conferir como o grilo cricrilou um conselho precioso para nosso amigo: graças a ele, Geraldo foi capaz de uma proeza que deixou a selva inteira de boca aberta. Um livro para ler, brincar e aprender.

(shirley paradizo)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Literatura: Discurso do Urso

Um urso que vive nos canos de um prédio, mantendo limpa a tubulação e sentindo-se útil por sua função, é o protagonista da pequena obra-prima Discurso do Urso, assinada por Julio Cortázar (1914-1984). Narrado em primeira pessoa, o animal apresenta ao leitor o cotidiano dos moradores do local em seus passeios pelas tubulações.

Neste vaivém, ele ouve conversas e explora o cotidiano dos moradores — apontando suas qualidades e imperfeições — com curiosidade, deslumbre e audácia. Às vezes, até arrisca uma enfiar uma pata pela torneira ou observar as pessoas enquanto dormem. Em dias de calor, o Urso se banha na caixa-d'água, e à noite, delicia-se com a visão da lua no céu.

Repleto de poesia, o conto foi escrito originalmente em 1952 e dedicado aos filhos do pintor e poeta Eduardo Jonquières, amigo de Cortázar. Apenas 10 anos depois, a fábula integraria o famoso volume de contos Histórias de Cronópios e Famas. Emilio Urberuaga, artista plástico espanhol e ilustrador de livros infantis e juvenis desde a década de 1980, foi o responsável por dar vida ao fantástico texto do escritor argentino, em belas e coloridas imagens que conferem à história uma atmosfera mágica e ingênua. Fantástico e sensível, Discurso do Urso vem sendo indicado para crianças de 9 a 12, mas, como o Uberuaga mesmo descreve, é um “texto aberto, que supera as distinções entre jovens leitores e adultos".

(shirley paradizo)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Literatura: Dicas diversas

Akimbo e os Leões (de Alexander Mccall Smith, R$ 19,50, Cia. das Letrinhas) - Akimbo vive em uma grande reserva na África, onde convive com os bichos mais diferentes. Ele até já salvou um bando de elefantes, infiltrando-se entre os contrabandistas de marfim que os matavam para vender suas presas e deixavam os filhotes para trás, sozinhos e sem meios de sobreviver. Mas agora ele está entediado. As férias começaram e seu pai, guarda-chefe da reserva, anda ocupado demais para dar atenção ao garoto. Até que, um belo dia de manhã, o pai de Akimbo avisa que vai se ausentar por alguns dias - precisa ir até uma das fazendas no sul, onde há ataques de leões a criações de gado. Akimbo não vai ficar de fora dessa. Ele não só convence o pai a levá-lo na viagem como passa a noite de tocaia com ele à espera do grande felino, e ainda acaba levando um filhote para casa.

Gregor, o Guerreiro da Superfície (de Suzanne Collins, R$ 30, Galera Record) - Gregor tem 11 anos e uma vida complicada: tem duas irmãs mais novas, uma avó que vive em um mundo à parte, sua mãe trabalha em dois empregos diferentes e o pai desapareceu há mais de dois anos. Como não bastasse, sua irmãzinha, sob sua guarda, cai na ventilação na lavanderia do prédio onde mora, obrigando-o a entrar no buraco atrás dela. Logo, os dois se vêem em um incrível universo desconhecido sob a cidade de Nova York. Agora, apesar de seus protestos, o menino precisa liderar um estranho grupo de humanos e animais gigantes em uma missão que pode salvar o Subterrâneo ­- além de ser a única saída para encontrar seu pai.

Pluft, o Fantasminha (de Maria Clara Machado; R$ 24,90, Nova Fronteira) - Pluft é um fantasminha tímido que tem medo das pessoas, até que um dia ele conhece uma menina. Maribel foi sequestrada pelo marinheiro Perna-de-Pau, que a escondeu na casa onde moram Pluft e sua família. Para ajudar a menina a se salvar, o fantasminha se envolve em uma história de tesouro, piratas e muita aventura. Pluft, o Fantasminha é uma peça de teatro, encenada pela primeira vez em 1955. Depois Maria Clara Machado decidiu contar essa mesma história em prosa, que nesta edição vem acompanhada das belas ilustrações de Graça Lima.

(shirley paradizo)