Quando Osamu Tezuka (de Astroboy e Kimba, o Leão), em 1954, criou o manga A Princesa e o Cavaleiro inspirado nos temas e estilos dos musicais do Teatro de Takarazuka, que ele costumava assistir na infância –, com certeza, não imaginou a importância que esse seu trabalho teria para o mundo dos quadrinhos e da animação. Para começar, a série estabeleceu um novo gênero, os chamados shoujo – mangás voltados para as meninas. Claro que não demorou para sua criação se tornar um enorme sucesso, rendendo uma radionovela e, em 1967, um dos primeiros animes coloridos. Ao chegar à telinha a saga da princesa Safiri fez outro marco ao ser a primeira a apresentar uma narrativa cinematográfica. Ou seja, os episódios não eram fechados e a história sempre continuava no próximo.
Na TV, o sucesso se repetiu e os brasileiros se renderam aos encantos e ao drama da heroína com dois corações. Ainda hoje é considerado um dos melhores animês já exibidos no país. Uma pena que tenha se tornado apenas uma boa lembrança, já que quase nada sobre Safiri nos restou.
Após a morte de Osamu, em
Já nos EUA, Reino Unido e Austrália, onde a série é conhecida por Princess Knight, sete episódios foram disponibilizados em VHS, sob o título de The Adventures of Choppy and the Princess, pela Movie Makers, há alguns anos. Outros seis episódios foram lançados sob o título de Choppy nd the Princess, Adventure, além outros três capítulos individuais.
Raio-X: Antes de nascerem, os bebês recebem um coração. Às meninas, o coração é cor-de-rosa, aos meninos, o azul. Graças a um anjinho travesso chamado Ching, a pequena princesa Safiri nasce com os dois corações. Seu pai, o rei da Terra de Prata, anuncia a criança como sendo um menino, resolvendo, assim, o problema da sucessão de seu trono. O segredo de Safiri é mantido para que o corrupto Duque Duralumínio e seu filho, o príncipe Plástico, não tenham a chance de reclamar o trono para si. O anjo travesso é expulso do céu para recuperar o coração masculino que deu à princesa.
Enquanto Ching tenta cumprir sua missão, empreende Safiri cresce como menina às escondidas e aprende a se comportar como um garoto na frente das pessoas. Aos 15 anos, ela conhece Franz, o Príncipe da Terra Dourada, e se apaixona por ele. Mas ela não lhe revela sua verdadeira identidade, em prol de seu reino e de sua vida.
Safiri e seus amigos, inclusive o anjinho, vivem muitas aventuras, enfrentando todo tipo de perigos, de vilões a dragões. A história de Safiri tem um final feliz: ela se casa com Franz e os dois têm filhos gêmeos, um menino e uma menina. As duas crianças se tornaram protagonistas de um gaiden que não foi animado, batizado de Futago no Kishi (Cavaleiros Gêmeos), publicado de janeiro a junho da 1958.
Curiosidades:
(shirley paradizo)
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