quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Seu filho vê: Princesas do Mar

A produtora brasileira Flamma, a espanhola Neptuno e a australiana Southern Star uniram suas forças para levar às telinhas Princesas do Mar, animação inspirada em série de livros de Fábio Yabu (leia entrevista aqui). A história gira em torno de Polvina, Estér e Tubarina, que vivem no Mundo de Salácia. Cada uma delas é a princesa de um reino marinho diferente, e têm de aprender a lidar com suas diferenças para um dia se tornarem as governantes do mar.

Para provar que um dia serão boas rainhas, as pequenas heroínas enfrentam perigos em nome do bem-estar de seus amigos marinhos e do equilíbrio do meio ambiente. Nessa batalha, vale tudo, desde enfrentar os homens de “Terra Firme” até resgatar um tubarão em apuros.

Palavra de especialista: “Apesar de fantasioso, o desenho traz um lado bastante real que trabalha temas como ciúme, mentira, inveja, solidariedade, amizade, vergonha e outros, o que ajuda na identificação das crianças com as personagens. Muitas vezes, as princesas agem sem pensar, transgridem regras, só que depois vivem um drama de consciência. E esse aspecto pode ajudar os pequenos em alguns de seus conflitos” – Ana Cássia Maturano, psicóloga e psicopedagoga

Exibição: segunda a sexta, 12h30, Discovery Kids

Indicação: a partir de 3 anos

(shirley paradizo)

Entrevista: Fábio Yabu

Na época do lançamento da animação Princesas do Mar no canal Discovery Kids, no primeiro semestre deste ano, conversei com escritor e ilustrador Fábio Yabu, cuja série de livros serviu de fonte de inspiração para o desenho. Postei aqui os melhores momentos de nosso bate-papo.

Como surgiu a idéia de Princesas do Mar?
A idéia surgiu aos poucos. Primeiro eu criei a Polvina, e achei o visual dela bacana, com aquele polvo no lugar dos cabelos. Depois vieram as outras, a Estér, a Tubarina. Então, antes mesmo de criar a história, eu já tinha o visual de todas as Princesas. Foi um processo bem demorado, que levou quase dois anos.

E como elas foram parar nas TVs do mundo todo?
O livro foi lançado em 2004 e meu sócio levou os livros que tínhamos prontos para uma feira de produção em Canne, onde as editoras internacionais vão à procura de coisas novas. Então, ele conseguiu fechar um negócio com uma produtora da Austrália, que tinha a intenção de fazer uma versão animada da história. E foi aí que tudo começou. De lá, o desenho passou a ser exibido na Europa até chegar ao Brasil.

Você teve participação na criação do desenho?
Sim. Fui à Austrália acompanhar o processo de adaptação. Eu desenvolvi todos os personagens para a animação e também as idéias do roteiro. Passei as histórias para o roteirista e ele desenvolveu o roteiro, mas a base das histórias foram criada por mim.

Acha que, se o desenho tivesse sido desenvolvido no Brasil, a repercussão seria a mesma?
O Brasil não costuma valorizar seus produtos e tenho certeza de que, se o desenho tivesse sido desenvolvido aqui, hoje ele não estaria sendo exibido no Discovery e muito menos nas outras TVs do mundo. E ainda tem o fator dinheiro. O desenho custou 7 milhões de dólares e eu não teria conseguido capital nacional para fazê-lo aqui nem os recursos necessários para terminá-lo em tão pouco tempo. O Brasil não tem interesse em desenvolver algo desse tipo. É um projeto que custa muito caro, o mesmo valor de se fazer um filme. Sendo assim, a preferência fica com os filmes e não com os desenhos. Uma pena, por que temos gente muito boa na área.

O que Princesas do Mar tem a ensinar às crianças?
O que tento passar é que, independente da sua origem, da sua cultura, da raça, todo mundo é igual. Todo mundo é criança, gosta de brincar, ir à escola, conhecer pessoas novas. O desenho tem como ponto forte a ecologia.

Você é uma pessoa engajada?
De uma certa forma sim. Sou do tipo que recicla lixo, sou paranóico com gastos de água, tento o máximo deixar o carro em casa. Essas coisas que todos deveriam se preocupar.

Princesas não foi sua primeira investida no universo infantil, certo?
Antes teve Combo Rangers, que fez muito sucesso na internet entre 1998 e 2003. Combo foi uma grande escola e me a experiência necessária para criar o Princesas, de forma mais consciente. Não ia ser uma simples brincadeira, algo sem controle, mas uma história bem pensada, bem desenvolvida e que eu acreditasse. E agora já está saindo um novo livro, Raimundo, o Cidadão do Mundo. É uma poesia para crianças sobre um rapaz que se sai de casa e não consegue voltar e ele começou a dar a volta ao mundo. Então, vai contando as histórias dos lugares por onde ele passa, como Cuba e Índia.

Em Princesas, não existe o antogonismo, a luta do bem contra o mal, comum aos desenhos infantis. Por que essa opção?
Foi uma escolha bem consciente. Queria que história fugisse dos caminhos óbvios, daquela imagem que as pessoas já tem em mente. Queria criar uma história que surpreendesse as pessoas em todos os aspectos, que fosse diferente. Apesar de elas terem um visual exótico, elas têm uma vida normal, vão à escola, tem defeitos. O diferente hoje é mostrar algo normal.

Quais os cuidados que se deve ter ao se escrever para crianças?
Com a linguagem, principalmente. Cada palavra que você escreve, cada frase, tem de lembrar da sua infância, tentar ver aquilo com os olhos de uma criança para saber como ela vai interpretar o que você está escrevendo. É preciso conquistá-la, tem de ter uma linguagem que a atraía, por que, se ela não gostar, não vai continuar a leitura. Crianças são muito mais exigentes do que os adultos.

(shirley paradizo)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Buffy ressurge nos quadrinhos

Lembra daquele projeto de transformar a série Buffy - A Caça-Vampiros em desenho animado? O promo chegou até a ser divulgado na internet há pouco tempor e deixou os fãs com o sentimento amargo de que algo muito bom poderia ter sido feito com a mitologia da série. Ao que tudo indica, o desenho não vingou, mas a boa notícia é que, em breve, ele chega em forma de história em quadrinhos.

Josh Whedon, criador da série, e Jeph Loeb (roteirista de Heroes, Smallville e da versão animada de Buffy) vão lançar uma revista baseada na série no próximo dia 10 de dezembro nos EUA, segundo o site Splash Page. Batizada de Buffy: Season Eight (em português, Buffy: Oitava Temporada), tem como desenhista o animador do projeto de desenho animado, Eric Wight.

Logo na primeira edição, These Messages... We'll Be Right Back! (em tradução livre, Depois dessas Mensagens... Estaremos de Volta!), Buffy foi parar dentro de sua série animada, de uma maneira inexplicável. Só que, como o desenho se passaria na época da primeira temporada, a caçadora tem a memória do que aconteceu até o sétimo ano (quando a série acabou), mas está de volta ao colégio! "Ela chega ao mundo animado, mas sabe que isso não está certo. De muitas maneiras, é um programa de viagem no tempo. Ela está tendo um dia dos infernos e imagina se a vida sempre foi tão difícil, e, quando ela acorda, tem um corpo de primeira temporada e um cérebro de oitava temporada", disse Jeph Loeb.

Buffy vai parar em um tempo em que Willow ainda não se descobriu gay e está apaixonada por Xander, Angel ainda não se tornou Angelus e Cordelia, reitor Synder e sua mãe ainda estão vivos. "Josh (Whedon) e eu conversamos sobre, apesar de todo o seu conhecimento, ela ainda não conseguir superar estar naquela época. Pensando coisas como 'o que eu vou vestir?' e 'como vou entrar na festa da Cordélia?'. Se você voltar para o colégio e cair no meio das implicâncias típicas, você ainda vai reagir da mesma maneira. Ela está ciente de que o que está acontecendo não deveria estar acontecendo, mas ela não divide com ninguém", completou Jeph.

Buffy até comenta com seus colegas tentando confortá-los com alguma idéia de como seu futuro será, mas todos encaram como as típicas brincadeiras da caçadora de vampiros. Confira abaixo o vídeo do animado.


* Fonte: site Séries Etc.

Akira nos cinemas

O ator Leonardo DiCaprio já confirmou sua participação na versão cinematográfica do animê Akira, criado por Katsuhiro Otomo. O astro de Titanic e Diamante de Sangue será um dos produtores do filme do estúdio Warner Bros. Em entrevista à MTV, DiCaprio disse que não está interessado em atuar na adaptação, apenas produzir. "Estamos aguardando a versão final do roteiro de Akira. Sou um grande fã de animês, e sei que há muitos fãs leais por aí, então vamos tentar fazer o melhor trabalho possível. Não vamos começar até que o roteiro esteja perfeito", disse.

A trama se passa em 2019 em Neo Tóquio, uma cidade destruída por uma suposta bomba nuclear. É nesse cenário caótico que Kaneda e Tetsuo fazem parte de uma gangue de motoqueiros e cruzam o caminho de Takashi, um estranho menino com poderes especiais. Após o encontro, Tetsuo é levado por agentes secretos do governo e também começa a desenvolver habilidades sobrenaturais. A explicação para isso? "Akira".

Antes de virar animê, Akira era um cultuado mangá (história em quadrinhos) no Japão. Foi publicado pela primeira vez em 1982 e chegou ao fim em 1990, com seis volumes e mais de duas mil páginas.

A direção do filme, previsto estrear já na metade de 2009, vai ficar nas mãos do novato Ruairi Robinson, diretor irlandês de 29 anos indicado ao Oscar de curta-metragem por The Silent City.

(shirley paradizo)

Oscar da animação

Saiu a lista dos indicados da 36ª Cerimônia dos Prêmios Annie (o Oscar da animação). Kung Fu Panda lidera com 17 indicações, incluindo Melhor Filme de Animação, e indicações individuais para animação de personagens, design de personagens, direção, música, design de produção, storyboarding, atuação de voz e roteiro.

Em segundo lugar, vem a Disney com Bolt: Supercão e suas com nove indicanções. Já Wall.E, da Pixar, teve oito indicações. Este ano os homenageados pelo prêmio Winsor McCay serão Mike Judge, John Lasseter e Nick Park - todos pela carreira e contribuição para a arte da animação. Os vencedores do prêmio em todas as categorias serão anunciados na festa do Annie Awards no dia 30 de janeiro de 2009, sexta, direto do Royce Hall da UCLA (Universidade da Califórnia). Confira abaixo os indicados nas principais categorias. Para ver a lista completa, clique aqui.

Melhor Filme de Animação
Bolt: Supercão – Walt Disney Animation Studios
Kung Fu Panda – DreamWorks Animation
$9.99 – Sherman Pictures/Lama Films
Wall.E – Pixar Animation Studios
Waltz With Bashir – Sony Pictures Classics/Bridgit Folman, Les Films D’ici, Razor Films

Melhor Produção de Home Video/DVD
Batman: Gotham Knight – Warner Bros. Animation
Christmas Is Here Again – Easy to Dream Entertainment
Futurama: A Besta de um Bilhão de Traseiros – The Curiosity Company in association with 20th Century Fox Home Entertainment
Liga da Justiça: A Nova Fronteira – Warner Bros. Animation
A Pequena Sereia: A História de Ariel – DisneyToon Studios

Melhor Curta de Animação
Glago’s Guest – Walt Disney Animation Studios
Hot Dog – Bill Plympton StudioPresto – Pixar Animation Studios
Presto - Pixar Animation Studios
Sebastian’s Voodoo – Joaquin Baldwin
Wallace & Gromit: A Matter of Loaf and Death – Aardman Animations Ltd.

Melhor Comercial Animado de TV
Giant Monster – Curious Pictures
Long Legs Mr. Hyde – Curious Pictures
Rotofugi: The Collectors – Screen Novelties
Sarah – Z Animation
United Airlines - Heart - Duck Studios

Melhor Produção em Animação para TV
King of the Hill – 20th Century Fox TV
Moral Orel – ShadowMachine
Phineas and Ferb – Disney Television Animation
Robot Chicken: Star Wars Episode II - ShadowMachine
Os Simpsons – Gracie Films/Fox TV

Melhor Produção em Animação Infantil para TV
A Miser Brothers Christmas – Warner Bros. Animation
Avatar: The Last Airbender – Nickelodeon
Mansão Foster para Amigos Imaginários – Cartoon Network Studios
The Mighty B! – Nickelodeon
Underfist: Halloween Bash – Cartoon Network Studios

(shirley paradizo)

Criança & TV: Aliados na educação

Basta passar na TV para os pequenos decorarem tudo. Aplicam frases de publicidade como ninguém. E os bordões de novela, então? O aparelho é quase uma pessoa a mais dentro de casa. E está mais que presente: uma pesquisa feita pelo canal Nickelodeon em 2008 relata que 88% das crianças brasileiras se divertem assistindo à televisão. A telinha é preferência nacional e estimula o uso de outro meio de comunicação: o computador.

Televisão e computador são aparelhos eletrodomésticos que precisam ter uma espécie de “manual do usuário” que vá além do apertar de botões. Por mais que você e os dois sejam velhos conhecidos, há uma pergunta a ser feita: como seu filho lida com eles? São tantos canais, programas, um bombardeio constante de informações e notícias. É MSN, Orkut, blogs, MP3, e-mail...

Às vezes, até parece que seu pequeno entende melhor dele do que você. Mas só parece: a criança não tem maturidade suficiente para usá-lo sem supervisão. “Informação não é a mesma coisa que sabedoria, e sabedoria não significa competência”, diz Lídia Arantangy, psicoterapeuta de casais e família. Você já deve ter ouvido que as crianças de hoje são mais espertas do que as de antigamente. Sim, são bem estimuladas, afinal estão expostas a todo tipo de informação. E esse estímulo começa cedo. Ainda bem pequeno, seu filho assiste à TV, ignorando todo o alarde da Academia Americana de Pediatria, que desaconselha a atividade para menores de 2 anos.

A gente sabe que, na prática, nem todas as regras são fáceis de serem seguidas, mas, se você não cuidar desde o início, pode deixar os meios de comunicação tomarem seu lugar como modelo da criança. E não é terrorismo. Veja aqui como é possível incluir – ou excluir – esses tão atrativos aparelhos na rotina do seu filho. Sem medo, sem traumas e, principalmente, sem culpa.

Sintonizando o problema - É só apertar o botão do controle remoto ou do teclado para seu filho mergulhar de cabeça no entretenimento da TV e do computador. Segundo um estudo orientado por Jerome e Dorothy Singer, psicólogos americanos, 82% das mães brasileiras afirmam que assistir à TV é a atividade mais comum de seus filhos. Uma pesquisa do Ministério das Comunicações revela que somos o décimo país com maior número de pessoas conectadas à internet, sendo que a maioria dos usuários são crianças e adolescentes.

O computador e a televisão são eletrodomésticos. Da mesma forma que você aconselha seu filho a não deixar a geladeira aberta ou a tomar cuidado com a temperatura do forno, deve ensiná-lo a utilizar esses aparelhos com inteligência. É claro que trata-se de uma relação mais complexa: eles envolvem diversão, emoção, preferências e conhecimento. “Quando bem usados, são capazes de melhorar a sociabilidade, ampliar horizontes e provocar a reflexão”, afirma Claudemir Edson Viana, pesquisador e diretor de faculdade. E como fazer bom uso deles? Equilibrando dois componentes básicos na rotina: conteúdo e tempo de exposição.

Curta-metragem - É uma questão bem matemática. “Uma criança que passa muito tempo em frente à tela deixa de fazer outras atividades necessárias ao seu desenvolvimento”, afirma a psicóloga Ester Cecília Fernandes Baptistella. O pediatra José Paulo Ferreira assina embaixo. “O limite para uma criança maior de 2 anos usar o computador, o videogame e a televisão é de duas horas diárias, de preferência intercaladas com outras atividades, pois alivia o estresse físico e mental.” Se você não segue essa regra, saiba que não está sozinho.

Segundo uma pesquisa realizada pela Eurodata TV Worldwide, a criança brasileira é a que mais vê TV no mundo, com uma média diária de três horas e 31 minutos por dia. “A criança pode transformar a mídia na sua principal referência – papel que deve ser desempenhado pelos pais”, diz o pesquisador Claudemir. Trocando em miúdos, a TV vira bicho-papão quando você deixa os personagens se tornarem modelos para o seu filho. E o mesmo vale para aquele DVD que não pára de rodar no aparelho. Assisti-lo diversas vezes é importante para a criança entender melhor a trama, mas, ainda que você tenha certeza de que o conteúdo é bacana, ela deve se distrair com outras atividades.

* Texto de Cristiane Rogerio e Tamara Foresti, publicado originalmente no site da revista Crescer

Editorial: Um presente...

Esses dias, a amiga Silvana Tavano me fez uma agradável e inesperada surpresa ao convidar o No Mundo Animado para participar de um "meme" - uma espécie de corrente virtual que espalha determinado assunto de blog em blog. Na verdade, nem sabia que esse tipo de coisa acontecia entre blogueiros e achei a proposta bem interessante, uma forma de nos conhecermos e apresentar novos amigos. Agradeço a indicação da Sil e faço as palavras dela as minhas... "vou tentar fazer a minha parte nessa história". Então, vamos lá.

A primeira tarefa é listar 8 desejos. Eu quero...

1. que muitas boas animações façam parte do meu cotidiano

2. encontrar seres fantásticos e sinceros, daqueles com os quais podemos contar sempre

3. eliminar os vilões da face da terra


4. ter super-poderes para salvar o dia

5. jamais transformar ogros simpáticos em belos (e ocos!) príncipes

6. fazer uma viagem no tempo

7. entrevistar um doce vampiro

8. compartilhar informações com sábios reis

O segundo passo é convidar 8 blogs bacanas para continuar a corrente. Bem, aqui vão eles...

Carla Joakina

Ana Paula Pontes

Alexandre Pollara dos Santos

Tathy Miranda

Cacá Abud

Ione Sawao

Olivia Pezzin

Rosemar Schick

Agora, as regras: a gente tem que comentar no blog de quem nos convidou e nos blogs de nossos(as) convidados(as) para que saibam da "convocação". Finalmente, temos que mencionar todas essas regras. Também tem que publicar o selinho do "meme" (aquele lá em cima, é só copiar a imagem).

(shirley paradizo)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mais um herói na telinha

A Marvel e a Nicktoons revelaram uma nova imagem (acima) e também a sinopse de Iron Man: Armored Adventures, a primeira série animada do Homem de Ferro. Com produção do estúdio francês Method Films e com 26 episódios encomendados, conta a história de Tony Stark, aparentemente um típico estudante. Ele secretamente desenvolve a armadura perfeita que substituirá todos os veículos existentes.

Depois de sofrer um acidente aéreo que vitima seu pai, Tony se fere e é obrigado a usar sua invenção para substituir alguns de seus órgãos vitais, tornando-se o Homem de Ferro. Como chefe de uma corporação multinacional, ele passa a combater aqueles que usam a tecnologia para o mal.

A animação está programada para ser exibida no Nicktoons dos EUA a partir de abril de 2009. No Brasil, ainda não há previsão de estréia.

(shirley paradizo)

Estréia: O Urso Rupert

Uma nova série chega ao canal pré-escolar para revelar aos mais novinhos um mundo mágico, cheio de encanto e aventura. Desde de segunda, dia 1º de dezembro, o Playhouse apresenta uma nova série pré-escolar, chamada O Urso Rupert, protagonizada por um urso adorável e seus queridos companheiros de aventuras.

No mundo mágico de Rupert, é possível acordar e conhecer um homem na lua que vende queijo ou viajar em uma bolha gigante até o fundo do mar para resgatar uma sereia presa em um molusco gigante. As possibilidades são infinitas e Rupert sempre chegará são e salvo em casa para a hora do lanche.

As emocionantes aventuras destes amigos sempre envolvem a natureza e destacam a importância do respeito ao meio ambiente. O maravilhoso cenário da floresta, a casa da árvore, os campos floridos e o mundo aquático criam um incrível espaço para ser explorado.

O Urso Rupert está sempre com seus amigos: Bié, um texugo amante dos fatos concretos; Eduardo, um elefante alto e tímido; Pingüe-Pongue, maga determinada, e o dragão bebê Ming, seu animal de estimação; Farrapo, o duende das árvores; Fred e Frida, os espertos Gambás Gêmeos e a sereia Miranda.


Exibição: segunda a sexta, 16h, Playhouse Disney Channel

Indicação: a partir de 2 anos

(shirley paradizo)

Editorial: Ajudar é preciso

Infelizmente, as más notícias também fazem parte de nosso cotidiano. E essa não tem nada a ver com animação, mas com o mundo real. Em solidariedade aos nossos irmãos catarinenses que passam por momentos difíceis e complicadíssimos, achei que deveria seguir o exemplo de outros blogs e sites que têm indicado este link onde é possível ter informações para fazer doações às vítimas da enchente por meio da Defesa Civil de Santa Catarina.

A Defesa Civil pede doações para auxiliar as vítimas das chuvas que atingem a região. Há mortos e desaparecidos, e mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas. As vítimas precisam de água potável, médicos voluntários, dinheiro, roupas, alimentos não-perecíveis, artigos de higiene pessoal, colchões e cobertores. Não custa colaborar. Eu já fiz minha parte, e você?

(shirley paradizo)

Só clássicos

Pica-Pau, She-Ha, He-Man, As Aventuras de Frajola e Piu-Piu, Os Flintstones, Os Jetsons, Johnny Quest, Mancha-Chuva, O Marinheiro Popeye... Personagens que vão e voltam da programação da TV aberta - o Pica-Pau, por exemplo, completa dois anos na Record em novembro e é o segundo programa mais visto na emissora - acabam de ganhar um canal por assinatura próprio: o Tooncast, que fez sua estréia nesta segunda (1º de dezembro).

Agora, não há mais desculpas para você não assistir a desenhos animados junto com seus filhos. Para Ronaldo Marques, 28, comerciante, a volta dos clássicos é uma ótima notícia. “Vou poder assistir novamente Tom e Jerry, que é um dos que eu mais gosto. Os desenhos de hoje são muito parecidos uns com os outros”, diz. Ele é pai de Sofia, 1 ano e 2 meses, e diz que, apesar de ela ainda estar “começando” a ver desenhos animados - “às vezes ela fica mais interessada na vinheta de abertura ou de encerramento do que na própria história” - ele pretende já apresentar esses desenhos animados para a filha. “Vai ser ótimo ver TV junto com ela”, diz.

Uma tentativa anterior de reunir esses desenhos foi feita com o Boomerang, canal lançado na América Latina em 2001 para abrigar, inicialmente, as animações clássicas. Em 2006, a grade do canal mudou, com uma programação mais voltada para os pré-adolescentes e adolescentes, com filmes e séries. No Tooncast serão 24 horas de desenhos, sem intervalos comerciais. As vinhetas também serão totalmente animadas. Na grade, além de clássicos dos estúdios Hanna-Barbera, Warner Bros e MGM, você também encontra originais do Cartoon Network, como O Laboratório de Dexter, Johnny Bravo e As Meninas Superpoderosas, entre outros.

No entanto, o canal ainda não estará diponível a todas as operadoras de TV a cabo. Assim como acontece com outros canais, inicialmente ele será transmitido apenas para canais regionais. O mais indicado é, antes, consultar sua operadora.

* Texto de Simone Tinti, originalmente publicado no site da revista Crescer

Estante: As Crônicas de Spiderwick

Existe um verdadeiro revival da moda de fazer épicos infanto-juvenis em Hollywood, embalados pelo sucesso estrondoso da trilogia O Senhor dos Anéis. Personagens e situações que anteriormente poderiam ser facilmente encontrados em clássicos dos anos 80, como História sem Fim e Labirinto, voltam com força total para conquistar o público infantil atual. E As Crônicas de Spiderwick (R$ 29,90, Paramount) de olho exatamente nesse filão.

Baseado na série literária de Tony DiTerlizzi e Holly Black, o filme fantasia mostra a história de uma família que entra em contato com seres mágicos (qualquer semelhança com As Crônicas de Nárnia seria mera coincidência?). Helen Grace (Mary-Louise Parker) acaba de se separar do marido. Sem dinheiro para continuar vivendo na cara Nova York, muda-se para a mansão de um tio distante, Arthur Spiderwick (David Strathairn), desocupada após uma série de eventos misteriosos. Ela leva seus filhos adolescentes para a nova moradia, mas eles não parecem muito satisfeitos. Especialmente Jared (Freddie Highmore); mais revoltado entre os três, custa a comprar a idéia de viver longe do pai, num verdadeiro "fim de mundo".

Seu irmão gêmeo Simon (também vivido por Highmore) parece mais conformado, assim como a irmã mais velha, Mallory (Sarah Bolger).Jared descobre que existem criaturas mágicas vivendo nos arredores da mansão, todas catalogadas em um livro por Spiderwick. O livro, nas mãos erradas, pode causar a extinção das criaturas. Desta forma, os Grace envolvem-se na luta contra o vilão Mulgarath (Nick Nolte), um ogro que quer destruir as criaturas e dominar o mundo.Como é perceptível, trata-se de um longa-metragem de fantasia.

Com efeitos especiais caprichados, traz mais uma das boas atuações de Freddie Highmore (de O Som do Coração). E, desta vez, um dos atores-mirins mais requisitados de Hollywood se apresenta em dose dupla. Sua excelente atuação com certeza faz com que As Crônicas de Spiderwick seja superior aos atuais longas do gênero.

A história mantém o "pé no chão" também pelos toques de drama familiar. Além disso, o fato da trama se resolver sem a necessidade de uma continuação pode ser considerado mais um ponto positivo à fantasia, diferentemente do que ocorre em filmes similares, como A Bússola de Ouro. Em suma, As Crônicas de Spiderwick pode significar diversão garantida tanto aos espectadores mirins quanto aos pais que os acompanhem às salas de cinema.

Extras: Spiderwick - É Tudo Verdade! (o diretor Mark Waters explica de maneira lúdica que "É Tudo Verdade" em Spiderwick, como gnomos, as ninfas, os elfos); Este É o Mundo de Spiderwick! (os criadores Tony DiTerlizzi e Holly Black explicam a concepção do filme e algumas mudanças que foram feitas na versão do cinema); O Guia de Campo de Arthur Spiderwick (é apresentado um índice de todos os personagens e objetos do filme)

Indicação: a partir de 10 anos

(angélica bito)

* A amiga jornalista Angélica Bito - de quem aprecio muito o trabalho - escreve para o site CineClick (um endereço bacana que traz críticas e informações sobre o universo cinematográfico)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sob nova direção

E parece que a maré não anda boa lá para os lados do castelo de Grayskull. Recentemente, o site Latino Review divulgou que a adaptação cinematográfica de He-Man estaria com problemas devido a saída dos produtores e indecisão na hora de contratar um diretor. O cineasta cotato para assumir a direção da versão do clásscio desenho dos anos 80 seria John Stevenson, artista de storyboard em animações como Shrek 2 e Madagascar, e que estreou na direção de um longa com Kung Fu Panda.

De acordo com o Latino Review, Stevenson foi ao escritório do produtor Joel Silver, ofereceu uma idéia matadora para o filme e saiu de lá com o emprego. Mas nada foi divulgado a respeito da misteriosa apresentação. Que teria feito Stevenson para impressionar tanto os executivos da Silver Pictures? Permanece a idéia de fazer o filme em live-action com captura de movimentos e fundo digital? Bem, enquanto a Warner Bros. não confirma os boatos, só nos resta esperar e torcer para que tudo dê certo desta vez!

(shirley paradizo)

Estréia: Dibo, o Dragão dos Desejos

Como uma blogueira de um espaço que trata de animações e afins, meu mundo é repleto de fadas, princesas, animais falantes e todo tipo de seres fantásticos. E, muitas vezes no meio do caminho, surgem coisas bem bacanas para indicar aos pequenos. Este é o caso de Dibo, o Dragão do Desejo. Habitante de um lugar chamado Terra do Aconchego, o herói dessa série animada criada pelo estúdio de animação coreano OCON é grande, benfeitor e o irmão mais velho com que todas as crianças sonham. Divertido, está sempre pronto para brincar. Se há um problema, está sempre presente para ajudar. E, quando alguém deseja algo, Dibo entra também, imediatamente, em ação.

Todos os personagens da história parecem bonecos de pano, desses fofinhos que parecem servir até como almofada, e expressam suas emoções por meio de gestos. E o Dibo tem um fecho na barriga de onde retira presentes para realizar os desejos de seus companheiros. O desenho é bem caprichado, as historinhas são simples e a musiquinha que não sai da cabeça:

Alô, alô, Dibo chegou
pra ganhar o que pedir
e só você dizer assim
di - di - bo
di - di - bo - di - bo -di


Exibição: dia 1, segunda a sexta, 16h, Playhouse

Indicação: a partir de 2 anos

(shirley paradizo)

Literatura: As Fadas da Areia

"Elas eram muito bonitinhas, com olhos da cor do mar e bochechas rosadas, e usavam roupas de algas marinhas e sapatinhos de conchas". Uma delicadeza de história, com ilustrações encantadoras: não é pra menos que As Fadas da Areia (R$ 22,90, Ática), da querida amiga May Shuravel, já passou da 8a. edição, com mais mais de 30 mil exemplares vendidos, e continua inspirando não só os leitores. O também escritor João Batista Melo (autor premiado de vários livros, como o recém-lançado O Colecionador de Sombras) adaptou a obra e transformou as ilustrações em personagens de carne e osso - a Laura do livro é interpretada pela atriz Julia de Victa no curta que foi selecionado pelo Minc e deve estrear na TVE Brasil em breve.

A experiência do escritor como cineasta não é nova. Em 2004, João Batista dirigiu o infantil Tampinha, baseado no livro da Angela Lago, trabalho premiado como melhor curta de ficção do Divercine, no Uruguai. E a carreira do novo curta também promete: As Fadas já foi selecionado para participar do 25th Chicago Children's Film Festival, o maior festival de cinema infantil da América do Norte e o único do gênero homologado pela Academia de Hollywood.

(silvana tavano)

* Mais uma dica da querida amiga Silvana Tavano - editora da revista Marie Claire, blogueira do Diários da Bicicleta e autora da série de livros que contam as aventuras da bruxinha Creuza. Leia uma entrevista com a escritora aqui