quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Estréia: o Expresso Polar

É véspera de Natal e um garoto está acordado. Sem acreditar mais em Papai Noel, ele espera por algo que faça com que sua crença na figura natalina retorne. De repente, ele ouve um grande barulho, indo para fora de sua casa. O menino, então, vê à sua frente um gigantesco trem negro com destino ao Pólo Norte, chamado O Expresso Polar. Relutante a princípio, ele decide aceitar o convite do condutor para embarca no estranho veículo.

Lá descobre que não está sozinho nessa viagem. Muitas crianças também estão a bordo do colorido e aconchegante vagão, onde as coisas mágicas já trazem a sensação de que algo muito fantástico está para acontecer. Isto é só o começo de uma grande aventura que vai encher os olhos das crianças e envolver os adultos. “É uma história que tem a ver com todo mundo. Tantos de nós, sendo crianças ou adultos, já questionamos nossas crenças ou passamos pelo processo de ter a fé testada e restabelecida. As crianças podem entender a história literalmente como uma viagem para encontrar Papai Noel, enquanto os mais velhos podem entendê-la como uma metáfora para idéias maiores”, diz Robert Zemeckis, diretor do filme.

Baseado no best-seller infantil de Chris Van Allsburg, o longa animado não traz só uma excelente trama, mas uma enorme novidade no mercado. Em O Expresso Polar, Zemeckis usou pela primeira vez uma técnica desenvolvida por ele mesmo e batizada de performance capture. Em miúdos, a nova teconologia consiste em pegar atores e vesti-los com roupas especiais cheias de sensores eletrônicos que captam todos os seus movimentos, expressões e falas, transmitindo-os para o computador e transformando as imagens em animação. “Acho que vamos ver uma nova geração de realizadores aderirem a esse sistema”, prevê o cineasta.

Graças a essa técnica, foi possível que Tom Hanks interpretasse cinco papéis diferentes no filme e todos de forma primorosa, tanto no papel do Garoto Herói como no do meticuloso cobrador do trem. Hanks também está se sai muito como o Pai do Garoto, o Vagabundo e o próprio Papai Noel. Destaque também para a bela e comovente trilha sonora de Alan Silvestri, que traz interpretações de Bing Crosby e Frank Sinatra. Com certeza, vale a pena embarcar nesse trem!

Exibição: dia 13, sábado, 8h e 16h, Cartoon Network

(shirley paradizo)

Greve assombra Hollywood

O principal sindicato que representa os atores de cinema e televisão dos EUA disse nesta quarta-feira (10) que em janeiro vai enviar cédulas de voto a seus filiados, pedindo sua autorização para lançar uma greve em torno de um novo contrato.

O Screen Actors Guild (SAG), que representa cerca de 120 mil atores, disse que um voto "sim" por parte de 75% dos atores que vão votar autorizará seu conselho a convocar uma greve, "se e quando o conselho considerar que é necessário". As cédulas serão colocadas no correio em 2 de janeiro, e os votos serão contados em 23 de janeiro, disse o SAG.

Negociações
A iniciativa, que se dá após meses de fracassos nas negociações e mediação federal com os estúdios de cinema e televisão para redigir o novo contrato coletivo, traz para mais perto a possibilidade de uma greve que certamente prejudicaria o setor de cinema e televisão, um ano apenas após uma greve de 14 semanas dos roteiristas de Hollywood.

A greve dos roteiristas, no final de 2007 e início de 2008, paralisou a produção dos programas do horário nobre da TV e custou estimados US$ 3 bilhões à economia de Los Angeles. No último ano a liderança do SAG vem insistindo em pedir condições melhores do que as que foram aprovadas por outros sindicatos de Hollywood, mas os estúdios se negam a ceder.

Um dos obstáculos a um acordo tem sido os valores que os atores devem receber por conteúdos transmitidos pela Internet, um setor em rápido crescimento que difunde produtos da televisão e do cinema.

* Fonte: Globo.com

A melhor de todas

A animação da Pixar/Disney Wall.E (leia crítica aqui) foi escolhida como o melhor filme de 2008 pela Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles. Dirigido por Andrew Stanton, o filme se passa em um futuro distante, quando a humanidade entulhou a Terra de lixo e poluiu a atmosfera com gases tóxicos, tendo de abandonar o planeta para viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta.

Wall.E é o último desses robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall.E logo se apaixona pela recém-chegada.

Já o segundo lugar ficou para Batman – O Cavaleiro das Trevas. O grupo de especialistas escolheu ainda Sean Peann como melhor ator do ano, por Milk, dirigido por Gus Van Sant, e Sally Hawkins, a melhor atriz por sua atuação em Happy-Go-Lucky. Por sua desempenho como o vilão Coringa, Heath Ledger foi eleito o melhor ator coadjuvante. Penélope Cruz levou o prêmio de melhor atriz codjuvante pela personagem María Elena da comédia Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Danny Boyle foi considerado o melhor diretor pelos críticos por seu trabalho em Slumdog Millionaire, e Mike Leigh ficou com melhor roteiro por Happy-Go-Lucky.

(shirley paradizo)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Promessa de muita ação

Depois de um tempinho sem notícias de G.I. Joe: Rise of Cobra eis que surge uma informação direta do blog da MTV americana. O endereço traz uma entrevista com o produtor do longa, Lorenzo di Bonaventura, na qual ele revela segredinhos sobre sua nova produção. Segundo ele, há "duas ou três seqüências realmente grandes no filme, que farão as pessoas perderem a cabeça". Ele ainda conta que o que diferencia a ação dos demais blockbusters "são os oito ou nove personagens bem elaborados".

De acordo com o produtor, são os relacionamentos entre esses personagens que elevarão o nível do longa. "Será o cruzamento dessas relações da comic book é tão selvagem que você realmente tem personagens completamente desenvolvidos em um filme-pipoca", explica. O site cita a relação entre Snake Eyes (Ray Park) e Storm Shadow (Byung-hun Lee).

No longa baseado nos jogos Comandos em Ação e dirigido por Stephen Sommers (de A Múmia), Channing Tatum (de Ela Dança Eu Danço) interpreta o soldado Duke. Joseph Gordon-Levitt (de Stop Loss), Dennis Quaid (de Traffic), Christopher Eccleston (de Elizabeth) e Sienna Miller (de Alfie - O Sedutor) também estão no elenco.

Bonaventura também dá uma canja para animar os fãs: "Estamos em fase de pós-produção e está ficando muito bom. Será realmente divertido e grande".

G.I. Joe: Rise of Cobra estréia dia 7 de agosto de 2009 nos cinemas.

(shirley paradizo)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lembra deles?

Depois de anos insistindo, parece que o projeto dos irmãos Farrelly (de O Amor é Cego) de levar o clásscio seriado Os Três Patetas para as telonas sairá do papel. Segundo a revista Variety, Peter e Bobby Farrelly já tem um roteiro pronto, escrito com Michael Cerrone. Eles também vão dirigir o longa, que será uma comédia contemporânea. "Não é uma biografia. Vai se passar nos dias de hoje, e eles se parecem, vestem e soam exatamente iguais aos Três Patetas originais", disse Peter Farrelly ao periódico.

Farrelly ainda afirmou que o projeto foi adquirido pela MGM graças ao entusiasmo de Mary Parent, presidente dos estúdios. Os irmãos tentavam produzir o longa pela Warner Bros há cinco anos. A MGM fez um acordo com a Warner e com a detentora dos direitos sobre o seriado. O orçamento inicial do longa é de US$ 45 milhões e os estúdios esperam que a comédia tenha uma censura baixa.

Peter Farrelly ainda apontou a crise econômica como um dos motivos para o filme ser produzido. "Quando a economia começou a mudar, nós achamos que o mundo poderia usar um tabefe dos Patetas. Bobby e eu não fazemos uma comédia física real há algum tempo e é a coisa mais excitante que pensamos agora, pessoas indo ao cinema e assistindo um ótimo humor trapalhão familiar", contou.

Os irmãos também irão asssinar a produção do filme, ao lado de Bradley Thomas e Charlie Wessler. Earl e Robert Benjamin serão os produtores executivos. Peter Farrelly ainda revelou que o intérprete de Curly (Jerome Lester Horwitz, no seriado) será escolhido por um concurso nos moldes do famoso seriado televisivo American Idol.

As audições acontecerão em três ou quatro cidades e o vencedor será divulgado em Los Angeles (EUA). O filme será estruturado como os curtas estrelados por Larry (Larry Fine), Moe (Moe Howard) e Curly (Jerome Lester Horwitz), com pequenas histórias de 25 a 30 minutos.

Os Três Patetas está programado para estrear no dia 20 de novembro de 2009 nos cinemas norte-americanos.

(shirley paradizo)

Charlie Brown no iTunes

Charlie Brown e sua turma retomaram à vida em uma série de 20 novas animações para web no estilo dos desenhos clássicos da TV. Os vídeos têm cerca de 3 a 4 minutos de duração e são inspirados nas tirinhas da década de 1960. Em um dos vídeos - que estão disponíveis apenas para usuários norte-americanos da loja virtual iTunes, da Apple -, Linus concorre a representante de classe, até ser ameaçado por um fato de seu passado: sua crença cega no herói do Halloween, a Grande Abóbora.

Os vídeos são todos inéditos, feitos com animação em flash e com novas vozes de dublagem. Mas mesmo que a tecnologia seja nova, os criadores procuraram manter a integridade da tira e dos adorados especiais animados da televisão. "Você não vai querer mudar isso", disse Jeannie Schulz, viúva do criador da tira Peanuts (batizada de Snoopy, no Brasil), Charles Schulz. "Você quer tentar manter o mesmo trazendo um frescor a ele." A trilha, por exemplo, lembra o famoso jazz de Vince Guaraldi que acompanhava os especiais de TV de Snoopy.

Tecnologia na medida certa
Os vídeos foram produzidos pela Warner Bros. Motion Comics, que antes trouxeram à vida tiras de Batman e Superman. O projeto teve envolvimento e acompanhamento da família de Schulz. "Nosso interesse era manter a integridade das tiras", disse Jeannie. "Eles fizeram um trabalho muito bonitinho para parecer com a animação antiga, mas melhor. Melhor por estarem mais brilhantes, as vozes ainda são bonitinhas e charmosas."

Jeannie acrescenta, porém, que muita tecnologia de animação - como o uso da técnica em 3D - prejudicaria o estilo simplista da tira e dos desenhos. Mas o que o criador de Peanuts- que morreu em 2000, aos 77 anos - pensaria ao ver suas velhas tirinhas ressurgindo décadas mais tarde em laptops e telefones celulares? "Estou grata que Sparky [apelido de Charles Schulz] não esteja vivo (para ver isso)", diverte-se a esposa. "Mas ainda que ele não entendesse por que as pessoas iriam querer assistir a coisas em seus telefones, ele entendia de histórias e de como contá-las."

* Fonte: AP

Estante: Kung Fu Panda

Cheio de energia, enorme e um pouco desajeitado, Po trabalha na casa de macarrão de sua família, enquanto sonha em ser um mestre do Kung Fu. Seus sonhos viram realidade, quando ele é inesperadamente escolhido para unir-se ao mundo que tanto desejou em Kung Fu Panda (R$ 49,90, Paramount). Sob os ensinamentos do mestre Shifu e ao lado dos lendários lutadores Tigresa, Garça, Louva-Deus, Víbora e Macaco, ele vai aprender os segredos das artes marciais e se tornar um grande guerreiro. Mas ele não contava que o vingativo e traiçoeiro leopardo Tai Lung fosse cruzar o seu caminho (leia crítica aqui).

Além do divertido animado da Dreamworks, o DVD duplo traz cenas de bastidores com astros do cinema como Jack Black e Angelina Jolie, dubladores de Po e da Tigresa, estão entre as atrações dos extras. No estúdio de dublagem, os atores comentam o trabalho e contam histórias engraçadas das gravações, com destaque para Jack Black, já conhecido pelos filmes de comédia e por suas piadas.

Extras: Comentários dos diretores John Stevenson e Mark Osborne; Conheça o elenco; Ultrapassando os limites; Conservation Internacional: Ajude a salvar os pandas selvagens; Academia de treinamento Dragão Guerreiro; Jukebox das animações da DreamWorks: selecione canções apresentadas em algumas animações do estúdio, como Madagascar, Shrek e Bee Movie; Trailers; Seja um mestre do Kung Fu; Terra dos pandas; Kung Fu Panda ao redor do mundo; Brincadeiras com o Po; Jogos e Atividades em DVD-Rom

(shirley paradizo)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O mago dos quadrinhos

E mais um personagem da Marvel vai ganhar as telas de cinema. Kevin Feige, o presidente de produção do Marvel Studios, disse à MTV News que, passada a atual leva das adaptações de heróis da empresa como Homem de Ferro 2, Capitão América, Thor e Vingadores, o longa-metragem inspirado nas HQs Doutor Estranho será uma de suas prioridades. “Dentro de um ano, um ano e meio, quando começarmos a pensar nos nossos filmes para 2012 e 2013, não estranhe se o Doutor Estranho aparecer na lista. Eu adoro a idéia de começar a mexer no lado místico do Universo Marvel, que é bastante significativo e nós ainda não vimos nas telas. É algo em que estou muito, muito interessado", disse.

Sobre a popularidade do personagem, Feige disse que não será um problema. "Há dois anos, na Comic-Con, lembro de ter visto uma capa de revista que dizia 'a Marvel prepara seu segundo escalão' e nela havia uma imagem do Homem de Ferro. HA! Não não vemos nossos personagens assim. Doutor Estranho? É um dos nossos melhores personagens. Ele representa esse incrível universo cósmico que será incrível de mostrar no cinema", completou. Vale lembrar que Neil Gaiman (de Stardust - o Mistério da Estrela) está interessadíssimo em escrever o roteiro do filme.

Criado por Stan Lee e Steve Dikto na década de 1960, Doutor Estranho chegou a se usado como vilão nas primeiras histórias de Homem de Ferro. Antes de se tornar o mago supremo da magia, o personagem era um bem-sucedido e arrogante cirugião. Porém, após sofre um acidente de carro, deixou a profissão de lado e passou a vagar pelo mundo até que chegou ao Himalaia, onde conheceu um velho místico chamado "Ancião", que o abrigou.

Sensibilizado com sua caridade, o cirurgião procurou ajudá-lo contra o seu discípulo, o Barão Mordo, que desejava matá-lo. Ao descobrir que o vistante americano queria salvar o seu mestre, o vilão fez um feitiço que o impedia de avisar o Ancião. Deseperado, o médico pediu ao místico que o ensinasse nas artes místicas para que pudesse salvá-lo. Assim nasce um dos mais famosos heróis da Marvel Comics.

Como curiosidade, Stan Lee criou uma série de palavras e frases de efeito para os encantamentos do mago, inspirado em programas de rádio americano dos anos 40 cujos personagens se valiam desses efeitos dramáticos.

Em agosto de 2007, foi lançado nos EUA um filme intitulado Doutor Estranho, que reconta as origens do herói. O filme foi feito em animação pelos estúdios LionsGate está disponível em DVD no Brasil.

(shirley paradizo)

In memoriam: Forrest J. Ackerman

O ator, agente literário, ator, editor de revistas e "bon vivant" Forrest J. Ackerman morreu quinta passada, dia 04, aos 92 anos. Ackerman é também conhecido por ter descoberto o escritor Ray Bradbury e por cunhar o termo "sci-fi" (abreviação de ficção científica). De acordo com seu representante legal, Ackerman morreu de parada cardíaco em sua casa, em Los Angeles. Ainda que pouco conhecido entre o grande público leitor, Ackerman era uma lenda nos círculos de ficção científica por ter fundado a revista pulp Famous Monsters of Filmland.

Ele era também proprietário de uma enorme coleção de objetos ligados à ficção científica, incluindo filmes e livros. Todo sábado de manhã em que estivesse em casa, Ackerman costumava abrir sua casa para qualquer um que quisesse olhar seus tesouros. Ele vendeu alguns objetos e deu outros quando mudou para uma casa menor, em 2002. "Minha mulher costumava dizer: 'como você deixa estranhos entrarem na nossa casa?'. Mas qual é o motivo de se ter uma coleção como essas se você não deixar as pessoas se divertirem com ela?", disse Ackerman à Associated Press em seu aniversário de 85 anos. Entre os itens de sua coleção estava a capa usada pelo ator Bela Lugosi no filme Drácula, de 1931.

Agente literário
Seu maior feito, contudo, foi ter descoberto Bradbury, autor de clássicos da literatura como Fahrenheit 451 e Crônicas marcianas. Ackerman havia espalhado um panfleto em uma livraria de Los Angeles para um clube de ficção científica que criara quando então lhe procurou um ainda adolescente Bradbury. Mais tarde, Ackerman deu a Bradbury dinheiro para começar sua própria revista de ficção científica, Futuria Fantasia, e deu dinheiro ao jovem escritor para que viajasse a Nova York para uma reunião de autores que ajudaria a lançar sua carreira.

Mais tarde, além de Bradbury, Ackerman foi agente literário de Isaac Asimov e de diversos outros autores de ficção científica. Ela afirmava que o termo "sci-fi" veio à sua mente em 1954 quando escutava rádio no carro e ouviu o locutor mencionar a palavra "hi-fi" (de alta fidelidade). Logo depois, já estava usando o termo em sua revista Famous Monsters of Filmland, fundado em 1958 e editada por ele durante 25 anos. Ackerman fez aparições em diversos filmes ao longo dos anos, incluindo As Amazonas na Lua, Vampirella e o videoclipe Thriller, de Michael Jackson.

* Fonte: Globo.com

Literatura: Duda Adora Pular

Ele é autor de literatura infantil, mas não há adulto que resista a suas histórias. O australiano Stephen Michael King consegue por meio de desenhos e personagens encantar quem folheia seus livros, seja pela sutileza com que trata de temas delicados, como a relação entre pai e filho, seja pela beleza dos traços, inconfundíveis para quem entra em contato com seu mundo. Um mundo que começou a ser criado aos 9 anos, quando sofreu uma perda de audição e passou a desenhar e a escrever. E descobriu que arte e livros eram mesmo sua paixão, o único trabalho que imaginava seguir. “Se eu não tivesse me tornado um autor-ilustrador, seria um ermitão-hippie, sentado sob o sol e fazendo colares de margaridas o dia todo”, diz em seu site.

Com o lançamento de mais dois títulos no Brasil, Duda Adora Pular e Folha (Editora Brinque-Book), a revista Crescer convidou Stephen para uma entrevista preparada a seis mãos: pedi ajuda a minhas filhas, Júlia e Bia, para pensar nas perguntas. Desde quando tinham 2 anos, seus livros estão na lista dos favoritos da minha casa. Aposto que, depois de vocês conhecerem suas histórias, eles vão ficar entre os prediletos da sua família também.

Todos os seus livros e personagens têm muita liberdade. A maneira como vivem e como nós os vemos (minha filha está aqui dizendo que depende de quem vê, mas, de qualquer maneira...). Você acha que liberdade é o principal tema de seu trabalho?
Eu não foco meu trabalho em liberdade. E amo filosofia e pensamento abstrato. Acho que, mesmo sem intenção, pequenos pedaços de mim escapam em minhas histórias. Eu apenas tento fazer livros bonitos. Quando escrevo, eu brinco, me divirto com as palavras. Os personagens nos meus livros sempre estão descalços e explorando as montanhas com seus ventos e grandes árvores. Eu pinto o que eu chamo de “espaços interiores” e “espaços exteriores”. Os interiores são introspectivos e os exteriores, expressivos. Se meus personagens estão dentro, eles estão mais presos e isolados daquilo que realmente importa em suas vidas. Tudo acontece nos grandes espaços abertos. Eu acho que a criatividade mora em um lugar especial entre o que está certo e o que está errado. É um lugar onde não há sinais verdes ou vermelhos, apenas exploração sem julgamento. Meus personagens sempre estão vivendo ou procurando esse lugar também.

A Duda (do livro Duda Adora Pular) é alguém que você conhece?
Quando eu escrevo, não percebo que eu estou baseando meus personagens em alguém. Eu apenas escrevo. Com o passar do tempo, descubro que minha vida está espalhada em todos os meus livros. Os pulos alegres da Duda são inspirados na minha filha, na época com 4 anos, e sua infinita imaginação. Pedro e Tina, somos eu e minha mulher. O Homem que Amava Caixas, meu pai e eu.

O livro Folha, apenas com ilustrações, é uma maneira de amplificar as possibilidades de compreender e sonhar com a leitura?
Se eu remover meu aparelho de audição e andar pela minha casa observando o mundo sem som, consigo perceber os detalhes. Este era meu desejo com Folha. Queria que o leitor pudesse se tornar surdo para o barulho das palavras e se voltar para sua voz interior. O silêncio de Folha é muito especial, permite que pessoas diferentes possam descobrir sua própria essência na história. As palavras teriam fechado as possibilidades em apenas uma idéia. Algumas pessoas dizem que o livro tem a ver com o espírito, outras com criatividade e intuição, e outras que se trata de um livro sobre meio ambiente. A parte do livro em que o menino faz um corte radical nos cabelos tem gerado reações variadas dos leitores. Em um extremo, dizem que o menino lembra um monge budista. No outro, uma vítima do Holocausto. Era exatamente o que eu esperava. O livro termina no mesmo lugar, mas a viagem de cada um é diferente.

Seus livros não têm um grande conflito para justificá-los. Você não parece preocupado em ter uma moral da história, mas sentimentos. Esta é a melhor maneira de tocar as pessoas, especialmente as crianças?
Eu sou uma pessoa emocional. Me lembro mais de como me senti em tudo que fiz na vida do que de lugares ou coisas. Sei como eu me senti no topo de uma montanha, mas não como cheguei lá. Se eu leio um livro, me lembro de como ele me fez sentir, mas posso não ser capaz de me lembrar de detalhes da história. Sou assim. Quando escrevo, tudo vem de um centro emocional. Sempre espero que as pessoas sintam emoções diferentes quando lêem minha histórias e pela sua pergunta... parece que elas conseguem isso.

Em seu site, você diz que não queria crescer... O que guarda da infância?
Quando eu era criança, eu via os adultos como tristes e sérios. Adultos sentam e conversam em vez de jogar jogos imaginários. Ficam sentados na praia em vez de brincar na água o dia inteiro. Agora eu sou um adulto. Tenho de admitir que gosto de sentar e conversar e que, de vez em quando, eu não nado o dia inteiro. Eu tenho filhos, responsabilidades e prazos. Mas eu tento me lembrar das melhores partes da minha infância. Segurança, liberdade, abraços e animais de estimação estão na lista. Trabalho e vivo em casa, posso ficar descalço. Minha imaginação me leva a muitas viagens. Eu também reservo tempo para brincar. Brincar com idéias, com meus filhos e família, com meus cachorros, com o céu. Eu amo afeição espontânea, dar e receber.

Você diz que não gosta de uniformidade social. Seus livros tentam ajudar as crianças a sair dessa prisão?
Eu adoro linhas curvas e imprevisibilidade. Tento evitar uniformidade, já que isso sempre leva à monotonia. Não sei se meus desenhos ajudam as crianças a sair dessa prisão. Não há provas. Mas gosto de pensar que meus livros são uma pequena voz que estimula a intuição das crianças, alimenta seu eu interior e os desejos do coração. Se não for isso, espero que meus livros sejam uma leitura divertida e que, quando essa geração crescer, eles possam se lembrar dos sentimentos que tiveram enquanto liam meus livros.

Sobre o que você ainda tem vontade de escrever?
Não sei... Escrevo quando uma idéia surge e vejo onde ela me leva. O livro que eu estou trabalhando agora é diferente de todos os meus outros. Não é silencioso como Folha. Há palavras, mas nenhum personagem humano ou animal. Vou usar formas no lugar deles. O tipo de forma que Ana (de Ana, Guto e o Gato Dançarino) faria. As pessoas que leram a história ficaram surpresas de quanto sentimento pode vir de formas. Espero que o livro vá para o Brasil.

Você já esteve no Brasil?
Recebo mais cartas do Brasil do que de qualquer outro lugar do mundo. Mas, ao menos por enquanto, não sou um viajante do mundo. Meus livros estão em todo o globo, mas eu fico mesmo em casa e desenho. Meu agente gostaria que eu fosse para a Itália. Um editor americano quer que eu vá para Nova York. Uma vez fui convidado para a abertura de uma loja na Coréia. Ainda assim, eu fico em casa e desenho. Estou planejando viajar com minha família nos próximos anos. Prometo que irei colocar o Brasil em minha lista.

* Texto de Paula Perim, com colaboração de Júlia e Bia, publicado originalmente no site da revista Crescer

sábado, 6 de dezembro de 2008

Estréia: Alvin e os Esquilos

Uma das dez maiores bilheterias do cinema americano em 2007, a comédia Alvin e os Esquilos teve como fonte de inspiração famoso desenho animado dos anos 50. Com direção de Tim Hill o filme traz uma história para toda a família, repleta de humor, emoção e música animada. Após se depararem por acaso com Dave Seville, um compositor que tenta vencer na carreira, três esquilos muito especiais. Alvin, Simon e Theodore, decidem morar na casa de Dave.

Não demora muito até que os esquilos percebam que, para convencer Dave a deixá-los ficar em sua casa, eles terão de demonstrar que têm talento. É que Alvin, Simon e Theodore não só conseguem falar como também sabem cantar! Eles logo se tornam uma sensação como cantores, e Dave passa a ser mais do que um compositor para eles, um verdadeiro pai. As coisas se complicam quando os esquilos se deslumbram com o estrelato e se rebelam contra Dave. Porém, eles logo se dão conta de que formar uma família com Dave é o maior de todos os sucessos. Leia mais aqui.

Curiosidades

* Baseado na série animada dos anos 50, Os Pestinhas, criada por Ross Bagdasarian Senior. Em 1958, o compositor colocou suas economias em um gravador novo e fez o hit Witch Doctor. As experiências com gravações em velocidades distintas geraram mais tarde as vozes dos esquilos. Já a insistência de seu filho em saber quando seria o Natal virou o sucesso que os bichinhos cantam no filme, vencedor de três prêmios Grammy em 1959. O sucesso foi tanto que virou desenhos, álbuns e bonecos.

* O filme ficou entre as 12 produções que tentaram entrar na corrida para conquistar uma vaga na disputa do Oscar 2008 na categoria animação.

* O personagem Dave Seville foi oferecido a John Travolta, Bill Murray, Chevy Chase e Tim Allen, mas eles recusaram.

* A frase em japonês que Alvin diz é "Konbanwa. Watashi wa Alvin desu". Em português, "Boa Noite. Meu nome é Alvin".

* O filme conseguiu arrecadar mais do que cinco vezes o seu orçamento. Foram U$ 360 milhões nos cinemas em todo o mundo, tendo gasto cerca de U$ 70 milhões em sua produção, se tornando umas das 10 maiores bilheterias de 2007.

Exibição: dia 6, sábado, às 22h, Telecine Premium; dia 7, domingo, 20h, Telecine Pipoca (dublado)

(shirley paradizo)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Estréia: Doodlebops

Deedee, Rooney e Moe Doodle são três talentosos músicos que sempre estão dançando, cantando e aprendendo valiosas lições enquanto praticam com a sua banda de rock na mais colorida e divertida sala de ensaios. Com suas chamativas perucas e roupas, os Doodlebops farão todos dançarem com canções fáceis de memorizar e com muito ritmo. E nesta segunda temporada as crianças em idade pré-escolar vão ter muito o que aprender com essa turminha. Conheça os personagens:

Deedee - adora liderar e sempre tem muita energia. Entre suas preferências estão a cor rosa, escrever canções e tocar seu teclado. Quando não está ocupada dançando e cantando, adora passar o tempo com os seus irmãos Rooney e Moe e contar piadas com o seu amigo Mudge.

Moe - é o mais jovem dos Doodlebops e adora brincar. Sempre divertido, gosta muito de contar piadas, se esconder no estúdio e dançar. Sua cor preferida é a laranja e o que mais gosta de fazer é tocar sua bateria. Quando não está tocando na banda ou contando piadas Moe, com certeza, está escondido para que Deedee e Rooney possam encontrá-lo.

Rooney - é muito ocupado e curioso. Adora descobrir como as coisas funcionam. Sua cor favorita é a azul e a sua fruta preferida é a uva. Quando não está ocupado inventando ou criando novas coisas, Rooney adora ler um bom livro e praticar seus passos de dança.

Exibição: dia 6, sábados e domingos, 14h30, Playhouse Disney Channel

Indicação: a partir de 3 anos

(shirley paradizo)

Estréia: Princesinha

Baseada nos livros do britânico Tony Ross e dirigida por Edward Foster, a série animada Princesinha traz uma princesa de apenas 4 anos e os desafios que ela enfrenta em seu dia-a-dia. Apesar de morar em um castelo, a menina passa por situações comuns a crianças de sua idade, entre elas a perda do seu primeiro dente de leite e uma nova e empolgante tarefa: vestir-se sozinha.

Cada capítulo, com meia-hora de duração, estimula os pequenos a encararem e aprenderem com os desafios constantes que o mundo lhes oferece. Como qualquer outra criança de sua idade, Princesinha também tem de aprender a escovar os dentes, a dormir sozinha no escuro e a aceitar que nem sempre pode conseguir tudo o que deseja. Por meio da identificação com esta personagem cheia de curiosidade, as crianças são estimuladas a explorar o mundo e a encarar as tarefas cotidianas como situações motivadoras e divertidas.

A pequena majestade é filha única do casal real e, apesar de ter um temperamento muito forte, é uma criança doce que sempre leva consigo o ursinho de pelúcia Gilberto, e o extravagante gato Pipo, seu melhor amigo. Suas aventuras são acompanhadas de perto pelos outros personagens que circulam no castelo: o primeiro-ministro (divide seu tempo entre os assuntos oficiais e as brincadeiras com a Princesinha), Nana (sua amiga e confidente), o Chef da cozinha real (apesar de fazer quitutes, recusa-se a mimar a menina), entre outros.

Exibição: dia 6, sábados e domingos, 18h30, Discovery Kids

Indicação: a partir de 3 anos

(shirley paradizo)

Da minha coleção...

Um bichano faminto toma medidas desesperadas para chamar a atenção de seu dono. E vale tudo, desde miar até derrubar e arranhar coisas. O divertido curta foi criado pelo inglês Simon Tofield, um dos diretores da Tandem Films. Essa é apenas uma das muitas animações feitas por ele e inspirada em seu felino. O Simon’s Cat ganhou inclusive um canal no YouTube, que já acumula quase 500 mil visualizações. Quem quiser conferir outros de seus trabalhos pode visitar o site da Tandem Films, que inclui, além dos curtinhas felinos, comerciais produzidos por ele.

(shirley paradizo)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Simpsons atacam novamente

Os produtos e a cultura descolada dos usuários da marca de eletrônicos Apple são as vítimas mais recentes do humor ácido dos personagens de Os Simpsons. No último capítulo da 20a. temporada, exibido dia 30, domingo, nos Estados Unidos, Lisa leva a família para visitar a loja da "Mapple" e fazem piadinhas com produtos como "Mypod" e "Myphone", nomes que satirizam a marca, seu MP3 player e o telefone celular.

Dentro do estabelecimento, Homer se surpreende com a "Mycube" - uma referência à loja em formato de cubo de vidro-, enquanto Lisa desiste de comprar fones de ouvido, que são vendidos por US$ 40 no desenho animado. "Não posso comprar nenhum desses produtos, mas posso comprar fones brancos falsos para que pensem que tenho um Mypod?", pergunta a filha de Homer.

Em outro momento, Bart imita a voz de Steve Mobbs - alusão ao fundador da Apple, Steve Jobs- zombando dos clientes da marca. "Vocês pensam que são 'cool' porque compram um telefone de US$ 500 com uma imagem de uma fruta. Adivinhem o quê? Sua fabricação custa US$ 8 e mijo em cada um deles", diz Bart, antes de ser perseguido pelos funcionários da loja. No Brasil, a série é exibida pelo canal Fox nos domingos, às 20h, e está em sua 19a. temporada. Confira abaixo o vídeo com trecho do episódio.

* Fonte: Folha online