segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mundo encantado

O cineasta John Boorman (de O Alfaiate do Panamá), recentemente assinou contrato para dirigir uma versão em CGI do clássico O Mágico de Oz, que conta a história de Dorothy (eternezida no clássico de 1939 por Judy Garland). Para quem não lembra da história - o que acho difícil - ela é uma garotina que vive com os tios em uma fazenda no Kansas. Mas, por causa de um ciclone, ela e seu cãozinho, Totó, são levados para a lendária terra de Oz. Na Cidade Esmeralda, a menina trilha a mais famosa rua da história do cinema: a estrada dos Tijolos Amarelos.

Enquanto procura o caminho de volta para casa, Dorothy conhece grandes amigos, como o Espantalho, o Homem-de-Lata e o Leão Covarde, descobrindo que está em um mundo de sonhos que viram realidade, de florestas encantadas e recheadas de maravilhosas canções.

Inspirado no clássico da literatura escrito por L. Frank Baum, o filme terá um curto orçamento de US$ 25 milhões e, em vez dos números musicais, terá apenas trilha sonora. O lançamento está previsto para ser lançado em 2010.

(shirley paradizo)

De volta à terra dos pequeninos

Recentemente, a Fox autorizou o início da produçãode uma versão de As Viagens de Gulliver para as telonas. Segundo a revista Variety, Jack Black (de Kung Fu Panda) irá protagonizar o longa, dirigido por Rob Letterman (de Monsters Vs. Aliens e O Espanta Tubarões).

Escrito por Jonathan Swift, em 1726, este clássico da literatura já foi adaptado diversas vezes para as telonas e para a TV. Foram cerca de 10 longas (dois deles para TV) e uma série de TV. Nesta nova versão, Black irá viver o escritor aventureiro Gulliver, que acaba preso na ilha de Lilliput quando faz uma viagem para as Bermudas. Como na história original, os liliputianos são homenzinhos com menos de 15 centímetros de altura que vivem brigando por futilidades.

O roteiro do filme está nas mãos de Nicholas Stoller (de As Loucuras de Dick e Jane) e Joe Stillman (de Shrek) e as filmagens estão previstas para começarem em março de 2009.

(shirley paradizo)

Literatura: A Oxford de Lyra

Os fãs da trilogia Fronteiras do Universo (A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar) mais uma vez poderão se deliciar com a literatura envolvente e rica de significados do premiado autor Philip Pullman – mesmo que desta vez seja apenas um tira-gosto. A pequena Lyra Belacqua está de volta agora em uma mini-aventura.

Em A Oxford de Lyra (R$ 19,90, Objetiva), Pullman nos leva de volta ao universo fantástico de seus personagens, cujas almas caminham ao lado dos corpos em forma de animais falantes. A história em questão começa dois anos antes de A Luneta Âmbar. A nossa heroína e seu dimon Pantalaimon continuam a morar na Faculdade Jordan, em Oxford (“versão” da cidade inglesa para o mundo da protagonista), e a desfrutar a paz dos dias ensolarados.

Certo dia, a garota recebe a visita inesperada de um pássaro estranho – o dimon de uma feiticeira – que busca ajuda para encontrar um elixir raro, capaz de salvar a vida de sua mestra doente. Lyra e Pan decidem ajudá-lo a encontrar o único alquimista que possui a poção para a cura. Quanto mais a dupla embarca fundo nessa jornada mais Lyra tem a sensação de que algo está errado.

"A Oxford de Lyra é uma espécie de degrau entre a trilogia e o livro que virá em seguida. Achei que seria divertido acrescentar alguns documentos e miscelâneas do mundo de Lyra, como um mapa da Oxford que ela conhece, e conforme eu fazia isso, sentia que a história começava a ganhar forma”, explica Philip Pullman, ganhador do prestigioso prêmio Astrid Lindgren Memorial, da Suécia, pelo conjunto de sua obra.

O tal mapa que o autor cita vem dobrado no livro e dá um charme a mais para o visual da obra, bem como outras interferências gráficas – entre elas, um cartão postal de Oxford, enviado por uma personagem importante da trilogia. Esses mimos, aliás, nos dão algumas pistas sobre as futuras aventuras de Lyra e Pantalaimon. Leitura obrigatória para os fãs da trilogia.

(shirley paradizo)

sábado, 15 de novembro de 2008

Da minha coleção...

Quem disse que os habitantes de outros planetas também não querem vir para cá? O astronauta de Moon Man (1981) sempre teve curiosidade em nos visitar. Até que um dia realiza seu desejo nesse curta do premiado Tomi Ungerer. Apesar de pouco conhecido em terras brasileiras, o gráfico e cartunista trabalhou em diversas publicações de peso como o New York Times. Seu trabalho abrange desde ilustrações para livros infantis e campanhas publicitárias até cartuns políticos.

Os Três Ladrões, com textos e ilustrações de sua autoria, recebeu o prêmio Hans Christian Andersen em 2000, além de outros prêmios. Hoje, aos 77 anos, Ungerer vive na Irlanda e continua a utilizar sua arte para criar cartazes para Anistia Internacional, em campanhas contra Aids e pela preservação da identidade cultural da Alsácia.

(shirley paradizo)

Estréia: Pinocchio 3000

Em sua lista dos 100 filmes mais importantes da história do cinema, o famoso crítico norte-americano Roger Ebert coloca o desenho Pinocchio de 1940 entre eles. O que não há como discordar. Além de ter recebido dois Oscar, a história universal do garoto de madeira que ganha vida em um passe de mágica e deseja alcançar a forma humana já ganhou diversas adaptações e versões, desde as mais fiéis até as mais malucas. A mais recente versão dessa história é Pinocchio 3000, de Daniel Robichaud.

Realizado em 3D, tem como ambientação uma cidade futurista e o boneco deixa de ser de madeira para se tornar-se um robô. No ano 3000, a tecnologia comanda tudo e as crianças tentam encontrar um espaço para a diversão. Enquanto isso, Geppetto aprimora o robozinho com emoções humanas. Mas Pinocchio deve conquistar seu coração aprendendo a diferença entre o certo e o errado para, finalmente, se tornar um garoto de verdade.

Apesar de os personagens terem passado por uma recauchutagem - a fada virou uma projeção holográfica, a história mantém o tom original da criança que cresce com os próprios erros e deve aprender a distinguir o bem do mal. A produção conta, no original, com as vozes de atores e atrizes famosos como Whoopi Goldberg (de Tá Tudo Mundo Louco) e Malcolm MacDowell (de Jornada nas Estrelas: Generations) e Howie Mandel (de Os Aristocratas).

Estréia: dia 15, sábado, 19h30, Jetix

(shirley paradizo)

Estréia: Piratas do Caribe - No Fim do Mundo

Ok. Não é animação, mas tem magia, universo fantástico, humor, personagens além da imaginação... Precisa dizer mais alguma coisa?

Lembro-me de ter escrito na crítica de Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte que havia saído da projeção "meio tonto". Neste terceiro filme, Piratas do Caribe - No Fim do Mundo, é preciso eliminar a palavra "meio". A produção de Jerry Bruckheimer (de Armaggedon, Os Bad Boys, Con Air - A Rota da Fuga, Um Tira da Pesada e tantos outros) nocauteia qualquer um. Para o bem e para o mal.

Trata-se de uma overdose de sons altos, música incessante e imagens deslumbrantes que encharcam olhos e ouvidos sem dó nem piedade. E isso é bom? Depende. Para o público jovem, não poderia ser melhor. Já os sentidos mais amadurecidos talvez sofram com a sensação de se estar numa montanha russa alucinada durante quase três horas. Duas horas e 48 minutos, para ser mais preciso. Mas vale a pena.

A força dramática da primeira cena, na qual centenas de piratas e/ou pessoas conectadas a eles são vítimas de um enforcamento em massa nos remete a grandes dramas históricos filmados com apuradíssima precisão técnica. As aparições do navio fantasma Flying Dutchman (por que não "Holandês Voador"?) parecem ter sido filmadas diretamente de um pesadelo. Por incrível que pareça, a direção de arte e os figurinos estão ainda mais elaborados e barrocos.

A reunião dos grandes líderes mundiais de piratas é um capítulo a parte. O humor permanece na medida certa e a batalha final, desenvolvida dentro de um redemoinho, é assustadoramente brilhante e assume - definitivamente - que o filme é baseado numa atração de parque temático. A história? Ah, sim, existe uma: Lorde Cutler Beckett (Tom Hollander) dá início a uma execução em massa de piratas, o que faz com que Elizabeth Swann (Keira Knightley, fortíssima) e o capitão Barbossa (Geoffrey Rush, divertindo-se muito) viajem até Cingapura para roubar os mapas do líder pirata Sao Feng (Chow Yun-Fat, de O Tigre e o Dragão).

As cartas náuticas de Feng trariam as rotas do Fim do Mundo, onde Jack Sparrow (Johnny Depp, é claro!) está preso no Flying Dutchman por conta da dívida que ele precisa pagar a Davy Jones (Bill Nighy). E isso é só comecinho... Para entender melhor, é preciso ver ou rever os dois primeiros episódios, já que os três filmes são profundamente entrelaçados, mas Piratas do Caribe - No Fim do Mundo é um filme no qual se embarca mesmo sem entender exatamente a história. Ah, e o final não é dos mais convencionais, além de abrir as portas para um provável quarto episódio (Piratas do Caribe - A Fonte da Juventude, talvez?). Claro.

Ninguém abandona assim sem mais nem menos uma franquia cinematográfica que rendeu mais de US$ 1,7 bilhão apenas nos dois primeiros filmes, somente com ingressos vendidos nos cinemas. Sem falar nos DVDs, camisetas, lancheiras, brinquedos...

Exibição: dia 15, sábado, 21h, HBO

Indicação: a partir de 12 anos

(celso sabadin)

* O multimídia - e querido amigo - Celso Sabadin é autor do livro autor do livro Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo e jornalista especializado em crítica cinematográfica desde 1980. Atualmente, dirige o Planeta Tela (um espaço cultural que promove cursos, palestras e mostras de cinema) e é crítico de cinema da TV Gazeta e da rádio Bandeirantes.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Estréia: E.T. – O Extraterrestre

Este texto escrevi para a finada revista Tudo, da editora Abril, na época em E.T. foi relançado nos cinemas, com cenas extras, ajustes... Enfim, uma o que eles chamam de versão do diretor. Apesar de 20 anos terem de passado, o filme não perdeu a magia e parecia que o estava assistindo pela primeira vez. Pela capacidade de Steven Spielberg sempre conseguir realizar filmes atemporais, mágicos e surpreendentes, o diretor tem um lugar reservado na minha lista dos melhores cineatas.

Vintes anos se passaram desde que o simpático E.T., o alienígena que só queria telefonar para casa, aterrissou na Terra e arrastou multidões às salas de cinema do mundo todo na década de 80 - na época, cerca de 400 milhões de pessoas compareceram às salas de cinemas. Um dos maiores sucessos do cineasta Steve Spielberg E.T. – O Extraterrestre reestréia nas telonas, para tentar seduzir nova safra de fãs mirins e matar a saudade dos já viram o filme e vibraram na exibição original.

A versão atual é uma espécie de remake da mesma fita, com 10 minutos de cenas inéditas, cerca de 40 modificadas, 60 novos efeitos especiais, que incluem arae armas apagadas, expressões faciais melhoradas e diálogos alterados. Alguns trechos, como o famoso vôo da bicicleta, foram completamente refilmados com outros atores, mas com o mesmo figurino.

A trama, no entanto, não foi alterada. O alienígena perde o embarque do disco voador que o levaria de volta para casa e é encontrado por Elliot (Henry Thomas), que se apega ao monstrinho. O problema é que pesquisadores e agentes do governo descobrem a existência de E.T. e que querem capturá-lo para fazê-lo de cobaia. Para ajudar o alienígena a escapar, Elliot conta a ajuda da irmã (a ainda pequena Drew Barrymore) e de um grupo de amigos.

Se a versão original de E.T. – O Estraterrestre já apresentava esse jeitão de certinho, com as mudanças tornou-se ainda mais politicamente correto. Spielberg aumentou a seqüência de Halloween e mudou uma cena em que a mãe de Elliot (Dee Wallace) proíbe o menino de sair à rua fantasiado de “terrorista”. Depois dos ataques de 11 de setembro, o “terrorista” virou um “hippie”.

Outra mudança foi cortar os palavrões que Elliot dirige a seu irmão mais velho, ao lhe dizer, por exemplo, que ele teria um “bafo de pênis”. A decisão foi do próprio Spielberg, que fez questão também de substituir os revólveres dos garotos por walkie-talkies. E, sim, vale a pena ver de novo. Sempre.

Exbição: dia 14, Jetix, 15h30

(shirley paradizo)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Direto do tabuleiro

O cineasta Ridley Scott (de Gladiador) foi contratado oficialmente para dirigir Monopoly (Banco Imobiliário, no Brasil), um projeto entre a fabricante de jogos de tabuleiro Hasbro e o estúdio Universal. A idéia é conferir ao filme uma aura futurista, algo na linha de seu trabalho ícone Blade Runner - O Caçador de Andróides.

O roteiro vai ficar por conta de Pamela Pettler (de A Noiva-Cadáver e A Casa Monstro), que pretende criar uma narrativa baseada no célebre jogo. "Monopoly é o mais popular jogo de tabuleiro do mundo, então temos que encontrar o universo do jogo. Claramente, tem que ser algo bem-humorado, para a família - o jeito como o seu tio de repente compra a avenida tal. Você assiste às pessoas mudando. É como testemunhar Jekyll e Hyde. Em algum lugar aí tem algo histericamente divertido que pode render um filme empolgante", declarou Scott há um ano.

Lançado em 1933, Banco Imobiliário, que já vendeu mais de 200 milhões de unidades no mundo, é o mais recente jogo Hasbro a ter aprovada sua passagem para a tela grande. Jogos de tabuleiro e propriedades de marca, como a bem-sucedida adaptação feita no ano passado de Transformers, vêm sendo vistos como mais atraentes num momento em que os estúdios procuram reduzir seus riscos, fazendo filmes que já tenham públicos prontos.

Além dessa adapatção, a Universal está trabalhando com a Hasbro em vários projetos, como parte de um contrato de desenvolvimento de longo prazo. A Platinum Dunes, de Michael Bay (de Transformers), está produzindo sua versão para o cinema de Ouija Board, o "jogo do copo", enquanto o clássico Batalha Naval também está em desenvolvimento.

No próximo verão americano, a Paramount vai lançar um longa-metragem baseado no boneco G.I. Joe, enquanto Trivial Pursuit: America Plays está indo ao ar na TV como game show, exibido em vários canais dos EUA.

(shirley paradizo)

Em noites de Lua Cheia...

A refilmagem de O Lobisomem (The Wolf Man) virá acompanhada de bonecos da Hasbro. O brinquedo, que será lançado em abril nos Estados Unidos, terá 17 centímetros de altura e 12 pontos de articulação e vai custar 18 dólares. Uma versão de luxo do boneco também é prometida, mas ainda não foi mostrada.

No filme, Benicio Del Toro (de Sin City e 21 Gramas) repetirá o papel imortalizado por Lon Chaney, em 1941. O remake manterá a ambientação original - a Inglaterra vitoriana. Na trama, Larry Talbot retorna ao castelo de seu pai, no País de Gales, conhece uma linda mulher, Gwen, mas, numa noite fatídica, é mordido por um lobisomem e começa a viver uma sofrida maldição. Del Toro faz Talbot, Hugo Weaving (de Matrix) interpreta o detetive Aberline, Emily Blunt (de O Diabo Veste Prada) vive Gwen e Anthony Hopkins (de A Lenda de Beowulf e Silêncio dos Inocentes) encarna o pai.

O filme dirigido por Joe Johnston (de Jurassic Park III e Mar de Fogo) tem estréia é prevista para 13 de fevereiro de 2009 nos cinemas americanos e 3 de abril aqui no Brasil.

(shirley paradizo)

Seu filho vê: Ricky Sprocket

Ricky Sprocket é uma deliciosa sátira de Hollywood, do showbizz e do mundo da cultura pop, a partir do ponto de vista de um menino. Ricky, aparentemente, tem vida comum. Sua mãe é dona-de-casa, seu pai trabalha em uma fábrica de salsichas, ele tem uma irmã com quem vive brigando e um cachorro que adora. Ricky, porém, é o astro infantil mais famoso do mundo do cinema e leva uma vida invejável, pelo menos é o que muitos acham.

Apesar de morar em uma mansão, ter milhares de bonecos, equipamentos eletrônicos e um escorregador que vai de seu quarto direto para a piscina, Ricky tenta desperadamente administrar – e nem sempre com sucesso – o tempo entre a família, os amigos, a escola e a louca pressão do mundo do entretenimento. O chefe do estúdio onde ele trabalha e seu agente estão mais preocupados com sua carreira meteórica do que com qualquer outra trivialidade da infância, como as lições de casa, o lazer e o lixo que Ricky precisa levar para fora todos os dias.

Como não bastasse, o garoto ainda tem de lidar com as incansáveis disputas entre as outras celebridades-mirins, que se deliciam ao serem reconhecidas e perseguidas por fãs, para ver quem é a mais famosa. Mas não há dúvida de que ele é invejado e que todos os outros mini-atores torcem para chegar o dia em que ele irá se dar mal.

Ricky Sprocket pode não ter o roteiro redondo de Padrinhos Mágicos, nem as divertidas cenas de ação de KND ou as boas doses de humor negro de As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy, mas é um desenho engraçadinho e inofensivo, que muito a ensinar às crianças e adultos.

Exibição: sábados e domingos, 8h30, Nickelodeon, sextas, 15h

Indicação: a partir de 8 anos

(shirley paradizo)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Heróis franceses

Parece que a lista dos heróis dos quadrinhos americanos e estudunidenses adaptáveis para o cinema está se esgontando. Tanto que, recentemente, a Warner adquiriu os direitos da graphic novel francesa Headshot, uma série de três edições em formato de livro, de autoria de Alexis Nolent.

A história fala de dois assassinos de aluguel, Jimmy e Louis, que matam um senador e a prostituta que o acompanhava. Dois policiais de Nova York, Perry e Carlisle, são encarregados de investigar o crime e acabam encontrando evidências que apontam para a dupla de mercenário. Mas, antes de os tiras confrontarem seus suspeitos, o parceiro de cada um também é assassinado, o que obriga bandido e policial a fazerem uma espécie de pacto para vingar a morte de seus companheiros.

No caminho, eles descobrem que o inimigo não é o único ponto que eles têm em comum. ea fim. Mas tudo muda quando o parceiro de cada um é assassinado. O assassino e o tira formam então uma alinça, e percebem que seu inimigo não é a única coisa que eles têm em comum.

Headshot será produzido pelos criadores do seriado televisivo Smallville, Alfred Gough e Miles Millar, e ainda não tem previsão para começar a ser filmado.

(shirley paradizo)

Novo vídeo de UP

A Disney/Pixar revelou o primeiro trailer oficial de Up, o próximo longa-metragem de animação do estúdio. O vídeo apresenta finalmente o encontro entre o rabugento Carl e o assustado escoteiro Russel. Esta é a primeira animação da Pixar com a tecnologia Disney Digital 3D. O animado é dirigido por Pete Docter, o mesmo de Monstros S.A., e tem data de estréia marcada para o dia 29 de maio de 2009 nos Estados Unidos. No Brasil, a estréia só vai acontecer em setembro de 2009.



(shirley paradizo)

Animações buscam estatueta

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas recebeu 14 candidatos às indicações ao Oscar de Melhor Animação. Os finalistas serão anunciados no dia 22 de janeiro. Na disputa, estão Wall.E, Kung Fu Panda, Madagascar 2: A Grande Escapada, Bolt: Supercão, Delgo, Caçadores de Dragões, Os Mosconautas no Mundo da Lua, Igor, $9.99, The Sky Crawlers, Sword of the Stranger, O Curioso Ratinho Desperaux, Waltz with Bashir e Horton e o Mundo dos Quem.

Apenas três filmes do grupo serão escolhidos para disputar a categoria. Segundo as regras da Academia, este ano o número de indicações é limitado a três, porque há menos de 16 candidatos às indicações.

Wall.E, da Disney/Pixar, é considerado o favorito na corrida pelo Oscar. A competição pelas outras duas vagas inclui sucessos como Kung Fu Panda, Horton e a continuação de Madagascar, que atualmente lidera as bilheterias americanas.

Outros lançamentos de 2009, como as animações em 3D Coraline, Monsters vs. Aliens, Up, A Era do Gelo 3 e Cloudy with a Chance of Meatballs vão ficar de fora da competição, já que só vão estrear após o anúncio dos indicados.

* Fonte: site Globo.com

Super-heróis disputam troféus

Os super-heróis Batman e Homem de Ferro (imagem ao lado) e o aventureiro Indiana Jones vão brigar pelos principais troféus do People's Choice Awards, evento anual que homenageia as celebridades favoritas do público do cinema, da televisão e da música. Entre os indicados estava a popstar Britney Spears, que foi citada na categoria dos convidados que "roubam a cena" na TV, mas ficou de fora das categorias musicais.

Os troféus People's Choice Awards serão entregues em 7 de janeiro e são um dos primeiros eventos do ano na temporada de premiações de Hollywood, que chega ao auge com a entrega dos Oscar, os prêmios mais importantes do cinema mundial. Mas, diferentemente dos Oscar e outros prêmios cujos laureados são escolhidos por grupos ligados ao mundo do entretenimento, os vencedores do People's Choice são eleitos por fãs do cinema, TV e música.

O ator australiano Heath Ledger foi indicado, juntamente com Christian Bale, com quem contracenou em Cavaleiro das Trevas, por maior dupla no cinema e também na categoria elenco favorito. O filme foi lançado após a morte acidental de Ledger em janeiro. Robert Downey Jr., o protagonista de Homem de Ferro, e Christian Bale (imagem ao lado) também foram indicados para o troféu de ator de ação favorito. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Homem de Ferro e Cavaleiro das Trevas vão disputar os troféus de filme favorito e filme de ação favorito.

O vencedor será escolhido por votação pública online no site www.pcavote.com , entre 10 de novembro e 7 de dezembro. Os troféus serão entregues em Los Angeles, numa cerimônia transmitida ao vivo pela TV aberta CBS.

* Fonte: site Globo.com

Criança & TV: O que restou da televisão aberta?

O que restou na televisão aberta para os "baixinhos", como diz Xuxa, passada a era das apresentadoras loiras? Com raras exceções, como o Cocoricó, da Cultura, a TV aberta se mostra cada vez menos capaz de criar fenômenos entre crianças e os chamados "tweens", os pré-adolescentes. As "paixões" da meninada hoje são Backyardigans, Ben 10, High School Musical e outros programas totalmente gestados em canais pagos, que estampam milhares de subprodutos, de DVDs a cuecas e macarrão instantâneo.

Essa transformação se relaciona diretamente ao fato de as grandes redes abertas terem reduzido significativamente o investimento em programas infantis, considerados caros.
Além disso, a TV paga aumentou sua penetração no país. Em 2003, quando voltou a crescer, eram 3,5 milhões de domicílios, hoje são mais de 5,5 milhões, 80% da classe AB.
Por fim, os canais infantis ampliaram substancialmente a base de assinantes e estão entre os líderes de alcance.

O Discovery Kids, pré-escolar, tem mais assinantes do que qualquer canal pago. De 2,2 milhões em 2002, já ultrapassou 4,8 milhões, contra 4,1 milhões da Warner e 3,9 milhões do Multishow, populares canais de entretenimento. O Cartoon tem 3,8 milhões, o Disney e o Nickelodeon, 3,6 milhões cada um, o Jetix, 3,2 milhões e o Boomerang, 2,8 milhões. A TV Rá Tim Bum, único infantil fechado nacional, está com 1,6 milhão ("Mídia Fatos" 2008).

No Discovery Kids, os telespectadores adoram Hi-5, Lazytown, Charlie & Lola e os Backyardigans. Os pequenos têm mochilas, pelúcias e fazem festas de aniversário com esses personagens. Garotos maiores são fãs, entre outros programas, de Ben 10, desenho criado pelo Cartoon que já virou filme para a TV. Ben, garoto que se torna herói ao girar o relógio, estampa mais de mil produtos só no Brasil.

Já os pré-teens são ávidos consumidores dos mais de 500 produtos do High School Musical, filme realizado e exibido pelo Disney Channel no qual uma banda se forma na escola, e seus "filhotes" com enredos semelhantes, como Hannah Montana e Camp Rock.

Muitos desses programas chegam à TV aberta - Backyardigans passou pela Rede TV!, Ben 10 vai ao ar no SBT e High School foi exibido pela Globo. Mas, quando isso ocorre, o fenômeno já está consolidado, ainda que possa ser alavancado, segundo executivos entrevistados pela Folha, visto que a TV fechada está em menos de 10% dos lares. "Quando Ben 10 chegou ao SBT, já era sucesso no Cartoon. Mas a venda de licenciados foi multiplicada talvez por dez. Não podemos ignorar a classe C, que não tem TV paga e é ávida por consumo", diz Adriana de Souza, diretora de licenciamento do Cartoon no Brasil.

Para Herbert Greco, diretor de marketing da Disney no Brasil, a TV aberta nem sempre tem esse poder. "Quando os programas vão para canais abertos, já estouraram. Às vezes, espera-se aumento das vendas e isso não ocorre." O êxito de canais infantis é ligado também à segmentação da TV fechada. "Pensamos 24 horas em crianças. Na TV aberta, isso não acontece", afirma André Rossi, gerente de programação do Discovery Kids.

E aí vem a segmentação da segmentação. Disney e Nickelodeon acabam de lançar Playhouse Disney e Nick Jr., que disputam com Discovery Kids. São três canais só para "baixinhos" de zero a cinco anos. Não há Xuxa que dê conta.

* Texto de Laura Mattos, publicado originalmente na Folha de S.Paulo