sexta-feira, 6 de março de 2009

Estreia: A Loja Mágica de Brinquedos

A partir do momento no qual uma simpática animação apresenta os créditos iniciais de A Loja Mágica de Brinquedos, o espectador tem contato com uma fábula mágica que carrega o sabor das produções fantasiosas infantis dos anos 50 e 60, como Mary Poppins (1964), tendo também toques dos filmes de Frank Capra, diretor norte-americano que costumava dar toques de otimismo a tramas permeadas por situações tristes na essência, especialmente em A Felicidade Não Se Compra, de 1946, que mistura uma mensagem moral a um pouco de magia na história.

Também por dialogar tão estritamente com produções antigas, A Loja Mágica de Brinquedos tem mais chances de atingir de uma forma mais certeira o público adulto. Mesmo assim, as crianças também podem sair encantadas da projeção por conta do tom de fábula que a história carrega. Ela gira em torno do sr. Magorium (Dustin Hoffman), dono de uma loja de brinquedos. Ele alega ter mais de 200 anos e tem muitas histórias fantásticas para contar, mas sabe que seus dias neste mundo estão contados.


Ele pretende deixar os cuidados da loja para sua gerente, Molly (Natalie Portman), mas antes, que deixar as questões burocráticas em ordem e para isso contrata o contador Henry Weston – mais conhecido como Mutante pelos freqüentadores da loja, como o menino solitário Eric (Zach Mills), um ávido colecionador de chapéus.

A história gira em torno da capacidade que os humanos têm de acreditar e como ela diminui com o passar dos anos. A magia dos elementos do filme está completamente ligada não somente à capacidade dos personagens de acreditar na magia do ambiente e em si próprios, mas, principalmente, do espectador, que tem de se abrir e embarcar completamente na fábula proposta. Simpático, o filme é como um sopro de infantilidade e leveza que tanto faz falta aos adultos.

A direção de arte e os figurinos, principalmente do par de protagonistas – interpretados por Natalie e Hoffman – valorizam elementos infantis, como camisetas estampadas, tênis coloridos, ternos e peças que não combinam entre si. Visualmente, os dois personagens são como crianças crescidas, em contraponto ao “Mutante” Henry, que, sempre sisudo com seus ternos bem-cortados e gravatas combinando, significa um corpo estranho no meio do universo mágico da loja do sr. Magorium.

Por brincar com essa questão do crescente ceticismo que acompanha as pessoas na medida em que a maturidade, responsabilidades e tudo que vem com a vida adulta se instalam, a estréia na direção do roteirista Zach Helm (de Mais Estranho que a Ficção) tem a possibilidade de tocar mais profundamente o público adulto, sem, no entanto, perder a inocência infantil.


Exibição: dia 7, sábado, Telecine Premium

(angélica bito)

* A amiga jornalista Angélica Bito - de quem aprecio muito o trabalho - escreve para o site CineClick (um endereço bacana que traz críticas e informações sobre o universo cinematográfico) Angélica Bito

2 comentários:

Isabelli disse...

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Fernada disse...

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